Em Busca Do Amor Verdadeiro

13 A importância de um amigo


Notas iniciais
Oi meus Swens preferidos. :3 Como vocês estão? Mas um capítulo e nesse vocês vão ver Emma perceber a importância que August tem para ela. Também verão o lado cuidadoso de Regina e o lado curioso de Mary Margaret. Espero que gostem da surpresa. Acredito que alguns vão querer me matar pelo que eu fiz, mas tenham calma, não há motivos para lágrimas ou luto. Está tudo sob controle. hahaha. Boa leitura. Swan Queen. sz

"Mesmo que as pessoas mudem e suas vidas se reorganizem, os amigos devem ser amigos para sempre, mesmo que não tenham nada em comum, somente compartilhar as mesmas recordações." (Vinícius de Moraes)

Passei boa parte da noite ouvindo teorias de August sobre os mistérios de Regina. Ele até começou a entender porque o Henry achava que ela era a Rainha Má, nós rimos muitos das hipóteses e ele sempre falava que há essa hora a orelha dela já tinha caído de tanto que estávamos falando. August começou a queixa-se de dor de cabeça e eu ia chamar um médico, mas ele falou que não precisava que o próprio médico teria dito que seria normal ele sentir um incomodo, ele decidiu tentar dormir um pouco e descansar para que a dor não aumentasse. Concordei. São 4hs da madrugada e essa poltrona desconfortável para acompanhantes ao lado da cama de August é o local que eu tenho para dormir, como não consigo, fiquei apenas olhando ele dormir. Enquanto o olhava lembrei-me de todos os momentos que passamos juntos, ele sempre me acompanhou em tudo. Um dos presentes que a vida me deu foi reencontrá-lo. August era uma das crianças solitárias que vivia no mesmo orfanato que eu, quando saímos de lá tomamos rumos diferentes, ele estudou e fez sua tão sonhada faculdade de direito. Apesar das brincadeiras ele é uma pessoa muito centrada, inteligente e determinada. Sempre foi como um irmão para mim, sempre tive certeza que já vivi outras vidas ao lado dele.

Eu estava distraída em minhas lembranças quando percebi August um pouco esquisito e de repente ele começou a se contorcer e tremer involuntariamente. Tentei segurá-lo, acordá-lo, mas não consegui, então comecei a gritar por socorro. É desesperador ver uma pessoa que você ama tendo um ataque convulsivo, eu não tinha forças para segurar August na maca e seus lábios estavam ficando roxos e ele salivava muito, logo uma enfermeira chegou seguida por um médico que o colocou deitado de lado. A crise foi passando, mas eu estava desesperada. Peguei meu celular e não conseguia ligar para ninguém, meu nervosismo não me deixava pensar em nada, então perguntei para o médico que examinava August:

— Drº o que está acontecendo?

— Ele está saindo de uma crise convulsiva. – Ele falou examinando as pálpebras do meu amigo.

— Ele vai ficar bem? – Falei indo para perto do médico e observando que August tinha parado de tremer, mas estava desacordado.

— Faremos de tudo para que ele fique bem. – Ele falou tentando me tranquilizar.

— Me prometa que ele vai ficar bem! – Falei gritando com o médico.

— Tenha calma, Srtª Swan. Eu irei levar August para fazer uma nova bateria de exames e assim que os resultados saírem eu lhe informarei de tudo. – Ele virou-se para a enfermeira. – Precisamos de aparelhos respiratórios. Ele tem pulso, mas parece que está sem estímulos cerebrais. Chame a equipe agora.

Eu não consegui mais fazer nada, apenas chorei como uma criança desesperada. Vi os médicos saindo da sala e colocando nele um balão de oxigênio, a enfermeira não me permitiu ir e me levou para outra sala e tentou me dar um calmante, mas eu não tomei. Pedi a ela que avisasse a Regina e Mary Margaret, eu realmente precisava de alguém comigo. Fiquei naquela sala e os minutos se eternizaram, eu estava de mãos atadas e não sabia o que realmente havia acontecido com ele. De repente ouço vagamente um falatório vindo da recepção do hospital.

— Onde está Emma? – Era Regina. Eu poderia reconhecer aquela voz em qualquer lugar do mundo. – E o rapaz? Já estão cuidando dele? Levem-me até ela agora!

— Calma Srª Prefeita, eu a levarei. – Escute uma voz apreensiva que tentava acalmar Regina. Poucos segundos a porta da sala que eu estava se abriu.

— Nos deixe a sós. – Regina falou ordenando que a enfermeira saísse e a mesma obedeceu sem questionar. – Emma... – Ela me olhou preocupada. – O que houve? – Eu não conseguia falar absolutamente nada, só chorei. Ela me abraçou. – Fique calma. Ele vai ficar bem, eu prometo que farei de tudo para que ele fique bem. – Ela falava enquanto me apertava em seus braços. Eu me acalmei, notei que Regina usava uma blusa azul escuro e o seu ombro estava encharcado com minhas lágrimas. Não sei quanto tempo Regina ficou abraçada comigo, mas foi tempo suficiente para que Mary Margaret chegasse e nos visse. Não sei por quanto tempo ela ficou nos observando, mas pelo que percebi ela já estava parada ali há algum tempo.

— Emma? – Eu e Regina nos soltamos rapidamente uma dos braços da outra e olhamos. – Estou atrapalhando? – Mary tinha no rosto um aspecto de que não estava entendendo aquele abraço.

— Não, é claro que não. – Fui até ela e a abracei. – Eu estava esperando você. Pedi que ligassem.

— O que houve? Onde está seu amigo? – Seu olhar procurava pela sala.

— Ele foi fazer uma bateria de exames. Teve um ataque convulsivo. Foi horrível. – Minhas lágrimas novamente tomavam conta dos meus olhos.

— Emma, tenha calma. Eu já falei, vai ficar tudo bem. – Regina falou se aproximando e tocando no meu ombro. Notei o olhar de Mary estranhar aquela atitude.

— É Emma, vai ficar tudo bem. – Ela falou tentando agir normamente, mas era perceptível que não estava.

— Eu vou até lá fora pegar um copo de água para você. – Eu apenas fiz um gesto concordando com a cabeça. Regina falou para mim e eu notei que ela ignorava a presença de Mary. Ela saiu da sala e me deixou apenas com a professora.

— Emma, tente ficar tranquila. – Mary falou me puxando para sentar numa cadeira.

— Não tem como ficar tranquila, você precisava ver o jeito que ele saiu daqui. – Falei apoiando meus cotovelos nos joelhos e colocando as mãos na cabeça. Minhas lágrimas molhavam o chão e Mary fazia carinho nas minhas costas. A presença dela ali era diferente, mas era tão reconfortante quanto à presença de Regina. Ficamos uns minutos assim, em silêncio.

— Emma... Sei que não é o momento, mas eu preciso lhe fazer uma pergunta. – Ela falou cuidadosamente.

— Pode perguntar. – Me organizei na cadeira e olhei para ela.

— Por que a prefeita estava aqui? E por que ela estava abraçando você? Eu pensei que vocês não se dessem bem. – Ela se calou por um minuto. Olhou para porta e continuou. – Eu não sei, mas acho que ela não é uma boa pessoa. Não confio nela. – Ela falou receosa com minha reação.

— Mary... Ela apenas estava sendo gentil. – Falei tentando despista-la de qualquer outra hipótese. – Nós estamos tentando não discutir e nos entender, pelo bem estar do Henry.

— Hum... – Ela me analisou. Antes que ela fizesse algum outro comentário Regina entrou na sala.

— Tome beba, acho que vai ajudar. – Ela me entregou um copo de água com açúcar. Regina se mostrava tão cuidadosa, não entendo o porquê das pessoas daquela cidade ter tanto receio dela, realmente como August falou: Ela é uma mulher cheia de mistérios.

— Obrigada. – Respondi e bebi o liquido.

Um silêncio constrangedor ficou entre nós três. Pelo que percebi que a antipatia entre Regina e Mary era recíproca. Depois de alguns minutos e com o dia quase amanhecendo o médico entrou na sala e pediu que fossemos para o quarto onde August estava, pois ele precisava nos explicar a situação. Fomos até lá, eu não sabia o que pensar e estava com muito medo. Mary segurava meu braço e Regina sempre com uma mão apoiada em meu ombro, uma maneira linda de dizer que ela estava ali comigo.

— Bem, temos uma situação delicada. – O médico falou com alguns exames na mão. – Quero deixar bem claro, que apesar da cidade se pequena, a prefeita sempre investiu na saúde e no desenvolvimento do hospital... – Antes que o médico terminasse de falar Regina o interrompeu.

— Agora não é hora para assuntos políticos, nós queremos saber o que está acontecendo e se o Rapaz ficará bem.

— Desculpe prefeita, mas só estou tentando explicar que ele está tendo toda a assistência que precisa. – Ele tentou explicar e conter a falta de paciência de Regina, ela apenas ignorou. – Fizemos todos os exames no seu amigo, Srtª Swan. E eu não sei exatamente o que aconteceu, mas ele está com a atividade cerebral muito baixa. Nós tentamos todos os estímulos, mas o cérebro dele responde de maneira fraca a alguns estímulos dolorosos. Ele continua inconsciente. – Ele ficou alguns segundos em silêncio. – Eu sinto muito.

— O que será feito a parti de agora? Vamos levá-lo para outro hospital melhor? – Eu só escutava Regina tentando resolver, Mary Margaret me abraçava e eu não conseguia fazer nada.

— Como falei prefeita, nosso hospital é desenvolvido, nós realmente temos equipamentos que se usam nos melhores hospitais. Transferi-lo seria um risco e uma perca de tempo. Devemos deixa-lo aqui em observação. – Todos ficaram em silêncio, Regina olhava para mim e seus olhos falavam o quanto ela queria me abraçar, mas ela estava se controlando. E Mary estava fazendo isso por ela. – Deixarei o horário de visitas aberto para que vocês possam vê-lo a qualquer hora e estaremos entrando em contato se houver qualquer mudança no quadro.

— Eu vou ficar aqui com ele. Não vou deixá-lo sozinho. – Falei me soltando do abraço de Mary e tentando me mostrar forte.

— Ok Srtª Swan, vamos colocá-lo num quarto que possa ter espaço para um acompanhante.

Eram quase 6:30 da manhã e Mary Margaret precisava ir para o trabalho, então ela se despediu de mim informando que voltaria na hora do almoço e que estava torcendo pela melhora dele. Nesse momento eu já estava no quarto com August e Regina, eu estava cansada da noite tão perturbada que tinha passado, cansada e triste pelo que estava acontecendo. Sinto-me tão culpada por ter pedido que ele trouxesse as coisas aqui, isso só estava acontecendo por minha culpa, porque eu insisti que ele viesse. Regina afagava meus cabelos dizendo palavras de conforto, falando que logo, logo ele estaria acordado e nos fazendo rir.

— Emma, não se fique assim, você não tem culpa de nada do que está acontecendo. Às vezes algo ruim acontece para nos mostrar alguma coisa, para nos mostrar a importância que as pessoas têm em nossas vidas. – Cada palavra de Regina soava como um conforto para mim, ela parecia está tão certa de tudo que falava.

— Eu sei. Eu sempre soube o quanto ele é importante na minha vida. Ele sempre foi a minha companhia. – Eu falava com a cabeça deitada no colo dela e olhando para August que estava cheio de aparelhos.

— Bem, eu tenho que ir para casa fazer o café da manhã de Henry e mandá-lo para escola. Preciso explicar tudo que aconteceu para ele. Foi muita coisa para uma só noite e eu não o vejo desde ontem.

— Eu sei. Você realmente precisa ir.

— Eu vou passar no Granny’s e mandar a Ruby entregar o seu café da manhã aqui.

— Não precisa se incomodar com isso Regina. – Ela levantou-se, pegou a minha mão e olhou nos meus olhos.

— Me deixe cuidar de você. Você precisa se alimentar e ficar forte para quando o August acordar. – Ela aproximou o rosto do meu e me deu um leve beijo, seus lábios macios me fizeram por alguns segundos esquecer toda a tristeza que eu sentia.

Nós nos despedimos com um longo abraço. Eu sabia que podia contar com Regina, aquilo tinha nos aproximado mais ainda. Aquilo era tão louco e tão normal ao mesmo tempo, todo esse sentimento que eu e Regina tínhamos uma pela outra era algo que nos fortalecia, nos fazia melhor, nos fazia mostrar e ser o melhor de nós.

Fiquei conversando com August por um tempo, contando as histórias que nós já tínhamos passado e o som que vinha do aparelho que mostrava os seus batimentos cardíacos me faziam perceber que eles aumentavam a cada lembrança que eu contava. Eu já estava sonolenta quando ouvi batidas na porta do quarto, achei que fosse a enfermeira ou o médico para verificar alguma mudança, mas me surpreendi com a visita.

— Bom dia, Miss Swan. Vim saber como está o rapaz.

Mas o que ele estava fazendo aqui? Tantas perguntas passaram pela minha cabeça. Foi ele que achou o August quando o acidente aconteceu, o que será que causou essa súbita preocupação nesse senhor? Levantei-me rapidamente da poltrona que estava sentada e me recompus para poder respondê-lo.

Notas finais
Hello!! Ok, estou merecendo a morte? '--' Você viram a Regina? *---* Enfim, espero o comentário de vocês. Por favor, mandem também a sugestão de algo que vocês gostariam de ver na fic ou que acontecesse. :) xoxo ;*