Em Busca Do Amor Da Lua

8 Um Carinho Sempre Faz Bem


Notas iniciais
Obrigada Luna Del Rey por seus comentários. Isso sempre me incentiva. Espero que apreciem esse capítulo fofíssimo (que nem a autora). hauhauhauhuahuhau

Isa estava molhada saindo do banho. Seus olhos vermelhos denunciavam seu choro a pouco. Com dificuldade, escolheu um vestidinho leve e confortável. Quando acabava de pentear seu cabelo, Isa ouviu o chamado de Mú. Ficou na dúvida se devia atende-lo. Não estava chateado com ninguém, apenas com ela mesma.

Sem ter outra opção, saiu do quarto e encontrou o dourado a porta com uma expressão interrogatória.

__ Posso falar com você? – Mú sorriu timidamente.

__ Pode! Entre. – Isa estava pensativa. – Não estou chateada se é isso que quer saber.

__ Era isso, mas não era tudo! Eu sei que tem mais coisas acontecendo.

__ Sim, tem!!! E a culpa é sua também!!! – Isa sentou-se no sofá mantendo a cabeça baixa o tempo todo.

__ E sua também, certo?! – Mú sorriu da timidez dela.

__ É!!! Queria tanto entender o que está acontecendo. – Isa jogou a cabeça sobre o encosto do sofá. – Sabe, já enfrentei inimigos fortes e nunca duvidei se deveria ser uma lunar, mas nunca tive coragem de enfrentar meus próprios demônios. Ai chega você com todo seu controle e segurança, sempre me ajudando, sempre cuidando de mim, nunca esperando ou cobrando. – Isa soluçou. – E sinto que sempre esperei por você, que tenho a resposta a das minhas preces.

Mú continha um sorriso pela declaração da lunar.

__ Mas ai vem esses demônios me assombrando. Fico perdida, sentindo-me impotente, com medo de magoar você, sempre. – Isa soluçava inconformada.

__ E você já me perguntou o que eu acho. – Mú sentou-se ao lado da lunar que tinha uma expressão assustada. – É isso, Isa. Você sempre resolveu tudo sozinha, só que eu te disse que sempre vou estar ao seu lado. Será que não entendeu ainda?

Isa fitou Mú que estampava seu lindo sorriso. De repente, aquilo que era sonho para Isa estava se concretizando. Lágrimas desceram pelo rosto encontrando um largo sorriso. Com cuidado, Mú pegou o lenço que carregava e passou a secar as lágrimas.

__ Sabe Isa, desde o momento que eu te vi, foi como se houvesse um chamado, uma força que sempre me conduzia para você. E não vou negar, te desejo intensamente, mas isso não é tudo. __ Mú corria os dedos pelos lábios entreabertos da lunar. – Não quero só suas carícias, seus beijos. Quero cuidar e te proteger. Como se isso sempre tivesse sido minha responsabilidade, meu papel. É difícil até de compreender, mas sinto que minha vida é para te fazer feliz e te amar. _ Isa se mantinha imóvel e com expressão assustada. – Nunca senti esse sentimento tão intenso e maravilhoso. Só sei que quero te fazer feliz e te proteger, seja como for.

Uma lágrima solitária correu o rosto da lunar, que tremia em entender suas próprias emoções. Mú segurou a lunar no colo, secou sua lágrima com beijos pelo rosto. Percebendo que a lunar não recuava, ousou venerar os lábios de sua amada com a carícia de um beijo tímido, que foi tomado pelo desejo quente e intenso. Aos poucos se separaram. Mú continuou descendo pelo pescoço e colo da lunar, enquanto passeava com mãos pelas coxas torneadas da lunar.

Isa já não tremia, não soluçava, apenas gemia. Aqueles beijos despertavam todo desejo represado pela lunar e pelo dourado. Ela sentia como se finalmente recebesse seu presente, alguém que poderia faze-la superar seus traumas, seus demônios pessoais.

As carícias começaram a ficar mais quentes, sensuais. Eram sensações novas para lunar, que estava perdendo o controle sobre o próprio corpo. O dourado não estava muito atrás nesse descontrole. Apesar de ser conhecido por seu controle e tranquilidade, sempre há momentos em que se perde a cabeça.

Isa se afastou do corpo do dourado ofegando sofridamente.

__ Não, agora não. Preciso que tenha muita paciência comigo. – Isa estava corada enquanto fitava dentro dos olhos do dourado.

__ Tudo bem, meu anjo. É só que esperava muito por isso. Não se preocupe, vou te ajudar a superar tudo e se sentir segura comigo. – Ele sorria satisfeito. – Que tal irmos visitar aquele lago, lembra? Hoje está especialmente quente.

Isa corou lembrando-se do passeio pela mata. Pensou por um instante se deveria, mas a sensação de segurança que ele transmitia a convenceu.

__ Certo! Podemos levar lanches para um piquenique.

__ Ótimo! Vai ser um dia ótimo! – Mú sorriu para a lunar animada.

__ Vamos?

__ Sim, só um minuto. Preciso me acalmar. – A respiração do dourado ainda estava ofegante, quase um súplica luxuriante.

Isa corou ao perceber como o dourado estava excitado. Sentiu-se triste por lhe causar tamanho desconforto, mas ainda tinha certos temores.

Depois de tudo arrumado, o casal percorreu a trilha da mata sem pressa, apenas apreciando a companhia um do outro. Passava do meio dia quando o casal chegou ao lago cristalino e secreto.

Logo que chegaram, os dois partiram para o lago, se refrescando do calor da caminhada. Isa timidamente retirou seu vestido revelando seu biquíni azul e muito comportado. Mú tentou desviar seu olhar do corpo da amada, mas Isa puxou para dentro do lago.

__ Ta todo envergonhado. Agora pouco estava tão travesso. – Isa abraçou o dourado pelo pescoço.

__ Acha que é fácil me controlar com você vestida desse jeito. – Mú ficou sério. – Alguém tem que se controlar, porque pelo jeito eu despertei uma fera sensual.

__ Certo!!! – Isa deu um selinho no dourado, mergulhando em seguida.

__ Ah eu te pego. – Mú mergulhou atrás da lunar.

Ficaram brincando como duas crianças travessas até que seus corpos reclamaram exigindo algum abastecimento para compensar as energias gastas.

Enquanto lanchavam, trocavam olhares cúmplices que revelava como era diferente o sentimento que carregavam.

Entre brincadeiras e carícias, o dia transcorreu. Estavam deitados na grama descansando das atividades aquáticas. Mú estava ao lado da lunar, e passara o dia tentando não fitar o corpo dela, mas estando próximos, era como se tivesse hipnotizado pela bela mulher.

Correu sua mão pelas coxas da Lunar, subindo pelo ventre que se arrepiou pelo toque. Perdendo o controle tão arduamente mantido durante aquele dia, Mú levantou-se um pouco, aproximando-se da lunar, roubou um beijo rápido que não o saciou. Com a necessidade latente, Mú imprensou o corpo da lunar contra o chão e a beijou como se tudo de que precisasse estivesse ali, na sua amada.

Isa percebeu que o dourado estava descontrolado. Sua excitação pressionava a intimidade da lunar que se assustou, tentando se afastar.

__ Mú, calma! – Ofegou a Lunar. – Vamos embora! Antes que eu me arrependa de ter te parado.

Isa se levantou deixando um Mú ofegante e frustrado deitado na grama. A lunar sorriu do dourado que estava totalmente desconfortável. Se ela estava morrendo de desejo, com ele não deveria ser diferente.

Tentando não desistir de sua decisão, Isa se vestiu e arrumou todas as coisas que haviam trazido, enquanto Mú se recuperava e se vestia também.

Caminharam calados, mas tranquilos. Sempre de mãos dadas. O toque é uma forma íntima de comunicação que só os amantes compreendem. E os carinhos daquele casal era uma comunicação livre de timidez, de vergonha, cheia de emoção e sinceridade.

Notas finais
Críticas e elogios são sempre bem-vindos, incentivam e aprimoram as fics e os autores. Ficarei aguardando comentários!!! :-) SA