Notas iniciais
Pessoal! Quase desisti da fic! Não por causa de vcs! Mas como é mais forte que a minha pessoa, postei esse capítulo. Os próximos capítulos poderão demorar pois vou estar viajando nos próximos dias, mas farei de tudo para postar algum nesse tempo. E última notícia: troquei a escrita do nome do Milo para Miro conforme consta na Saint Seiya Wiki! Quem não concordar, leia como mais agradar. Não há necessidade de confusão por causa disso, certo? Espero que gostem do capítulo, haverá muitos esclarecimentos. :-)

Havia passado três meses desde a visita noturna do dourado a Isa. Após isso nenhuma notícia, nenhuma mensagem que apaziguasse a lunar. Memória após memória, Isa já montava a triste história da deusa Selene.

Enquanto isso em Jamiel, Mú ainda se concentrava em sua árdua tarefa de consertar tantas armaduras e também de vigiar o local que parecia estar num cerco contra as guerreiras de Ártemis. Miro fazia ronda junto com Kiki que conhecia bem o local.

No santuário, Isa subia as escadas das doze casas para falar com Athena a respeito das visões sobre Selene. Ao cruzar a casa de Touro, ela sentiu uma tontura forte que a fez se ajoelhar ofegando. Todas as visões se juntaram numa só trazendo toda a verdade a tona

Aldebaran que havia falado com Isa há poucos segundos sentiu a mudança no cosmo da lunar. Correu para a saída da casa e encontrou-a desmaiada nas escadarias em direção a Gêmeos.

Carregando a lunar, Aldebaran a levou até Áries onde mandou um servo chamar Shina. Outro servo levou a notícia até Athena que já esperava a lunar.

Uma serva estava colocando panos molhados na testa da lunar, enquanto Aldebaran aguardava alguma mensagem de Athena. Pouco tempo depois Athena acompanhada do enigmático Shaka, surgiu descendo as escadas de Gêmeos.

__ Athena! – Aldebaran reverenciou a deusa.

__ Aldebaran, como está à lunar? – Athena perguntou após assentir para o taurino.

__ Ela acabou de acordar. Isa pediu para falar com você assim que chegasse.

__ Certo!!! – Athena caminhou até o quarto onde Isa estava.

Shaka aguardava na escadaria acompanhado de Aldebaran. Ambos estavam assustados com a energia que emanava da lunar naquele momento.

Athena entrou no quarto notando a clara mudança na lunar. Os cabelos estavam platinados e os olhos brilhavam em tom de prata. Um cosmo poderosíssimo envolvia a lunar que tinha um sorriso tímido.

__ Agora tudo está no devido lugar, Athena.

__ Selene ou Isa?

__ Sou as duas nessa vida. E somos apenas uma. Agora minhas memórias de outras épocas se conectaram com as desse tempo. Sou Isa, a deusa Selene nesse tempo.

__ Finalmente. Pelo que percebi seu cosmo também se liberou. Agora você já sabe tudo sobre a maldição.

__ Sim! Preciso mostrar para o Mú essas memórias. Assim poderemos nos preparar contra Ártemis.

__ Então é verdade! Ele é o cavaleiro daquela época?

__ Sim, ele é Féres! Sempre estive o acompanhando durante esses séculos. Mas finalmente temos a chance de nos vingar de Ártemis e dos deuses. Athena, esse domínio deles sobre todos deve acabar em breve. E eu vou enfrentar o que for para que possamos finalmente ter direito a escolha.

__ Certo! Avisarei Mú para que retorne.

__ Não Athena. Ele deve terminar sua missão. Precisaremos das armaduras para lutar contra as satélites que logo virão.

__ Certo! Vou pedir para Shina cuidar de você. Fique aqui em Áries. Aqui é seu lugar por direito.

__ Athena, desde quando sabe sobre mim?

__ Desde a aparição do cosmo de Ártemis.

__ Obrigada pela paciência!

Athena apenas assentiu. Quando saiu do quarto, Shaka entendeu a expressão de alívio de Athena. A deusa Selene havia se manifestado finalmente.

__ Por favor, Aldebaran, não comente sobre o que aconteceu aqui. Isa ficará aqui em Áries. Ajude no que for preciso.

O dourado apenas assentiu, e Athena voltou ao seu templo acompanhada de Shaka.

Isa passou as semanas seguintes sem saber como mostrar todas as revelações sem afastar seu dourado. As mudanças físicas eram muito aparentes.

Em Jamiel, Mú sentia a presença dos cosmos hostis das satélites próximo do castelo pelo terceiro dia consecutivo. Cada vez mais elas se aproximavam do castelo. Mas se ocultavam tão bem que era difícil perceber com exatidão.

Exausto, Mú havia terminado o conserto da última armadura. As primeiras armaduras consertadas haviam sido levadas para o santuário pelo grupo formado por cavaleiros de prata comandados por Aioria e Shura.

Por um minuto fechou os olhos, e no momento seguinte sentiu o cosmo a alguns metros de si. Não deu tempo nem de desviar do golpe, apenas bloqueou com a muralha de cristal.

No mesmo instante outro golpe avançou sobre o dourado que estava desnorteado pelo ataque poderoso da satélite. Mú então convocou a armadura dourada e conseguiu bloquear outro golpe da satélite.

__ O que você quer guerreira? – Mú estava irritado.

__ Quero as armaduras! – gritou a satélite.

__ Quem te enviou aqui? – Mú lançou mais um golpe. – Extinção estelar.

__ A deusa Ártemis sabe que vocês estão protegendo a traidora Selene.

__ Protegendo? “Só há a Isa, lunar de Selene.” — Pensou consigo.

__ Essas armaduras jamais terão novos donos novamente. – falou a satélite com proteção azul profundo.

__ Vamos Daphne! Eu já finalizei o outro cavaleiro. – Outra satélite com proteção vermelha surgia atrás de Mú.

__ Calma Aretusa! Vou acabar com esse. – Daphne falava com a parceira de combate. – Onde estão as outras armaduras, cavaleiro?

__ Do que vocês estão falando? Onde está o Miro? – Mú estava assustado com as satélites.

__ Aquele fraco. Deve estar envolvido num doce sonho... que o conduzirá a morte. – Aretusa ria debochadamente.

__ Rede de cristal! – Mú lançou seu golpe envolvendo as duas satélites.

Enquanto as duas ficavam presas na rede, Mú tentou encontrar o cosmo do escorpião, que estava enfraquecendo. Concentrou-se e conseguiu teleportar Miro e Kiki que estavam inconscientes. Telepaticamente tentou quebrar o controle de Aretusa sobre os dois. Mas para voltarem à consciência também dependeria da vontade deles.

Verificando a pulsação dos dois, o ariano foi atacado por Daphne que conseguiu se libertar com seu Chicote de Luz. Chocando-se com a parede, Mú só teve tempo de se teleportar para trás da satélite segurando firmemente o punho dela e a golpeou novamente com extinção estelar. Daphne caiu machucada, mas é defendida por Aretusa que ataca o dourado com Trovão Caçador. O ataque persegue Mú atingido em cheio e é lançado contra uma pilastra.

Aretusa está para lançar mais um golpe quando seus movimentos são paralisados. Logo após um raio vermelho corta o salão se dividindo em catorze outros raios.

__ Agulha escarlate! Você vai me pagar sua satélite imbecil. Agora a última agulha: Antaressssssss. – Miro dispara a última agulha contra Aretusa.

A satélite cai imóvel. Daphne que tentava se levantar vê a cena e grita desesperada.

__ Aretusaaa! Nãooo! Seus malditos!!! Eu vou me vingar de vocês.

Ela envolve o corpo da amiga num golpe de luz e desaparece junto.

Miro corre até o ariano que se levantava com dificuldade.

__ Como você está, Mú?

__ Logo estarei melhor. Onde está Kiki?

__ Com as demais armaduras. Mandei-o protegê-las!

__ Certo Miro! Amanhã levaremos as demais armaduras. Essas guerreiras não vão desistir de destruir cada chance que Athena tiver de se defender.

__ Vamos descansar e partiremos cedo!

No santuário, Shina acompanhava Isa nas escadarias das doze casas. Era uma visita a convite de Athena que tinha notícias para a lunar e a amazona.

Acabavam de passar por Leão em direção a Virgem quando Isa sente uma forte dor e se abaixa sentando. Amparando a amiga, Shina fica aflita ao ver a lunar perder a consciência.

__ Isa! Acorda Isa! Não era para acontecer mais, as memórias já voltaram. – Shina falava mais para si. – Aioria! Aioria!!! – Shina gritava pelo guardião que as saudara antes.

Aioria surgiu rapidamente vindo de sua casa. Sem nenhuma pergunta, carregou Isa para o Ambulatório dentro do santuário. E na entrada da emergência ficaram até que o médico solicitou a transferência de Isa para um quarto onde permaneceria internada até estabilização do quadro.

Enquanto Shina ficava com a amiga, Aioria foi avisar Athena que convocou Mú imediatamente. Em questão de minutos o ariano estava na sala do templo assustado com a notícia.

__ Onde ela está Aioria? – Mú carregava vários hematomas da luta ocorrida há poucas horas.

__ Calma Mú! Ela está bem! Vocês foram atacados? – Athena fitava Mú.

__ Sim! Guerreiras de Ártemis. Miro e Kiki ficaram com os demais cavaleiros enviados do santuário para trazerem as armaduras.

__ Então temos urgência para sagrar os cavaleiros das armaduras restauradas. – Athena comentou inquieta.

__ Athena, poderia ir ver Isa? – Mú estava mais controlado.

__ Certo, pode ir! Agradeço sua lealdade, Mú.

O dourado apenas assentiu e saiu acompanhado do leonino que correram até o ambulatório. Shina os esperava sentada ao lado da cama da lunar.

__ Isa, meu anjo! – Mú se aproximou afagando o rosto sereno da amada. – O que aconteceu Shina?

__ Ela sentiu dor e desmaiou. O médico quer falar somente com você. – Shina falava baixo.

__ Certo! – Mú caminhou até a enfermaria.

O médico então levou o dourado para o consultório. O diagnóstico de Isa foi passado ao dourado que estava em estado de choque. Poderia ser verdade?

Notas finais
O que será que está acontecendo com Isa??? Qual será a maldição de Ártemis? O que acontecerá nos próximos capítulos? P.s.: O nome das guerreiras de Ártemis foram dados em homenagens as mulheres salvas da violência de homens pela deusa caçadora. E que comecem as apostas!!! P.s.: Feliz Natal atrasado e Feliz Ano Novo adiantado! SA :-)