Em Busca Do Amor Da Lua
20 Prazeres dos Mortais!
Notas iniciais
Isa acabava de despertar naquela manhã ensolarada. Estava bem descansada e feliz pela volta do dourado. A noite havia sido de terna e calma paixão. Era preciso certa paciência dado as condições especiais de Isa. Apesar disso, Isa estava tão bem, que nem parecia ter passado por uma internação. Nem a barriga despontava ainda.
Mas o dourado era todo cuidado com a lunar, e isso deixava Isa muito contrariada. Achava que não era merecedora de tanto zelo e amor, quando ainda escondia o segredo de sua vida de seu cavaleiro.
Pensava como poderia revelar tal história sem que causasse um imenso impacto. Tinha medo de afasta-lo de si. Sentia no seu interior, que se Mú continuasse com a mesma alma daquele tempo, poderia esperar atitudes de abnegação para salva-la do sofrimento.
__ Que história foi essa de vocês serem atacados por guerreiras de Artémis? – Isa falava enquanto tomava um pedaço de abacaxi no prato.
Mú olhou calmamente para lunar encantado com a fome que ela tinha. Não se lembrava de vê-la se alimentar tão saudável assim.
__ Achei que não sobreviveríamos à luta. São fortes demais. Eu estava esgotado. Milo foi pego de surpresa junto com Kiki. A satélite que derrotamos era muito forte, mas confiante demais no seu poder. O que mais me deixou confuso foi uma frase dela. – Mú falou olhando pela janela.
Isa sentiu um arrepio correr seu corpo e gelar seu coração.
__ O que foi que disse?
__ Que Artémis sabe que estamos protegendo Selene. Será que ela falou de você lutando ao nosso lado?
Isa confirmou o que suspeitava. Artémis já sabia de sua atual forma. E logo saberia da gravidez, o que a deixaria em desvantagem frente à deusa da caça. Mas não poderia temer. Tentaria esconder a gestação o máximo que pudesse e depois aplicaria a técnica que poderia mudar o resultado final da maldição.
__ Pode ser, pode ser. – Logo terei que despertar as lunares para a guerra, pensou Isa.
__ Mudando de assunto. Estou feliz pelo seu cuidado com a alimentação. – Mú apontou as frutas no prato da amada.
__ Sacrifícios que fazemos por quem amamos! – Isa suspirou resignada.
Quantos sacrifícios ainda seriam preciso para que fossem felizes?
Mú sorriu segurando a mão da amada em claro sinal de apoio.
Já na casa de Escorpião, um dourado esperava ansiosamente a chegada da amazona desejada. Até mesmo seu cosmo estava agitado. E isso não passou despercebido pelo amigo de batalha.
__ Está ouriçado por que, escorpião? – Shura cruzava a casa do dourado.
__ Ah, Shura! Olá amigo! Estou tenso pela viagem que de ontem. Ficar vigiando o tempo todo me deixou muito tenso. – Miro riu.
__ Isso explica esse seu cosmo agitado. Vá descansar amigo, que aqui está tudo tranquilo. – Shura continuou sua caminhada para capricórnio.
__ Certo Shura! Até mais! – Ufa, ainda bem que ele acreditou, pensou Miro.
Em certo pedaço da manhã, Shina alcançou a entrada da casa de Áries. Pediu passagem, e obteve resposta telepática de Mú. Esses dois nunca mudariam. A saudade parecia demais para eles acabarem numa noite.
Shina respirou fundo e continuou. Passou casa após casa sem problemas. Mas ao passar por Leão, Aioria apareceu para cumprimenta-la.
__ Olá Shina. Como anda tudo? – Aioria estava com seu uniforme de treino.
__ Está tudo bem. – Ai, eu vou me atrasar se continuar aqui, pensou Shina.
__ E como vai a Isa?
__ Bem! Ela está sendo cuidada pelo Mú. Acho que não terá mais problemas tão cedo. – Shina estava impaciente.
__ Ummm, que bom! Está com algum compromissado marcado? Parece com pressa. – Aioria fitou a amazona.
__ Só estou indo levar os relatórios que o Grande Mestre pediu a respeito dos aspirantes. – Que Atena me perdoe, pensou.
__ Então até a próxima, Shina. – Aioria parecia desconfiar.
__ Até mais!!! – Shina cruzou a casa.
Seguiu até cruzar a última que a separava de escorpião. Não encontrou o guardião da casa a esperando. Mas sentiu seu cosmo agitado dentro da casa. Caminhou devagar e tensa até entrar na casa.
Subitamente foi puxada pela mão, perdendo o equilíbrio. Num instante estava sendo segurada pelos braços do dourado que a trouxe para mais perto.
__ Estou quase entrando em combustão de tanto desejo por você. – Miro deu o seu melhor sorriso malicioso.
__ Percebi pelo seu cosmo. Logo vão notar e achar estranho.
__ E a culpa vai ser sua. Só você pode me acalmar. E vai ser agora mesmo. – Miro a tomou no colo e a carregou para o seu quarto que estava todo organizado esperando a amada.
__ Esperando alguém, escorpião? – Shina debochou do dourado quando este a colocou na cama.
__ Sim, a minha deusa quente. – Miro tomou os lábios da amazona, sem perdão.
Shina nada respondeu. Pudera! Estava ocupada demais para debochar dele. Queria muito mais era vê-lo se contorcer de desejo do que de rir.
Miro também não fazia por menos. Boca ocupada, mãos ocupadas, mente ocupada. Tudo estava trabalhando em torno do corpo da amazona. Com o tronco desnudo, trouxe as pequenas mãos da amazona que passaram a acaricia-lo com timidez até encontrarem por acidente sua ereção pressionando o tecido da calça.
Não resistindo ao toque, mesmo indiretamente, Miro trouxe a mão de Shina para dentro da calça onde tocou na pele quente do membro enrijecido do dourado. Ao sentir a surpresa da amazona, Miro sorriu satisfeito.
__ Que mãos de fada, preciso mais de você. – E puxou a blusa da guerreira revelando o top negro que usava.
Não pensou duas vezes. Miro deitou a amazona e passou a beijar seu corpo enquanto está ainda acariciava a ereção do dourado.
__ Tira essa calça, por favor. – Shina suplicava.
__ Tira para mim, Shininha. – Miro era malícia pura.
A amazona não precisou nem pensar. Com agilidade em alguns segundos tinha um verdadeiro deus grego nu a sua frente.
__ Ah, isso vai valer cada minuto da minha loucura. – Shina estava extasiada.
__ Gostou do que viu?
__ Gosto mais do que posso tocar. – E com imenso desejo tomou o membro ereto do dourado na boca arrancando gemidos.
As palavras haviam fugido da boca de Miro. A única coisa que ele emitia eram sons guturais que faziam a amazona se excitar mais. Quase perdendo o controle da situação, Miro puxou a amazona para si, que emitiu um gemido de descontentamento.
__ Ei, você tem uma boca que leva qualquer um a loucura, amazona. Mas eu quero te deixar louca também. – Miro sorria ainda fraco pelo prazer que a amazona havia dado, sem chegar a clímax.
Deitou-a novamente, e desta vez puxou o top e a calça da amazona, pondo-os em pé de igualdade. Nada os separava. Era pele com pele, calor inundando os corpos, e bocas sedentas de beijos.
Tomou o corpo da amazona todo em beijos e carícias que a fizeram suplicar por alívio.
__ Nada disso, minha deusa. Eu ainda quero saber qual é o seu sabor. – Miro fitou para o sexo da amazona que se assustou com o olhar mortal do dourado.
Esse não deu tempo de fuga para amazona, e passou a beijar e sugar o líquido que umedecia a carne rosa. Não precisou esperar nada para vê-la chegar ao clímax e gemer como nunca tinha visto uma mulher fazer.
Aquela sensação de ter dado prazer a sua mulher não abandonaria Miro tão cedo. Mas ele queria vê-la mais entregue. E para satisfação de ambos e antes que a amazona se recuperasse do choque de prazer, passou a penetra-la sem dó nem delicadeza. Sentia-se como um animal marcando seu território e a sua fêmea. Mas ao mesmo tempo sentia um incrível carinho e afeto por sua mulher, que não podia explicar.
E naquele jogo de prazer e sedução, os dois ficaram por algum tempo, até que Miro se desse por vencido e chegasse ao clímax junto com a amazona que já estava exaurida de tantas sensações.
Após alguns minutos se recuperando do melhor sexo que havia tido, Miro puxou a amazona para seu peito e a abraçou. Sorriu consigo, ela estava totalmente descarregada, cochilando minutos depois com a cabeça sobre os ombros dele.
Aquela sensação era melhor que a ambrosia dos deuses. Miro tinha certeza disso.
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