Em Busca Do Amor Da Lua
27 Para o Coração Não Se Mente!
Notas iniciais
Depois do plano bem sucedido de Mú e Miro, Isa se limitou a não descer as doze casas com frequência. E sempre que o fazia era no horário que ela sabia que mestre e pupilo estariam treinando, ou seja, nenhuma tentativa de sedução do ariano.
Como o dourado não é e nunca foi bobo, passou a treinar Kiki mais cedo que o habitual para então estar na casa de Áries quando a lunar passasse por ali. Claro que o pupilo ajudava em tudo que podia para trazer a lunar de volta. Isa não sabia que havia um verdadeiro complô contra sua decisão de romper o compromisso com Mú.
O ariano aguardou pacientemente o dia que ela iria passear nos jardins próximos a trilha a arena e a trilha para a vila das amazonas. E naquele dia, finalmente sua perseverança séria recompensada. Sentiu o cosmo de Aldebaran se expandindo. E recebeu feliz o recado do amigo. A lunar acabava de passar pela casa de Touro, e estava indo para Áries.
Isa tentava passar despercebida por Áries, para que não tivesse o azar de talvez cruzar com o ariano. Mesmo com o cosmo camuflado, dessa vez a lunar não teve como passar de mansinho por Áries.
__ Bom dia deusa Selene! – Mú sorria sinceramente feliz pela visão de Isa.
__ Bom dia cavaleiro! Posso passar por sua casa? – Isa manteve sua expressão impassível, apesar do susto de ser recebido por quem menos esperava.
__ Se pudesse te dar uma ordem, eu diria que não. Que você deveria ficar aqui na minha casa, mais precisamente no meu quarto. Mas como você não atenderá, então pode passar sim. Mas antes... – Mú fez suspense.
__ Você não muda mesmo. Sempre querendo ser espertinho comigo, né. – Isa falou sem humor nenhum. – Antes o que? Fale cavaleiro! Tenho coisas a fazer.
__ Antes quero saber como está meu filho. Esqueceu que um pedacinho de mim está dentro da sua barriga. _ Mú falava maliciosamente.
__ Não esqueci. Aliás, ele não me deixa esquecer. – Isa olhou a barriga que se mexia me movimentos loucos.
Mú se aproximou da lunar que já ia protestar quando o mesmo se abaixou e beijou a barriga exposta pelo top que ela usava. Ele começou a falar baixinho próximo a barriga e o bebê parecia entender, pois foi ficando quietinho, quietinho. Isa agradeceu mentalmente por isso, pois essa agitação era muito desconfortável naquele momento, já que parecia não haver mais espaço na barriga para o bebê ficar trocando de posição.
Após acariciar a barriga, Mú levantou-se ficando em pé ao lado da lunar.
__ E está indo onde, Isa?
__ Vou a minha casa na vila das amazonas, pegar alguns objetos e roupas que preciso. Estou bem atrasada, com licença. – Isa começou a caminha novamente quando sentiu seu braço ser segurado.
__ Ei calma! – Mú sorriu travessamente. – Como está indo sozinha, vou te acompanhar. Parece que o Miro não pode ir dessa vez, né?! – Aquele expressão era de quem havia aprontado.
__ Ele desapareceu, na verdade. Acho que foi de propósito. Ou ele deve estar ocupado com uma certa amazona que conhecemos. – Isa parecia contrariada. – Mas eu não preciso de nenhum defensor.
__ Quem disse que vou para te defender só. Vou para desfrutar da sua companhia, bobinha. – Mú aproximou-se das costas da lunar falando roucamente.
__ Ei, você se lembra da sua promessa, não é? – Isa falou assustada com os arrepios que correram seu corpo.
__ Lembro sim! Eu não farei nada que você não queira. – Mú sorriu fitando as escadas à frente. – Vamos? – Ele estendeu a braço para a lunar que aceitou um pouco relutante.
Os dois caminharam tranquilamente, conversando sobre o bebê e outras coisas corriqueiras. Eles pareciam um casal feliz desfrutando de um passeio ao ar livre. Nada além disso.
Ao chegarem a casa, Isa foi para o seu quarto e encontrando cada objeto que precisava. Enquanto pegava os objetos e colocava numa bolsa, Isa não percebeu a presença do ariano no quarto que olhava a cama e o ambiente com um brilho nostálgico. Isa percebeu e curiosa perguntou:
__ Algum problema Mú?
__ Lembra-se daquela noite que fugi de Jamiel só para matar a saudade de você?
A lunar ficou corada só pela referência. Havia sido uma noite de amor tórrida que resultou no bebê que carregava.
__ Como posso esquecer. Nosso bebê foi gerado naquele dia. – Isa falou sorrindo enquanto acariciava a barriga.
__ Resultado do nosso amor Isa. – Mú tocou a barriga da lunar. – Tenho muita saudade desse tempo, em que você compartilhava a cama comigo. – O ariano sussurrou.
__ É mesmo? Não parecia, pois passei quase um mês sem nem te ver, imagina dormir contigo. – Isa estava muito magoada, e se defendia com o sarcasmo.
__ Já reconheci meu erro! Sou humano, passível de erro. E você como é deusa deveria me perdoar e voltar para mim, divina como é. – Mú passou a beijar a curva do pescoço lunar pelas costas.
__ Ei, você me prometeu que não me tocaria, além da barriga. – Isa protestou.
__ Mas eu não estou te tocando, estou te beijando. – Mú virou-se para ela e começou a se aproximar lentamente.
O olhar malicioso que o ariano tinha fez Isa se arrepiar. Ela sentia-se como a caça que em segundos seria abocanhada pelo felino. Mú se aproximou mais um pouco mantendo o olhar fixo na lunar. Quando percebeu, a lunar estava entre a cama e Mú, que no mesmo momento tomou os lábios da lunar com voracidade. Ele não a tocava, mas a beijava com tanto ardor que Isa sentiu-se presa aos carinhos dele.
Romperam o beijo para respirar, e com as pernas trêmulas, Isa sentou-se na cama totalmente excitada e revoltada com seu corpo traidor. Mú a fez deitar sem protesto, e começou retirando a calça da lunar, para em seguida passar a beijar as belas pernas. Retirou a calcinha delicada da lunar, que sentiu seus últimos protesto cederem a vontade do ariano.
Já havia alcançado o clímax, quando percebeu que Mú retirava as roupas. Observou atentamente o lindo homem a sua frente. A visão do dourado nu despertou ainda mais a libido da lunar o tocava com um olhar de luxúria.
A lunar ficou em pé e empurrou o dourado na cama, comandou o show. Sem dificuldade realizou seu primeiro desejo. Tomou o membro ereto o dourado na boca, sentindo o sabor do homem que amava desesperadamente. Os gemidos passaram a ser intensos. Isa subiu um pouco e passou a beijar o tronco do cavaleiro que estava entregue as suas mãos. Finalmente beijou-o intensamente até que subiu sobre o membro ereto do dourado, deixou-o penetra-la lentamente. Hoje, quem estava mandando na brincadeira era a lunar.
Se movimentando lentamente, Isa começou a sentir o desejo a dominarem, e logo estava descontroladamente gemendo pelo prazer que sentia. Mú observava as reações da lunar ao prazer que sentia. Alguns momentos depois o ariano também se perdia no prazer percorria seu corpo. Ambos chegaram ao êxtase ao mesmo tempo, fazendo daquele quarto a única testemunha desse amor consumado.
Extasiados e consumidos pelo momento, adormeceram. Isa estava deitada sobre o peito de Mú que a abraçava firmemente. Suas expressões, mesmo descansando era pura satisfação.
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