Em Busca Do Amor Da Lua
10 Gentleman, gentleman, Don Juan a parte!!!
Notas iniciais
Mú levou a lunar até a casa de Áries, sendo seguido de perto pelo escorpião e a amazona. Descansou o corpo da guerreira na sua cama e se encaminhou ao banheiro, saindo logo depois com uma bacia com água e um pano. Molhou o tecido, retirou o excesso e começou a passar pela pele suada da lunar.
Milo e Shina acompanhavam tudo em silêncio. Mú passava o pano e depois enxaguava. Quase dez minutos depois de iniciar o processo com o pano molhado, Mú viu a lunar abrir os olhos lentamente.
Aliviado, abraçou a lunar como se pudesse perde-la naquele momento. Levantou o rosto fitando a face serena da guerreira. Com delicadeza correu os dedos sobre os lábios entreabertos de Isa.
Vendo a cena, Shina compreendeu, deu um empurrão no escorpião que se assustou, mas compreendeu na hora.
__ Vamos fazer alguma coisa para todos comer. Já é quase meio-dia. Vamos Milo.
Os dois saíram do quarto deixando o casal sem testemunhas.
__ Que susto! Meu anjo, o que te aconteceu? –Mú estava muito carinhoso e preocupado.
__ Eu comecei a ver algumas imagens. Pessoas que nunca vi. Estava muito desfocado. _ Isa tinha os olhos fixos. – Um deles, um homem tinha roupas douradas que atacou a mulher que era toda prateada. Ela caiu no chão sangrando. Depois o mesmo homem correu em direção da mulher e a segurou, parecia chorar. Não tenho certeza. – Isa ofegava com se sentisse dor.
__ Calma! Já passou! – Mú acariciava a lunar.
__ Eu sinto a dor deles. É maior que um golpe, que um corte. É algo na alma.
Mú abraçou forte a lunar, beijando seus cabelos.
__ Eu to aqui, e não vou deixar nada te acontecer.
A lunar ergueu seus olhos marejados e fitou o dourado que acariciava seu rosto. Num ato desesperado, Mú tomou o rosto da lunar entre suas mãos, aproximou-se e beijou-a sofridamente, um beijo cheio de promessas e alívio.
Depois de uns instantes, Mú separou-se da lunar sem desfazer o abraço. Sentou-se na cama apoiando as costas na cabeceira, e trouxe a lunar para seu colo, aconchegando-a em seus braços.
__ Não me deixe, nunca. Me assustou com esse desmaio.
Isa sorriu corada com o olhar intenso do dourado.
No mesmo instante ouviram barulhos vindos da cozinha da casa. Shina gritava com Milo que havia derrubado algo.
__ Vamos ver o que esses dois estão aprontando? – Mú perguntou sorrindo para a lunar.
__ Certo!
Mú carregou a lunar até a sala. Caminharam sorrateiramente e espiaram os amigos arrumando a mesa e limpando a bagunça da pia.
__ Quem mesa arrumada, né Isa? – Mú falou com um sorriso no canto da boca. – Esses dois tem futuro juntos.
No mesmo instante, Milo e Shina passaram do susto para extremo desconforto.
__ Quem? Vocês têm, muito futuro. Esse aqui só sabe quebrar as coisas. – Shina corou e depois desdenhou de Milo.
__ É mesmo Shina? Pergunta para ela quem foi que fez a fasolada. – Milo estava irritado.
Mú e Isa fitaram a amazona que acabava de posicionar a comida na mesa. Shina percebeu o olhar de todos.
__ É, foi ele. Foi o Milo mesmo. É mas eu fiz a salada caprese e bruschetta. Típicas da minha terra. – Shina exibiu o prato orgulhosamente.
__ Nossa, cozinha internacional! Amei!!! – Isa batia palmas maravilhada.
__ A Isa aprovou! Vamos almoçar logo que o escorpião aqui não fica em pé vazio. – Milo gargalhou.
__ Saco sem fundo. – Shina comentou baixinho.
__ O que foi, Shina? – Milo parecia perder a paciência.
__ Nada, Milo. A Shina só está falando que tudo está ótimo. – Isa tentava contornar a situação. – Vamos comer?
__ Vamos. – Mú ajeitou a cadeira para a lunar.
Os quatro amigos se serviram e ansiosos comeram os pratos que estavam deliciosos. Ao terminar a refeição, todos ajudaram a arrumar a bagunça.
__ Você vai ficar bem Isa? – Shina falava preocupada com a amiga.
__ Pode deixar Shina. Vou cuidar da sua amiga. – Mú abraçava a lunar protetoramente.
__ Certo! – Shina concordou.
__ Então nós vamos deixar os pombinhos sozinhos, né Shina?! – Milo fitou maliciosamente o casal.
Shina apenas assentiu.
__ Só uma pergunta que não quer calar. Vocês já andaram fazendo um... como poderia dizer, chegaram nos finalmentes, fizeram papai-mamãe, aquilo naquilo, furunfada, sabe... – Milo mais se complicava.
Todos estavam corados. Quando Mú entendeu a insinuação de Milo, sua costumeira calma foi substituída por uma grande ira.
__ Por que essa pergunta sem nem pé nem cabeça? – Isa segurava Mú para acalma-lo.
__ Foi mal, amigo, mas é que esse desmaio da Isa foi tão estranho que pensei pudesse estar vindo um carneirinho por ai...
__ Some daqui seu... seu... antes que te jogue uma extinção estelar... – Mú estava injuriado com audácia do amigo.
__ Seguro o carneiro ai, Isa. Eu vou indo tá. Qualquer coisa me chama. – Shina saiu assustada com a explosão de humor do dourado.
Isa guiou o dourado para o quarto onde ficaram juntos e em silêncio por um tempo.
__ Só não entendi porque você ficou tão bravo com a pergunta do Milo. Está certo que isso não é do interesse dele, mas que eu saiba você também quer isso...
__ Você não entendeu Isa. Eu quero te amar, te venerar com meu corpo, fazer amor com você. A forma como ele se referiu é muito vulgar. – Mú falava fitando a lunar.
Aquela declaração fez Isa estremecer, um desejo gigantesco percorreu seu corpo. Ao notar o brilho nos olhos da guerreira, Mú a trouxe para seu colo atacando seus lábios num beijo carregado de desejo e paixão, enquanto suas mãos corriam pelas costas da lunar certificando-se que a manteria pressionada contra seu corpo.
Descontrolado como nunca acontecia, Mú passou a beijar o pescoço e os ombros da lunar que se arrepiava e gemia sem parar. Sem noção dos seus atos, Isa retirou a camisa de Mú, deitou-o na cama e sentando-se sobre o quadril do dourado.
Distribuiu beijos que formaram uma trilha que ia do pescoço até o ventre. Gemidos e mais gemidos ecoavam naquele quarto. Mú trouxe Isa para perto de si, beijando-a novamente e aos poucos retirando a camiseta da lunar.
Ofegando sofridamente, sentou-se com a lunar montada no seu colo e trilhou com beijos cada centímetro da pele da amada. Enquanto beijava-a, Mú retirou o sutiã rendado da guerreira, revelando seus seios firmes com bicos intumescidos.
Ao sentir a língua do dourado correr pelos seios, Isa conseguiu sair do seu transe de prazer, temendo pelo desfecho do momento.
__ Mú, eu não posso! Não estou pronta! – Isa se afastou assustada.
Dolorosamente excitado, Mú fechou os olhos tentando se controlar falhando miseravelmente. Ele desejava a guerreira mais do que podia compreender. Queria tanto beijar e tocar cada parte do seu corpo claro.
__ Ok! Você é linda demais, perdi totalmente o controle. – Mú suspirou longamente.
__ Não quero te deixar assim, tão desconfortável por causa do meu trauma. – Isa bufou triste.
__ Não, não Isa. Não pense nisso! Pelo contrário, quero te ajudar a superar seu medo e ter sua primeira vez prazerosamente. – Mú dava pequenos beijos nos lábios da lunar. – Vou só te beijar, você confia em mim?
Isa assentiu deitando-se na cama, enquanto o dourado sorriu maliciosamente para a bela mulher a sua frente. Mú passou a beijar os seios da lunar que se contorcia. Rapidamente desceu os beijos até o ventre de Isa, afastando lentamente a calça que a lunar usava. Corando pelo toque, Isa fechou os olhos somente aproveitando os toques do dourado.
Sentindo a calça sendo retirada, Isa se assustou, mas decidiu confiar no dourado. Os beijos passaram da panturrilha para a coxa, indo para o interior da coxa, chegando na calcinha preta da lunar.
__ Não vou fazer nada do que você pode pensar. Só quero te beijar, Isa. Confia em mim?
__ Ahãn!!! – Isa estava corada.
O dourado retirou a última peça da guerreira e passou a beijar cada pedacinho do ventre da lunar, que gemia e contorcia. Sabendo que a lunar nunca tinha provado nenhum prazer assim, Mú passou a beijar o sexo úmido da guerreira que corou violentamente ao perceber o que o dourado fazia. O que ela não esperava era pelo prazer que começava a se formar no seu sexo. Correu as mãos até os cabelos do dourado fazendo uma leve carícia, como se aprovasse cada movimento dele.
Os gemidos se intensificaram, aumentado também a determinação do dourado em fazê-la ter o prazer máximo. Diante do orgasmo, Isa entendeu o que o dourado tanto queria lhe dar. Mú percebeu que a lunar havia chegado ao clímax, sorrindo satisfeito. Sabia que do jeito certo e com paciência Isa sentiria prazer acabando com esse trauma.
Ofegando, Isa sentiu os lábios de Mú tocaram os seus. Sorriu timidamente imaginando que esses lábios haviam conduzido ao prazer. Sentia um pouco de vergonha pela intimidade em que se encontravam, mas queria muito retribuir todas as sensações deliciosas que havia sentido.
__ É bom, não é? – Mú dava selinhos na lunar.
__ Muito! Mas você não está satisfeito, tenho certeza disso. – Isa apontou para o volume que se formava na calça do dourado.
__ Não tem problema!!! Eu queria que você sentisse como é estar com uma pessoa que se confia, que te ama.
__ Mas eu quero te dar prazer também! – Isa fez um bico como criança mimada.
__ Não precisa! Não quero que se arrependa de fazer amor comigo. – Mú sorria ternamente.
__ Eu confiei em você, certo. Agora confie em mim. Sei como posso te dar prazer. _ Isa tocou firmemente a excitação do dourado.
Deitou o dourado, beijando-o pelo abdômen. Abriu a calça do dourado, retirando-a. Sem paciência, retirou a boxer branca, revelando o membro nada singelo do dourado.
__ Uau!!! – Não dava para falar nada mais.
A lunar tomou o membro na mão, fazendo o dourado gemer roucamente. Começou a movimenta-lo com vontade. Depois desse momento, trauma algum a faria parar. Isa o afagava com uma mão enquanto o masturbava com a outra. Aquilo a deixava tão satisfeita que passou a entender por que o dourado queria tanto dar prazer a ela.
Logo percebeu a perturbação nos gemidos do dourado, e o volume em sua mão se enrijeceu mais. Em seguida, o dourado deu um gemido alto, chegando ao orgasmo intenso.
Vendo a expressão de satisfação de Mú, Isa compreendeu que havia feito direitinho. Com a respiração voltando ao normal, Mú puxou a lunar para si, sorrindo satisfeito.
__ Você é perfeita, meu anjo! – Mú deu um beijo nos lábios da lunar.
__ Você que é perfeito! – Isa se aconchegou no peito do dourado.
Ficaram quietos, apenas se acariciando. Por fim, Isa adormeceu.
__ Uma mulher deliciosa que parece um anjo! Descanse minha deusa!!! – Mú pensou consigo.
Fale com o autor