Em Busca Do Amor Da Lua

39 Dois questionamentos = Uma Resposta


Notas iniciais
Olá Pessoal! Demorei um pouco mais, mas foram por razões especiais! Quero muito dividir com vocês uma notícia especial. Esse início de mês eu lancei meu segundo livro intitulado Maschere - Máscaras da Vida. Um projeto longo e cheio de obstáculos que finalmente consegui vencer. Então estou vibrando de alegria. Outro motivo de alegria foi receber minha primeira recomendação nesta fanfic. Apesar de muitos elogiarem, não tinha recebido nenhuma recomendação nesta. Ainda mais tão linda como a que a Elóa fez. Obrigada flor, foi incrível. E claro não posso deixar de agradecer a todos que acompanham e comentam. Obrigada pela paciência em aguardar as novas postagens e pelos posts sempre tão lindos. Então sem mais lágrimas, vamos ao capítulo! ;-)

Shaka sentiu a vibração do cosmo de Mú e Isa. Olhou o semblante sereno de Ariana. Até o momento seu sono era tranquilo. Mas queria entender o que a atormentava no sono que prolongava pelo dia. Ele já sabia que as mágoas de outras épocas haviam ido embora. Mas havia algo que incomodava grandemente a líder das lunares.

Ao entrar na sala, Mú encontrou o amigo em pé com a lunar no colo, segurando-a como uma criança indefesa.

__ Veja só Isa, eles se entenderam. – Mú sorriu para o amigo que se mantinha sério. – Vai leva-la para sua casa? – o ariano tinha conhecimento da situação do amigo e da lunar.

__ Ariana queria pedir permissão a Isa para deixar o posto de líder por essa noite. Posso leva-la? – Shaka se dirigiu a Isa que com um doce sorriso acenou com a cabeça. – Certo. Amanhã ela estará de volta as suas funções. – O virginiano começou a caminhar em direção a saída. – Valentim deve estar para acordar e tomar sua mamadeira, mas dormiu até agora tranquilo.

O casal ouviu o dourado, sorrindo com a preocupação dele. Em segundos a porta foi fechada e casal começava suas últimas providências antes de se deitar.

***

Shaka caminhou o mais rápido que pode. Ao chegar a sua casa, colocou a lunar deitada sobre as almofadas que havia em sua sala tipicamente indiana. Havia ainda um tapete com desenhos antigos e muitos futons extensos tomando o lugar dos sofás. Uma mesinha baixa estava numa das paredes servindo de aparador. Tudo muito aconchegante. Shaka ajeitou algumas almofadas mais sob a cabeça dela, e cobriu-a com uma manta leve, apenas para protege-la da friagem da noite.

Ao observa que tudo estava organizado, Shaka sentou-se em posição de lótus, e começou sua vigília em torno dos sonhos mais ocultos da lunar. Estava calmo, tudo muito calmo. Havia passado uma hora desde o início da vigília. Shaka se mantinha atento a qualquer oscilação na energia da lunar.

No mesmo instante o dourado sentiu a energia se tornar agressiva. Era o momento certo. Ariana se moveu agoniada balbuciando algo. Sem mais demorar-se, o virginiano se concentrou, invadindo os sonhos da lunar.

Ainda impactado, Shaka visualizou a lunar perdida em memórias recentes. Ela estava ajoelhada chorava enquanto um ser oculto por uma capa mostrava essas memórias. De repente tudo se tornou audível também. Ariana chorava e gritava. Ela não queria sofrer, gritava e balançava sua cabeça. O outro ser então debochou:

__ Francamente guerreira. Você é muito fraca. Mal enterrou a memória de seu amado morto, e já entrega seu coração a alguém que jamais te olhará como mulher. – Aquele ser tinha uma risada malévola. – Quem você pensa que é para achar que pode ter seu amor correspondido por um homem tão especial como esse. – E de repente imagens embaçadas para Shaka trouxeram um lamento de Ariana.

__ Eu não quero isso. Eu quero ser feliz. Eu não posso o amar. Não! – Ariana segurava a cabeça entre as mãos.

Shaka percebeu que não poderia influencia-la. Então começou a emitir seu cosmo, apenas energia cálida, amável, de uma força intensa para a lunar. E ali ficou como um expectador.

__ Vamos guerreira, desista. Para que se humilhar e sofrer por alguém que não vê nada além de um incomodo em você. – O ser oculto continuava a perturbar o sono de Ariana.

Naquele mesmo instante Ariana viu um brilho dourado emanando em sua direção e a envolvendo como um manto. Suas lágrimas pararam e um sorriso brotou de seus lábios. Sentia que alguém dava forças para superar aquele pesadelo.

De repente o ser oculto mudou sua aparência assustando Shaka. Era uma cópia fiel a sua imagem, mas este clone exibia um sorriso perverso, de maldade.

Ariana arregalou os olhos ao ver ali ao seu lado o próprio dourado. Nunca imaginou que o mesmo estaria entre seus pesadelos.

__ Mulher tola. Como pode achar que eu, o homem mais próximo de deus poderia olha-la com algo mais que desprezo. Você só me incomoda. O melhor que faz é desaparecer da minha visão. – Uma gargalhada pesada e odiosa ecoou chegando aos ouvidos do verdadeiro Shaka.

Ele estremeceu com o poder que aquele sentimento de depreciação que Ariana carregava era capaz de fazer. Determinado, se concentrou mais e lançou ainda mais energia que chegou direto a lunar, e lançou luz sobre o outro dourado que se dissipou completamente.

A lunar olhava para todos os lados assustada. A barreira que bloqueava a imagem de Shaka ruiu mostrando a lunar de onde vinha aquela energia cálida. Naquele momento o dourado lançou um dos seus raros sorrisos a lunar. Caminhou silenciosamente até Ariana onde ajoelhou-se a frente e a abraçou forte.

__ Nunca, nunca mesmo se despreze. Você jamais incomodaria. Pelo contrário, sua presença lança o bem sobre todos nós. – Shaka falava de forma doce, terna. – Não me abandone jamais, Ariana.

A lunar sorriu cansada. Seus olhos ainda vermelhos fecharam se entregando ao sono profundo. Novamente ela dormia tranquila, como no início. Já não havia mais a imagem da lunar que havia desaparecido junto com o sonho.

Shaka então saiu de sua meditação e observou a lunar que dormia tranquila. Tomou-a nos braços e carregou em direção ao quarto de hóspedes, depositando-a sobre a cama ampla. Ajeitou os travesseiros e a manta quentinha que havia no armário. Pensou em ir para seu quarto, mas a face serena da guerreira trouxe à memória o sonho ou pesadelo que Ariana tinha.

Concordava que no início só queria que ela não perturbasse sua meditação com uma energia tão desequilibrada, com tanta mágoa e nostalgia carregando seus pensamentos.

Mas aos poucos havia sido cativado pela alegria e delicadeza da lunar. No transcorrer de algum tempo se viu tendo que seguir o mesmo conselho que dera a lunar inicialmente: ser feliz mesmo diante das circunstâncias. Agora, as voltas com libertação da lunar em relação ao seu passado, o dourado se perguntava se a guerreira teria coragem te enfrentar todo sentimento novamente.

Vivia com essa questão em pauta sem uma resposta adequada. Apesar da amizade construída, Ariana não era alguém que abria seus desejos facilmente. E em se tratando dele, a mente da lunar bloquearia qualquer tentativa de visão.

Estava agora se vendo como um adolescente inseguro e sem nenhum poder especial que o ajudasse a responder a questão.

Mas aquele pesadelo havia revelado uma parte de seu sonho mortal. A lunar temia que não fosse correspondida por ele. Isso tinha um significado especial. Já havia percebido que ela temia aquela sessão de meditação. Talvez fosse por isso. Era por isso sim. Temia ser rejeitada. Era por isso que ele não conseguia eliminar esse último temor que assombrava seu interior.

Shaka tomou sua decisão. Iria arriscar. Precisava saber se era esse o temor mais profundo naquele pesadelo. Agora ele se via tendo que enfrentar seus próprios medos.

Com aquele sentimento, acabou adormecendo ao lado da lunar, ainda sentado e escorado na cabeceira da cama.

***

Os raios solares começaram a invadir o quarto da sexta casa zodiacal. Shaka abriu bem devagar os olhos azuis tentando se adaptar da luz. Olhando para o seu lado viu a lunar abraçada ao seu corpo. Foi então que percebeu que estava deitado na cama ao lado da guerreira. Sorriu feliz pela distração que o levou a dormir ali. De repente sentiu que alguém o observava. E de fato Ariana acabava de acordar um pouco confusa. Ficou corada enquanto observava o seu travesseiro especial. Shaka então sorriu pela timidez tão pura da lunar. Achou aquele momento especial. Inigualável. Quando a mesma o fitou, ele segurou seu rosto com uma das mãos e a aproximou roubando um beijo inocente, terno e apaixonado.

Ao se afastarem teve a visão mais esplêndida. A lunar estava tão corada que ele conseguia ver a resposta ao seu questionamento mesmo sem palavras. Ah, aquele seria um bom, um belo dia.

__ Bom dia Ariana. – Shaka a abraçou mais firme. – Essa noite foi muito produtiva.

A lunar o fitou confusa.

__ A mesma razão que te assombrava era o questionamento que eu me fazia. – Shaka acariciou o rosto clarinho da ruiva. – E acho que vamos nos entender.

E mais um beijo se iniciava. Não tão inocente. Era cheio de desejo, necessidade e paixão.

Aquela manhã estava apenas começando para guerreiros apaixonados.

***

Notas finais
E então? Comentem para saber se vocês gostaram! :-* SA