Em Busca Do Amor Da Lua
31 Boas Notícias Renovam A Esperança
Notas iniciais
Os dois ficaram na água morna da piscina em silêncio, até que Mú mergulhou trazendo a lunar consigo. Ainda no meio da piscina, se beijaram ainda mais tentando recuperar o tempo perdido pela separação.
Quando estavam fora da piscina, Mú conduziu a amada para a espreguiçadeira, tomou uma toalha e um roupão. Primeiro se enxugou, vestindo apenas sua calça costumeira. Recolheu as roupas jogadas as pressas no chão e caminhou até Isa oferecendo uma toalha. Após se secar, Isa vestiu o roupão de tecido leve com ajuda do dourado.
Sentados frente a frente, Isa olhava apaixonada para seu cavaleiro.
__ Acho que chegou o momento de resolvermos nossa situação, não é? – Mú falava calmamente.
__ Faltam só as palavras, mas nossos corpos já se resolveram. – Isa sorriu travessa.
__ Você me perdoa e me aceita de novo??? – Mú olhava com expectativa.
__ Me promete não tomar decisões importantes sem primeiro conversarmos? – Isa fitou o dourado.
__ Prometido! – Mú dá um selinho na lunar.
__ Então seremos novamente namorados! – Isa sorriu.
__ Nanananãnão! – Mú estendeu uma caixinha. – Aceita se casar comigo?
Paralisar foi pouco. Empalidecer era pouco. Isa parou de respirar. Ela estava entendendo certo? Era o que parecia? E aos poucos o susto foi passando e ela visualizou a expectativa nos olhos do dourado.
__ Desculpe Mú, mas acho que meu cérebro está com problemas. Casar? Athena está ciente disso? — Isa fitava em descrença.
__ Não só está ciente como concordou. – Mú falou hesitante. – Por que essa dúvida?
__ É que nossa vida não parece comportar esse tipo de tradição! – Isa falava.
__ Entendo o seu medo, mas temos que viver enquanto pudermos. Aceita ou não? – Mú pressionava por uma decisão
__ É claro que aceito! – Isa respondeu empolgada.
Mú então tomou o anel e o deslizou pelo dedo anelar direito da lunar.
__ Como manda a tradição ocidental! – Sorriu o dourado beijando a mão da amada.
Isa tomou o anel maior e fez o mesmo gesto do ariano. No mesmo instante, Mú trouxe a lunar para seu colo e começou a beija-la. Pouco depois ficaram abraçados e calados só apreciando a alegria do momento.
Com um sorriso todo bobo, Isa observava sua aliança. Era belíssima e muito criativa. Era feita em ouro branco com bordas douradas. No centro havia um pequeno carneiro incrustado do lado de uma lua crescente. Envolta havia várias brilhantes de esmeralda dando o acabamento final. Era delicado e ao mesmo tempo refletia a seriedade do compromisso.
Já a aliança de Mú era mais grossa, de ouro branco e bordas douradas. Havia várias luas crescentes desenhadas em volta. O mesmo carneiro e lua crescente, mas bem menores no centro.
__ Sabe, no meu país as coisas são um pouco diferentes. O casamento e as tradições. Mas podemos pedir que Athena e o Grande Mestre possam celebrar a cerimônia, de um jeito que não desmereça nem as minhas e nem as suas tradições! – Mú afagava os cabelos da lunar.
__ Seremos uma família de fato e efeito!!! – Isa sorriu.
__ Não vejo a hora de chama-la de minha esposa! – Mú virou-se para a lunar. – E ouvi-la me chamar de marido!
Após um beijo ardente e apaixonado, o dourado foi até a mesa disposta com os alimentos e trouxe uma bandeja com morangos e mel!
Enquanto caminhava, pegou um dos morangos e passou o mel. E então acariciou o lábios da lunar com o morango melado. Ela tomou o mesmo e comeu.
__ Tenho que alimentar a minha noiva. – Mú sorriu travesso. – Mais um. – E deu outro morango.
Logo depois passou a dar beijos nos lábios da lunar que estavam adoçados com mel.
__ Que delícia! – Mú passou a desfazer o laço do roupão de Isa. – Acho que vou provar uns aqui.
O dourado correu mel pelo corpo da lunar que ofegou pela antecipação. Ele passava os morangos no mel e comia. Logo depois passou a lamber a lunar que estremeceu com o toque.
__ Mais mel aqui. – Mú despejou um pouco de mel pelo ventre da lunar que se espalhou descendo pelo sexo da lunar. – Nossa isso que é sobremesa.
O dourado não deu sossego a lunar até que havia lambido todo mel, levando-a ao êxtase.
__ Que noiva gostosa! – Mú sussurrou roucamente.
Ofegando, Isa tomou o mel da mão do dourado e passou a fazer o que estava desejando. Retirou a calça do dourado deixando seu membro rígido exposto e envolveu-o em mel.
__ Agora eu vou provar. – Isa sorriu.
Gemendo pela carícia nada inocente, Mú não acreditava em como poderia ser prazeroso ter seu membro sugado pela boca sedosa da lunar.
__ Isa, assim não...assim não vou aguentar... isso é bom... isso... – Mú delirava com os movimentos da língua da lunar em seu membro.
E do jeito que estava, Mú puxou sua amada para cima de si e a penetrou de surpresa, arrancando um gemido rouco. Como era bom sentir-se completo com ela. E aquela era a forma mais divina de se ligarem.
E mais uma vez estavam se amando para recuperar o tempo perdido.
O casal se amava pela terceira vez naquela tarde. Dessa vez de uma forma lenta e sem pressa, apenas memorizando cada sensação, cada toque, cada promessa sussurrada. Agora se encontravam relaxando na água da jacuzzi instalada no quarto de banho.
__ Temos que ir nos aprontar. Logo mais haverá um jantar para comemorar nosso noivado. – Mú falava com a cabeça apoiada na banheira e com os olhos fechados.
__ O Que? – Isa fitou o dourado, espantada. – Como? Você tinha tanta certeza que eu aceitar? – Ela estava irritada.
__ Não tinha. Mas o Mestre Shion e Athena fez questão de preparar uma reunião para que os cavaleiros de ouro e alguns mais conhecessem o Valentim. E pudesse comemorar nosso noivado caso fosse confirmado. – Mú falava hesitante sondando a expressão da lunar.
__ Sei! Isso deve ser sua ideia, né cavaleiro! – Isa estreitou os olhos jogando água no dourado. – Está muito confiante.
__ Ah sua sapeca, vou te mostrar a minha confiança. – O dourado a trouxe para o colo e tomou seus lábios num beijo ardente.
E começavam os toques, os gemidos, os sorrisos e a certeza de que eram perfeitos para estarem juntos.
Isa separou-se para respirar, ofegando com as carícias do dourado. E saiu rapidamente da banheira.
__ Fugindo, minha noiva? – Mú foi pego de surpresa.
__ Não! Apenas evitando nosso atraso no nosso jantar de noivado, querido. – Isa soprou um beijinho. – Vai ficar aí?
Mú não respondeu. Em segundos estava vestido e do lado da lunar.
__ O que você dizia? – Ele sussurrou no ouvido da guerreira.
__ Vamos seu insaciável. – Isa sorriu maliciosa para o dourado.
***
No quarto que ocupava no templo de Athena, Isa encontrou a deusa e Shina envolvidas no cuidado com o pequeno. O bebê estava limpo e arrumado, esperando apenas a mãe para amamenta-lo.
Um pouco sem graça, Mú cumprimentou-as e foi para o banheiro se arrumar. Athena e Shina se entreolharam e sorriram cientes do sucesso do plano. Ao repararem a aliança na mão de Isa, as duas cercaram a lunar que amamentava o bebê numa poltrona.
__ Então teremos um jantar de comemoração ao noivado do casal, não é Isa? – Athena falava, assumindo sua face humana conhecida por Saori.
__ Sim! E vocês já estavam sabendo! – Isa estreitou os olhos para as duas mulheres.
__ Acho que vou me arrumar então, para a comemoração. – Shina falou maliciosamente.
__ Que bom! Acredito que virá acompanhada de um dourado, não é amiga? – Isa sorriu ciente do estrago que faria.
__ E voltou a Isa sarcástica. Não preciso te responder. Vou indo, Athena. Estarei de volta logo mais.
Com a saída da amazona, as deusas se entreolharam sorrindo.
__ Eu já sei da história deles, Isa. – Athena falou confessando o segredo dos guerreiros. – E sem detalhes, por favor: como foi à tarde do casal?
__ Mais perfeita estragaria! Foi divina!!! – Isa sorriu em cumplicidade com Saori. – Mas posso saber como uma deusa tão comportada e conhecida por sua castidade sabe tanto como planejar uma tarde luxuriante como essa?
Saori ficou corada, mas em seguida tomou a rédea da situação.
__ Isa, antes de deusas, somos humanas, certo?! – Saori piscou para a lunar. – Digamos que já utilizei a sala de banhos para algo muito quente com um jovem rapaz que amo.
__ Então a história também se repete entre você e o Pégaso! Interessante saber. E vão se assumir quando, Saori?
__ Logo, logo! – Saori sorriu travessa. – Agora vou me arrumar também. Logo os dourados e alguns outros guerreiros chegarão para a nossa comemoração.
***
Exatamente às vinte horas começaram a chegar os primeiros convidados. Camus, Shura e Aioros foram os primeiros a serem recebidos por Saori e o mestre Shion.
Shina chegou logo depois acompanhada por Miro, Aldebaran e Kiki que conheceria o filho do seu mestre pela primeira vez.
Assim, cada convidado foi chegando, todos despojados de suas armaduras, trajando roupas apropriadas a situação.
E assim, ali estavam os doze cavaleiros dourados, Marin, Shina, Kiki e Seiya.
Todos aguardavam pelo casal na sala do templo. Até que Mú surgiu, invejavelmente arrumado aos modos ocidentais carregando seu herdeiro orgulhosamente, e de mãos dadas com alunar que trajava um belo vestido champanhe de tecido leve e cintura alta. Fitas davam o acabamento na saia e laços de cetim rosa se formavam em pontos estratégicos para deixa-lo elegante sem ficar extravagante.
__ Boa noite, amigos. – Mú sorriu. – Fico feliz pela presença de todos.
__ Mestre Mú, deixe-me ver o bebê. – Kiki pulou de trás de um dos dourados num ritmo acelerado.
__ Claro Kiki. – O ariano então se abaixou e mostrou o bebê que dormia tranquilamente.
__ Nossa, que lindo. Parece à senhorita Isa. – O Aprendiz falava encantado com o bebê.
__ Queria o que, Kiki? Que fosse lindo parecendo com seu mestre? É difícil de ser hein. – Miro falava como sempre sem parar.
O comentário arrancou gargalhada de quase todos os presentes no local, inclusive de Mú.
__ Que bobagem, Miro. Isso é coisa que se diga. – Camus falava levemente irritado. – Parabéns, Mú e Isa pelo lindo bebê.
Miro apenas bufou com o comentário do amigo aquariano.
__ Sem problemas! Concordo com vocês. Valentim é lindo, pois, herdou a beleza da mãe. – Mú fitou a lunar que corou imediatamente.
__ Que lindo esse casal. – Afrodite comentou e todos deram risadas.
Shion se aproximou do grupo que se mantinha parte sentado, parte em pé paparicando o bebê. E com algumas taças de champanhe indicado por Camus, pediu à serva que oferecesse a cada um dos convidados.
__ Bom! Companheiros e damas. Estamos hoje comemorando por duas razões especiais. Ambas envolvem o nosso casal querido aqui. – Apontou para Isa e Mú. – Primeiro razão era para apresentar o novo membro da família lemuriana e bênção dada ao casal: o pequeno Valentim. – Shion fez uma rápida pausa. – A segunda razão é para oficializar o noivado do nosso querido casal: Mú e Isa. Vamos brindar aos noivos e ao pequeno Valentim. Um brinde.
Todos os presentes passaram a brindar. Isa que não podia consumir nada alcóolico brindava com um suco gaseificado.
__ E ai Mú quando será o casório? – Mask falava com seu jeito debochado.
Ao ouvir a pergunta, Isa tentou encontrar uma resposta nos olhos de Mú, que apenas respondeu tranquilamente.
__ Por mim seria amanhã, mas...
__ Amanhã? – Isa se assustou.
__ Parece que está com medo da Isa fugir, carneiro? – Miro gargalhou. – Não se preocupe. Vocês são apaixonados demais para esse casamento não acontecer.
__ Nem que eu tenho que prende-la a mim, mas a minha deusa não me escapa mais. – Mú sorriu travesso.
__ Ora seu bobo! – Isa sorriu.
Logo após todos foram jantar reunidos em torno de uma elegante mesa.
A alegria e o amor perfumavam o ar fresco daquela noite no santuário de Athena.
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