Em Busca Do Amor Da Lua

31 Boas Notícias Renovam A Esperança


Notas iniciais
Olá turminha! Mais um capítulo emocionante para a aguardada revanche de Selene. Quero agradecer aos queridos leitores: Marin, Bi 167gamer e Ana Christie. Obrigada pela motivação! E vamos ao capítulo! Boa Leitura! ;-*

Os dois ficaram na água morna da piscina em silêncio, até que Mú mergulhou trazendo a lunar consigo. Ainda no meio da piscina, se beijaram ainda mais tentando recuperar o tempo perdido pela separação.

Quando estavam fora da piscina, Mú conduziu a amada para a espreguiçadeira, tomou uma toalha e um roupão. Primeiro se enxugou, vestindo apenas sua calça costumeira. Recolheu as roupas jogadas as pressas no chão e caminhou até Isa oferecendo uma toalha. Após se secar, Isa vestiu o roupão de tecido leve com ajuda do dourado.

Sentados frente a frente, Isa olhava apaixonada para seu cavaleiro.

__ Acho que chegou o momento de resolvermos nossa situação, não é? – Mú falava calmamente.

__ Faltam só as palavras, mas nossos corpos já se resolveram. – Isa sorriu travessa.

__ Você me perdoa e me aceita de novo??? – Mú olhava com expectativa.

__ Me promete não tomar decisões importantes sem primeiro conversarmos? – Isa fitou o dourado.

__ Prometido! – Mú dá um selinho na lunar.

__ Então seremos novamente namorados! – Isa sorriu.

__ Nanananãnão! – Mú estendeu uma caixinha. – Aceita se casar comigo?

Paralisar foi pouco. Empalidecer era pouco. Isa parou de respirar. Ela estava entendendo certo? Era o que parecia? E aos poucos o susto foi passando e ela visualizou a expectativa nos olhos do dourado.

__ Desculpe Mú, mas acho que meu cérebro está com problemas. Casar? Athena está ciente disso? — Isa fitava em descrença.

__ Não só está ciente como concordou. – Mú falou hesitante. – Por que essa dúvida?

__ É que nossa vida não parece comportar esse tipo de tradição! – Isa falava.

__ Entendo o seu medo, mas temos que viver enquanto pudermos. Aceita ou não? – Mú pressionava por uma decisão

__ É claro que aceito! – Isa respondeu empolgada.

Mú então tomou o anel e o deslizou pelo dedo anelar direito da lunar.

__ Como manda a tradição ocidental! – Sorriu o dourado beijando a mão da amada.

Isa tomou o anel maior e fez o mesmo gesto do ariano. No mesmo instante, Mú trouxe a lunar para seu colo e começou a beija-la. Pouco depois ficaram abraçados e calados só apreciando a alegria do momento.

Com um sorriso todo bobo, Isa observava sua aliança. Era belíssima e muito criativa. Era feita em ouro branco com bordas douradas. No centro havia um pequeno carneiro incrustado do lado de uma lua crescente. Envolta havia várias brilhantes de esmeralda dando o acabamento final. Era delicado e ao mesmo tempo refletia a seriedade do compromisso.

Já a aliança de Mú era mais grossa, de ouro branco e bordas douradas. Havia várias luas crescentes desenhadas em volta. O mesmo carneiro e lua crescente, mas bem menores no centro.

__ Sabe, no meu país as coisas são um pouco diferentes. O casamento e as tradições. Mas podemos pedir que Athena e o Grande Mestre possam celebrar a cerimônia, de um jeito que não desmereça nem as minhas e nem as suas tradições! – Mú afagava os cabelos da lunar.

__ Seremos uma família de fato e efeito!!! – Isa sorriu.

__ Não vejo a hora de chama-la de minha esposa! – Mú virou-se para a lunar. – E ouvi-la me chamar de marido!

Após um beijo ardente e apaixonado, o dourado foi até a mesa disposta com os alimentos e trouxe uma bandeja com morangos e mel!

Enquanto caminhava, pegou um dos morangos e passou o mel. E então acariciou o lábios da lunar com o morango melado. Ela tomou o mesmo e comeu.

__ Tenho que alimentar a minha noiva. – Mú sorriu travesso. – Mais um. – E deu outro morango.

Logo depois passou a dar beijos nos lábios da lunar que estavam adoçados com mel.

__ Que delícia! – Mú passou a desfazer o laço do roupão de Isa. – Acho que vou provar uns aqui.

O dourado correu mel pelo corpo da lunar que ofegou pela antecipação. Ele passava os morangos no mel e comia. Logo depois passou a lamber a lunar que estremeceu com o toque.

__ Mais mel aqui. – Mú despejou um pouco de mel pelo ventre da lunar que se espalhou descendo pelo sexo da lunar. – Nossa isso que é sobremesa.

O dourado não deu sossego a lunar até que havia lambido todo mel, levando-a ao êxtase.

__ Que noiva gostosa! – Mú sussurrou roucamente.

Ofegando, Isa tomou o mel da mão do dourado e passou a fazer o que estava desejando. Retirou a calça do dourado deixando seu membro rígido exposto e envolveu-o em mel.

__ Agora eu vou provar. – Isa sorriu.

Gemendo pela carícia nada inocente, Mú não acreditava em como poderia ser prazeroso ter seu membro sugado pela boca sedosa da lunar.

__ Isa, assim não...assim não vou aguentar... isso é bom... isso... – Mú delirava com os movimentos da língua da lunar em seu membro.

E do jeito que estava, Mú puxou sua amada para cima de si e a penetrou de surpresa, arrancando um gemido rouco. Como era bom sentir-se completo com ela. E aquela era a forma mais divina de se ligarem.

E mais uma vez estavam se amando para recuperar o tempo perdido.

O casal se amava pela terceira vez naquela tarde. Dessa vez de uma forma lenta e sem pressa, apenas memorizando cada sensação, cada toque, cada promessa sussurrada. Agora se encontravam relaxando na água da jacuzzi instalada no quarto de banho.

__ Temos que ir nos aprontar. Logo mais haverá um jantar para comemorar nosso noivado. – Mú falava com a cabeça apoiada na banheira e com os olhos fechados.

__ O Que? – Isa fitou o dourado, espantada. – Como? Você tinha tanta certeza que eu aceitar? – Ela estava irritada.

__ Não tinha. Mas o Mestre Shion e Athena fez questão de preparar uma reunião para que os cavaleiros de ouro e alguns mais conhecessem o Valentim. E pudesse comemorar nosso noivado caso fosse confirmado. – Mú falava hesitante sondando a expressão da lunar.

__ Sei! Isso deve ser sua ideia, né cavaleiro! – Isa estreitou os olhos jogando água no dourado. – Está muito confiante.

__ Ah sua sapeca, vou te mostrar a minha confiança. – O dourado a trouxe para o colo e tomou seus lábios num beijo ardente.

E começavam os toques, os gemidos, os sorrisos e a certeza de que eram perfeitos para estarem juntos.

Isa separou-se para respirar, ofegando com as carícias do dourado. E saiu rapidamente da banheira.

__ Fugindo, minha noiva? – Mú foi pego de surpresa.

__ Não! Apenas evitando nosso atraso no nosso jantar de noivado, querido. – Isa soprou um beijinho. – Vai ficar aí?

Mú não respondeu. Em segundos estava vestido e do lado da lunar.

__ O que você dizia? – Ele sussurrou no ouvido da guerreira.

__ Vamos seu insaciável. – Isa sorriu maliciosa para o dourado.

***

No quarto que ocupava no templo de Athena, Isa encontrou a deusa e Shina envolvidas no cuidado com o pequeno. O bebê estava limpo e arrumado, esperando apenas a mãe para amamenta-lo.

Um pouco sem graça, Mú cumprimentou-as e foi para o banheiro se arrumar. Athena e Shina se entreolharam e sorriram cientes do sucesso do plano. Ao repararem a aliança na mão de Isa, as duas cercaram a lunar que amamentava o bebê numa poltrona.

__ Então teremos um jantar de comemoração ao noivado do casal, não é Isa? – Athena falava, assumindo sua face humana conhecida por Saori.

__ Sim! E vocês já estavam sabendo! – Isa estreitou os olhos para as duas mulheres.

__ Acho que vou me arrumar então, para a comemoração. – Shina falou maliciosamente.

__ Que bom! Acredito que virá acompanhada de um dourado, não é amiga? – Isa sorriu ciente do estrago que faria.

__ E voltou a Isa sarcástica. Não preciso te responder. Vou indo, Athena. Estarei de volta logo mais.

Com a saída da amazona, as deusas se entreolharam sorrindo.

__ Eu já sei da história deles, Isa. – Athena falou confessando o segredo dos guerreiros. – E sem detalhes, por favor: como foi à tarde do casal?

__ Mais perfeita estragaria! Foi divina!!! – Isa sorriu em cumplicidade com Saori. – Mas posso saber como uma deusa tão comportada e conhecida por sua castidade sabe tanto como planejar uma tarde luxuriante como essa?

Saori ficou corada, mas em seguida tomou a rédea da situação.

__ Isa, antes de deusas, somos humanas, certo?! – Saori piscou para a lunar. – Digamos que já utilizei a sala de banhos para algo muito quente com um jovem rapaz que amo.

__ Então a história também se repete entre você e o Pégaso! Interessante saber. E vão se assumir quando, Saori?

__ Logo, logo! – Saori sorriu travessa. – Agora vou me arrumar também. Logo os dourados e alguns outros guerreiros chegarão para a nossa comemoração.

***

Exatamente às vinte horas começaram a chegar os primeiros convidados. Camus, Shura e Aioros foram os primeiros a serem recebidos por Saori e o mestre Shion.

Shina chegou logo depois acompanhada por Miro, Aldebaran e Kiki que conheceria o filho do seu mestre pela primeira vez.

Assim, cada convidado foi chegando, todos despojados de suas armaduras, trajando roupas apropriadas a situação.

E assim, ali estavam os doze cavaleiros dourados, Marin, Shina, Kiki e Seiya.

Todos aguardavam pelo casal na sala do templo. Até que Mú surgiu, invejavelmente arrumado aos modos ocidentais carregando seu herdeiro orgulhosamente, e de mãos dadas com alunar que trajava um belo vestido champanhe de tecido leve e cintura alta. Fitas davam o acabamento na saia e laços de cetim rosa se formavam em pontos estratégicos para deixa-lo elegante sem ficar extravagante.

__ Boa noite, amigos. – Mú sorriu. – Fico feliz pela presença de todos.

__ Mestre Mú, deixe-me ver o bebê. – Kiki pulou de trás de um dos dourados num ritmo acelerado.

__ Claro Kiki. – O ariano então se abaixou e mostrou o bebê que dormia tranquilamente.

__ Nossa, que lindo. Parece à senhorita Isa. – O Aprendiz falava encantado com o bebê.

__ Queria o que, Kiki? Que fosse lindo parecendo com seu mestre? É difícil de ser hein. – Miro falava como sempre sem parar.

O comentário arrancou gargalhada de quase todos os presentes no local, inclusive de Mú.

__ Que bobagem, Miro. Isso é coisa que se diga. – Camus falava levemente irritado. – Parabéns, Mú e Isa pelo lindo bebê.

Miro apenas bufou com o comentário do amigo aquariano.

__ Sem problemas! Concordo com vocês. Valentim é lindo, pois, herdou a beleza da mãe. – Mú fitou a lunar que corou imediatamente.

__ Que lindo esse casal. – Afrodite comentou e todos deram risadas.

Shion se aproximou do grupo que se mantinha parte sentado, parte em pé paparicando o bebê. E com algumas taças de champanhe indicado por Camus, pediu à serva que oferecesse a cada um dos convidados.

__ Bom! Companheiros e damas. Estamos hoje comemorando por duas razões especiais. Ambas envolvem o nosso casal querido aqui. – Apontou para Isa e Mú. – Primeiro razão era para apresentar o novo membro da família lemuriana e bênção dada ao casal: o pequeno Valentim. – Shion fez uma rápida pausa. – A segunda razão é para oficializar o noivado do nosso querido casal: Mú e Isa. Vamos brindar aos noivos e ao pequeno Valentim. Um brinde.

Todos os presentes passaram a brindar. Isa que não podia consumir nada alcóolico brindava com um suco gaseificado.

__ E ai Mú quando será o casório? – Mask falava com seu jeito debochado.

Ao ouvir a pergunta, Isa tentou encontrar uma resposta nos olhos de Mú, que apenas respondeu tranquilamente.

__ Por mim seria amanhã, mas...

__ Amanhã? – Isa se assustou.

__ Parece que está com medo da Isa fugir, carneiro? – Miro gargalhou. – Não se preocupe. Vocês são apaixonados demais para esse casamento não acontecer.

__ Nem que eu tenho que prende-la a mim, mas a minha deusa não me escapa mais. – Mú sorriu travesso.

__ Ora seu bobo! – Isa sorriu.

Logo após todos foram jantar reunidos em torno de uma elegante mesa.

A alegria e o amor perfumavam o ar fresco daquela noite no santuário de Athena.

Notas finais
Opiniões, opiniões, opiniões! Aguardarei ansiosa pelos comentários. Até a próxima! :-)