Em Busca Da Sobrevivência
5 Um Pedido De Socorro
Notas iniciais
Ao sair de casa, Julio acompanhado por seus amigos — que também estavam assustados com os gritos —, viram um homem que aparentava ter uns trinta anos; ele era alto, usava uma calça jeans preta e uma jaqueta de couro marrom. Julio não demorou muito para perceber quem era, era nada menos, nada mais do que seu...
— Pai. — Gritou Julio.
O homem estava cercado por um grupo de cinco zumbis totalmente decompostos, Julio rapidamente pegou sua pistola e deu cinco tiros certeiros que acertaram bem na cabeça dos zumbis, o pessoal deixou apresentações para depois, pois viram que havia mais zumbis indo para o local, correram de volta para casa, e então somente após entrarem e verificarem todas as trancas, eles se apresentaram.
— Pai, esse são meus amigos, Nayara, Bruna, Pedro, Thalia, Bia e Gabriel. — Julio apontava para seus amigos, que ainda estavam digerindo a notícia de que o pai de seu amigo estava vivo. — Pessoal, esse é meu pai Juliano.
O grupo ficou por um longo tempo em silêncio, até que Pedro resolveu falar...
— Juliano desculpe o incomodo, mas você sabe algo sobre meus pais? — Pedro se sentou no sofá velho ao lado de Juliano.
— Sim, eu estava com eles num grupo de sobreviventes. O grupo era formado por umas vinte pessoas, mas dessas vinte, só cinco sobreviveram. Eu e a mãe de Julio, seus pais e uma criança chamada Ana.
— Hum, obrigado desculpe se te incomodei. — Pedro se levantou e foi até a porta e saiu da casa, somente Bruna havia notado.
— Ei, aonde você vai? — Perguntou Bruna seguindo-o.
— Vou procurar meus pais. — Respondeu ele calmamente. — Agora volte pra dentro e deixe-me ir.
— Não mesmo, ou eu vou com você ou você não vai. — Ela parecia decidida.
— Tudo bem, tudo bem, mais saiba que se você se meter em encrenca eu não irei te salvar. — Resmungou Pedro.
Os dois seguiram na direção norte, andaram muito, mas não acharam nada. Eles chegaram num terreno arenoso, havia algumas partes com lama.
— Cuidado para não se atolar. — Ironizou Pedro.
— Cuidado você, eu não sou tão burra assim. — Bruna encarou-o e foi para frente dele, e assim seguindo caminho sem esperar por ele.
[…]
— Julio, preciso falar com você. — Juliano foi até onde seu filho estava.
Julio acabara de perceber que havia pendurada nas costas de seu pai uma AK-47.
— Eu preciso invadir... Meio que uma... Uma loja de armas. — Juliano falou diretamente apontando a arma em suas costas. — Acabou a munição, por isso eu não atirei, apenas comecei a gritar.
— Eu não sei se isso é uma boa ideia... — Julio estava decidido a não cair nesse papinho de assaltar loja de arma.
— Para de bobagem, eu não estou pedindo isso por mim, estou pedindo pelos seus amigos, você acha mesmo que temos chances de sobreviver, sem essas armas? — Juliano ao contrário de seu filho, estava decidido em pegar mais armas e munições. — Além do mais o dono nem está mais vivo, com isso tudo acontecendo, considere sortudo por estar vivo ainda.
— Tudo bem, nós iremos, mas você vai ter que me ajudar depois. — Julio parecia calmo.
— Certo, ajudo em que você quiser. — Concordou seu pai.
— Julio, temos um problema. — Nayara apareceu no local parecendo aflita.
— O que foi? — Indagou Julio.
— Bruna e Pedro eles sumiram. — Nayara avisou. — Eu ia atrás deles, mas achei melhor avisar.
— Tudo bem, obrigado. Chame os outros. — Disse Julio
Nayara chamou todos os sobreviventes do grupo. Eles se reuniram na sala.
— Pessoal, temos um problema, meu pai e eu iríamos numa loja de armas para pegar mais equipamentos, mas agora soubemos que Bruna e Pedro sumiram, quero opções do que vamos fazer. — Julio estava completamente calmo, calmo até demais.
— Eu poderia ir atrás deles, se tu quisesses... — Comentou Nayara também calma.
— Eu tive uma ideia melhor, o Julio e seu pai poderiam ir até a loja de armas, enquanto isso Nayara, Bia e eu vamos atrás deles, e você Thalia fica aqui esperando por nós. — Interrompeu Gabriel.
— Eu não gostei dessa ideia além do mais... — Começou Thalia.
— Ótima ideia. — Continuou Julio. — Pai você tem uma pistola ai, para me emprestar?
— Sim filho, toma aqui. — Juliano entregou a seu filho uma pistola toda preta. — Mas eu já falei, eu tô sem munição.
— Eu tenho umas sobrando. — Julio pegou a arma da mão de seu pai. — Podem me deixar a sós com a Thalia?
Todos saíram deixando somente Julio e Thalia, que estava achando estranho o pedido do garoto.
— Tudo bem, pegue essa arma. — Julio tirou umas munições de sua arma e colocou na do seu pai. — Você vai precisar.
— Mas... Eu posso ir junto com os outros, daí não preciso usar isso. — Thalia estava extremamente nervosa.
— Eu sabia que tu acharia melhor ir com eles, mas isso é para seu próprio bem, eu não quero que você se machuque. — Julio a abraçou.
—Eu não confio muito em você, e tenho medo do que possa acontecer, eu... Eu não sei atirar. — Thalia retribuía o abraço, contudo continuava nervosa.
— Então eu farei você confiar em mim. — Disse Julio.
— Como? — Perguntou Thalia.
— Assim. — Julio não pensou duas vezes e deu um beijo nela, que talvez pudesse ser o melhor da vida dos dois. Um longo minuto se passou, até que o ar ficou escasso, e eles tiveram que se separar. — Tudo bem, tu pode ir comigo e com meu pai, mas não é para você fazer nenhuma coisa errada, fique somente atrás de mim, para que eu possa te proteger, caso algo aconteça.
— Claro. — Ela concordou e o beijou novamente.
[…]
— Pedro, cadê você? — Berrou Bruna.
Havia uma neblina muito estranha, que não deixava Bruna enxergar nada. Subitamente suas pernas pararam e ela não conseguia mais andar, continuou tentando, se agachou para tentar ver algo e percebeu que estava com os pés atolados. A garota rapidamente puxou as pernas com força, mas após liberta-se, se desequilibrou e acabou caindo no chão.
Quando ia se levantar, a menina vê algo, que fazia movimento em zig-zag estava vindo em sua direção. No momento em que um pouco da neblina se desfez, ela percebeu que era um zumbi. Ali caída e sem saber o que fazer, apenas começou a gritar.
— PEDRO, SOCORRO!
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