Em Busca Da Sobrevivência
15 A Lenda De Morgana
Notas iniciais
–Mãe? – Perguntou a mulher, espantada com o que Nayara havia perguntado. – Do que você está falando?
– N-não é nada não... Desculpe entrar assim em sua casa. – Nayara se retirou antes mesmo da mulher conseguir responder algo.
Nayara estava numa rua de areia procurando o lugar que estava com Gabriel antes, no entanto, quando tentou virar a rua esbarrou em alguém.
– Ei, olhe por onde você anda! Eu agradeço. – Nayara resmungou indignada com a situação.
– Não temos tempo para ficar no meio da rua, achei coisas que você vai se interessar. — Ele puxou-a pelo braço e entrou na casa em que estavam antes, foi até as prateleiras de livros, pegou dois livros enormes e soltou-os na mesma, fazendo um grande barulho.
– Meu braço está doendo! Você que não faça mais isso, achei que você iria arrancar meu braço! — Nayara olhava-o seriamente. – O que você tem de tão importante para me mostrar?
– Isso. – Gabriel pegou um dos livros, e abriu numa página que continha o seguinte titulo "A Lenda de Morgana".
– Serio isso? – Nayara olhava com um ar de incrédula.
– Sim, meus pais antes de morrerem, anotavam tudo que podia nesses livros, por isso a letra não é impressa, até porque não tínhamos uma impressora. – Gabriel fitou Nayara. – O que foi? Você não tá acreditando?
– Eu não sei... Apenas leia isso antes que eu desista de ouvir. – Disse Nayara desviando o olhar.
Gabriel deu uma última olhada para ela, e começou a ler:
"Muito antigamente nossos pais nos contavam uma lenda não muito boa, sobre uma garota que havia sido desprezada pelo próprio pai e estava em busca de vingança pelos anos de exclusão. Seu pai descobriu que ela queria matá-lo, e não teve outra escolha a não ser manter ela no calabouço do castelo em que eles viviam. Após dez anos mantida presa, ela arranjou uma forma de sair de lá e matar todos que pode, inclusive seu pai(que na época era conhecido por se auto intitular de – o vampiro supremo –). Porém a sede de vingança não parou depois de ter matado o matado, ela queria acabar com todo mundo..."
– Macabro. – Disse Nayara espantada ao ouvir isso tudo. – Tem mais alguma coisa?
– Tem sim. – Respondeu se recompondo e, por fim, continuando:
“... Ao completar 22 anos, ela descobriu que era fruto de um caso que seu pai havia tido com uma bruxa, por isso ele tinha desgosto e a desprezava. Como tinha gene de uma bruxa em seu corpo, ela descobriu um feitiço que libertava todo tipo de aberrações no mundo, só que para isso ela precisava de uma criança de bom coração: Só uma gota de sangue dessa criança e ela faria isso. Ao conseguir completar o feitiço, ela entrou em sono profundo, deixando que estas aberrações acabassem com o que era chamado de Terra.
O efeito do feitiço acabaria quando o feitiço fosse desfeito por algum bruxo mais poderoso, após cinco vezes que ela usasse este feitiço, a efeito do sono não existiria e ela ficaria acordada, ajudando a destruir todo o planeta.”
– Bem, então ela já fez esse feitiço cinco vezes? – Nayara começou a ficar angustiada
– Provavelmente. Se não ela não teria ficado acordada tanto tempo. – Disse. – Mas ela não poderia concluir o feitiço sem uma criança. Será que ela usou a Ana....?
– ... Desculpa a intromissão, mas eu já estava viva nessa época? — Indagou Nayara para se livrar dessa dúvida.
– Sim. Você, na época, deveria ter um ano de idade e eu dez. — Respondeu Gabriel sem entender a pergunta.
– Oi?! Sério isso? Eu fiquei com um idoso! Que experiência horrível é essa, sabia que isso foi abuso? – Nayara recuou, não sabia como reagir.
– Abuso? Só seria abuso se você não quisesse, mas como quis... – Gabriel começou a rir.
– Eu queria?! Você praticamente me agarrou! – Quase gritou. – Na verdade, talvez eu quisesse um pouquinho, sim. Mas de qualquer forma! Vou lá falar com aquela mulher que é minha mãe!
– Espera! – Gritou Gabriel. – Eu sei que você quer muito conhecer sua mãe, mas não acho isso certo, pode ser muito confuso para ela, já pensou ela saber que vai perder a filha em breve, seria desesperador para ela.
– Sei disso... Não seria bom para ela se preocupar com isso. — Nayara fez um cara triste.
– Não é a hora nem o momento certo para fazer isso, mas procurarei a Ana, se quiser ficar aqui, para pensar na vida, ou alguma coisa assim pode ficar, eu irei. – Gabriel se retirou deixando-a sozinha.
– Eu ficar aqui? Sozinha?! — Nayara espantou-se. – Melhor não... – Disse ela seguindo Gabriel.
[...]
– Que demora para fazer uma simples troca. — Dizia Maria ao observar todos que estavam a postos para fazer a troca entre a Thalia e o Pedro.
Morgana e Lucas estavam postos na frente, a alguns passos da mansão e ainda segurando Thalia. Maria silenciosamente engatinhou até a entrada da mansão, Julio notou onde ela estava e a olhou discretamente, Esperou com que ela respondesse com o sinal e então a viu entrar.
Bruna estava localizada no outro lado escondida num local com bastante mato, notou uma coisa muito estranha: Lucas estava com uma pistola por dentro da calça para ninguém ver, e no seu cinto, na parte de trás, havia uma faca. Assistiu ele passar a sua mão direta nesses dois lugares, foi quando Bruna havia notado esses equipamentos.
– Simples assim, eu entrego o Pedro e vocês a Thalia, sem morte, sem nada. – Júlio disse de uma forma tão convincente, que parecia que isso era possível.
– Ok. — Falaram Morgana e Lucas em coro.
"Isso tá muito estranho" – Pensou Leticia para si mesmo.
Júlio colocou Pedro a frente dele e o entregou para Lucas, assim fez Morgana com Thalia.
– Vamos. – Disse Júlio se virando de costa para os inimigos.
Assim que ele virou completamente, Lucas mirou na Thalia, pegou a faca que estava localizada em seu cinto e tacou-a em direção a garota.
– LUCAS! — Gritou Bruna o mais alto possível.
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