Em Busca Da Morte
3 Quando a fúria supera a morte
Notas iniciais
Quando a fúria supera a morte
Olaf acorda colocando a mão em seu peito. Seus dedos encontram o corte feito por Trindamere, o sangue seco agora fechava o ferimento.
Ele se senta com dificuldade, a respiração pesava. Olha para onde estava e vê uma pequena possa de sangue agora seco e depois olha ao redor.
Não tinha caído o precipício por completo, não, apenas tinha caído uns vinte metros, sendo parado por uma parte de pedra maior que o resto.
Pergunta-se onde esta seu machado, estava muito confuso, sua cabeça esta doendo e ele pressentia a morte o rondando.
Olha para o alto vendo o céu coberto por nuvens cinzas.
Levanta-se cambaleando, procurando forças para escalar a parede a sua frente.
Olha de novo para o chão vendo seu machado no canto quase caindo o que faltava do precipício. O pega e se prepara para a escalada. Finca o machado um pouco mais alto que sua cabeça e usando sua mão esquerda começa a escalar.
Para sua sorte tinha varias falhas onde poderia por sua mão e pés para se apoiar.
Sua escalado foi rápida pois mesmo ferido a distancia era curta e não lhe dava grande dificuldade.
A primeira coisa que seus olhos lhe indicam é um pequeno rastro de sangue dele e Trindamere. Em seguida vê seu machado jogado ao chão próximo ao sangue. Pega-o e se vira para oeste.
Continua seu caminho, mas agora não corria desenfreadamente como antes, agora andava, a fúria lhe havia abandonado dando lugar a dor e o cansaço.
Precisava descansar ou comer, ou até mesmo dormir pós não estava se aguentando em pé. A perda de sangue lhe havia roubado até o que lhe pertencia unicamente: sua fúria berserker.
Enquanto andava rumo a Garra do inverno, entre a neve se vê um grande animal de pelos brancos, quase igual a neve que o cercava.
Olaf não ligo, a maioria dos animal comuns não chegava perto dele já que sempre se assustavam com sua presença e seu desejo de matar.
Seguindo seu caminho ele não percebe, mas o animal estava se mais perto, ele se aproximava sem medo, rápido e imponente.
Sem notar o ataque lhe estava se aproximando por traz Olaf segue seu caminho, lento e pesarosamente.
E é assim que ele sente duas presas acertando suas costas e arremesando-o para longe.
Sente três costelas estralarem com o impacto. Não haviam quebrado antes mas agora tinham se partido.
De novo a escuridão lhe rodeia, o domina em sua fraqueza.
Já era possível sentir bafo do animal, que antes de tudo escurecer foi visto por Olaf como um javali igual ao de Sejuane.
Quando o javali está a milímetros de distancia de Olaf, ele sente uma chama reacender e crepitar em si novamente. Sua fúria não o abandonara, pelo contrario agora estava mais forte que antes. Agora ele estava de volta, o berserker estava de volta.
Se levanta rapidamente sem sentir as dores que lhe outrora acometeram. Em suas mãos ainda estavam os machados com sangue seco.
Olha nos olhos da besta que avançava em sua direção, segura os machados como um com toda sua força e pula encravando-os na cabeça do javali que cai morto no chão.
-O DESEJO DE MATAR ESTÁ CRESCENDO! Grita o berserker correndo para oeste.
Corria, mas desta vez sua corrida era inflamada pelo ódio incessante e a fome pela batalha gritava por seu nome.
Ao longe podia se ver a aldeia da Garra do inverno.
Aumentando a velocidade com que corria Olaf adentra a grande aldeia.
-Quem é você? Pergunta um guarda que é decapitado.
-Traga-me todos os seus homens, seu exercito, tudo o que tiver para me ferir. Grita Olaf.
Homens avançam de todos os lados em sua direção. O primeiro tem a cabeça cortada ao meio. O segundo ataca Olaf com uma lança que é refletida pelo machado da mão esquerda do berserker que lhe corta a barriga horizontalmente fazendo suas tripas caírem.
Um consegue cortar o braço de Olaf com sua espada mas recebe logo em seguida um machado na cabeça.
Aparece em meio a vários guerreiros um alto, robusto que carregava um grande machado. Este ataca verticalmente o berserker que salta pra a direita esquivando-se do ataque. Em seguida ele gira com seu machado na horizontal cortando levemente a barriga de Olaf.
Cansado de se esquivar Olaf avança com um salto que termina por partia a cabeça do grande homem em dois após tentar se defender com se umachado que é partido.
Mas homens vinham, um por um caiam decapitados, cortados ou desmembrados.
Tomado pela sede de sangue Olaf era irrefreável, alguns guerreiros fugiam outros imploravam por piedade, mas a maioria era forte e persistente como foram treinados para ser.
Já havia mais de setenta homens no chão e sua passagem esta livre. Avançando ele encontra mais e mais guerreiros, todos caindo com o brandir de seus machados.
Chegando ao centro ele vé uma mulher forte, imponente, com uma armadura e um mangual montada em um javali: Sejuane.
Ela avança contra Olaf que é acertado em cheio pelas presas de Bristle e prensado na parede de uma casa próxima.
Sejuane ataca com seu mangual e Olaf o segura. Sentindo o frio lhe tomar o braço o berserker solta o mangual e logo em seguida da uma cotovelada na cabeça de Bristle que persiste. Sejuane ataca de novo só que desta vez mais forte, o que faz Olaf sentir uma grande dor no braço, mas que é ignorada em meio à fúria.
Dando uma cotovelada pela quinta vez na cabeça do grande javali, Bristle recua soltando o berserker que ataca com seu machado Sejuane. A mesma recua se desviando e avança mais uma vez.
Olaf santa para o lado direito fazendo Bristle passar reto, mas é acertado no estomago pelo mangual de Sejuane.
Agora a fúria do berserker começa a diminuir. Ele se levanta com um pouco de dificuldade e vira para Sejuane que preparava um novo ataque.
Olaf pula na cabeça de Bristle e se joga em Sejuane que cai no chão, mas esta não dependia só de seu javali. Ela acerta Olaf com uma cotovelada e o joga para o lado, pega seu mangual rapidamente atacando o berserker que ainda se levantava.
Olaf é comprimido no chão e sente o gelo e o frio lhe tomarem.
Sejuane agora em pé vê uma chance de falar com o berserker e lhe fazer uma proposta.
-Alguém, um guerreiro tão formidável como você poderia me ser útil e talvez eu possa lhe dar algo que queira. O que alguém como você pode desejar? Pergunta Sejuane lhe olhando nos olhos.
Aquele olhar lhe afligiu mas que qualquer arma. Seu olhar frio acalmou a fúria do berserker.
-A morte! Diz Olaf olhando diretamente nos olhos da Ira do inverno.
-Pois bem, lute ao meu lado e use seu machado para comigo e eu encontrarei e lhe darei uma morte digna.
Olaf poderia ataca-la agora e seria morto mas aquilo não lhe pareceu digno ou algo que lhe faria ser lembrado como um guerreiro e sim como um estúpido.
E foi assim que Olaf o berserker começou sua luta ao lado de Sejuane e a Garra do Inverno.
Notas finais
NÃO DEIXE NADA PARA TRAZ kkk
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