Em Busca Da Felicidade.
8 Não caso!
Notas iniciais
POV. Susana.
Acordei muito bem disposta naquela manhã de domingo, desafiar Rabadash na noite anterior me fizera um bem inesperado!
Levantei, tomei um banho e vesti um de meus vestidos favoritos, fiz a maquiagem suave e prendi o cabelo em uma trança deixando-a sobre um dos ombros e duas mechas soltas, uma de cada lado do rosto. Espirrei o perfume de lavanda que estava sobre a penteadeira, foi quando bateram na porta. Ao abri-la, Pedro me abraçou fortemente.
- Desculpe, desculpe, Su, eu tentei fazer alguma coisa, eu tentei, juro! Mas eu não consegui... – dizia, atropelando as palavras.
- Pedro, acalme-se! O que aconteceu? – comecei a me preocupar. Ele me soltou lentamente e olhou em meus olhos, falando com mais calma.
- Já, já você vai saber... Venha, papai está esperando na sala do trono...
O que será que ele queria?
Acompanhei Pedro até a sala do trono. Ele não disse mais nenhuma palavra até lá e eu não ousei quebrar aquele silêncio pesado. Meu pai estava sentado em seu trono com a expressão abatida, Miraz, de pé ao seu lado, demonstrava frustração, Rabadash também estava ali, mas ao contrario dos outros, ele sorria levemente. Comei a sentir receio.
- Onde está Caspian? – sussurrei para Pedro enquanto nos aproximávamos.
- Está na cidade fazendo a ronda... – explicou. Não falamos mais nada até chegar a frente de nosso pai.
- Mandou me chamar, meu pai? – perguntei fazendo uma leve reverência. – Para quê?
- Sim – sussurrou. – Pedi que viesse para ouvir o que o príncipe Rabadash tem a dizer... – sussurrou pesadamente. Torci para que fosse “tchau” que ele fosse dizer. Todos os olhares se voltaram para o calormano que parecia radiante.
- O que tenho a dizer perante você, alteza – começou ele. – É que aceito a proposta do Rei Franco para estabelecer a paz entre nossos povos. – ele sorriu. Por que não consegui ficas feliz com aquilo?
- Não sabia que tinha feito uma proposta a ele, meu pai... – falei.
- Fiz depois que você se retirou ontem...
- E qual foi a proposta?
- A Calormânia nos dá a paz... – começou meu pai, mas logo vi que não continuaria.
- Em troca...? – incentivei, mas meu pai não falou mais nada, a resposta veio de trás de mim.
- Em troca eu recebo sua mão em casamento.
Meu coração gelou, pareceu parar, mas logo disparou aos saltos.
- O que...? – minha voz era quase inaudível enquanto meus olhos ardiam com as lagrimas.
- Foi exatamente o que você ouviu, princesa. Em breve, muito em breve – enfatizou o “muito”. – Seremos marido e mulher. – ele pôs a mão em meu ombro e eu me esquivei com nojo.
- Não... – sussurrei já com a voz embargada. – Não. – agora mais alto. – Não! – quase gritei fuzilando Rabadash com fúria e lagrimas.
- Susana, tente ficar calma. – Pedro segurou meus ombros por trás, me impedindo de avançar contra o príncipe.
- EU NÃO VOU CASAR COM VOCÊ NEM PARA SALVAR A MINHA VIDA! – gritei. – Não vou casar com você nunca, ouviu bem?! NUNCA! – Pedro me segurava, contendo-me. Eu tinha dentes trincados e as lagrimas de raiva e revolta banhando meu rosto.
- Não para salvar apenas a sua vida, mas a vida do seu povo! – continuou aquele calormano detestável.
- Nós vamos encontrar outra saída... – falei. – Mas eu não caso com você! NÃO CASO!
POV. Lilliandil.
- Meus planos foram por água abaixo, Lilly. – falou meu pai, sentando atrás de sua mesa no quarto dele. – Agora me diga o que eu faço com todo o dinheiro que usaria para pagar o dote de Susana?!
— Pode deixa-lo para Caspian e eu depois que casarmos. – sorri, sentada em sua cama. Eu ri com o olhar sério que meu pai dirigiu a mim. – Mas me diga como Susana reagiu? Não creio que tenha aceitado tudo quieta... – eu também não ficaria.
— Ela fez o maior escândalo. Se Pedro não a segurasse, ela teria voado para cima do calormano... Sabe, Lillian, vai ser melhor essa aliança de paz ser realizada o mais depressa possível, mas Susana se recusa terminantemente a se casar com Rabadash...
De súbito uma ideia me ocorreu. Sim, esse era o momento de pôr o meu plano em pratica.
Um sorriso se formou em meu rosto.
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