Elo de Empatia - Scorose
5 Entregue ao amor
Notas iniciais
“Elo de Empatia”
“compartilhamento de sonhos, sensações, dores”
“morte”
“Precisamos descobrir quem é seu elo. E rápido.”
Essas coisas martelavam na minha cabeça.
A professora despejara tudo muito rápido em cima de mim, de repente eu tenho um Elo com alguém, essa pessoa corre perigo e se ela morrer eu posso morrer também. E o pior disso tudo? EU NÃO FAÇO A MINIMA IDEIA DE QUEM É.
Um pensamento me ocorreu. E se a garota que gritava no meu sonho fosse meu elo? Talvez eu possa descobrir quem ela é através dos sonhos.
Estava caminhando para o Salão Principal quando alguém esbarrou em mim, me virei para xingar a pessoa mas ela já estava virando o corredor, só vi alguns cachos ruivos. Dei de ombros e continuei andando.
Sentei em uma mesa tirei o livro de Adivinhação da mochila e me atraquei a estudar sobre Elos.
Albus sentou na minha frente com uma cara incrédula.
–Qual é cara você vai ficar lendo durante o jantar? Ta parecendo minha irmã.
–Ãhn!? Não escutei o que você falou?
–Você ta ficando doido. –Ele abaixou a cabeça e a balançou.
Revirei os olhos e continuei lendo. Comi alguma coisa e fui para a biblioteca a fim de pegar uns livros sobre o assunto.
–Cara aonde você vai? Tem festa na Sala Precisa hoje. – Falou James quando passei por ele no corredor.
–Foi mal, não vou poder ir. – Falei já me virando para a porta da biblioteca.
–Esperai! Malfoy recusando uma festa pra ficar estudando? É hoje que Voldemort volta. – James debochou.
Virei de costas para o maroto e entrei na sala com cheiro de pó e livro velho.
–Por favor! Onde é a seção de Elos de Empatia? –Perguntei para a velha bibliotecária.
–Décima estante à esquerda. –Ela falou sem tirar os olhos dos seus registros.
Fui contando as estantes até na décima. Era a mais empoeirada que eu já vi. Fui passando o dedo pelas lombadas com grossas camadas de pó e parei ao me deparar com uma parte limpa na prateleira mais baixa. Estava faltando um livro.
Dei de ombros, algum aluno pegou para o trabalho, pensei. Peguei uns dez livros e me sentei em uma das mesas os espalhei pelo tampo e fui marcando páginas e parágrafos com pedaços de pergaminho e tinta.
Fiquei tanto tempo lá que nem percebi a presença do casal pegação Lysander e Loreley, do outro lado da sala.
–Ei senhor Malfoy a biblioteca vai fechar em 5 minutos. –A bibliotecária falou- Quer levar esses livros?
–Sim vou leva-los, tenho muito pra estudar.
–Ei, vocês dois aí -Ela falou para Lysander e Loreley- hora de sair.
Arrumei minhas coisas e fiz os livros levitarem atrás de mim enquanto lia outro. Entrei no Salão e continuei minha pesquisa em uma mesa afastada das pessoas.
Estranhei o silêncio e olhei em volta, somente alunos do primeiro e segundo ano. Franzi as sobrancelhas e lembrei da festa. Levei as coisas pro dormitório tomei um banho para tirar o pó acumulado dos livros e coloquei uma calça jeans rasgada e uma camiseta preta. Baguncei meus cabelos coloquei os tênis e desci as escadas até a Sala Precisa, despistei Filch e parei em frente à parede aparentemente lisa.
Dei três voltas e pensei “Quero um lugar para uma festa escondida dos professores”. Uma porta dupla se materializou na minha frente e eu entrei.
Assim que viram a porta abrindo as pessoas pararam de dançar, se pegar e beber para me olhar, assustados achando que era um professor.
–Scar você veio. –Gritou uma voz feminina no fundo do salão.
Procurei a dona da voz, que descobri ser de ninguém além de Rose Weasley.
–E ai Malfoy? Pensei que ia estudar a noite toda. –Albus falou, me entregando um copo de Whisky de Fogo.
–Eu não resisto a uma festa.
Uma figura ruiva com um vestido preto colado veio na minha direção.
–Boa sorte. –Albus sussurrou no meu ouvido, e saiu rindo.
–Oi Scar. –Rose ronronou pra mim.
–Oi Weasley.
–Ta a fim de dançar um pouco?
Ponderei a ideia. Porra que se dane, essa noite eu vou me divertir.
–Vamos.
Ela me puxou para a pista. Parecia que as pessoas nos davam espaço. Dançamos juntos por muito tempo, ela dançava sensualmente conforme a música, o que me deixava louco.
Saímos da pista e fomos para o bar onde Albus, James, Lorcan e Isabelle estavam competindo entre si, quem bebia mais.
–Venham competir com a gente. –Convidou Lorcan já bêbado depois de tantas doses.
Sentamos na mesa mas tinha apenas uma cadeira sobrando. Rose me olhou maliciosa.
Me afaste um pouco da mesa e bati na minha perna, ela sentou no meu colo. Quando reparei Isabelle estava no colo de James também.
Começamos a virar as doses de Whisky.
Pov. Rose
James e Isabelle sumiram na multidão, Lorcan e Albus estavam em coma na mesa, eu e Scorpius estávamos bebendo ainda quando as pessoas começaram a sair.
–Acho melhor levar eles daqui. –Comentei com o Malfoy.
–Também acho. –Ele levantou pegou dois baldes de gelo que agora só tinha água gelada e jogou nos dois.
A cena foi hilária. Lorcan caiu da cadeira levando junto com ele a mesa e Albus que estava babando em cima dela.
–Caralho que merda Hyperion. –Albus falou.
Eu ria abertamente. Scorpius ria comigo.
–Mas que po... –Tentou falar Lorcan.
–A festa acabou vamos embora.
Nos quatro saímos da Sala Precisa Lorcan era parcialmente carregado por Scorpius. Albus se aproximou de mim e cochichou no meu ouvido.
–Me agradeça mais tarde. –Juntei a sobrancelha confusa.
Eu já ia perguntar o que ele estava falando quando ele se virou pro Scorpius.
–Ei cara eu levo ele pro dormitório. Você acompanha minha prima até no Salão Comunal dela.
–Mas por que você não leva ela?
–Porque eu tô bêbado e ela também, se ela tropeça e cai eu não tenho como ajuda ela e você é o mais sóbrio de todos.
Não fazia sentido nenhum a lógica dele mas Scorpius pareceu compreender, a confusão ainda era grande na minha cabeça, talvez por causa do álcool. Eu odeio quando não entendo as coisas.
–Ta legal- Scorpius falou soltando o peso de Lorcan em cima de Albus que quase caiu.
Os dois viraram em um corredor e sumiram.
Andamos em silêncio até as escadas que levavam para as masmorras.
Eu parei para arrumar meu salto e ele continuou descendo parando na base da escada pra me esperar.
Quando me levantei percebi que eu tinha feito merda. Tudo começou a girar rápido e eu tropecei no meu próprio pé, eu comecei a cair, mas Scorpius me segurou.
Seu corpo era quente e a pele macia, nossos lábios quase se tocando eu sentia o hálito quente dele no meu rosto, ele exalava um cheiro de menta. Meus olhos encontraram os dele, era uma guerra de azul intensa eu percebi que os olhos dele tinham manchinhas pretas na íris azul-cinzenta.
Ele quebrou a distancia que havia entre nós, me puxando ainda mais contra seu corpo definido pelo Quadribol, seu beijo era apressado, cheio de desejo. Ele me beijava com urgência. E eu respondia na mesma intensidade.
Ele me prensou contra a parede, sem nem interromper o beijo. Nossas línguas travavam uma batalha furiosa, suas mãos grandes e quentes exploravam minhas curvas delicadas e as minhas repousavam nos cabelos loiros dele. Nossos corpos tinham o controle, aquele beijo não podia ser interrompido por nós somente pela falta de oxigênio. Separamos nossos lábios para respirar, estávamos ofegantes. Ele não me soltou e nem eu ele, ficamos nos olhando até o ar se fazer presente de novo.
Eu me aproximei dele, o beijo agora era calmo o desejo ainda se fazia presente, mas um pouco mais controlado agora. Eu me afastei dele devagar, ele separou um pouco nossos corpos e foi o bastante para uma brisa gélida passar por nós.
Ele passou a mão em volta da minha cintura e me levou até a parede do meu Salão Comunal.
Ele se virou na minha direção, e tirou os cachos que repousavam na frente do meu rosto, sua mão desceu até meu queixo e o puxou para cima para dar um selinho terno em meus lábios.
–Boa noite Rosie.
–Boa noite Scorpius.
Ele se virou e sumiu na escuridão.
–Lírio.- E a parede me deu passagem.
Fui para meu dormitório, tomei um banho e deitei.
Parecia que um dragão tinha acordado em meu peito e estava soltando chamas e mais chamas dentro dele e parecia que isso estava incomodando as borboletas em meu estomago.
Eu me dei conta de algo que não tinha percebido.....
“Eu estava apaixonada por Scorpius Hyperion Malfoy”
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