Notas iniciais
Eu não aguentei e tive que vir posta-lo gente. Ficou tão lindo que até eu me surpreendi.

Acerto de contas

Pov. Scorpius

Os dias se passavam e eu não tinha mais falado com a professora Woodalen e nem com a Rosie pra ser sincero eu não falava com quase ninguém.

Naquele dia eu estava no lago estudando e Helena se sentou do meu lado.

–E ai sumido!

–Oi.

–Scorpius....

–Helena....

Ela abaixou o rosto, envergonhada. E eu vi a oportunidade. Me aproximei e a puxei para um beijo. Precisava dela, precisava sentir a calma que ela me transmitia, precisava tê-la.

Ela se afastou.

–Me encontra hoje?

–Onde?

–No meu quarto no Salão dos Monitores. A senha é Explosivim.

– As 9 estou lá.

Ela me deu um beijo rápido e foi embora.

Eu sabia que era errado, mas precisava me distanciar de toda essa loucura de elo, e ela era minha fuga.

Pov. Rose

Passei o dia todo no aconchego do meu quarto. Lendo, comendo, escrevendo e terminando tarefas.

Era estranho. Já tinha uma semana que eu estava no Salão e até agora não tinha visto a outra monitora.

Resolvi descer e esperar para ver quem era. Me joguei no sofá do Salão Principal do dormitório e fiquei lendo.

Escutei alguém do outro lado do quadro pedindo passagem. E ela entrou afobada e alegre.

–Oi!

–Ãhn?! Oi?!

Assim que olhei eu reconheci a garota. A garota que vi o Scorpius beijando. Algo quente borbulhou no meu estomago e uma vontade de puxar a varinha e azara-la me tomou.

Mas eu levantei e fui até ela.

–Meu nome é Rose. — E estendi a mão.

–Eu sei quem é você. Meu nome é Helena. –Ela apertou minha mão com uma força excessiva. Pequenas fagulhas pareciam queimar nos olhos dela. – É você a garota que todos os caras querem namorar.

–Acho que sim.

–Me desculpa mas você não é tudo o que eles dizem. Quando me falaram de você, eu imaginei “mais”.

–Pois é e eu imaginei ser gentil com você, mas acho que você não queria ser gentil comigo.

Ela deu um sorrisinho de lado e virou as costas para mim. Subiu rebolando para o dormitório.

Helena. Já vi que essa garota iria ser uma “ótima” companheira de monitoramento.

Pov. Scorpius

Desci as escadas do dormitório as 8.

–Eeei! Ta todo arrumado por quê? –Albus me olhou. –Vai encontra quem?

–Ta querendo saber porque Albinho? Ta com ciúmes?

–Sai fora cara.

Sai para o corredor e ainda podia ouvir a galera zoando ele.

**

Cheguei ao quadro de dragão as 8:30.

–Qual a senha?

O quadro pediu.

–Explosivim.

O quadro deu passagem e eu entrei.

O salão era grande e lindo. Mas o que mais me chamou a atenção foi uma cabeça aparecendo no sofá em frente à lareira. O ruivo inconfundível em contraste com as chamas a tornava mais linda. Ela deve ter ouvido o quadro abrir, pois abriu os olhos e me olhou confusa.

–Scorpius?! O que você ta fazendo aqui?

Pov. Rose

O barulho do quadro abrindo me assustou e eu acordei.

Tentei ver quem tinha entrado. A visão meio embaçada pelo sono. Quando focalizei a pessoa eu fiquei surpresa. Era o Scorpius.

–Scorpius?! O que você ta fazendo aqui?

A pouca luz que tinha no salão permitia que eu visse seus cabelos loiros que em alguns pontos estavam vermelhos pelo fogo, os músculos marcados pelo tecido da camiseta social branca. Ele conseguia ficar descolado com uma camiseta social e um jeans. Ele estava lindo.

–Rosie? Você é monitora?

–Sou. Mas você não me respondeu. O que você esta fazendo aqui?

–Ãhn....eu....vim...

Ele se enrolava todo para falar. Era fofo.

–Você veio ver sua namoradinha né?

–Quem?

–Helena. –Falei com uma vozinha afetada. –Sua namoradinha.

–Ela não é minha namorada.

–É. Mas parece. Vocês vivem grudados, ficam se pegando em publico, para todos verem. Isso até onde sei é namoro.

Ele ficou um pouco confuso, mas algo se ligou em sua mente.

–Você me viu beijando ela aquele dia né?

–Vi.

Lágrimas ameaçavam cair, mas eu as impedi.

–O quarto dela é ali.

Apontei para a escada que levava ao dormitório da vaca. O brasão da Lufa-
Lufa brilhou malignamente na parede.

Eu virei e olhei para as chamas esperando que o calor secasse a lágrimas que caiam insistentemente.

–Rosie...

A voz dele era baixa e gentil.

–Vai embora Scorpius. Eu não quero ver você.

Ele andou até mim. Sentou-se no espaço vago que havia no sofá onde eu deitava.

–Rosie, olha pra mim.

Eu o olhei. Mais lágrimas caiam. Ele as secou.

–Rosie. Eu neguei para mim mesmo durante anos o que todos já viam tão descaradamente. E agora acredito que seja a hora de te contar.

Eu franzi a testa confusa.

–Do que você ta falando?

–Do meu amor por você. Eu vim aqui hoje pra tentar esquecer ou apenas sufocar aquilo que eu sinto por você. Eu não tenho como amar a Helena. Porque é você que eu amo.

Ele me ama. Era só isso que eu tinha em mente.

–Rosie. –Ele me tirou dos meus pensamentos. — Diz alguma coisa.

–Scar, eu... eu também....Scorpius Hyperion eu também te amo. Eu não tinha intensão de me apaixonar por você. Mas foi tudo tão rápido. Talvez eu já te amasse há anos, mas eu não sabia disso, ou não queria admitir. Mas eu assumo aqui e agora. Eu te amo.

Ele deu aquele sorriso de lado que fez meu coração falhar uma batida. E me puxou para seu colo, e me beijou com tanto amor que eu sentia que alguém jogava um liquido quente e esse liquido grudava os cacos dele e o aquecia. Borboletas batiam suas assas freneticamente. E meu raciocínio falhava brutamente.

Ele se afastou e sorriu.

–Eu te amo Ruiva, minha ruiva.

–Eu também te amo Scar, te amo minha doninha albina.

Pov. Scorpius

Ela me amava. Me amava e eu amava ela. Eu me esqueci de tudo. Do perigo. Do elo. Da Helena.

Nem me preocupava que se Helena descesse ela me veria ali e se magoaria profundamente. Mas ela sabia, sabia que eu amava a Rose.

–Vamo subi? -Rose falou.

–Vamo.

Eu a segurei nos braços, e levei ela pela escada.

Abri a porta e entrei, Rose fechou a porta e trancou.

–Minerva vai me matar.

–Esquece ela.

A levei até a cama e deitei-a na cama.

A beijava cada vez com mais excitação e calor. Eu tirei sua blusa e ela tirou a minha. Uma ereção começava a se realçar na calça. Rose notou e me olhou com malícia. Me puxou para um beijo mais quente, ela tirou o resto de minhas roupas e eu o resto das suas. O quarto antes gelado agora se aquecia com o nosso calor.

Naquela noite nós quebramos as barreiras dos desejos mais profundos que guardávamos. Naquela noite nós transamos até pegarmos no sono.

**

O sol matinal batia no meu rosto e eu acordei.

Rose estava ao meu lado dormindo como um anjo. Levantei devagar para não acorda-la. Fui até o banheiro tomei um banho e escovei os dentes.

Sai do banheiro com uma toalha na cintura. Peguei minha calça e vesti.

Ela tinha um sorriso no rosto, e o cabelo espalhado no travesseiro verde. Me aproximei dela devagar.

–Bom dia minha Ruiva.

Ela abriu os olhos e sorriu abertamente.

–Bom dia. –Ela falou com a voz rouca.

Eu me aproximei para beija-la, mas ela me impediu.

–Que foi?

–Preciso escovar os dentes.

–Para com isso. –Tentei de novo, mas ela escorregou para debaixo do cobertor e sai do outro lado da cama.

Ela vestia apenas uma calcinha verde e uma regata cinza.

–Você é tão Sonserina.

Ela olhou para trás e riu.

–Tenho que ser leal a minha casa leãozinho.

Eu corri até ela, mas eu a subestimei ela foi mais rápida e entrou no banheiro trancando a porta entre nós.

Eu ouvi o chuveiro ligando, e fui procurar minha camiseta. Ela estava jogada num canto e a peguei usei um feitiço de vapor quente para desamassar ela. Pendurei ela num cabide e me joguei na cama.

O chuveiro desligou e ela saiu do banheiro enrolada em uma toalha e com uma toalha na cabeça. Ela ficava linda de todos os jeitos.

–Para de me olhar assim. –Ela riu me jogando um pedaço de pergaminho que estava a seu alcance.

Ela abriu o guarda roupa vestiu as roupas intimas e tirou a toalha.

–E depois quer que eu pare de olhar.

Ela me olhou furtivamente por cima do ombro. Eu levantei na hora que ela pegou um moletom. A abracei pelas costas, sentindo seu corpo quente contra meu peito desnudo. Eu a virei.

–Não, fica assim. Você é muito linda para se esconder debaixo de tanta roupa.

–Scar eu tô com frio.

–Então vem cá.

Eu a beijei e a prensei contra a parede gelada, pude ver seus braços e pernas se arrepiarem pelo frio, e em um extinto para se afastar da parede ela colou mais nossos corpos. Ela me olhou e prendeu sua coxa em minha cintura.

Ficamos assim um tempo e comecei a sentir uma ereção no meu membro. Ela também deve ter sentido, pois colou mais seu corpo em mim. Com um sorrisinho safado e cheiro de excitação ela me beijou. Fomos parar na cama mais uma vez. Ofegantes, nos deitamos de costas.

–Isso é que é começar bem um dia.

Ela riu gostosamente.

–Preciso tomar outro banho.

–Antes, vem cá. – A puxei pra cima de mim e a beijei.

–Já volto.

Ela entrou no banheiro, mas não trancou a porta, era quase um convite. Entrei no banheiro e ela estava me esperando. Tomamos banho às vezes interrompido por um beijo ou outro.

Nos trocamos e descemos para o salão. A manhã se desfez assim que vimos ela. Helena. Sentada no sofá com lágrimas nos olhos. Nos olhando cheia de ódio.

Notas finais
Então? O que vocês acham que vai acontecer agora? Comentem ai. Quem acertar ganha um docinho e uma dedicatória para o próximo capítulo (umas das coisas eu prometo a outra não ;** ) Façam um escritora feliz comentem, recomendem, favoritem. Façam essa mera pessoinha alegre.