Notas iniciais
Mais um cap saindo!

Damon estava caminhando a minha frente, eu usando um casaco com capuz e olhando para baixo, o final da tarde se aproximava e ele me levou para a igreja, para ser exato embaixo dela, um tumba. O que para eu é ridículo, isso mais parece uma adega de uma casa milionária que você pode ter certeza que eu não posso ter. Ele foi gentil comigo, me trouxe aqui e fixou em silencio, um silencio duradouro e confortável.

A “tumba” cheia de pedras e a escada estranha, degraus muito curtos. Ele me levou para baixo, não existia luz aqui e como eu sou uma boa menina acendi uma chama em minhas mãos que fez Damon arfar em surpresa.

– Isso é incrível ruivinha – o sorriso debochado mais seus olhos contém algo a mais, será esperança?

Ele sentou no chão na frente de uma passagem para algum lugar, ficou parado, imóvel mais deu tapinhas no chão para eu sentar ao seu lado. Damon é um homem bonito, o tipo de cara que todas as meninas, mulheres, senhoras vão se apaixonar, existe algo nele que mostra ser o badboy, mais seus olhos tem uma certa vulnerabilidade impossível de resistir. Eu tenho alguém em meu coração, talvez pode ser impossível depois de um coração partido, um coração despedaçado, mesmo que faz dois anos eu ainda tenho ele como meu mestre, meu amor, meu ex. o pensamento fez escorrer uma lagrima. Sentando ao lado de Damon que estava com os braços abraçados no joelho coloco minha cabeça em seu ombro como se fossemos velhos amigos.

– Seu nome é Katherine Pierce, vampira, a conheci quando humano, eu me apaixonei perdidamente por ela, um amor animal, um amor que me levou ser quem eu sou. Eu nunca quis ser um vampiro, eu queria ser humano, viver um grande amor, assumir meu lugar como primogênito de meu pai, casar com Aneta, ter filhos, sobreviver a guerra. – as palavras de Damon me pegaram de guarda baixa eu o olhei de verdade, porque ele esta me contando sobre isso, porque ele me trouxe aqui, nessa “tumba” ? – Quando conheci Katherine eu queria ficar sabe, ela me hipnotizava, sempre disse que eu não era homem para ser vampiro, quando as bruxas fizeram o feitiço nessa tumba, eu achei que ela ficou presa – suspirando alto damon olhou para mim – sabe ruivinha, depois que eu achei que ela ficou presa aqui, eu e meu irmão nos matamos, a desgraçada tinha nos dado seu sangue, morri me levantei como vampiro, não queria beber sangue e bom virar vampiro, eu queria morrer, mais meu irmão bom, ele não queria ficar sozinho e eu me transformei.

O pequeno conto de Damon me dá uma amostra sobre o tipo de homem que ele era quando humano, vampiros e seu núcleo do “mal”, mais Damon não é do mal, ele é apenas um homem que ficou perdido sem toda sua humanidade.

– Eu esperei muito tempo por ela, sabe, eu vim a Mystic Fall’s com o intuito de ficar ao seu lado, ficar com ela, tirar dessa tumba, ser feliz, eu amei com todas as minhas forças e bom, vampiros sentem 3 vezes mais do que humanos, eu senti a dor de a perder por muito tempo, eu desliguei minha humanidade pela primeira vez, não suportava mais. Depois disso eu nunca mais fui o mesmo – respirei fundo, então vampiros depois de desligar o espírito e a alma de seu núcleo não sentem mais os mesmo, interessante – meu irmão matou nosso pai em uma discussão, ele estava ali todo esse tempo, Stefan era muito egoísta quando humano, não era esse “bom samaritano” – Damon fez uma cara sarcástica e sorriu de lado o que levou a rir – Eu amava Aneta quando humano, eu voltei depois de 50 anos a Mystic Fall’s, ela era velha, enrugada, tinha filhos, bisnetos, netos, mesmo amando Katherine, quando eu a vi pela primeira vez depois de tanto tempo, eu senti toda aquela avalanche de emoções, eu queria ter morrido, seu marido, Dominic Fell, eu queria matar o desgraçado, mais ela era feliz, o bastardo pegou minha, a vida minha e dela, eu queria ser humano. No final eu queria Katherine, mais eu a queria, eu fiquei pensando em tudo o que ela tinha, queria isso com toda a força do mundo, mais eu sou um vampiro, eu não posso mais, a noite que eu fui embora a encontrei na antiga casa dos Salvatore, nas ruínas, ela me abraçou e disse o quanto me amava, não teve medo do que me tornei, eu a beijei, virei as costas e fui embora.

Não percebi que estava chorando, Damon me abraça e fica olhando a tumba, o silencio da minha parte o fez continuar.

– Bonnie viu sua avó morrer pelo meu egoísmo, quando a pequena vampira Anna me disse que Katherine ficou anos fora da tumba, ela nunca foi me encontrar, ela ficou solta, aproveitando a vida e eu sofrendo – Damon rir sem humor e me encarou – essa noite eu queria falar com Alarick mais eu escutei o seu choro, e eu preciso te ajudar, eu sinto perto de você algo que eu não sentia a muito tempo, eu me sinto humano, eu senti compaixão – ele me olha intensamente em meus olhos, eu percebo que ele estava a beira das lagrimas, mais Damon Salvatore não chora.

– O poder da fênix, é isso que eu desperto a você Damon, as lendas contas que o poder que eu porto, um dos quatro fogos sagrados é a purificação, eu sou a protetora da vida, dos humanos, ficar perto de mim ...- respiro fundo não sabendo ao certo o que estou falando, Damon PE um vampiro, mais como tal ele deve saber – Eu atraio as criaturas das trevas Damon, como um sonar, muitos vêem para me matar, mais você – olho em seus olhos – eu trago esperança, eu trago a humanidade perdida. Luz e trevas não se misturam Damon, você vêem até a mim porque quer redenção – falo a verdade – eu sou um farol para aqueles que querem ser curados e ...

–Pare, pode ser – Damon fala me olhando intensamente – poder ruivinha, mais eu estou aqui porque você me lembra a mim mesmo, toda essa dor, você me lembra a mim quando humano eu quero ajudar, não sei porque das palavras ou porque eu quero te ajudar, eu sou egoísta mais...- Damon suspira e me olha atentamente – eu quero te ajudar.

Suspiro fundo, porque? Porque ele deseja me ajudar? Eu não posso levar ninguém comigo para a guerra eclodindo em nossas portas, luz e sombras. Fogo e trevas. Damon é um vampiro, ele é uma criatura das trevas porque ele quer me ajudar? Porque ele quer se envolver? Porque?

“ Quando o antigo portador da fênix se envolveu com a vampira, todos ficaram surpresos, ela queria lutar, lutar pela luz, seus irmãos a seguiram, ninguém sabe ao certo o que aconteceu, só ela e Chrispin” a voz de Kenshin sussurrou em minha mente como uma canção amarga. Nem ele sabia o que mudou neles, só que no final os irmãos Mikaelson, Rebekah, Nicklaus e Elijah lutaram pela luz. As lagrimas vieram sem permissão de novo, Kenshin, porque? Minha mente esta em frangalhos, eu preciso lutar para combater essa emoção, eu preciso esquecer. Provavelmente estou de TPM, eu sou turrona, dura, sarcástica, forte, eu não choro, mais hoje eu comecei a chorar.

– Aqueles mais fortes são capazes de esconder a dor por muito tempo, mais chega um dia que precisa colocar a dor para fora ruiva – Damon fala com a sua voz rouca e ... espera com esperança – deixe fluir, coloca para fora Mikaela, você precisa libertar esse sentimento, não precisa carregar o fardo sozinha.

As palavras caíram como água no mar, transformando em uma tempestade, essas foram as palavras de minha mãe quando, respiro fundo tentando encontrar minha voz, dias antes dela falecer. O fardo é meu, não de ninguém, é só meu, mais nem sempre eu tenho ajuda. O único que me ajuda é Kenshin. Olhando para Damon eu vejo um homem, um homem que quer fazer algo de bom.

– Seu nome é Haruoni Kenshin, conhecido como o último samurai, ou Kenshin – sama, ex- general das tropas do exercito das trevas – respiro fundo lendo as expressões de Damon que estava de boca aberta – quando nasci ele... – respiro fundo olhando o nada – ele sentiu minha magia entra em ressonância como a dele, ele é meu companheiro – baixando a cabeça me lembro de quando ele me disse, magos tem um único companheiro em sua vida, e eu era a dele, mais ele conseguiu me trair, não se importando comigo – ele abandonou tudo que tinha para traz, virando o chefão dos magos, ele me treinou desde que tenho – engolindo a seco, passando a língua nos lábios – Seis anos, na época que meu pai estava sendo caçado e eu ... – omitindo a minha irmã – eu desenvolvi meus poderes cedo demais, então ... – fechando os olhos com força não sabia o que falar – Kenshin virou meu mestre, começou a treinar e bem anos depois nos envolvemos, os anciões de nosso povo que o governa não gostaram, pediram para nós pararmos, é perigo nosso envolvimento, até porque ele foi consorte de rainha das trevas, mais no final – respiro fundo, eu não odeio Sakura, filha do meu mestre, eu odeio e amo o homem que deixou ela vir no mundo – ele me traiu e nasceu uma filha, ele estava comigo e bom com a outra.

Respiro fundo entrando em meu inferno particular, a dor que era física, a dor por tudo que eu sofri, a dor por tudo o que ele me fez, cada corte, hematoma, guerra, batalhas intermináveis, ele deixou uma criança entrar em campo de batalha, eu sou a fênix. O aperto em torno de mim foi grande, Damon me colocou em seu colo como uma criança. Era difícil admitir, mais aquele gesto me deixou com a guarda baixa, era tão bom ter alguém.

–Ele não pode ficar longe, ele é meu guardião, meu e de Adele, e o conselho não deixou eu trocar de mestre, eu tenho que terminar meu treinamento – falo em choro desesperado.

Essa é a verdade, o vinculo mestre e discípulo nunca será quebrado, terei que conviver para sempre, até eu morrer com ele do meu lado. Ele é o único que pode me treinar em tempo recorde para a grande guerra. E dói, dói tanto que as vezes é insuportável. Dor física, mental, dor em minha alma.

Não sei por quanto tempo eu chorei, só que Damon ficou preso em seus próprios pensamentos, perdida entre sentimentos eu só posso ter uma certeza, que eu preciso lutar contra meus medos e conversar com Rebekah. Ter certeza do porque o vampiro me abraçando esta aqui me consolando.

–Isso é uma merda parceira, mais eu vou te ajudar, eu não posso dizer o que você ira fazer, ou te dizer palavras bonitas de consolo, eu sou um homem no final das contas – as palavras de Damon fizeram um sorriso brotar de meus lábios – eu vou ficar do seu lado.

–Obrigado Damon – o sorriso triste de meus lábios o fizeram suspirar.

–Quando você ira terminar o treinamento? – A duvida e receio da voz de Damon fez eu voltar para minha realidade.

–Kenshin me deu um ano depois da morte de minha mãe para eu ficar na minha – falo tudo apressadamente respirando fundo — então eu só tenho mais sete meses para bem ficar sozinha sem treinamento, depois ele vira até mim.

A verdade é essa por mais que eu não lembre o tempo todo, só mais um mês.

–Bom parceira, eu vou ficar ao seu lado – ele sorri maroto para mim e eu reviro os olhos – eu vou fazer a vida do homem um inferno – ele fala isso como se falasse a ultima fofoca.

–Ele vai matar você Damon é melhor...- Damon me corta rindo.

–Você me protege; pelo que eu entendi você é alguém importante, e bom você me protege minha doce menininha malcriada – o sorriso sexy de lado me fez rir.

–Agora sou escudo então? – o som sarcástico de minha voz o fez revirar os olhos – vamos então parceiro, temos que nós encontrar com Rebekah .

Sai do seu colo em um pulo e ele me olha como se fosse uma quimera, como se fosse louca.

–A barbi Klaus? Porque? – ele pede apavorada.

–Com medo de encarar sua “ficada”?- falo fazendo aspas no ar em ficada que levou ele a revirar os olhos – eu sei Damon a escola é um lugar pequeno e Kol vive encomodando ela por isso, vamos ele tem respostas que eu preciso.

–Isso quer dizer que eu e você somos mesmo parceiros?- ele pede na espectativa.

–Sim o grande vampiro do mal – a gargalhada dele ecoaram na “tumba” – vamos eu to com fome e bom preciso ir jantar com tio Rick.

–Tudo bem, mais eu dirijo – ele fala serio e eu reviro os olhos, porque ninguém me deixa dirigir?. – você é uma barbeira ruivinha, eu vi o que você fez com o carro do Rick.

–O poste estava na minha frente, a culpa não foi minha foi do posto, foi só um arranhãozinho de nada – deu de ombros e ele colocou as mãos em meus ombros me empurrando para saída.

–Eu sei, eu sei, garotas.

Eu ri dele, seria bom ter um parceiro.

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O carro estava indo devagar, é como se eu visse tudo muito claro, as pequenas luzes enfeitavam a redor, era como se tudo fosse novo, tudo possui auras. Respiro fundo olhando atentamente Stefan, sua aura estava nublada para mim, amarela com pontos muito escuros, mais seu núcleo ainda é dourado. Mais vermelho escarlate, Stefan esta com fome.

– Esta com fome Stefan? – a pergunta saiu dos meus lábios sem perceber.

– Sim, não, eu não sei – ele respira fundo e me encara pela primeira vez, os som do motor esta me incomodando um pouco – O que você esta fazendo no meio do dia em um cemitério abandonado? – a pergunta saiu mais como acusação e a aura de Stefan queimava a carmesim e preto, a oscilação sobre as corres o denunciavam.

– Meditando – o encaro não sabendo o que falar, Mika sempre falava por mim percebendo que eu não sabia dizer – Eu medito todos os dias no cemitério, é tranqüilo, silencioso, como um beijo da morte.

As sombras perseguiam o carro como se chamasse para algo maior do eu entendo, Stefan olhava a estrada com um olhar estranho, sua aura estava tremula, presa em escuridão e luz como se elas brigassem, brigam para ver o domínio, nunca em minha vida eu vi isso, algo espetacular e por mais que eu questionasse o significado, eu só gosto de ver, o choque de luz e trevas, o entardecer vinha como um beijo amaldiçoado, como minha falaria, as trevas percorrem a tudo, a sombra das arvores no pequeno trajeto me faz repensar porque eu nunca as observei.

Doce é a sombra para os mortos , doce é a sombra para o mal , doce é a sombra para os seres que dominam a noite e a escuridão.”

As palavras vieram como um sussurro em minha mente, como se algo falasse o que me fez assustada, observando novamente as sombras eu vi pequenas ondulações nelas, como se ganhasse vida.

— Adele – Stefan me chama em um sussurro, eu deveria saber que sua voz era muita baixa para um humano escutar, ele me olha surpreso – como você fez aquilo? Tudo brilhava ao seu redor, como se fosse algo saído dos contos de fadas – seu olhar penetrante me incomoda de uma forma, Mika faz falta nessas horas é sempre ela que sabe o que falar.

— Eu não sei Stefan, eu não sei, como você me achou? – minha mente programada tentava esquecer o que tinha acontecido, mais eu não posso, eu não devo.

— Eu senti algo me puxando, uma sensação estranha que me atraiu para o cemitério, é como um feitiço que Bonnie lançou para achar alguém, rastrear, mais eu fui até você, é estranha a sensação, quando lhe vi, eu fiquei mudo, parado, a luz em sua volta me fez hipnotizado, só quebrou o encanto quando Klaus tocou em você – o suspiro foi auditivel, mais como isso? Porque ele foi atraído para eu? Eu não posso responder sem falar com Mika, mais eu não sei se ela sabe a resposta. – Algo, como magia me chamou para você Adele, eu me senti vivo, me senti como se tudo fosse possível – Stefan me olha esperando minha reação, como se eu soubesse a resposta.

Fico em silencio, então é como um feitiço, eu não sei feitiços, Mika é a mestra em feitiços usando os elementos fogo, afinal ela é a ultima dominadora de fogo existente, nem mesmo seu mestre domina a arte, mais meu elemento natural é água. A água que flui, a água que dá vida, que destrói. Eu sinto como se fluísse algo dentro de mim, algo antigo, uma sensação de formigamento em meu corpo.

Eu preciso falar com Nefertiti, minha mestre pode ter a resposta. Mais como eu poderia falar com ela?

— Não diga nada do que aconteceu aqui para ninguém Stefan, eu preciso pedir ajuda – minha voz estrangulada o deixou em alerta, mais quem pode me ajudar.

— Não falarei – Stefan me olha com os olhos arregalados mais o silencio persiste.

Quem nessa cidade pode me ajudar? Mika “ não criança” , olho assustada para os olhos, o que é essa voz? Porque não Mika, ela é a minha irmã, a única pessoa do mundo que eu sinto algo. Então quem? Stefan disse um feitiço, em uma bruxa. Será que elas podem me ajudar?

O freio do automóvel fez um barulho ensurdecedor. A poeira levantou e Stefan olhou para mim assustado. Eu senti uma leve magia de algo próximo a nós, antigo, selvagem, a mesma sensação de estar próximo a Klaus.

— Olá Salvatore – a voz com tom zombeteiro falou as palavras e eu olhei para frente assustada, eu vi a aura antes de mostrar o corpo, era vermelha, ela estava irritada, com vários tons de vermelho e verde, fome, essa era a cor predominante, o vermelho escarlate, mais em milésimos ela ficou azul escuro, desapontamento – eu acho que encontrei a irmã errada.

Kol estava parado na frente do carro olhando para eu e Stefan com um sorriso maroto, mais seus olhos tinham algo a mais, como se fosse uma imensidão de luxuria que eu não entendi. Ele bufa frustrado.

— O que você quer Kol? – Stefan argumenta olhando o original com ódio dilacerado.

— Minha querida mãe resolveu que por eu ser o irmão mais novo ela pode ter um empregado domestico – suas voz saiu com malicia mais uma garrafa chega aos seus lábios, que de alguma forma me deixou com fome, mais fome de algo doce. Talvez uma daqueles doces que Mika come que eu nunca comi em minha vida. Mais porque eu senti fome? — Então ela pediu para entregar esse grimorio para a nossa adorada ruivinha, mais como ela não esta aqui, serve você – ele fala frustrado bebendo mais um pouco e sorrindo de uma forma estranha para mim.

— O que sua mãe quer com Mikaela? – a pergunta de Stefan me deixou incomodada, mais o pensamento passou despercebido quando o vampiro fala.

— Eu não sei Salvatore – ele fala sorrindo indo até minha porta, nem Stefan e eu saiu do carro – Mais eu quero muitas coisas, sabe ela é uma força da natureza destemida, e eu gosto disso – suas intenções não eram claras para mim, mais uma coisa eu notei em sua aura ardia em chamas no sentido surreal em palavras – ela é uma menina muito malcriada.

Kol caminha até ao meu lado da janela, Stefan estava a ponto de pular nele quando coloco minha mão em seu braço que o fez parar, Kol sorri a isso e abre a porta nunca parando de sorrir. Ele é um vampiro estranho, suas emoções são como estar em conflito a toda hora e todo lugar. Ele me entrega um livro e eu observo os desenhos estranhos, eu só estudava a língua de feitiços em egpicio antigo, mais esse era escrito em latim.

— Aqui loirinha, entregue para ela ou fique com você, mais cuidado minha mãe é louca – ele fala sorrindo e passa sua mão em meu rosto o que fez Stefan rosnar atrás de mim. Eu não senti nada com o toque, só uma estranha sensação de que algo nesse vampiro é terrivelmente errado, como se nada tivesse acontecido Kol sai caminhando na escuridão mais eu notei que as sombras se mexiam com ele, como ondas, mais elas não eram totalmente negras, algumas eram cinzas em tons escuros. Isso é muito curioso.

– Não comente nada com ninguém Stefan – minha voz saiu de forma errada, com tom autoritário. – Vamos eu tenho que encontrar tio Rick e Meredith – ao fechar a porta eu olho Stefan que apenas sorriu de lado e começou a dirigir.

Ester, talvez ela pode me ajudar.

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Rurouni Kenshin estava com os olhos fechados sentado em sua casa no Japão, a 14 anos ele decidiu que ali seria sua moradia, como foi em sua vida de mago a tanto tempo atrás, antes de fazer o pacto com a imperatriz sombria, rainha dos mortos, imperatriz do Submundo, mais ele a conhecia como Lilith. A mulher que fez ele cair e se levantar tantas vezes, uma paixão por assim dizer. Ele a odiava. Mais mesmo assim isso nunca impediu dele a ter em seus braços e fazer tudo o que ele era mandado.

Ele sente o vendo em seu rosto, sendo um mago poderoso, um espadachim e samurai, tendo a guerra incrustada em seu sangue e vida. Sua vida como general dos exércitos do submundo e assassino de Lilith, conhecido como retalhador, pois retalhava tudo a sua frente, sendo temido até hoje pelos sentinelas, mesmo ele sendo agente duplo durante séculos. Ele abre seus olhos e vê o lago, lembrando de quando sua discípula ainda estava aqui, sorriu com isso Mikaela fazia falta por ser rebelde por assim dizer, não existia um dia onde ela não o fazia rir, ele sentia falta de observar ela com o quimono, cabelos soltos, sentada na beira do lago, lendo um livro.

Ele a amava sim, amou e a ama mais do que um ser humano compreenderia, mais ele ainda é seu mestre e isso por mais que fizesse ele odiar o conselho dos magos, a fez sofrer, Mikaela nunca julgou seu passado, nunca o olhou como ele realmente era, ela só o amava. Ele suspira olhando o lago novamente. Quantas vezes ele queria se matar por ter feito ela sofrer. Tudo porque ela tinha que proteger sua irmã.

Hoje Mikaela estava longe, na America, morando com seu ultimo parente vivo, o irmão de sua mãe. Ele sente falta de Serena, ela foi a humana mais corajosa e bondosa que ele conheceu. Ela foi sua amiga. E como a filha, nunca o julgou.

Kenshin como é conhecido, é um “sentinela” por assim dizer, todos sabiam que ele trocou de lado realmente foi pela fênix, por Mikaela. Desde criança ele a protegeu. Ele lembra da primeira vez que a viu, ela era uma criança de três anos, ele sentiu a nela a fênix, a fênix surgindo, mais dessa vez foi diferente, a fênix é uma mulher pela primeira vez na historia, algo mudou. Sua ordem era matar ela. Mais quando ele vai para a atacar a garotinha ruiva lhe dá uma flor e essa atitude tão inocente fez ele acreditar novamente na humanidade. Ele sorriu para ela e sorriu sincero pela primeira vez. Anos se passaram e ele matou cada criatura que se aproxima da criança, mais ao ser descoberto por Balthazar, ele teve realmente que mudar de lado. Sua farsa foi descoberta.

Kenshin ama aquilo que é proibido, e ele sempre soube. Amar Mikaela é fácil, ela tem honra, e bondosa, esquentada, não tem um pingo de freio na língua, é divertida, mais é a menina mais amorosa que ele conheceu. Mais ela têm um grave defeito, ama demais a irmã.

Kenshin caminha novamente para casa, observando todo o local. Eram tantas lembranças impregnadas em cada canto. Sorrindo ele entra na casa. Como ele sentia falta de Mikaela ali. ele vai até o quarto onde sua pequena filha estava. Ele sorri. A única alegria que ele tinha agora era a pequena Sakura. Ele a observa dormir e sai em silencio indo a cozinha sua governanta estava fazendo comida e ele fica parado olhando o nada.

—Saudades da senhorita?- Sasha pede enrolando arroz nas algas.

—Sim Sasha — ele fala triste.

—Você sabe que pode acabar com isso agora, é só querer — a mulher idosa fala e se vira o olhando seria.

— E ela morreria – o tom de sarcasmo tocando as palavras, mais não deixa de ser verdade.

—Não minta pra você garoto, você pertenceu aos exércitos das trevas, você pode lidar com um exercito de sentinelas sozinho- ela fala olhando ele seria, essa atitude dele a irritava, mais ela é fiel ao retaliador.

—E vidas inocentes morrem — ele fala sem emoção.

—Não diga que eu não avisei Kenshin-sama, Mikaela não vai esperar para sempre, ela é uma criança, e muito bonita, sempre vão existir homens que a querem e ela pode cair na tentação – ela fala bufando frustrada e fala xingamentos o que faz ele rir.

—Eu não me preocupo com sua paixonites e sim com sua segurança – ele fala por fim.

Kenshin sai da cozinha rindo da governanta indo até seu quarto. Mais olhar ali doía. Mais ele sabia que a dor era enorme, tanto dele como dela. Mais traição era uma coisa que ela não admitia. E ele fez isso.

Ele nunca pensou que se apaixonaria ainda mais por uma discípula. Mikaela veio treinar com ele com 8 anos, mais sua magia desenvolveu muito rápido o que o assustava e o deixava orgulho, assim sua fisionomia e corpo acompanharam o desenvolvimento mágico. Ele sempre se repudiou por deixar a inocência dela deixar a cada dia através de batalhas intermináveis e apesar de tudo Mikaela tinha um coração bom. Ele sorriu cobriu seu rosto.

Com o tempo ele foi se acostumando as birras de criança mais com o tempo parou, ele observou a cada tatuagem mágica cravar em sua pele pálida cheia de sardinhas. Os olhos azuis perderem o olhar infantil e ficarem sérios. Ele observou ela crescer, ganhar curvas, amadurecer, mais o coração sempre estava imaculado. Quantas vezes ele quebrou o código de mestres e discípulos e a consolou. Quantas vezes ele secou sua lagrimas e curou seus machucados. Quantas vezes ele a observou dormir através do véu, só para trazer um pouco de paz em seu coração.

Kenshin não notou os primeiros sinais, mais Mikaela tinha uma paixonite de criança por ele. Mais ela cresceu e ele sentia o mesmo. Mais foi difícil para ele quebrar o código e se deixar levar pelos sentimentos. Quando ele percebeu Mikaela tinha crescido, era uma garota linda, com um sorriso sarcástico no rosto, e uma mente brilhante. Mais ele só deixou se levar quando ela quase morreu em um ataque de demônios a vila, se machucou serio e ele teve que ativar a magia das runas tatuadas em seu corpo. Ela só era uma garotinha de 14 anos, mais ao ver seu corpo ele segurou a paixão que consumia seu coração. Ele ativou a magia de cada runa que estava ali, colocando a palma da mão sobre elas, mikaela gritava de dor, mais percebeu que seu mestre sentia o mesmo que ela.

Kenshin ficou pensativo nos próximos dias, quase não falava e só respondia perguntas diretas. Mais Mikaela se irritou com ele ao ponto de explodir e acabou despejando a verdade sobre ele e mesmo que negasse ele a amava. Ele a beijou pela primeira vez e tomou seu corpo imaculado para ele. A sensação de ter ela era diferente de ser consorte de Lilith, tinha sentimento puros, não só luxuria, dor, desejo, guerra, vitoria. Era diferente e ele admitia não conseguiria mais ficar longe dela. Ele ainda todas as noites pensa nela, em como ele adora as tatuagens negras em contraste as suas sardinhas e pele pálida.

Kenshin se odiou por ser a causa de sua dor. E Sasha estava certa. Ela poderia amar outro alguém, mais ele já esta condenado, Mikaela merece ser feliz, mesmo que não seja com ele, mais isso vai ser difícil pois sempre teve ciúmes ate do ar que ela respira. E saber que outro a beija, beija seu corpo e tem ela nos braços era demais para suportar, mais ele precisa deixar ela segura.

flashback

Mika estava usando um quimono azul claro, onde deixava os cabelos vermelhos em contraste com a pele pálida, ela estava linda. Estava sentada no chão da varanda manipulando o véu, zelando por sua irmã, observando ela ler. Kenshin vai até ela e ela dá espaço para ele se sentar atrás dela assim a abraçando e beijando a parte das costas nua proporcionada pelo quimono.

–Eu acho errado eles a deixarem no escuro- Mikaela fala seria.

–Eu também, mais isso não importa agora, enquanto ela estiver na casa da vida ela estará segura – ele fala sorrindo e ela vira o rosto para ele o beijando com paixão. Ela acaba corando o que a deixava linda, ela não sabia disso, mais ela corar de vergonha o fazia desejar mais ainda.

Ele a puxa mais perto e ela deita a cabeça em seu peito. Ele fica em silencio. Era bom assim, só sentir a sua garota em seus braços. Mais Mikaela fala algo que o faz rir.

—Eu to com fome – ela fala sorrindo e ela se levanta mais ele é rápido e a puxa para a beijar com paixão, assim ela geme baixo e ele puxa as sua pernas a colocando contra a parede. Ele acaba colocando as mãos abrindo espaço entre a seda e apertando sua coxas. – eu ainda estou com fome – ela fala agora sorrindo sacana.

—Eu faço a janta – ele fala a pegando e a levando para dentro colocando ela sobre o tatame de treinamento.

Mikala desamarrar as vestes de treinamento dele e ele puxa a fita que fixava o kimono deixando ele ver seu corpo. Ela sorri pra ele e o coloca embaixo dela.

—Eu criei um mostro- ele fala sorrindo.

—Ninguém mandou tirar minha pureza — ela fala beijando seu pescoço descendo para sua barriga, beijando as runas que estavam em sua pele.

—Eu não me arrependo disso- ele fala sorrindo e puxa os palitinhos que faziam seu coque deixando os longos cabelos ruivos caírem sobre seus seios – minha pequena.

Ele fala puxando ela pela nuca a colocando debaixo de si. Ele e Mika as vezes faziam amor, as vezes sexo selvagem, as vezes eles só ficavam deitados um do lado do outro apreciando a companhia em silencio. Ela era exuberante sim, maravilhosa, ele ensinou tudo que podia a ela como ela ensinou a lição mais valorosa, sempre existe segundas chances.

Ele beijou ela com vontade, sentindo seu corpo, sua alma, a cada toque, a canção que ele mais gosta de ouvir alem de suas risadas são os gemidos baixos só pra ele.

Mikaela sorri a ele como se fosse um convite e ele puxa suas pernas apreciando seus seios. Beijando sua clavícula descendo a seus seios sentindo a magia entrar em agitação.

— Papa – Sakura entra no quarto sorrindo indo até ele que a pega no colo.

—Dormiu bem?- ele pede encarando a menina. Ela faz sinal com a cabeça que sim e ele sorri.

—Venha menina, vamos comer – Sasha aparece tirando Sakura do colo do pai.

Ele olha as duas indo e suspira saindo para fora. Como ele odiava o destino da fênix. Caminha para fora chegando perto de uma arvore e as um soco forte, como ele odiava Adele Valey Saltzman a causadora de seus problemas desde sempre. Ele acabou fazendo a arvore se desintegrar, ele suspira fundo se controlando.

Mais algo o chama longe, o véu tremula em sua frente a porta de abre e Kenshin sabe o que é isso, é um chamado. O suspiro fundo o lembra de quem o chamado é, Bes o Senhor dos Anões, o deus dos minérios e riqueza. Só o feitiço antigo ligaria ele ao ser primordial. Ele passa pelo véu e cai em um lugar que a muito tempo ele não visita a dimensão dos deuses.

— O que foi que você fez garoto, você achou mesmo que seu casinho com a sentinela portadora da fênix ficaria escondido? – Bes fala baixo com sua voz fininha, mais o tom de preocupação o deixou alerta.

Mikaela esta em perigo como o receptáculo.