Notas iniciais
Olá nossos amados leitores *-* Queríamos primeiramente agradecer a todos os comentários verdadeiramente okay! A todos que comentaram , favoritaram e recomendaram ou vão recomendar kkkkk Desejo a todos uma boa leitura e prestem atenção no começo do capítulo aos detalhes , como já disse um escritor que eu amo " Os Detalhes são Tudo" Gostaria de agradecer a Absinthe pela ajuda com as dicas e tudo mais fofa você tem um lugar especial no meu core ♥♥♥♥♥♥ Boa leitura a todos!!! ♥♥Xoxo♥♥

Naquele mundo não havia sol , o céu era alaranjada ao amanhecer e vermelho ao anoitecer , mas era claro que tudo mudava quando humor da Soberana do Mundo das Sombras estava estável.

O mundo não era enorme , mas também não era pequeno , e sua localização era entre os Véus que se dividiam dando em outra dimensões.Seu povo era o mais diversificado que existia , havia criaturas que poucos olhos acreditariam existir , havia também pouca água potável para se beber , mas o que havia de sobra era ouro e pedras preciosas .

Na pequena cidade ao redor do Castelo que era feito com ossos dos antigos dragões , os aldeões com suas casas feitas de pedras , podiam cavar um buraco no quintal e provavelmente acharia desde rubis a diamantes , mesmo assim não achavam água e a terra não era muito fértil , por isso a única opção que eles tinham era levar o ouro para ser trocado por comida e tudo que podiam precisar para viver.

Mas para quem não queria viver daquele jeito lutando todos os dias pelo que comer , havia outras opções , Súcubus e Íncubus , espíritos corporais tanto feminino quando masculino vendiam o corpo para o prazer de visitantes e Nobres. E os Medjai , Guerreiros que lutavam pelo desejo da Soberana se fazer realizado. Também havia trabalhadores braçais e serviçais na Monarquia Matriarcal.

No Castelo quente e sufocante as sombras geralmente não era só sombras , e não havia uma única sombra que não era tão tensa que podia sufocar qualquer inimigo ou aliado que não agradasse ela.

Lilith era seu nome , e causava tanto temor nos seus inimigos e nos outros mundos que era de se admirar que a criatura tão linda sentada no crânio de uma Quimera fosse ela. Sua beleza e idade era surreal para qualquer um acreditar que a Soberana fosse capaz de algo maior do que só ser magnífica , mas os olhos maliciosos e incrivelmente claros e mistos em azul ,verde e cinza não pestanejava em arrancar línguas e tripas com único movimento de mãos.

Um servo aos seus pés de cabeça baixa falava claramente , ele usava apenas um pano que cobria suas partes íntimas e seus músculos na parte de cima brilhava no suor que escorria pelo seu corpo tanto pelo nervosismo quanto pelo fogo vivo que escorria de vez enquanto nas pilastras por causa das gotas de petróleo de chuvas ácidas .

– Ele apareceu como esperávamos , mas ...- O servo engoliu em seco antes de continuar.- Ela não.

Lilith se remexeu desconfortavelmente no trono enquanto enrolava uma mexa do seu cabelo longo tão preto e liso quando cetim em um dedo.

– Será que é tão difícil descobri aonde uma criança esta?- Perguntou ela encarando o teto.- Estou cercada de fracos e tolos.

– Eu estou fazendo o possível .- Quem falou não era o servo , era o homem moreno de olhos completamente preto que se sentava no degrau aos pés da deusa . Ele se vestia com um tipo de roupão dourado de fios de ouro.

– O possível pra encontrar quem mesmo?- Perguntou Lilith fazendo sua voz doce e suave fazer o servo e os Medjai que estavam nas paredes da sala do trono , em proteção com suas espadas embainhadas encarar mais o chão em um pedido mudo que ele se abrisse para os engolir se a ira dela explodisse.

Os Medjai eram homens negros e carecas que usavam armaduras somente no peito , e tinham uma beleza máscula e surreal para homens tão grandes.

– A Fênix …

– A Fênix?!- Gritou Lilith fazendo o homem de olhos completamente negros fazer uma careta em ódio para si mesmo.- Eu quero minha criança! Tenho certeza que você não é burro Enoque , não me faça duvidar!

O plano minha mãe .- Falou Enoque trincando os dentes para evitar falar besteira e acabar levando uma “bronca” da mãe na frente de qualquer um.- Era liberar os Lycans para fazer a Fênix aparecer … Mas Kenshin não a levou junto.

Lilith parou de encarar o teto e depois se voltou para os lados e finalmente encontrou os olhos inumanos do filho.

– Eu não preciso de um segundo relatório , já tive um.- A voz dela voltou ao seu normal e mesmo sem olhar para o servo de joelho ela mexeu a mão e ele soube que estava dispensado.- Eu deveria ter trancado Kenshin nas forjas por sua insolência de me trair ou acabar com sua existência. Mas ele não pode ser exatamente morto não é?! Meu melhor servo se fora e esconde meu Receptáculo!

O suspiro de Lilith fora pesaroso e seus olhos ficaram cheios de lágrimas que nunca cairia.

Nem um dos Medjai entendia como há segundos havia um medo tão torrencial entre eles que se dissipou ficando em seu lugar adoração e devoção.Todos eles se sentiam preso na beleza dela em idolatria intensa. Aquilo era rotina.

– Talvez Hórus a tenha-lhe pego para a proteger .- Comentou Enoque tentando ser útil.

– Aquele inútil em eras não foi contra Seth e nem ao meu favor , não espero nada dele.- Lilith levantou fazendo seu vestido vermelho como sangue balançar enquanto andava mostrando suas longas pernas torneadas pelas aberturas , e seus pés descalços .Ela foi até a janela aberta.

Com as costas completamente virada pensou na perda de uma matilha de Lycans em troca de qualquer notícia sobre sua criança por direito lhe dada a eras atrás ,que não veio.

Se pelo menos encontrasse a Fênix podia pelo menos fazer seus espiões na Sede dos Sentinelas a seguirem para descobrir o paradeiro da outra.

Encarando impaciente o céu vermelho que surgia no seu mundo aonde somente um Astro podia ser visto como uma grande lua , se perguntava somente uma coisa.

Será que nunca mais verei o sol?

~~X~~

As vezes as coisas que acontecia comigo me fazia pensar que o fato de eu ter uma irmã tão protetora era para me fazer ficar segura , mas parecia que tudo acontecia ao contrario. A verdade era que eu estava tão intimidada com aquela senhora que tirava o sangue maculado pelo fogo de apenas um toque de Mika que só queria sair daquela casa , porém tudo piorou quando ele entrou . Sua aura era tão pesada e inumana que fazia meus olhos arderem ao encará-la menos que por segundos, precisava me acostumar aparentemente porque ele não iria embora tão rápido porque a casa era obviamente dele.

– Ora ora .- Falou a voz do loiro em um tom petulante e irado , eu abaixei a cabeça mas sabia que seus olhos me encaravam pelo mesmo por um segundo.- Então minhas suspeitas estavam certas. A senhora esta mancomunada com essas Sentinelas!

– Niklaus você é paranoico mesmo.- Rebateu a senhora Esther em uma voz ofendida.

Sair um pouco da mesa ainda me segurando na borda para não cair , ergui minha cabeça vendo Mika meio entretida com a discussão.

– Ouve um acidente Klaus.- Contou Stefan perto de min , ele parecia saber que eu poderia não me aguentar em pé e cairia a qualquer segundo pela perda do sangue.- Ninguém esta tramando contra você.- A voz de Stefan era sincera e impaciente , pareceu que ele e o outro loiro já tinham debatido a tanto tempo que esperar as acusações de Niklaus era algo que acontecia sempre.

– Espero que realmente não, mamãe.- Disse o híbrido encarando Esther com os olhos semi-serrados.

– Filho eu só estou ajudando essas garotas , ninguém esta tramando contra você eu não estou trabalhando com elas para te afligir mal.- Declarou a senhora resoluta de qualquer ideia que tinha ou deixava de ter.

– Eu nunca trabalharia com uma bruxa.- Mika falou do nada expondo seus pensamentos inapropriados em uma péssima hora como quase sempre fazia ela ficou corada em vergonha quando notou que os olhos de todos até mesmo de Finn a encarava.- Sem ofensas.- Levantou as mãos como quem se rende.

– Bom se é assim.- A voz do outro se tornou agradável em uma bipolaridade alarmante. Encarei ele por segundos e ele encarava Mika com um sorriso sem mostrar os dentes, seu rosto um pouco quadrado me lembrava homens romanos.- Sou Klaus Mikaelson .- Ele estendeu a mão com a palma para cima e Mika exitante ofereceu a dela , que ele pegou e deu um leve beijo na palma da ruiva, Mika fez uma careta divertida, não acreditando obviamente naquela educação cavalheiresca .

– Mikaela. Essa é minha irmã Adele. — Nos apresentou e instintivamente eu dei uns passos para trás fazendo meu corpo ficar um pouco atrás do de Stefan.

Segurava meu braço com força apertando no peito , com medo dele voltar a sangrar enquanto os olhos analítico de Niklaus me sondava em curiosidade eu balancei minha cabeça em um cumprimento mudo que pareceu não o agradar.

– Mãe aqui esta.- A voz de Finn calma e suave me fez olhar para ele entregando algo branco para a senhora.

– Bandagens.- Explicou me encarando com um sorriso que me deixava … Ansiosa? Não sabia o catalogar.- Adele querida eu posso?

Acendi com a cabeça me virando pra ela com o braço estendido aonde os cortes estavam rosados e ardidos , e sabia que em dias se curaria sem magia.

– O que ouve , posso saber?- Perguntou a voz de Niklaus curiosa, eu não vir seu rosto pois estava olhando a senhora enrolar fortemente as bandagens em excepcional ordem.

– Um acidente ...- Começou Stefan exitante provavelmente .- Eu já disse posso dar meu sangue pra ela.

– Sangue de vampiro?!Eca não mesmo!- Rebateu Mika um pouco rude revirando os olhos , outra coisa que eu sabia que ela fazia sem precisar ver .- Sem ofensas.

– Pode me dizer exatamente o que aconteceu? Com mais detalhes?- Perguntou novamente Niklaus , mas em um tom exigente.

– Um acidente de carro , Adele se machucou levemente e como essa casa era a mais perto da estrada resolvi a trazer e seu irmão que estava lá fora chamou sua mãe.- Contou Stefan rapidamente em um resumo muito bom ao meu ver.

Encarei Finn que estava perto de Esther tentando soar o mais agradecida que podia. Ele balançou a cabeça captando meu olhar e parecendo entender o obrigado mudo. Finn tinha algo estranho . Sua aura era banhada em tristeza e melancolia. Eu não sabia porque mas me sentia confortável perto dele , mas até do que Stefan , era bizarro porque ele não soava amigável. Pensaria depois naquilo.

– Que bom que não ouve verdadeiramente danos.- Niklaus disse soando aliviado.

O olhei e seus olhos novamente estava em min , era como olhar para perguntas mudas que eu não fazia ideia do que responder.

– Diz isso pro carro do Damon.- Disse Mika divertida cruzando os braços , o loiro sorriu satisfeito demais e encarou Stefan que revirou os olhos.- Já podemos ir eu acho?!Adele?

Acendi com a cabeça vendo Esther dar um último puxão na bandagem que ficou até em cima do meu antebraço e colocar uma fita branca para deixar mais seguro.

– Agradeço de verdade pela ajuda senhora Mikaelson.- Falei suavemente educada, mas não conseguindo colocar uma expressão de alegria ou alívio no meu rosto que já estava tão tenso que era difícil o coordenar.

– Ora não foi nada.- A senhora passou um braço ao meu redor. Stefan caminhou em direção a porta encarando o outro loiro estranhamente , Mika coçou a nuca pensativa e Finn ainda estava perto da mãe e perto de min , o braço de Esther me levou até a saída da estufa sendo as últimas pessoas que saia. Ela mordia os lábios pensativa.- Levarei vocês para comerem algo antes de ir ,o que acha?

Perguntou-me com um olhar penetrante que eu não gostava. Ouvir alguém resmungando e sabia que era Mika cansada de ficar em guarda ao redor de tantos vampiros.

– Ótima ideia mãe!.- Exclamou Niklaus do nada parando de andar no lob de entrada e se virando com os braços levantados.

Mas barulhos me chamou a atenção nas salas ao lado , pessoas andavam apressadas levando e trazendo coisas.

– Tenho certeza que não será necessário senhora Mikaelson.- Falou Mika tentando sorrir , mas sem esconder a impaciência.- Adele precisa …

– De comida , ela perdeu muito sangue.- Declarou Esther me levando para a sala de jantar me empurrando levemente pela mão nas minhas costas.

Na verdade só de andar um pouco já estava me sentindo tonta e grogue o que eu odiava verdadeiramente. Vir a troca de olhares que Stefan e Mikaela deram antes de nos seguir , se eu pudesse defini seria cauteloso e preocupado.

Esther nos levou para a mesa enorme de carvalho com cadeiras de acento vermelho na sala enorme de jantar. Depois mandou alguns empregados trazerem praticamente um pequeno banquete e saiu pedindo licença para colocar ordem nos planos do baile , Finn saiu com ela. E Stefan e Klaus falavam em sussurros na sala . Mika ficou com os olhos brilhando para um bolo de chocolate e não resistiu em prová-lo , já eu sentia o suco de laranja concentrado em poupa de cenoura descer rasgando pela minha garganta me deixando mais alerta.

– Tem certeza que você esta bem? Eu posso chamar ...- Não deixei Mika que falava em tom preocupado continuar.

– Estou bem eu juro , agora vamos tentar ver o que fazer com “tudo isso” que aconteceu.- Disse deixando em aspas o tudo isso que incluía desde de Damon e Stefan , a Senhora Esther que aparentemente sabia bem mais do que demonstrava sobre nos.

– Não se preocupe eu dou um jeito.- Mika me deu uma piscadela e um sorrisinho maroto.

Suspirei fundo não me atendo aos planos que talvez passa-se pela mente maquiavélica dela.

Novamente a senhora Esther entrou nos encarando com um sorriso.

– Vejo que você já esta corado querida.- Apontou sorrindo.- E você Mikaela não se machucou?- Perguntou puxando assunto ao se sentar na nossa frente.

– Ah não .- Mika deu um sorriso de descaso.- Eu não me machuco facilmente.- Aquilo pareceu mais um aviso e a ruiva deixava explícito para qualquer um ouvir.

– Fico feliz.- Disse Esther não deixando se abater, ela era alguém muito fleumática ou fingia ser, mas fazia aquilo muito bem.- Sabe eu estava pensando quando fui ver a entrega das charretes. O que você vão fazer hoje a noite?

– Eu faço o convite minha mãe , pode deixar.- Falou Niklaus alto caminhando até ficar nas costas da senhora e colocando suas mãos no encosto da cadeira deu um sorriso belicoso. Stefan atrás não demostrava expressão , mas sabia que ele tinha sentimentos fortes por Niklaus , não necessariamente sentimentos bons.- Porque não nos dar a honra de virem ao nosso baile de família essa noite?

– Sim por favor , junte-se a nos essa noite , adoraríamos conhecer vocês melhor.- Completou Esther.

– Realmente adoraríamos.- Respondeu Mika na melhor voz educada. O sorriso da senhora beirava a satisfação pseuda.- Mas prometemos ao nosso tio uma noite só pra ele.

Eu estava tão aliviada por ela disser aquilo, não queria enganar a senhora , mas ela me causava arrepios até o âmago , e sua insistência me deixava querendo ser brusca e dispensar logo em vez da minha irmã ficar dando voltas no quesito ser livrar educadamente de algo.

– Ah, tem certeza querida? Vocês podem ter uma noite com o seu tio quando quiserem, mas a oportunidade de confraternização com nossa família seriam bastante raras. – Esther comentou educadamente usando o mesmo tom sombrio do filho Klaus. Ambos eram bastante parecidos apesar de Esther parecer muito mais amável. Ou tentar ser. – Por que não fazemos o seguinte... Vocês podem convidar o seu tio para se juntar a nós e então cumprir os dois compromissos em uma só noite. – Propôs com um sorriso digno de ter uma ideia genial .

– Sabe, vocês parecem mesmo estar interessados em nós. – Mika comentou com seu jeitinho esperto.

E pude perceber o quanto ela se mostrava bastante incomodada com a insistência, assim como eu , Tio Rick já tinha falado que ninguém da nossa família iria , mesmo que os outros não soubessem.

– Na verdade só estamos interessados em conhecê-las melhor. Afinal... Sentinelas são seres tão raros quanto duas irmãs tão distintas serem naturalmente tão lindas. – Klaus rebateu no mesmo tom dela sem deixar nem por um segundo seu sorriso morrer e soando tão convincente como a mãe que assentiu com a cabeça aprovando completamente as palavras do filho.

– E não aceitamos um não como resposta. – Esther completou o carisma do filho mostrando ser uma dupla esplêndida apesar de não parecer trabalharem juntos com muita frequência. Mas aquilo agradava claramente os dois.

Mika parecia tentar buscar palavras para rebater aquilo. Então tomei um pouco a frente.

– Não podemos tomar decisões que envolvem nosso tio dessa forma. – Informei sincera.

– Klaus .- Chamou Stefan fazendo o outro loiro bufa revirando os olhos , e se virar pra ele , aquilo me deu finalmente oportunidade de pedir algo que eu queria.

– Senhora aonde é o toalete?- Perguntei educada precisando de um pouco de ar.

– Siga o corredor esquerdo do lado da escada a última porta.- Informou ela oferecendo a Mika que estava com a xícara vazia um pouco de chá . A ruiva aceitou com um aceno enquanto eu me levantada ela me encarou e eu deixei claro que não era necessário a ida dela comigo.

Aquela atenção explicita de quem não era como eu me deixava com falta de ar , caminhando rápido encarando sempre a frente ainda podia ouvir a voz da minha irmã quando entrei fundo no corredor esquerdo sentindo cheiro de tinta fresca ao invés de ervas como no outro . As paredes desse tinha tantos quadros que faltava para o outro.

Encontrei logo o toalete , era grande mas não captei muito os detalhes .Apenas caminhei até a pia em frente ao espelho e abri a torneira colocando minha mão sem curativo e boa em forma de concha automaticamente debaixo da água que passou a sair . Joguei um pouco de água no meu rosto limpando qualquer vestígio de sujeira , já minhas roupas estavam completamente acinzentada pela fumaça da explosão e eu adoraria tomar um banho. Amaciei um pouco meus cabelos com os dedos e sair do banheiro mais lentamente possível.

Exitando a voltar captei mais detalhes do corredor e uma porta grande de madeira avermelhada , diferente das outras , me chamou a atenção por esta entre aberta. Se eu tinha um defeito , e eu sabia que tinha, era a curiosidade como minha mãe dizia eu tinha uma sede que nem eu sabia do que era , mas o conhecimento sempre era bem vindo para o meu espírito.

Entrei devagar abrindo mais a porta e vendo um atelier com pinturas em cavaletes e outros quadros em brancos. Havia mesas com muitos pinceis e o cheiro de tinta a óleo preenchia o ambiente com uma pitada de rosa. Então caminhando exitante até a metade do atelier vir o esplendoroso quadro mais surrealista que já tinha visto.

Havia um coliseu como na antiga Roma com pessoas ao redor em abstrato tão minunciosamente detalhista que me sentir olhando para uma janela , os rostos das pessoas eram pintado em abstrato , sem vida e apagado. O céu era alaranjado mostrando um pôr do sol se esvaindo . Aquilo era tão …Intenso quanto belo. Me sentir quase dentro da pintura. Uma aura se fez presente e talvez a presença dela não misturada com as demais me fazia lidar de um jeito bem melhor de a ver e a tratar.

– Gostou?- Perguntou uma voz atrás de min.

Era estranho não se sentir assustada , envergonhada ou tímida? Mas mesmo naqueles segundos que eu sabia que a reação natural por invasão era essa , eu não me sentia.

– Sim gostei muito.- Afirmei sorrindo minimamente.

Seus passos contidos e calmos pararam quando ele ficou do meu lado.

– É mas uma lembrança , Roma em seu esplendor.- Niklaus sorriu largamente e com um olhar perdido contemplava a pintura assim como eu , mas eu olhava seu rosto de segundos em segundos.- Uma pena que agora só é alvo de turismo.

– Também é uma pena que uma cultura tão rica foi basicamente extinta.- Comentei não percebendo que levantava um dedo pra tocar a tela mas desisti no meio do caminho.- Você deve ter muitos anos.

– E você muito pouco.- Ele riu brevemente me fazendo o encará-lo sem ver graça naquilo, ele parou de rir e me encarou também seus olhos brilhavam.- Mas os olhos mais velhos que já vi.

– Dizem que os olhos são as janelas da alma.- Dei de ombros remexendo meus dedos me policiando para não tocar a pintura só voltando a encará-la .- Talvez a do senhor seja mais velha do que seu corpo , assim como a minha.

– Talvez.- Klaus ponderou com uma voz divertida.- Espero sinceramente que venha ao baile , não é todo dia que minha mãe faz questão de convidados.

– E porque? Porque sua mãe faz questão?- Perguntei dando um passo pra trás ao mesmo tempo que virava para o poder ver melhor.

– Sinceramente?- Questionou olhando por sobre meus ombros por segundos e depois me encarou e deu um passo ficando tão perto de min que podia sentir seu calor corpóreo . As mãos dele estavam nas costas em uma postura rígida. Sua voz saiu sombria e desgostosa, mas em tom conspiratório como se me contasse um segredo .- Eu não sei , mas desejo saber. E você pelo pouco que vir até agora ,também quer saber.

– Talvez eu não queira.- Rebati um pouco impertinente não gostando daquela proximidade.- E o senhor não me conhece tão bem assim.

– Sério?! — Ele riu fazendo seu hálito fresco tocar um pouco minha bochecha depois balançou negativamente a cabeça.- Talvez não realmente , mas o fato de entrar em um lugar privado mostra que você é curiosa.

– Também mostra que eu deveria pedir desculpas.- Completei mas pra min mesma de forma pensativa.

– E não vai ?- Perguntou Klaus sorrindo e ficamos em silencio esperando por algo que eu não sabia se devia ou não fazer.

– Acho que não fiz nada de errado pra pedir desculpas.- Respondi tanto a ele quanto pra min.

Ele soltou uma gargalhada arrogante e divertida, fazendo seus ombros balançarem , depois passou ao redor do meu corpo e foi até a mesa aonde pegou alguns pinceis espalhados e começou a guardá-los em seu estojo preto.

– Sinceramente ficarei encantado de conversar com a senhorita a noite , és muito engraçada.- Comentou simplesmente girando seu pescoço para me mostrar um sorriso de lado.

– Você é primeira pessoa que me acha engraçada.- Disse mordendo meus lábios achando estranho, ele levantou a sobrancelha semicerrando os olhos.- Isso foi sarcasmo?! Devo dizer que não sou muito boa em reconhecê-lo.- Avisei-o sincera o fazendo rir novamente.- E não viremos , primeiro pelo nosso tio.- Contei olhando ao redor.- Segundo procurar algo pra vestir em uma festa aparentemente de gala em cima da hora?! Daria muito trabalho.

Na verdade antigamente eu teria criados pra me vestir adequadamente para festas , mas pensar em pedir pra Mika fazer aquilo podia a sobrecarregar , coisa que eu não queria.

– Isso não é problema ao meu ver .- Falou Klaus me chamando novamente atenção para si. O encarei e ele me olhava dos pés a cabeça.

Pendi minha cabeça para o lado o analisando e me perguntado o que ele fazia. Geralmente eu não me importava com olhares dos outros ou os analisava , mas minha curiosidade queria saber que tipo de olhar era aquele. Era analítico , ardiloso , curioso e sombrio. Seus sentimentos ainda era o mais animalesco que eu já tinha sentido em toda minha vida , mas por baixo algo muito humano se escondia. Talvez se eu chegasse mais perto podia o captar melhor .

Dei um passo para frente e instintivamente descontrolado ele deu um também , nos movendo em linha reta , e sentir que havia imãs que me puxava em sua direção , só com perguntas nos espaço entre nos.

Um toque na madeira me fez parar em uma passada , e encarar as mãos de Stefan batendo na porta entre aberta.

– Damon já chegou , precisamos ir.- Disse ele calmo encarando Klaus.

Assentir com a cabeça caminhando em direção a porta olhando para o chão me perguntando o que tinha havido a segundos atrás.

– Ah ...- Lembrei de falar algo e me voltei girando nos calcanhares , vendo Klaus parado me encarando com o cenho fechado e irritado , a veia do pescoço dele estava incrivelmente a mostra pela gola V da camisa mostrando uma respiração irregular fazendo ela pulsar.Ele exalava irritação talvez pela interrupção abrupta , não sabia.- Todos são muito bonitos. Seus quadros quero dizer. Mas prefiro o quadro do guerreiro atrás da porta , o de cabelo vermelho sabe? Na colina com o sol alto.- Expliquei vendo seus olhos ficarem ligeiramente maiores.- Realmente é … Familiar. Até mais senhor Mikaelson.

Ele nada falou então sentir a mão de Stefan nas minhas costas me empurrando pra fora. Enquanto caminhávamos lado a lado ele me olhava de lado apertando os lábios com visível força.

– Tudo bem?- Perguntou finalmente falando algo.

– Tudo ótimo.- Dei de ombros.

No lob com a porta já aberta Mika olhava emburrada para Damon que tinha os braços de forma protetora envolta dos ombros dela.

– Realmente tenho certeza que posso dar um jeito.- Garantia o moreno sorrindo para a senhora Esther que assentia com a cabeça mostrando satisfação.

– Ótimo , as convença por favor. — Pediu ela para o vampiro e depois notando que nos aproximávamos me olhou sorrindo.- Tenho certeza que será uma noite mágica!

Nos despedimos de forma educada e eloquente. Mas toda vez que Damon falava algo era como ver um clone masculino de Mika. Eles exalavam sarcasmo.

– Ótimo , valeu mesmo por me comprometer Salvatore.- Disse ela já sentada no carro vermelho que pelo que entendi era de Stefan que estava sentado do lado do irmão emburrado por não dirigir.

Stefan dirigia devagar e tranquilamente , talvez com medo de outro acidente.

– Ora , sei que esta doida pra vim e saber porque diabos a mamãe prima dona original faz questão de ter vocês lá.- Respondeu ele no mesmo tom dela.

– Olha Salvatore , independente do que eu queira Tio Rick já deixou claro que não é não.- Disse ela sorrindo e levantando o nariz.

– Rick tem a Meredith pra convidar e se ela quiser vim ele vem.- Garantiu Damon esperto.

– Belo ponto. E aposto que você é um manipulador dos melhores né?- Perguntou ela rindo e relaxando no carro.

– O melhor.- Damon se voltou no banco e deu uma piscadela pra ruiva que gargalhou balançando a cabeça negativamente como se não acreditasse no vampiro.- Mas infelizmente vocês não tem pares.

– Primeiramente você esta insinuando que eu vou ... E segundo achei que se eu realmente acabar indo você iria como meu par.- Mika falou docemente e Damon levantou a sobrancelha não entendendo do que ela falava.- Assim eu tinha uma boa desculpa de pisar no seu pé.

– Hahaha que maquiavélica que você é.- Riu ele debochadamente sem realmente se divertir.- Mas felizmente eu já tenho parceira.

– Não sabia que Elena te escolheu.- Rebateu Stefan em um tom neutro , mas suas mãos agarraram o volante com mais força.

– Era isso ou ela vinha sozinha , além do mais você deixou claro que também não iria vim.- Damon deu de ombros encarando a janela.

O clima ficou pesado e estranho entre eles , Damon perdeu a diversão e Stefan começou a dirigir mais rápido.Mika me encarou e falou sem som.

“Ai tem coisa.”

E realmente deveria ter porque o silencio não foi quebrado até que o carro parou na frente de outra mansão , diferente da outra essa era de madeira e pedra e o jardim era vasto mas sem flores.

– Uau , todo mundo tem uma mansão na cidade ou são só vocês mesmo?- Perguntou Mika saindo do carro e assoviando ao olhar ao redor.- E aonde estamos exatamente?

– Não achei que voltar pra escola seria uma boa opção.- Disse Damon também saindo.

Stefan abriu a porta para min me vendo ainda sentada esperando, mas acho que ele faria aquilo automaticamente assim como eu.

– E como Rick esta dando aulas é melhor você pelo menos irem se trocar e descansar aonde originais malucos não moram.- Explicou Damon já abrindo a porta da frente e entrando na casa .

Mika o seguiu sem pestanejar .

– Então quer dizer que Tio Rick ainda não sabe o que aconteceu?- Perguntou a voz dela curiosa.

Entrei lentamente vendo somente um pouco do corredor escuro .

– Não eu tenho amigos da polícia hipnotizados e os mandei guinchar o que sobrou do meu carro.- Falou a voz de Damon.

Finalmente os encontrei vendo em uma sala grande com tapetes persas no chão , sofás de couro , uma lareira apagada , um piano de cauda preto e tudo muito bem distribuído em uma decoração alarmante masculinizada . Ouvir um tilintar e vir Damon pegando uma garrafa de vidro e servindo uma bebida marrom para Mika que estava relaxada ou como ela dizia “largada” na poltrona cheia de almofadas.

– Acho que a florzinha não quer.- Disse o moreno risonho me encarando parada .

– Damon não seja idiota.- Pediu Stefan tirando sua jaqueta de couro preta e jogando em uma mesa com um abajur apagado.

– Acho que ele não pode evitar .- Resmungou Mika inocentemente fingindo resmungar mas falando claramente para todos ouvirem.

– Piadista você não?- Rebateu o vampiro se largando no sofá e tomando sua bebida.

– Na verdade adoraria banha-me .- Pedi educada pensando em sentar , mas tudo que eu queria era um banho.

– Tem um banheiro lá em cima eu te levo.- Ofereceu Stefan gentil fazendo um gesto abrangente com os braços mostrando a escada de madeira que obviamente dava para o segundo andar.

– Precisa de ajuda?- Perguntou Mika pronta pra se levantar se eu precisa-se.

– Tudo bem acho que já aprendi a ligar o chuveiro.- Disse subindo já a escada que Stefan já tinha subido e me esperava no final.

Ouvir a gargalhada de Damon e sua pergunta antes de entrar em um quarto atrás do vampiro loiro.

– Ela tá brincando não é?

– Não mesmo, ensinei a ela a usar o chuveiro ontem.- Contou Mika e sua voz sumiu quando vir o quarto que Stefan me levava .

Era limpo e tinha tantas coisas nas pratilheiras que me sentir em uma biblioteca , mas não havia apenas livros nas pratilheiras .Havia em uma pratilheira bem na minha frente Discos , um Globo do mundo , uma estátua do cavalo de Troia , e carrinhos pequenos e decorativos , já embaixo agendas com dadas nas bordas , dadas tipo 1993 e com dadas menores e maiores.

Uma porta grande aberta mostrava uma varanda com uma árvore que se movia no vento , de frente a ela uma mesa bagunçada com um computador e mais livros, e velas espalhadas em todo canto e ao redor da cama bagunçada com lençóis marrons e sem um pingo de infantilidade me fez perguntar.

– É o seu quarto?- O vampiro que tinha me dado conta mexia em um closed não se virou para responder .

– Sim , tem roupas limpas aqui , se quiser pode tomar banho em outro quarto.- Ofereceu sucinto ainda com sentimentos rondando em raiva e melancolia. Ele saiu e me ofereceu algumas roupas que peguei notando que era claramente feminina , ele coçou a nuca ficando envergonhado com o meu olhar questionador.- É da Elena , deve caber em você.

– Hun … Ela não se incomodará?- Perguntei curiosa depositando as peças na cama enquanto tirava minhas sapatilhas.

– Não, acho que ela nem se lembra .- Stefan deu de ombros e do nada se apressou a dizer.- Vou descer!

– Sim pode se retirar.- Disse indo até o banheiro que tinha a porta aberta e tirando minhas roupas apressada pude ouvir a porta do quarto ser batida .

Enquanto tomava banho dentro do box de vidro tomava cuidado para não molhar um braço o que se tornava um trabalho árduo e dificultoso.

– Delle.- Chamou Mika entrando como um furação ruivo no banheiro.- Cara será que vamos ter que ir pra esse baile?

– Tio Rick não vai deixar e achei que você não queria.- Respondi esfregando um pouco meu cabelo com o shampoo que estava em uma pequena prateleira dentro do box assim como sabonetes fechados.

– Tio Rick pode deixar é só você fazer aquela carinha de cão abandonado.- Riu ela e depois ficou séria.- Mas não é por isso que estou preocupada , se não fomos levantaremos suspeitas.

– Suspeitas sobre o que?- Perguntei não entendendo.

– Ora Delle! — Exclamou revirando os olhos .- O cara maluco psicótico e híbrido super selvagem deu a entender que estamos “armando” algo com a mãe dele a bruxa Original contra ele . Se não fomos ele vai ficar no nosso pé até descobrir mais , e babau passar despercebidas! Quero dizer menos despercebidas.

– Como você pensou nisso?- Perguntei de queixo caído.

– Diferente de você eu penso como o inimigo pensaria.- Falou ela pensativa dando de ombros.

Mika era um gênio maquiavélica as vezes , eu sinceramente não queria saber porque a mente dela trabalhava tão arduamente a ponto de montar aquelas ideias que podiam ser verdades de forma tão natural como parte dela mesma.

Notas finais
Espero que tenham curtido pelo capítulo ser longo , sinceramente eu pensei em dividir , mas ai não seria no POV da Adele. Tudo bem sobre isso? Comentem o que acharem e Até logo!