Ellie
5 Love?
Notas iniciais
Ellie, mantenha a calma. Se eu falar vou gaguejar, mas uma Phantomhive não gagueja em frente á estranhos, então apenas respire fundo internamente e diga um simples sim para esse deus grego na sua frente.
– Claro. — respondi calma, segurando sua mão, ele sorriu.
Alguém me segura por favor? Obrigada.
– Então, Ellie Phantomhive, correto? — ele começou, iniciando a dança.
– Correto, e você seria...?
– Leo Landers ao seu dispor. — respondeu.
– Landers...já ouvi esse sobrenome em algum lugar. — falei.
– Minha família serve a rainha a muito tempo já, e seu pai sendo o cão de guarda da rainha, você obviamente conheceria esse sobrenome. — ele disse.
– Você é tão cordial que chega a dar arrepios. — as palavras escorregaram da minha boca, arregalei meus olhos, provavelmente estou corada.
– Vou levar como um elogio. — sorriu. — e ainda, vou ser menos cordial, se preferir.
Sorri de volta, sem saber o que realmente responder. Conversávamos sobre coisas banais durante a dança, e então, mudamos para contar um pouco sobre nós mesmos.
– Ellie-san, você sabe o significado de Leo? — me perguntou curioso.
– Seria, Leão? — respondi, revistando minha memória das vezes que ouvi o significado desse nome.
– Sabia que este significado é falso? — disse.
Franzi a testa e a música acabou, então fomos para um canto para conversar.
– Então qual seria o verdadeiro? — indaguei.
– Por que não pesquisa melhor. — segurou minhas mãos entre as suas. — e depois me fala?
– Mas aí, teríamos que marcar um dia para nos vermos.
Um pequeno sorriso brotou em seus lábios.
– Exatamente.
– Então, senhor Landers, gostaria de vir me visitar amanhã? — perguntei, pronunciando o Landers e tom de brincadeira.
– Eu adoraria, senhorita Phantomhive. — ele pegou minha mão direita e depositou um beijinho ali.
– Ótimo, mas eu ainda tenho que perguntar pro meu pai se pode. — bufei. — ele não vai deixar...
– Então é só não falar nada, e aí, ele não vai poder reclamar quando eu já estiver aqui. — Leo falou.
Sorri para ele, e aí, ouvi a voz tão conhecida por mim pronunciar meu nome.
– Ellie? — chamou meu pai, senti sua mão sob meus ombros, ele encarava Leo desconfiado, parecia já ter o visto antes, ou era apenas ciúmes. — quem é este jovem?
Leo soltou minha mão para fazer uma reverência.
– Leo Landers, é um prazer, senhor. — seu sorriso havia se transformado em um sorrisinho sarcástico.
Meu pai parecia que havia comido algo estragado, o que diabos está acontecendo?
– Landers? — repetiu.
– Sim.
– Ellie, venha comigo por favor. — meu pai segurou minha mão.
– Mas pai...- comecei.
– Ellie...- disse entre dentes.
Olhei para ele nervosa, e o deixei me levar, não antes de olhar para Leo por cima dos ombros e acenar, ele apenas piscou, o que está tramando?
– Sebastian...onde está Sebastian? — meu pai murmurava, será que ele pirou de vez? — Ali!
Enquanto íamos em direção a Sebastian, um grupo de meninas passou entre nós, fazendo nossas mãos se soltarem, ai está a oportunidade perfeita. Segurei meu vestido o levantando um pouco para me permitir andar mais rápido, ia pedindo licença e passando apressadamente pelas pessoas, quando vi Leo reencostado na parede, tomando algo que julgo ser vinho, permiti que um suspiro de alívio misturado com uma espécie de sorriso viesse a tona, e fui até ele, a essa altura já havia me visto, e sorria minimamente de volta.
Ao mesmo tempo que eu cheguei perto, senti algo pesado em meu ombro, me virei e olhei um pouco para cima, dando de cara com o rosto de Sebastian. Como ele me alcançou tão rápido?
– Ellie...-chamou.
– Sebastian, é uma ordem, me deixe conversar com o garoto em paz, droga. — resmunguei.
Ele hesitou por um momento, mas acabou cedendo.
– Yes, my small lady. — ele fez uma reverência, sua cara não era nada boa, mas foi embora o mais devagar possível.
Caminhei até Leo, que mantinha a expressão divertida com a cena, cheguei perto dele de braços cruzados.
– Não ria da super-proteção que eu recebo. — resmunguei.
– Desculpe. — ele mantinha aquele sorrisinho no rosto. — eu até entendo que eles façam isso.
– Por que? — me aproximei mais, o que eu estou fazendo meu deus?
– Se eu tivesse uma filha tão bonita quanto você eu também seria super protetor. — ele segurou na minha cintura, pera, ele fez o que? — mas eu acho que não seria capaz de ter alguém tão bonito quanto.
Desviei o olhar, provavelmente corada, droga, por que eu coro tão facilmente? E por que diabos o meu coração quer sair pela boca? Fique ai que é o seu lugar, desgraça.
– Ahm...- murmurei.
– Você está bem? — perguntou.
– Ahm?!
– Está vermelha. — ele colocou uma das mãos que estava na minha cintura na minha testa.
Idiota, isso com certeza só fez eu ficar mais vermelha ainda.
– Es-estou, deve ser apenas impressão sua. — dei um sorriso meio nervoso.
– Tudo bem então. — uma música mais lenta do que a outra começou. — quer dançar novamente?
– Adoraria. — respondi.
E assim foi o meu baile de aniversário, depois que dançamos, meu tio Edward, irmão de mamãe, chegou com minha prima Olívia, e eu fiquei conversando um pouco com ela, ela é até legal, só é meio arrogante. E toda hora que meu pai tentava me puxar para falar comigo, eu conseguia fugir. Depois do baile os únicos que ficaram foram Tio Soma e Agni, eles apenas partiriam de manhã.
Meyrin e eu abrimos os presentes juntas, era cada coisa. Enquanto abriamos eu contava sobre Leo.
–...e é tão cavalheiro...- completei.
– Está apaixonada! — ela exclamou. — como crescem rápido.
" Então é assim estar apaixonada..." — pensei comigo mesma.
– Olha, seria este o presente dele? — ela exclamou.
– ME DÁ! — pulei em cima dela, agarrando a caixinha embrulhada em um papel de presente branco e amarrada com um laço rosa.
– Abre! — Meyrin disse animada.
Abri com cuidado, não queria estragar esse presente de deus grego. Ali havia uma caixa azul de...veludo?! Abri, e dentro havia.
– Um colar. — murmurei comigo mesma, sorrindo. Provavelmente estou com uma cara boba.
O colar era dourado, e o pingente eram algo como asas de anjo, tirei com cuidado o colar dado por meu pai, o dele era um apenas para festas, já o de Leo eu poderia usar no dia a dia. Me virei e Meyrin colocou em mim.
– É tão bonito...-murmurei novamente.
– Vou guardar este aqui. — ela disse com um pequeno sorriso, caminhando com o que eu usava a pouco escada acima. — enquanto isso vá se preparando para dormir!
– Hai...- respondi.
Me levantei e subi para meu quarto, chegando la, meu banho já estava pronto, provavelmente Sebastian passou ali.
Em todo momento em que me arrumava apenas tirei o colar para o banho, e então fiquei em frente a penteadeira, penteando meus cabelos escuros e de certa forma azulados enquanto cantava uma canção que ouvi por ai.
– Ellie-san? — ouvi a voz de Sebastian conforme ele entrava no quarto, com o candelabro em mãos.
– Uhm?
– Está pronta para dormir?
Assenti ainda meio avoada.
– Por que ainda está de colar, não conseguiu tira-lo? Eu posso tirar...
– Não, Sebby. — o chamei da forma que eu o chamava quando estava muito feliz. — eu vou dormir com ele.
Me levantei e caminhei até minha cama, me deitando nela e me cobrindo, encarando Sebastian, que ainda me olhava.
– Esse colar é novo?
Assenti.
– Hum...quem te deu? — perguntou se aproximando.
– O Leo...- a sobrancelha dele fez um movimento como uma tremida, como se ele estivesse nervoso.
– Esse pingente são asas de...- o interrompi.
– Suponho que sejam asas de anjo. — falei, pegando o pingente e posicionando de uma forma que eu conseguisse ver, com certeza estou com uma cara boba. Novamente, Sebby fez aquilo com a sobrancelha.
– Bem, de qualquer forma, boa noite pequena. — ele disse, a ponto de soprar as velas.
– Espere! — pedi. — Sebby, sente-se aqui.
Dei dois tapinhas na cama ao meu lado.
– Ellie-san...
– Sente-se logo! — insisti.
Sebastian suspirou e colocou o candelabro sob a cabeceira, se sentando onde eu pedi.
– Posso te fazer uma pergunta?
– Já fez. — disse brincando, me fazendo rir.
– Mais uma, seu bobo.
– Claro que pode. — respondeu, rindo um pouco.
– Você já se apaixonou? — ele pareceu surpreso com a pergunta, mas não pude afirmar, ele sabe esconder sentimentos muito bem.
– Por que pergunta isso, pequena? — perguntou, curioso.
– Sebastian...- me ajoelhei na cama, atrás dele. — lembre-se que a curiosidade matou o gato.
Fiz uma brincadeira, eu sabia que ele amava gatos.
– Eu odeio essa expressão. — fez biquinho, me fazendo rir.
– Você não respondeu minha pergunta. — fiz biquinho também.
– Nem você a minha. — disse, mas eu sei que ele sabe o porque da minha pergunta, ele sempre sabe. — Oyasuni, Ellie-chan.
Ele deu um beijo no topo da minha cabeça, me deitei e o observei sair do quarto, com o candelabro em mãos, antes que ele fechasse a porta, o chamei.
– Sebastian?
– Sim?
– Você não vai contar a ninguém, não é? — pedi, sabendo que ele sabia.
Ele apenas sorriu e cobriu os lábios com um dedo, logo depois fechando a porta.
Isso significa que ele não contará?
P.O.V Narradora.
Sebastian caminhava pelos corredores escuros da mansão Phantomhive, com apenas a luz das três velas do candelabro iluminando seu caminho, não que ele realmente precisasse delas.
O garoto com qual Ellie conversava, era um tanto suspeito, ele e o conde resolveram então, que ficariam de olho nele. O combinado era que tudo que descobrisse relacionado a ele, deveria contar a Ciel imediatamente, sem mais nem menos.
Bateu duas vezes na grande porta do escritório de seu mestre, esperando o consentimento para entrar no local.
– Entre. — ouviu a voz fria do Phantomhive atrás de porta.
E então, abriu a porta calmamente.
– Bocchan, Ellie me disse algo que eu acho que você gostaria de saber.
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