Ellie
12 Demon.
Notas iniciais
– Preso por traição a rainha? — Ciel repetiu. — como vocês, meros policiais, podem me acusar disto?
Um pequeno sorriso brotou nos lábios do homem, que tirou do bolso do casaco vermelho um pergaminho.
– Por que você mesmo não lê o mandato?
E depois de fuzilar o guarda, o Conde Phantomhive pegou o pergaminho estendido para ele, e o leu rapidamente. Logo depois bufando.
– Sinceramente? Eu estou sem tempo para essas coisas, Sebastian, sabe o que devemos fazer.
– Entendido.
E ambos os demônios, em minutos, fizeram os guardas estar desacordados, sem ao menos lhes dar tempo de lutar.
– Eu mereço. — suspirou o conde. — mas pensamos nisso depois, vamos atrás de Ellie.
– Obviamente, meu senhor.
Ambos voltaram para a carruagem, e Soma parecia inquieto.
– Ciel, eu estava pensando...- o conde o encarou. — você não lutou com um anjo antes?
– A muito tempo atrás.
– Onde vocês lutaram?
Os olhos do conde se arregalaram minimamente. É isso! Ciel usou a bengala para chamar a atenção de Sebastian, que estava como cocheiro.
– Sim? — perguntou.
– Sebastian, para aquela ponte, rápido. — disse, o mordomo nem pensou duas vezes, e já estava a caminho. — nunca pensei que fosse dizer isso, mas você é um gênio Soma.
– Obrigado. — disse o indiano, coçando a nuca, entre risadas.
– Príncipe! Sempre pensando no melhor! — Agni, sempre sentimental.
Em pouco tempo, estavam chegando a ponte, mas ouviam alguém os seguindo.
– Parem! Em nome da rainha! Parem! — os guardas urravam atrás.
– Eu mereço. — suspirou Ciel.
– Ciel-kun, pode ir na frente. — disse Soma.
– Nós cuidamos deles. — Agni disse confiante.
– Tem certeza?
– Absoluta! — responderam juntos.
– Tudo bem então. Sebastian, pare a carruagem! Vamos para lá agora mesmo!
– Entendido!
Sebastian parou a carruagem bruscamente, e logo, ele e seu mestre estavam correndo e saltando sobre as coisas em direção a ponte.
– Ora, ora. — Leo observava o horizonte, de costas para a prisioneira. — parece que estão mesmo vindo. Quem diria que demônios se preocupam.
A garota o fuzilou mortalmente.
– Sabe...eu acho que os guardas atrás deles não são uma distração divertida...que tal...fogo?
– Você...você vai por fogo em tudo só por causa disso?!
– Por que não? — o anjo riu divertido. — espere aqui, eu já volto, docinho.
– O demônio aqui é você. — ela disse entre dentes.
– Humph, você é muito ousada pro meu gosto. — ele encarou o colar que ainda estava pendurado no pescoço da garota, e logo, Ellie voltou a sentir aquela dor insuportável no pior lugar possível, o coração. — acho melhor você ficar assim até eu voltar.
– Mas...o que? — o conde Phantomhive observava as coisas pegarem fogo, sem explicação.
– Mestre, suponho que este anjo esteja querendo misturar o presente com o passado. — disse Sebastian. — já sabe o que ele fará depois não é?
– Vamos logo Sebastian!
Eles chegaram na ponte, mas no lugar onde Ash morreu, não havia ninguém.
– Droga!
– Senhor...já pensou em procurar, dentro, da ponte? — Sebastian levantou uma sobrancelha.
– Ótima ideia! — e ambos começaram a inspecionar tudo, quando Sebastian ouviu uma voz masculina, deteu Ciel de continuar, eles iriam ouvir primeiro.
– Parece que eles estão chegando, meu docinho. — disse a voz. — vou poder ver se a minha arma mata mesmo demônios, ou gente do seu tipo morre com armas humanas?
– Você é doente! — era Ellie falando. — se eu fosse você não estaria tão ansiosa por eles chegarem, provavelmente vão estraçalhar você! Estúpido!
– Você tem uma confiança muito grande nesses dois...pena que você é um pouco ingênua, não é? — a voz soltou risinhos, e logo um grito estridente de Ellie foi ouvido. — realmente, não existe melhor modo de começar a purificar o mundo, do que por uma criança metade demônio.
– Não existe melhor forma de começar a purificar o mundo, do que começar por gente como você. — disse Sebastian, entrando ali, com um sorrisinho, Ciel vinha logo atrás.
Ellie arregalou os olhos.
– Sebastian...pai...- antes que ela pudesse falar mais alguma coisa, o pingente brilhou com mais intensidade, a fazendo gritar.
– O que está fazendo com ela? — disse Ciel entre dentes.
– Nada de mais. Uma pequena dorzinha no coração não faz mal a ninguém não é? — Leo sorriu sarcástico. — agora que os convidados chegaram, por que não começamos a festa, meu doce? Primeiro, podemos tentar com uma adaga humana, será que funciona em você?
– Primeiro, você terá que passar por nós dois. — disse o Conde.
– Como esperado...eu adoro uma diversão.
O anjo rapidamente retirou da manga do casaco branco uma adaga prata, e atacou o conde demôniaco, que apenas desviou com facilidade.
– Só isso? Desta forma será facilmente massacrado. — disse, dando uma rasteira no que o atacou, que logo se recuperou.
– Eu estou apenas começando.
Ele avançou para Ciel, mas Sebastian segurou seu braço, com um sorriso.
– Acha mesmo que um anjo fraco como você pode vencer dois demônios? — soltou uma pequena risada, desferindo alguns socos no anjo.
– Eu tenho uma carta na manga, não é muito divertida mas...- e logo, correntes começaram a dançar em volta de Leo, e com um movimento de mão deles, elas prenderam Ciel.
– NÃO! — urrou Ellie.
– Sabe, esta corrente foi feita especialmente contra demônios, engraçado não? — Sebastian avançou contra o anjo, desviando as várias correntes que eram lançadas em sua direção.
– SEBASTIAN,ATRÁS DE...- antes que Ellie pudesse terminar o aviso, Sebastian levou uma chicoteada com aquilo nas costas, e logo depois, foi preso.
– Ora ora, o que você ia dizendo sobre eu ser um anjo fraco, demônio? — Leo caminhou até Sebastian, brincando com a adaga que ainda mantinha em mãos. — você não pode morrer com isto não é? Mas e cortado?
Então ele raspou a faca no rosto do demônio. Ellie sentiu uma raiva imensa crescendo em seu peito, algo queimava dentro dela, a dor havia sumido, ela só tinha o ódio daquele anjo, ela sentia como se pudesse esmagar a cabeça dele com suas próprias mãos, ela queria esmagar a cabeça dele com suas próprias mãos.
– Não.encoste.com.essas.mãos.imundas.nele. — ela falou, calma, calma até de mais para o que estava fazendo.
Aos poucos, sem nem saber como, apenas com um puxão, ela arrancou a outra ponta da corrente da parede, e de algum modo, ao invés da mesma prende-la pelo pulso, ela segurava a corrente, como se fosse mesmo um chicote. Ellie se levantou, com a cabeleira negra cobrindo o rosto.
– O-oque? — gaguejou Leo.
– Eu disse...- a Phantomhive olhou para cima, seus olhos estavam vermelho vivo, de certa forma, brilhando. — PARA TIRAR SUAS MÃOS IMUNDAS DELE!
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