Ellie

2 Capítulo 1


Notas iniciais
Lumus. OEEEEEEEEEEE. Espero que gostem, bezus.

– Acorde baixinha. — foi a primeira coisa que ouvi a acordar, mas me recuso a abrir meus olhos.

– Estou com sono. — resmunguei.

Ouvi uma risadinha baixa, e a pessoa que estava tentando me acordar arrancou a coberta. Resmunguei, abraçando a mim mesma, devo estar parecendo um caracol.

– Ora ora. — a pessoa segurou meus pés e me puxou até a beirada da cama, me fazendo rir. — nem pro aniversário a mocinha quer acordar.

– É meu aniversário! — abri os olhos surpresa, pulando na pessoa, que eu já sabia que era Sebastian.

– Eu sei, eu sei. — ele riu. — meus parabéns.

– Ta ,ta, cade o presente? — brinquei, o fazendo rir.

– Vamos, seu pai quer passear com você pelo centro, você poderá comprar o vestido que quer usar esta noite e... — ele começou me colocando sentada na cama e indo em direção ao meu grande armário.

– Posso usar o vestido da mamãe? — interrompi, esperançosa, minha mãe tinha um vestido lindo que ela usou em sua festa de 15 anos, mas papai disse que eu ainda era muito nova para usar e ia acabar sujando. Mas agora eu também tenho 15 anos, então ele provavelmente vai deixar.

Sebastian suspirou, todo aniversário eu faço a mesma pergunta, afinal.

– Infelizmente, só seu pai pode responder essa. — respondeu e colocou um vestido vermelho em cima da cama. — quer que eu te ajude?

– Não! Pervertido! — brinquei. — chame Meyrin.

– Entendido. — ele saiu do quarto rindo.

Engraçado como Sebastian nunca envelhece, nem papai, ambos parecem que vão ter 20 anos pela eternidade. Quando eu perguntei pro meu pai o porque, eu levei uma bronca e um pedido nada amigável para não tocar mais em nada a ver com este assunto.

– Estou aqui jovem mestra. — entrou Meyrin.

– Meyrin! Já pedi pra me chamar só de Ellie, somos amigas não é? — sorri.

Afinal, os únicos amigos que eu tenho são os empregados, eu sou meio que super-protegida.

– Claro.

Me vesti com a ajuda de Meyrin — eu já comentei que odeio espartilho? É pois é, mas eu tenho que usar. — e ela penteou meus cabelos para fazer um penteado.

– Sabe, seu cabelo é igualzinho ao do seu pai. — vi ela sorrindo pelo espelho.

– Mas o dele é mais curto né? — ri baixinho.

– Bem mais curto. — ela também riu. — mas seus olhos são igualzinhos ao da sua mãe.

Ela prendeu meu cabelo em uma meia-cabeleira e sorriu melancólica.

– Ela era uma boa pessoa? — perguntei enquanto Meyrin pegava um batom na penteadeira, ela falava que batom realçava a beleza, eu não acho isso, mas deixo ela passar em mim.

– Sim, ela via a beleza em tudo, e adorava coisas fofas, as vezes irritava um pouco mas...- ela riu baixinho. — desculpe.

– Tudo bem. — sorri.

Meyrin passou o batom em mim e me encarou sorrindo.

– Vamos descer? — perguntou.

– Sim. — respondi, então descemos juntas.

Sabe aquele momento, que é seu aniversário, e a primeira coisa que te acontece quando você entra na sala, é seu pai praticamente tacar uma montanha de presente em cima de você? É pois é, eu sei.

– Pai...- chamei enquanto ele me entregava mais e mais presentes.

– E nesse aqui, tem um coelho de pelúcia de tapa olho. — me entregou uma caixa verde, que eu coloquei aos meus pés, junto das várias outras.

– Mas pai...

– Nessa tem um...esqueci, mas pega mesmo assim.

– Pai!

– Que foi? Ah, e nessa tem um vestido.

– Mas pai...eu não quero um vestido novo. — insisti, o fazendo em encarar.

– O que você quer? — ele perguntou.

– Bem...lembra aquele vestido da mamãe que você nunca me deixa usar? — perguntei, já esperando a bronca.

– Ellie, já conversamos sobre isso, você não vai usar aquele vestido até que...- não o deixei completar a frase.

– Mas papai! Eu já tenho 15 anos, que nem a mamãe quando ela usou o vestido. Você disse que quando eu tivesse a idade que ela tinha quando o usou eu poderia...

– Não! Você não vai usar aquele vestido!

– Mas por que não?!

– Ellie! Não me desobedeça.

– Você já não me deixa fazer nada, e agora quer controlar o que eu vou ou não vestir também?!

– Ellie Phantomhive! Não me venha com gracinhas! — ele berrou, pude ver seus olhos ficarem vermelhos por um segundo, seria só impressão? Mas foi o bastante para me assustar.

Não Ellie, com certeza foi sua imaginação, ou a iluminação do local...é impossível os olhos do seu pai mudarem de cor.

– Mestre, eu acho que o senhor deveria deixar a Ellie usar aquele vestido no seu dia especial, você mesmo disse que quando ela tivesse idade poderia usar não é? Vai descumprir com a promessa? Tenho certeza que ela ficará tão linda quanto senhorita Elizabeth naquele vestido. Mas primeiro devemos nos acalmar e ouvir um ao outro. E jovem mestra, você deveria obedecer mais ao seu pai, claro que este não é um dos casos, mas, sua desobediência pode a levar a correr perigo. — Sebastian se meteu. Onde que ele aprendeu a ser tão calmo?

– Você tem razão Sebastian. — bufou meu pai, e me encarou, provavelmente está esperando um pedido de desculpas.

– Se está pensando que sou eu que tenho que me desculpar está enganado. — cruzei os braços o encarando de volta.

– Ellie...- Sebastian chamou minha atenção,me fazendo bufar.

– Desculpe. — murmurei.

– Como? Não ouvimos.- esse mordomo só pode estar brincando com a minha cara.

– Desculpe. — falei mais alto. — sua vez.

Encarei meu pai.

– Me desculpa. — ele murmurou.

– Não estou ouvindo. — eu também sei brincar.

– Me desculpa. — ele falou mais alto.

Escutei Sebastian rir e murmurar: " Tal pai, tal filha.". O encaramos ao mesmo tempo.

– Como? — perguntamos, o fazendo tentar disfarçar a risada novamente.

– Nada...- respondeu.

– Vamos tomar café? — Meu pai me perguntou.

Assenti e fomos até a mesa, onde nos sentamos e Sebastian logo chegou com o café. Ele ia falando o que era mais eu não prestei atenção, pra que anunciar a comida se já está exposta? Não faz muito sentido pra mim ainda. Assim que terminou de ser servido, começamos a comer.
Eu não sei porque, mas a imagem dos olhos do meu pai mudando de cor ainda batucava em minha cabeça. Será que eu devo perguntar para ele? Provavelmente vai brigar comigo, ou achar que estou louca. Se for mesmo algo importante, ou até mesmo real, ele irá me contar.

– Suponho que não iremos mais ao centro já que você já tem um vestido. — ele falou de repente.

– Não...eu quero ir, vai ser legal passear um pouco com você, afinal, você está sempre ocupado. — respondi. — até vesti minha cor favorita para irmos, vermelho, não vai me desapontar não é?

– Não vou. — falou.

– Então, vou preparando a carruagem. — disse Sebastian, se reverenciando.

Faz muito tempo que eu não vou ao centro. Vai ser até bom respirar um ar um pouco diferente. Afinal de contas.

Notas finais
Hehehehehehe eu sempre acabo na parte mais legal ~~trollface. Bexus. Nox.