Elixir
1 Only.
Notas iniciais
Bom, isso foi obra de um momento meu de pura reflexão da vida u.u Pois é! SHUAHSUHUAS Sabe quando você quer contar algo para alguém e fica com medo? E. Eu estou meio assim - comentário irrelevante - Então eu como uma boa pessoa - ou não - criei isso ai.
Como é minha primeira do MCR e ainda por cima Frerard, espero que não queiram minha cabeça. Porém...Quero saber a opinião de vocês.
Tudo aconteceu tão rápido que nem tive como discutir, ou, pensar sobre o que eu realmente sentia. Quando dei por mim estava em seus braços. Braços aqueles que eu sonhei boa parte da minha juventude. Uma paixão que se tornou algo mais forte que tudo; amor. Tanto tempo esperando para que aqueles meus pensamentos sujos e indecentes fossem recíprocos. Tanto tempo almenjando simples palavras serem ditas por ele.
– Vamos Frankie! — berrou na rua para que eu andasse mais rápido.
– Calma aí! — falei correndo até seu encontro.
Ele revirou os olhos e batia o pé contantemente na calçada. Sempre nervoso e impaciente.
– Não sei porque ainda lhe espero. — resmungou assim que consegui o alcançar.
Sorri de lado e dei um tapa na sua cabeça.
– Se continuar resmungando muito vai morrer antes de completar treze anos. — ri.
Ele continuou andando rápido em direção ao nosso colégio enquanto eu andava em seu encalço.
– E se continuar com suas piadinhas eu não lhe espero mais. — falou emburrado cruzando os braços.
– Ah, espera sim. — falei convencido.
– E por que acha isso? — perguntou curioso parando de andar — correr-.
– Simples, você não consegui viver sem mim... — ri e ele mostrou a língua.
– Não mesmo. — confirmou fazendo meu coração bater mais rápido do que o normal.
Aquele havia sido o momento que entendi o que realmente sentia por ele. Meu melhor amigo, que cresceu comigo e enfrentou todos os tipos de preconceitos.
Nós sofriamos por sermos diferentes, mas ele era forte. Diferente de mim.
– Ah, o Lero vai chorar? — o capitão do time de futebol zombava enquanto os outros cúmplices dele me batiam atrás do colégio.
Levantei-me com muita dificuldade, porém de nada adiantou já que me acertaram um soco no estomângo fazendo eu me arquear e cair de joelhos.
– Vamos! Levante. Pare de ser viadinho — resmungou o garoto que me desfeiu o golpe.
Gemi de dor e ouvi risos dos mesmos.
– Acho que por hoje já chega — riu maldoso o capitão do time — Espero que comece a agir como homem.
Eles foram embora enquanto eu continuei encolhido encostado na parede sentido dor — não apenas física, mas sentimental — . Por quanto tempo fiquei naquela situação? Bom eu não sei.
– Frankie? — ouvi sua voz me chamar de longe. — Frankie? — chamou-me novamente. Pena que não tinha forças para sair correndo.
Tentei me esconder. Não queria que me visse assim. Todos os dias acontecia a mesma coisa, sempre ia embora sozinho, inventava uma desculpa qualquer. Mas acho que hoje não terei como fugir da verdade.
– Oh meu Deus Frankie — correu até minha direção abraçando-me — Quem fez isso com você? — sua voz era de total desespero.
Eu gemi novamente de dor e tossi um pouco.
– Eu estou bem — levantei-me com ajuda dele.
– Não está mesmo — passou meu braço em seu ombro me ajudando a andar — Vamos pra casa e você me conta tudo.
Depois daquele dia eu nunca mais quis esconder nada a ele. Bom, apenas meu sentimento em relação ao mesmo. Porém, tudo que eu sofri no colegial eu tive o amparo dele. Se não fosse por ele eu talvez não tivesse aguentado.
A música alta e o efeito do álcool já estava me dando coragem para fazer o que tanto quis em toda a minha vida. Gerard sorria de lado enquanto bebericava sua bebida, eu apenas o fitava pensando em quais palavras usar.
– Gee? — chamei sua atenção.
– Finalmente vai me falar o porque de tanto suspense? — falou próximo ao meu ouvido por conta do barulho em volta.
– Bom, é...Quer dizer... — talvez o álcool ainda não tivesse feito tanto efeito assim.
– Não precisa dizer mais nada Frankie.
Nossos rostos estavam próximos e finalmente tive a coragem de puxar ele contra o meu. Nossos lábios brincavam entre si. Lúxuria, amor e tesão... Tudo em um simples beijo. Errado. Não era um simples beijo. Era o nosso primeiro beijo.
– Como? — perguntei assim que o ar havia faltado e nos despredemos.
– Jogar verdade e desafio com o Ray e Mikey às vezes e bom para descobrir algumas coisas — riu. — Nunca pensei que você sentia o mesmo que senti durante todos esses anos. Poxa Frankie poderia ter dito algo!
– Eu tive medo de você ficar com raiva — falei enquanto brincava com minhas mãos.
– E eu achando que era o depravado — sua mão foi direto para minha nuca fazendo carinho de leve com os dedos — Você não sabe o quanto desejei fazer isso.
Sorri e selei nossos lábios novamente.
Três anos havia passado desde o nosso primeiro beijo e estavámos juntos desde então. Minha vida nunca foi tão completa como é agora. Ter ele ao meu lado todas às vezes que acordava e dormia era como um elixir para me sentir mais vivo.
Em muitos momentos da minha vida me julguei errado por tudo que eu sentia por ele. Agora eu sinto apenas arrependimento por não ter dito tudo antes, demorei muito para saber o que realmente era ser feliz. Agradeço por Ray e Mikey serem fofoqueiros metidos a casamenteiros, sem eles eu ainda estaria sofrendo sozinho com medo de meus próprios sentimentos e nunca iria escutar aquelas palavras.
– Te amo — sussurou em meu ouvido fazendo os pelos da minha nuca se arrepiarem.
– Não mais do que eu. — virei-me e vi aquele lindo par de olhos verdes oliva que tanto amava.
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