Elesis One Bizarre History
2 A noite Mais longa.
Notas iniciais
A noite mais longa.
Ao retornar a sala encontrei Lin mais calma sentada no sofá de cor verde musco, afaguei seus cabelos e me sentei no outro sofá vinho. Arme foi a primeira a retornar com 6 garras d’água, peguei uma sem me preocupar com a educação e esvaziei no gargalo, logo Jin retornou com Ryan, Ronam, Mari, Lass e Holy, como eu esperava um silêncio de enterro.
– Jin, você tem certeza que nenhuma porta está abrindo para o lado de fora?- Perguntei a meu anflitião.
– Afirmativo. – Me respondeu ele desanimado.
–Vamos quebrar as janelas. – Ryan sugeriu.
– Não ia da certo. – Respondeu o ruivo mais desanimado.
– Se é questão de vidro quebrado isso podemos resolver mais tarde. – Ryan tinha certeza que sua ídeia era à melhor.
– Todas as Janelas daqui possuem grades. – resolvi encerrar o assunto, infelizmente o clima só pareceu piorar.
–Seria possível o assassino ainda estar aqui? – perguntou Arme.- Afinal não faz sentido nos manter trancados.
– Isso não é possivel. – Respondi tentando não parecer insegura.
– Mas não vejo nenhuma outra explicação. – Foi a vez da Mari falar, ela é uma menina esperta.
Eu encarei seus olhos monocromaticos, azul e vermelho, como temos uma relação especial esperava que ela entende-se a mensagem, felizmente ela captou e não continuou. Ser ex-cunhada tem seus privilégios, ela era noiva de meu irmão, uma menina bonita de 19 anos com curvas agradáveis. Ela não sabe se expressar muito bem, mas meu irmão lidava bem, ela está vestida com meia calça preta, saia de prega azul e uma blusinha de mangas longas.
– Gente... pensem bem, o que um assassino teria a ganhar com nossas mortes? — Forcei minha ídeia a eles.
– Elesis tem razão, não temos dinheiro, fama nem nada, não faz sentido. – Lin a mais otimista não me desapontou.
– Bem então por que estamos trancados? E Por que a Rey morreu?- Maldito Ronam.
– Eu não quero morrer. – Holy estava prestes a chorar.
Ela é a mais jovem de todos nós, tem 16 anos, é uma menina muito animada e religiosa, possui cabelos curtos verdes, assim como seus olhos, não costuma pegar muito sol tendo uma pele branquinha. Seu gosto para roupas ás vezes a faz parecer uma devota da igreja, felizmente hoje ela estava de calça jeans com uma blusa tomara que caia branca, o que não faz muito sentido já que ela é a mais “reta” das meninas, por cima da blusa usava um casaco verde.
– Fiquem calmos. – Usei um tom mais forte que o abitual. – Vamos Elesis, você consegue. – Disse a mim mesma mentalmente. – Vamos nos dividir em duplas e procurar uma saída, se até o amanhecer não conseguirmos, vamos quebrar as janelas e pedir por ajuda.
– Por que não fazemos isso agora? – Questionou-me Ronam.
– Você já deu uma olhada lá fora? – Perguntei ao garoto que negou com a cabeça. — Ainda é noite, eu não acho que alguém nos escutaria, pelo menos ao amanhecer deve haver algumas pessoas acordadas que possam nos socorrer.
– Vamos fazer como Elesis disse. – Jin me apoiou.
– Eu concordo com ela. – logo em seguida Arme.
– É um bom plano. – Lin foi à última antes de todos concordarem.
– Mas o nosso número é impar. – Ronam me questionou.
– Eu fico sozinha. – Disse determinada apesar de estar amedontrada, eu não queria realmente ficar sozinha.
– Você vai ficar bem sozinha?- Lass falou pela primeira vez.
Ele é um homem muito reservado com 21 anos, cabelos brancos como de um velho e olhos azuis como o oceano, às vezes eu tenho a impressão que ele não os desvia de mim. Costuma ser muito reservado e calado, mas na hora pode contar com ele, curte muito rock então acaba se vestindo muito de preto, como está agora, calça preta, e uma blusa preta de alguma banda.
Algumas conversas surgiram sobre os grupos e sobre a nossa atual situação, mas eu me alienei toda observando o relógio com formato de um coração rosa pendurado na parede ao lado do corredor, ele me trazia nostalgias, mas essa não era a hora certa, não 2 horas da manhã quando se esta presa em uma casa com um possivel assassino. Suspirei cansada desviando meus olhos para a janela, não era para ter acabado dessa forma, era apenas uma festa com os amigos, aproveitado o feriado de susticio, na manhã seguinte todos deveriam estar de pé com sorrisos no rosto.
– Elesis. – Jin me chamou.
– Sim ? – Respondi saindo dos meus pensamentos.
– Os grupos estão certos. – Ele me disse.
– Bem então vamos começar. – Forcei um sorriso encorajador a todos. — E mais uma coisa, por motivo algum se separem de sua dupla. – Disse da forma mais seria que consegui.
Ficou acertado da seguinte forma: Ronam e Lin, Holy e Ryan, Arme e Jin, Mari e Lass. Cada seguiu para um lado da casa, a familia do nosso anflitião não era rica, mas possuía uma casa grande e não havia problemas com a renda, o pai dele casou pela segunda vez a 10 anos atrás com uma mulher de sucesso e muito popular, seus fãs escreveram cartas assassinas para ele por mais de 4 anos.
Como não havia muito que eu poderia fazer eu retornei ao quarto do Jin e liguei seu computador, talvez pudesse entrar em contato pela internet, eu sei que procurar uma saida não vai dar em nada e provavelmente o ruivo também conhecia a casa muito bem, mas eu precisava manter a mente de meus amigos ocupadas para não cairem no desespero do medo assim como eu.
– É uma boa ídea. – Comenta Ryan fechando a porta do quarto atrás de si.
– Ryan, o que está fazendo aqui? – Perguntei procurando a Holy.
– Vim ver como você estava. – Ele respondeu ficando bem próximo a mim.
– Eu estou bem, vamos, temos que achar a Holy. – Tentei me levantar da cadeira, mas fui impedida pelos braços de meu amigo.
– Sabe Elesis, esta pode ser nossa última noite juntos, por isso acho que deveriamos fazer tudo que pudermos para não termos arrependimento. – Seu olhar parecia muito serio.
– Sobre o que você está falando? – Perguntei sem entender.
– Eu estou falando que eu amo você e quero você. – Ele me respondeu me puxando para um beijo forçado.
Eu pisei em seu pé com toda minha força, ele não foi mais capaz de me conter e com toda de minhas forças me levantei e dei um soco em seu estômago, quando ele sentiu a dor puxei seus cabelos para assim ele encarar meu rosto.
– ESCUTA AQUI, NINGUEM BEIJA ELESIS SIEGHART SEM A AUTORIZAÇÃO DELA ENTENDEU ¹ — Explodi minha ira em sua cara, eu estava furiosa como nunca, ao mesmo tempo igualmente triste.
– Desculpa, mas eu não quero me arrepender se essa for minha última noite na terra, eu pelo menos não quero morrer virgem e achei que você também não queria. – A medida que foi falando sua voz ficou mais fraca e assim o soltei.
– Escuta aqui Ryan Wood, esta não vai ser a minha última noite e mesmo se for, só entrego meu corpo para quem eu entreguei meu coração, essa pessoa não foi você. – Tentei ser o mais clara possivel.
– Desculpe. – Ele não conseguia mais me encarar.
– Ryan, você é um rapaz ótimo, mas eu só te vejo como amigo.- Levantei seu rosto com carinho e lhe dei um beijo na testa. – Agora seja um bom garoto e vai até sua parceira, ela já ficou sozinha por muito tempo.
– Você tem razão. – Em concordou ainda desanimado e se retirou do quarto.
Voltei a minha tarefa inicial, o computador já estava ligado tudo que faltava era conectar, me concentrei na tarefa perdendo a noção do tempo, até a porta do quarto ser novamente aberta, agora quem aparecia era Holy com os olhos vermelhos chorando, senti um aperto no meu coração e uma anflição, minha mente logo pensou o pior, porém eu não admiti, apenas ignorei.
– O que aconteceu? – Perguntei com uma ansiedade tão alta que fazia cada segundo parecer uma eternidade.
– Eu não consigo achar o Ryan, Elesis disse para não nos separamos, mas quando eu fui ao banheiro de um quarto de hóspede ele sumiu.
– Tudo bem se acalme. — Susperei aliviada e relaxando um pouco. – vamos procurar juntos está bem?
– Sim. – Ela concordou parecendo mais animada.
Voltamos ao corredor, a menina ao meu lado não soltou minha mão, caminhamos pelas portas até o final e não encontramos nenhum de nossos amigos.
– Elesis, equanto essa porta? – Ela apontava para a única porta que não abrimos, uma rosa.
–Essa porta não é nada, ela não abre a pelo menos 3 anos. – Respondi a ela afagando seu cabelo.
– Por que ela não abre. – Me perguntou a garota tetando abrir o quarto sem muito sucesso.
– Jin não tem mais a chave. – Respondi com minha atenção no corredor e uma estranha sensação. – Vamos, temos que achar o Ryan.
Um lugar veio a minha mente, voltamos no corredor até uma porta preta, eu abri a mesma dando em um corredor menor para a quantidade de pessoas que nele havia.
– O que estão fazendo aqui? — Perguntei aos meus amigos, e senti um dejavú.
– Aconteceu de novo.- Me respondeu Ronam.
– Como assim?. – Entreguei Holy para Lass e caminhei passando por todos até a unica porta branca no corredor e entrei.
Fechei a porta logo atrás de mim ficando sozinha com Jin no quarto dos pais dele e novamente senti meu estômago revirar e a cor deixar meu rosto. Era um quarto realmente belo, havia uma cama de casal exageradamente grande encostada na parede, uma televisão de plasma na parede oposta, um raque com um som de última geração, fotos familiares, uma porta, segunda porta branca para um banheiro particular, algumas estátuas modernas, mas infelizmente tudo estava arruinado pelo cadáver do meu amigo Ryan pendurado em cima da cama, de cabeça para baixo, sendo interessante a forma de falar se levar em conta que sua cabeça foi decapitada e girava presa no ventilador de teto com um sorriso forçado por dois pregos largos, os lenços outrora brancos agora viraram pintados de vermelho como boa parte do quarto.
– “Bom Menino HA HA HA “ – Jin leu as palavras gravadas com sangue por todo o quarto.
Coloquei para fora toda a água que havia tomado, tenho quase certeza que meus pés desfaleceram, mas era difícil saber com meu amigo me segurando e me levando até o banheiro, ele colocou minha cabeça dentro da pia e ligou a água gelada. Não sei por quanto tempo fiquei ali, desligada, me negando a encarar a realidade até finalmente me recompor o suficiente para ficar em pé sozinha.
– Quem fez isso? – Perguntei com a voz trêmula, assim como todo meu corpo.
– Não sabemos, eu e Arme viemos averiguar o quarto de meus pais e o encontramos assim. – Ele me explicou, mas seu rosto também estava palido. — Arme chamou todos e quando viu que Holy estava com você, ela achou melhor assim, não queria dar a noticia a menina.
Eu concordei balançando a cabeça, realmente seria bom se ela não tivesse que presenciar essa brutalidade. Sentei-me encolhida no chão e o Jin apenas se apoio na porta, não havia nada a ser dito entre nós, apenas o silêncio era o suficiente para nossos corações mutilados, dois amigos nossos já haviam morrido em menos de 6h.
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