Elesis Em Um Futuro Incompleto
29 Fraquezas: Parte 2
Notas iniciais
Olhava surpreso para o que via na sua frente. Alguns metros de distância estava seu amigo de infância, Harper, segurando uma espada suja de sangue, com seu rosto sério, enquanto o encarava. Não acreditava que ele tentou o matar. Felizmente, alguém apareceu rapidamente e tirou Ronan de ser pego pega a lâmina. Agora, estava caído no chão enquanto a pessoa ficava na sua frente.
– Você parece surpreso. — Menciona Edel. A Major, logo à sua frente, virou o rosto e sorriu para o mesmo. — O gato comeu sua língua?
Edel tinha o salvado, porém se ferindo no braço durante esse processo. Era um corte profundo, por isso o rosto de Harper acabou se sujando pelo o sangue.
– Harper, o que deu em você? — Pergunta Ronan ainda surpreso. — Por que tentou me matar?
– Desculpe, Mestre Ronan. — Dizia o rapaz. — Não sirvo mais ao senhor.
– O que? — Levantou do chão e olhou confuso.
– Você ainda não percebeu? — Diz Edel o olhando. — Harper tem estado sumidos por umas boas semanas, não acha? O que poderia ter acontecido durante esse tempo?
Começou a pensar, mas nada vinha em mente.
– Eu não sei. — Fala Ronan.
– Ele foi morto. — Responde a major de repente. — Seu rosto não tem mais vida, ele é só mais uma marionete do Grandiel agora. Perceba isso, Ronan.
Olhou para Harper, analisando o mesmo. Edel tinha razão, aquele não era mais o Harper que conhecia. Mas mesmo a verdade estando na sua frente, Ronan não acreditava, quer dizer, não queria. Como aquilo tinha acontecido, pensava.
Andou alguns passos à diante, ficando ao lado de Edel. Continuou a olhar Harper de forma triste.
– Como faço para trazê-lo de volta? — Pergunta Ronan.
– Não tem. — Diz Edel. — Desculpe, mas você vai ter que enfrentar isso de um jeito ou de outro.
Soltou uma respiração pesada. Aquilo não era uma tarefa fácil como a Major falava.
Edel se virou e começou a andar. Ronan a chamou e olhou confuso. Pensava que ela ficaria para ajuda-lo.
– Para onde você vai? — Pergunta o azulado.
– Tenho meu próprio inimigo para enfrentar. — Olha para o rapaz e sorrir. — Talvez a gente se encontre depois.
Olhou para a mesmo e não disse nada. Virou o rosto para frente, voltando a encarar Harper, e abriu um sorriso discreto.
– Toma cuidado. — Disse Ronan.
– Sempre tomo. — Deu de ombros. — Até.
Ouviu os passos de Edel se afastarem, logo sumindo. Ela tinha razão, ele devia resolver aquilo por ele mesmo, e não pedir ajuda a alguém. Harper era seu amigo, e se alguém fosse derrota-lo teria que ser por suas mãos.
Tirou sua espada do cinto e fechou os olhos.
– Me desculpe por isso, Harper. — Dizia Ronan. Abriu os olhos, mostrando uma coloração mais azulada que o normal. — Mas eu o matarei com as minhas próprias mãos.
***
Desviou de mais outro ataque vindo do ruivo. Se levantou do chão após ter tropeçado enquanto corria, assim vendo seus joelhos sangrando. De jeito algum iria rebater os ataques vindo de Elscud, de forma alguma. Era seu pai quem tentava a matar, que chegava a ser impossível de se acreditar enquanto ela fugia.
– Pai, pare com isso! — Gritou Elesis ao parar de correr e se virar para o mesmo. — Você é mais forte que essa dominação do Grandiel.
– Elesis, fuja. Por favor, fique longe de mim. — Parou de correr e a olhou sem expressão. — Não consigo controlar essa vontade, filha. Antes que eu te machuque você deve me matar.
– Não vou te matar. — Desviou o olhar. — Passei por muitas coisas esses anos todos à procura do senhor. — Olhou para ele séria. — De jeito algum que eu vou te matar!
– Exatamente, você passou por muitas coisas para não morrer por minhas mãos. — Apertou firme a espada que segurava. — Você deve me matar.
Negou com a cabeça. Se segurava para não derramar as lágrimas que se enchiam em seus olhos.
– Eu vou dar um jeito. — Persistia Elesis.
Antes que Elscud pudesse dizer algo, ele avança automaticamente contra a ruiva. Fez um corte rápido ao chegar perto, porém errando quando Elesis se esquiva e volta a correr. Tentava de tudo para não ir atrás dela, mas seu corpo ia de qualquer jeito. Não tinha controle algum.
***
Andava tranquilamente pelas as ruas vazias da cidade. Não se preocupava em ser atacado pelos os dragões que começavam a pousar pela a cidade. Quando caiam, quebravam as casas e construções que haviam por perto. Até se preocuparia em derrotar um, mas estava sem arma alguma. Sorte a dele ter esbarrado com Lupus, que sorriu ao ver milhares de dragões para ele matar. Pena que eles não eram do mesmo tamanho do Berkas, pensava o Haro.
Tinha se distanciado bastante do caçador e os dragões. Agora tinha parado de andar ao ver aquela pessoa flutuar alguns metros de distância. Em suas mãos, a lendária espada Eclipse.
– Então você veio mesmo, — Menciona Zero sem expressão. — Duel.
O asmodiano não pareceu tão surpreso quando viu Zero. Duel, como os outros, continuava com a sua mesma aparência misteriosa e sombria. Sua expressão nunca foi de mostrar o que ele realmente estava pensando.
– É bom revê-lo novamente, Zero. — Fala Duel com sua voz grossa e sem emoção. — Espero que já saiba o que está acontecendo.
– Sim, eu sei. E é bom saber o que eu terei que fazer com você.
– Faça logo, senão o machucarei.
Zero dar uma pequena risada.
– Já derrotei você uma vez, posso muito bem derrotar outra vez. — Dizia Zero. — Aliás, onde está minha arma? Estou procurando por ela.
Duel não fez muito esforço para apontar para baixo. Grandark se encontrava no chão, em forma de espada. Parece que o rapaz estava desmaiado no momento.
Zero não disse nada, começou a andar tranquilamente até a espada. Se aproximou e percebeu que o olho de Grandark estava fechado, mostrando que ele não estava acordado. Bem, daria para usa-lo de qualquer jeito.
– Vamos lá. — Diz Zero antes de avançar contra Duel e começar a ataca-lo.
***
Abraçava fortemente o corpo gelado de Lire. Arme não queria soltá-la nunca, não queria acreditar em tudo que acontecia. No momento, estava em um canto da rua enquanto segurava Lire em seus braços, assim assistindo a luta que Ryan tinha contra sua irmão, Lian. A maga preferiu não interferir na luta, deixando a decisão nas mãos do elfo.
Ryan era rápido e esperto. Sua irmã desviava de seus ataques e contra atacava com suas grandes raízes que saía do solo. A luta entre ambos para não ter fim ou algum resultado. É claro, o elfo não estava usando todas as suas forças para detê-la, pois aquela era sua irmã, e não uma estranha qualquer.
– Ryan, você deve me matar logo. — Disse Lian enquanto escapava de um ataque. — Irei acabar machucando você assim.
Ryan não disse nada, continuou a avançar, usando sua Pique para ataca-la.
– Eu matei sua amiga. — Continuava. — Por favor, não deixe que o mesmo aconteça com você.
O elfo parou de avançar, parando e olhando sem expressão para o chão.
– Você é minha irmã. — Falava Ryan. — Não posso mata-la.
– Eu já estou morta. — Olhou para ele. — Isso aqui é só um corpo familiar, sem sentimento ou algo do tipo. Então eu te peço: Acabe logo com isso.
Ryan não tentou nada, continuou a olhar para o chão. Não tinha forças para ataca-la.
Sem conseguir evitar, raízes saem do chão e vão em direção ao elfo. As grandes plantas verdes agarram o corpo do rapaz e o ergue do chão, tirando seus pés do mesmo. Lentamente, apertava o corpo de Ryan, assim o estrangulando.
– Ryan! — Gritou Arme preocupada. — Eu vou te ajudar.
– Não venha! — Gritou o elfo, mas sem olha-la.
Arme assentiu com um certo receio. Era difícil para ela ver seu amigo sofrendo daquele jeito.
– Ryan, faça algo! — Diz sua irmã também preocupada.
– Você é uma boa irmã, sabia? — Disse Ryan de repente.
O rosto de preocupada de Lian some, olhando um pouco confusa.
– Mesmo quando doente você cuidava de mim. Me alimentava, colocava para dormir, contava histórias e agia como se nada de ruim estivesse acontecendo. — Levanta o rosto e sorrir para ela. — Você é a melhor irmã que alguém pode ter. Obrigado.
Se estivesse em seu corpo original, Lian sentiria um aperto em seu coração. Queria poder chorar e sorrir para ele, mas não conseguia.
De repente, uma lâmina sai de dentro das raízes que enrolava Ryan. Subiu rapidamente, as cortando por completo e libertando o rapaz, que caiu no chão tranquilamente. Nas mãos do elfo, estava a uma espada, algo incomum dele usar
– É por isso que eu irei te vingar. -Terminou o alaranjado.
Lian conseguiu nem perceber quando o rapaz sumiu de sua visão. Ryan corria em sua direção com um olhar determinado. Automaticamente suas raízes começaram a avançar contra o mesmo, sendo quase impossível de fugir. Porém ficou surpresa ao ver as raízes sendo cortadas, uma por uma.
Ryan fatiava todas com uma tremenda facilidade, graças à sua nova arma, que costumava usa-la somente quando se transformava em Magnus. Desviou de uma raiz e avançou contra Lian, que estava próxima a ele.
Encravou sua espada na barriga dela, a erguendo desse jeito. As raízes começaram a se desmanchar após esse ataque. O sangue que era para escorrer de sua barriga não veio, aliás, não tinha. Era apenas um corpo morte sendo movido por magia, então não havia sangue algum para correr em suas veias.
– Me desculpe por -- Lian falava, até ser interrompida.
– Não foi sua culpa. — Fala Ryan com uma voz calma. — Você nunca teve culpa de nada.
– Não é isso. — Nega com a cabeça. — Me desculpe por ter te deixado. Queria poder ter sido uma irmã melhor para você.
– E foi. — Sorriu outra vez, dessa vez sendo mais largo.
O corpo de Lian começa a se despedaçar em pequeno pedaços de luz. Ryan continuou a sorrir para ela, mesmo quando seu coração se partia em milhares de pedaços. Queria chorar, se jogar no chão e fingir que nada daquilo estava acontecendo, mas não podia.
Lian esticou a mão até seu rosto, o tocando delicadamente. Seu rosto começava a sumir, junto com o seu sorriso que ela tinha aberto. Como era bela, pensava Ryan.
– Cuide bem dos outros. — Falou ela antes de sumir em milhares de pedaço de luz.
O sorriso do rapaz foi se desmanchando aos poucos quando sua irmã sumiu. Olhou vazio para o céu escuro e cheio de estrelas. Estava se sentindo tão estranho, tão vazio.
– Ryan. — Chamou Arme. — Tá tudo bem?
O elfo continuou de costas para a maga. Lentamente ele se virou, ainda sorrindo, e olhou para ela.
– Tudo bem. — Dizia em uma voz abafada. — Tá tudo exatamente bem.
Os olhos do elfo se dirigiram para Lire, que estava encostada em uma parede de um a casa, depois para Arme. Era difícil olha-la.
Arme olhou de forma chorosa para Ryan. Ela negou com a cabeça. Andou até o rapaz, se aproximando do mesmo e o abraçando pela cintura. Escondeu seu rosto triste no peito de Ryan.
– Tá tudo bem. — Repetiu Ryan, dando uma fungada pelo o nariz. — Tudo... Bem.
Lentamente abraçou a maga. Abaixou seu rosto, escondendo suas lágrimas no ombro de Arme.
– Tá tudo bem? — Repetiu em forma de pergunta. — Vai ficar tudo bem?
Arme nega com a cabeça.
– Não sei. — Responde a maga.
***
Corria o mais rápido que podia na procura dele. Onde será que estava? Essa pergunta não saia de sua cabeça. Precisava enfrenta-lo de uma vez por todas.
– Está me procurando, irmãzinha? — Ouviu alguém falar.
Edel olhou para trás, porém vendo nada. Olhou para cima, assim vendo seu irmão, Adel, sobre uma casa. Dessa vez ele não usava o capuz como de costume, agora estava mostrando seu rosto e longos cabelos. O rapaz não parecia nada contente.
– Achei que viria. — Diz Edel não parecendo surpresa. — Depois daquela ameaça...
– Falei para você sair da cidade. — Disse com a voz irritada. — Por quê não saiu?
A Major coloca as mãos na cintura e olhou de forma superior.
– Não vou abandonar meus amigos, se é isso que você quer. Você é importante para mim, Adel, mas amigos também são. — Olhou séria. — Me desculpe.
O rapaz a encarou por um tempo, logo soltando uma pequena risada. Pulou na direção da Major, que se afastou o mais rápido que pode. Caiu no chão e a olhou novamente.
– Papai sempre deu mais atenção à você do que à mim. — Fala Adel.
– Mais atenção? Eu? — Olhou surpresa, logo soltando uma risada de deboche. — Você se esqueceu de quem era antes de ficar doente, não? Papai só começou a me ver quando você ficou doente e eu entrei no exército no seu lugar.
– Exatamente, ele não me viu mais depois disso. — Fez um estalo com a boca. — Achou que eu era um inútil a partir daquele momento.
– Não é verdade. — Negou com a cabeça. — Você nunca foi inútil para mim.
Adel a olhou em dizer nada. Pegou seu florete do cinto e o puxou, assim o colocando de lado. Deu de ombros.
– Terei que ser agora. — Fala ele. — Você é minha rival agora, não minha irmã.
Avançou contra ela. Edel foi rápida e pegou seu revólver, assim o mirando e atirando. Quando a bala ia acertar o rapaz, Adel fez um corte na bala com seu florete, que se partiu rapidamente. A Major olhou irritada e desviou do ataque de seu irmão.
Quando conseguiu um momento após desviar milhares de vezes de Adel, pegou seu florete. Começou a fazer rápidos cortes como ele, assim iniciando uma batalha sem fim.
– Lembra de quando lutarmos nos treinamentos? — Disse Adel em meio aos ataques.
– Claro, me lembro perfeitamente! — Fala Edel enquanto desviava e atacava. — Sempre fui a mais rápida.
– E eu o mais forte! — Falou antes de desviar de um ataque da Major e dar um grande chute em sua barriga.
Edel girou pelo o chão, mas rapidamente voltando a ficar de pé e se defendendo dos ataques de seu irmão.
– Mas os tempos mudaram, irmãozinho. — Debocha Edel. — Sou mais forte e mais rápida do que me lembro.
– Prove então!
A Major desviou de um golpe de Adel, em seguida o atingindo com o seu florete. Fez um corte no peito do mesmo, que logo foi acertado por um chute da mesma.
– Acho que isso é o suficiente. — Diz Edel. — Não acha?
Adel se levantou do chão e olhou de forma desafiadora para ela.
– Parece que vai ser um pouco trabalhoso. — Menciona Adel ao se levantar. — Terei que apelar, pelo visto.
Em um piscar de olhos, Adel deu um grande salto, voando com seu florete em direção a Edel. A Major permaneceu em seu lugar, assim correntes saindo do chão onde ela estava e voando em direção ao seu irmão. Ele desviou enquanto pegou seu revólver, parecido com de Edel, e mirou para ela. O mesmo fez ela, pegou seu revólver na direção de seu irmão.
Ambos dispararam ao mesmo tempo.
***
Por fim, tinha acabado com aquela luta. Nunca achou que faria uma maratona para matar dragões, um por um. Bem, nunca tinha visto tantos em um só lugar.
– Isso é um pouco cansativo. — Menciona Lass.
Antes de guardar sua katana, a limpou, tirando o sangue das criaturas. Colocou a lâmina na bainha e soltou um suspiro cansado. Olhou em volta e viu, no mínimo, 8 dragões mortos. É, tinha os matados. Felizmente, a estatura era mediana, assim facilitava na hora de enfrentá-los.
Voltou o olhar para frente e continuou a seguir seu caminho. Precisava encontrar os outros. Porém, seu pensamentos são interrompidos por quando ele passa por um dragão morto, que não estava e o tentou atacar com suas garras. Lass desviou, mas acabou perdendo sua faixa ninja, que acaba caindo alguns metros à diante.
– Morre de uma vez. — Murmurou mal humorado.
Pegou sua katana e enfiou no peito do dragão, o matando de uma vez. Guardou a arma e andou até sua faixa. Se abaixou para pegar, mas é impedido quando uma mão pega primeiro. Olhou para o rosto da pessoa com uma expressão confusa. Era uma mulher.
– Você cresceu. — Fala a mulher.
A moça tinha a aparência de ter entre 30 anos de idade, mas talvez tivesse menos. Tinha cabelos loiros, quase prateados. Seus olhos eram azuis, como os de Lass. Sua pele era branca como a neve, tão delicada que parecia se quebrar a qualquer momento. Era uma bela mulher, porém com uma expressão neutra.
– Quem é você? — Perguntou Lass. O rapaz continuou agachado no chão a olhando.
A moça esticou a mão até o ninja, assim passando a mão em seus cabelos. Lass não a impediu, continuou a encarar.
– Não está me reconhecendo, — Falou ela com sua voz calma. — Filho?
Lentamente aquela palavra foi se encaixando para o ninja. O rosto dela foi se iluminando em seu mente. Ela estava a mesma coisa que lembrava. Fazia muito desde que a viu pela última vez, muito tempo mesmo. A expressão de ódio que ela fazia não está mais em seu rosto, agora ela se mantêm neutra.
– Mãe. — Disse Lass como um sussurro.
***
– Jin! — Ouviu alguém o chamar.
O ruivo deu um último golpe no dragão, o matando, e se virou para ver quem o chamava. Ficou surpreso ao ver Azin correndo na sua direção, e logo atrás dele um enorme dragão. A raposa parecia não se importar muito com esse pequeno detalhe.
– O que você tá fazendo?! — Grita Jin irritado quando o rapaz se aproxima.
– Juntos. — Diz Azin já ficando em posição de ataque.
O lutador tentou debater, mas acabou não conseguindo quando viu que a criatura se aproximava. Ficou em posição de luta e esperou o dragão se aproximar.
– Agora! — Gritaram juntos.
Ao chegar perto, ambos pularam sobre eles. Ergueram seus punhos, os envolvendo com suas mana, e o socaram nas costas com toda força. Seus punhos atravessarem a carapaça da criatura, o matando rapidamente.
Jin tirou seu punho da carne do dragão e sacudiu a mão, tirando o sangue. Pulou para fora da criatura, assim voltando ao piso da rua.
– Nunca mais faça isso. — Fala o ruivo, apontando com a mão suja. — Enfrente o seu inimigo você mesmo.
– Desculpe, desculpa. Aliás, já terminou seu trabalho por aqui?
– Sim, até você chegar aqui. — Olha emburrado para ele.
– Estranho. — Coloca as mãos atrás da cabeça. — Cadê a Amy? Pensei que você estava com ela.
Jin pareceu tomar um susto ao ouvir isso. Tinha se esquecido totalmente de Amy, e do estado que a dançarina estava.
Colocou ambas mãos na cabeça.
– Será que ela tá bem?! — Pergunta Jin assustado. — E se acontecer algo com o bebê? E se a Amy se machucar? — Começava a fazer milhares de perguntas.
Azin olhava em silêncio para o ruivo que fazia um escândalo. Tinha se arrependido em ter falado sobre a Amy.
Se aproximou do lutador e deu um tapa em seu rosto, chamando sua atenção assim. Jin olhou confuso.
– Ela tá bem. — Diz Azin. — Lembra, ela tem a Caixa de Pandora. A garota faz clones dela mesmo. — Isso era verdade. — Amy sabe se cuidar sozinha.
O ruivo confirmou com a cabeça.
– Tem razão. Mas eu vou atrás dele de qualquer jeito.
Deixa nem Azin falar, sai correndo na direção que a rosada tinha ido. A raposa revira os olhos e o segue. Ambos estavam tão distraídos que nem perceberam quando uma esfera de energia é disparada contra eles. Por sorte, acabou pegando de raspão, fazendo os dois rolarem pelo o chão sem alguma machucado grave.
– Que droga foi essa? — Questiona Jin enquanto se levantava.
– Eu não sei. — Diz Azin no mesmo estado.
Quando ambos estavam de pé e olharam para trás, de onde tinha vindo a esfera. Ficaram bastante surpresos ao ver aquela pessoa. Seus cabelos alaranjados e olhos azuis foram os que mais chamaram suas atenções.
– Rapazes. — Disse ele.
– Mestre Asin! — Falaram surpresos os dois.
Sim, aquele era o mestre que treinou Jin em sua infância e que foi ajudado por Azin antes de entrar na Grand Chase. O mestre quem eles consideram como um pai.
– Vocês cresceram muito. — Fala Asin sem emoção alguma. — Fico feliz em vê-los bem.
– Mestre! — Grita Jin em um tom choroso. O ruivo fazia de tudo para não chorar. — Eu senti tanto sua falta!
Quando Jin ia correr na direção do rapaz, é impedido por Azin que o segura pelo o braço. O lutador olhou confuso para ele.
– É uma armadilha. — Avisa Azin. — Ele irá te matar se você se aproximar mais.
– Mas... — Jin iria persistir, mas é interrompido.
– É verdade! — Grita Asin. — Fui revivido por Grandiel para mata-los. Não consigo controlar meu corpo, então vocês já sabem o que terão que fazer.
Os dois olharam de forma triste. Tanto para Jin quanto para Azin aquilo era algo impossível de se fazer. Se olhar já era uma tarefa difícil de se fazer, imagina mata-lo.
– Nunca pensei em vê-los juntos. — Menciona Asin. — Vocês dois foram os melhores discípulos que um mestre podia ter. Nunca consegui saber qual era melhor do que o outro, mas agora eu vejo. — Abri um pequeno sorriso. — Vocês dois juntos formam o melhor guerreiro. Fico orgulhoso que vocês tenham se conhecido.
Aquelas poucas palavras eram importantes para Jin e Azin. Desde que se conheceram eram rivais, de todas as formas possíveis, mas agora são grandes amigos, tendo uma relação como irmãos. Mestre Asin foi tudo para eles, então não teriam coragem de mata-lo.
– Temos que fazer isso. — Diz Jin de repente. — Ele é nosso mestre.
– É, temos que se fortes. — Concorda Azin.
Ambos entraram em modo de combate, onde cada um tinha uma maneira diferente de lutar. Azin usava a arte das palmas abertas, que eram mais rápidas e ages. Jin usava a técnica das palmas fechadas, que são mais fortes e violentas.
Ao ver aquilo, Asin se sentiu muito contente por dentro. Se pudesse, abriria um longo sorriso, mas como não podia...
– Rapazes, essa será o último combate que teremos. — Fala o rapaz. Ficou em posição de ataque, que usava tanto os punhos fechados quanto os abertos. — Então não é melhor me desapontar.
Jin e Azin sorriram de forma desafiadora e confirmaram.
– Não iremos. — Falaram ao mesmo tempo.
***
– Toma essa! — Gritou Amy.
A rosada tinha terminado seu trabalho ao um bom tempo, agora ela lutava contra os dragões que encontrava no caminho. No momento, só faltava mais um para terminar.
Felizmente, carregava a sua Caixa de Pandora consigo. Fez dois clones dela, onde eram soldadas e tinham metralhadoras cor de rosa. A criatura tombou no chão com tantos disparos que recebeu. Para finalizar, Amy pegou uma granada cor de rosa e jogou contra o dragão. Aquela explosão foi o suficiente para mata-lo.
– Isso. — Deu um pulinho de alegria. — Até mais, garotas. — Se despede de suas clones, que somem parecendo confeite de festa.
Ouviu passos de longe. Olhou de um lado e para o outro, procurando quem era. No final da rua onde estava, vinha Sieghart e Mari. Parece que ambos tiveram que lutar contra os dragões também. Amy sorriu aliviada e se aproximou deles.
– Mari, Sieghart! — Diz contente. — Onde estão os outros? A cidade está um caos.
– Esse é o plano da Elesis: Vamos nos separar e derrotar todos os dragões, depois no juntaremos para derrotar Grandiel. — Explica Mari. — Irá funcionar, mas está sendo trabalhoso.
– Elesis sempre com bons planos.
– Amy, é melhor você ficar com o Jin. — Avisa Sieghart. — Sei que pode lidar com as coisas sozinhas, mas no seu estado será um pouco complicado.
A dançarina coloca ambas as mãos na barriga e abri um pequeno sorriso.
– Estava procurando o Jin, só que eu não consegui acha-lo até agora. — Olha para eles. — Tenho medo que algo aconteça com ele.
Sieghart coloca seu braço em volta do pescoço de Amy e olha de forma superior.
– Tudo bem então, rosadinha. — Dizia o moreno sorrindo. — Não se esqueça que eu e o Jin somos os seus protetores, isso é, nada de ruim acontecerá com você enquanto a gente estiver por perto, entendeu?
– Entendi. — Responde sorridente.
– Boa garota. — Dar uma bagunçada no cabelo da mesma, em seguida a soltando. — Mari, fica de olho nela.
– Pensei que seria você que iria a proteger. — Menciona a azulada.
Sieghart a olha e se aproxima. Segurou as bochechas de Mari, fazendo uma careta no rosto da mesma.
– Não me questione. — Falava Sieghart em tom de deboche. — Você dormiu por todos esses anos, então faça alguma coisa, ok?
– Está me machucando. — Diz Mari com dificuldade.
– Ok?
– Ok.
Soltou as bochechas da garota e se afastou da mesma. Bateu as mãos, chamando a atenção das duas.
– Primeiro, vamos derrotar os dragões que ainda restam. — Aponta para o céu. — Depois, nós achamos o resto do pessoal e chutamos a bunda do Grandiel!
Amy concordou sorridente, já Mari nem se expressou.
– Vamos lá! — Toma a frente o moreno.
Após dizer isso, um enorme dragão vem voando na direção deles, arrastando no chão e abrindo sua grande boca. Os três perceberam aquilo, assim desviando da criatura. Porém, o seu alvo era Mari, que acabou sendo pega por seus dentes antes de fugir. Por sorte, apenas sua roupa foi pega, no entanto, foi erguida pela o dragão de qualquer jeito.
– Mari! — Grita Sieghart e Amy vendo o dragão voando para longe.
Amy começou a correr na direção em que a criatura voava. Pegou sua Caixa de Pandora e a abriu, assim uma energia a cobrindo por completo. Sua aparência mudou após aquilo. Criou chifres e orelhas pontudas, mãos e pés com garras, um sorriso macabro e um a larga asa em suas costas, que lembrava muito as de Dio.
Amy estava lembrando Rey com sua aparência.
A rosada saltou e começou a voar o mais rápido que podia na direção do dragão. Infelizmente, Sieghart acabou ficando para trás, a olhando ir embora. Tentou chama-la, mas ela nem o ouviu.
– Podia ter me levado junto. — Diz Sieghart.
O moreno olhou em volta e viu que estava sozinho. Soltou um suspiro e passou a mão em seu cabelo arrepiado. Não sabia o que fazer agora.
– Ercnard. — Alguém o chama.
Ao ouvir aquilo, o moreno fechou a cara. Ninguém nunca o chamou pelo o primeiro nome. Achava que seu nome verdadeiro era estranho, então preferiu ser chamado pelo o segundo nome.
Ao olhar a pessoa, sua expressão se amenizou no mesmo instante. Seus olhos se arregalaram e sua boca se abriu. Nunca tinha ficado tão surpreso assim.
A moça de cabelos ruivos e olhos da mesma cor o olhava com uma expressão de surpresa também. Ela era muito bonita, cada detalhe de sua face e corpo era belo. Sua pele não possuía nenhuma cicatriz ou machucado, era lisa e perfeita, como de um anjo. Aquela garota era uma cópia perfeita da Elesis, porém a do passado pois ela parecia ter 16 anos ou mais.
Mas ela não era a Elesis, Sieghart sabia disso. Podiam dizer que era, mas o moreno negaria. Ele a conhecia, ou a conheceu uma vez.
– Elizabeth. — Sussurrou o nome da ruiva.
– Ercnard, é você mesmo? — Perguntou ela ainda surpresa. — Está tão alto e forte, nem o reconheci. — Solta uma risada. — E que cara é essa? Cadê aquele sorriso bobo que você dar sempre que me ver?
Ela deu alguns passos até o rapaz, porém Sieghart recuou ao mesmo tempo.
– O que foi? — Estranhou ela. — Pensei que gostaria de me ver.
O olhar do rapaz estava tenso. Sua mão tremia só em ouvir sua voz.
– Você não parece muito surpreso. — Ouve a voz de outra pessoa.
Como mágica, Grandiel aparece atrás da ruiva. Sieghart ficou mais tenso ainda ao vê-lo. O loiro colocou seus braços em volta de Elizabeth, que não pareceu se importar.
– O que foi, Sieghart? — Pergunta Grandiel. — Não vai vim dar um abraço na sua mulher.
Há muito tempo atrás, antes de Sieghart se tornar imortal, ele conheceu uma garota que fez seu coração bater forte. Sempre foi um cara para todas as mulheres, porém uma era diferente. Ela o fazia se sentir pequeno perto dela, fazia seu rosto ficar vermelho quando se aproximava e fazia o rapaz correr atrás dela como um cachorrinho. Elizabeth era carinhosa, simpática e sempre cuidou de seus ferimentos. Tinha se apaixonado por ela, e ela por ele. Porém, tudo isso acabou quando Sieghart ouviu falar de uma certa imortalidade. Foi atrás dela com seu grupo, achando que tudo daria certo, mas estavam errados. Todos foram mortos durante essa conquista, porém um ficou vivo, o único que conseguiu receber a imortalidade. Sieghart podia achar que aquilo era uma benção, mas não era. Quando voltou para casa, Elizabeth tinha sido assassinada junto com o resto das pessoas da cidade. Um grupo de criaturas atacaram a cidade, enquanto os soldados que a protegia estavam fora. Naquele dia em diante, Sieghart se sentiu preso em uma maldição, uma maldição que nunca acabaria.
Porém, enquanto esteve em uma aventura, Elizabeth estava grávida e teve um filho. Quando a cidade foi atacada, seu filho foi salvo por uma amiga dela, que conseguiu escapar do lugar. Sieghart soube disso e começou a seguir escondido. Não queria que sei filho conhecesse o fracasso que sei pai teve em relação à sua mãe. E foi assim até ele ter um neto, que foi chamado de Elscud, um jovem rapaz ruivo, herdado pelos cabelos de Elizabeth. Elscud quando criança sempre foi comportado, o que não dava trabalho para Sieghart enquanto o olhava. Elscud cresceu, conheceu uma mulher e teve uma filha com ela. A garota de cabelos ruivos se chamou Elesis, o que chamou muita a atenção do moreno. Elesis com o passar do tempo, começava a parecer mais e mais com Elizabeth. Porém, a garota tinha a personalidade oposto dela, o que dificultava para Sieghart. Quando ela ia para lugares perigosos, lá ia Sieghart tira-la de lá; Quando brincava com coisas perigosas, lá ia o imortal ajuda-la. Elscud tinha perdido sua mulher, então era uma tarefa muito difícil para ele cuidar de sua filha.
Todo esse tempo, sempre esteve atrás de sua família escondido. Sentia que cuidar deles era uma responsabilidade, e muito grande. Elizabeth não tinha morrido à toa, pensava dessa forma. Mas ao vê-la novamente, tinha se esquecido de tudo que passou para chegar até ali.
– Grandiel, o que você fez? — Pergunta Sieghart com um olhar bravo.
– Revivi a família Sieghart. — Sorri. — Interessante, não? Os pais, netos e bisnetos reunidos. Que lindo.
– Seu... — Fecha o punho.
– Não venha para cima de mim. — Grandiel se afasta de Elizabeth. — Isso é só um favor que eu estou fazendo para você. De nada!
Quando Sieghart foi dar uma passo à diante, Grandiel estalou os dedos e sumiu. A raiva que sentia começou a sumir quando voltou seu olhar para Elizabeth.
– Ercnard. — Chamou Elizabeth.
– Fala. — Disse em um tom triste.
Não tinha percebido, mas na mão da ruiva estava uma espada. Aquilo fez o seu coração apertar.
– Eu te amo. — Disse ela sorridente.
Sieghart abaixou o rosto e concordou. Fechou os olhos, não queria mais olha-la.
Elizabeth soltou um suspiro e avançou contra o moreno. Ergue a espada e, quando chegou perto, a desceu rapidamente. Iria pegar perfeitamente em Sieghart, porém...
– Também te amo. — Diz Sieghart com a sua Soluna contra a espada da ruiva.
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