Elesis Em Um Futuro Incompleto

31 Esse pode não ser meu futuro, mas eu vou fazer dele, meu!


Notas iniciais
Yeeeeyhhhh! Olá a todos! Hoje é o penúltimo capítulo da fic :D Capítulo ENORME! Não reclame, deu trabalho para escrevê-lo! Segura-se na cadeira porque tem muita treta e coisas acontecendo nesse cap, resumindo: tragédias everywhere! Próximo capítulo é o último, e nem me pesam para eu falar o que acontece que eu não direi :3 Boa Leitura!

Deu mais um salto para trás, desviando de uma das correntes de Holy. Tinha nem tempo para poder defender e atacar, pois a paladina não parava de ataca-la. A única tática que usava era jogar seus selos mágicos contra Holy e desviar. Funcionava, porém gastava muito tempo para dar dano nela.

– Vai ficar fugindo até quando, Lin? — Perguntou Holy, só que sendo o demônio dizendo. — Lute pra valer! Ou está com medo de machucar sua amiguinha aqui?

– Cala a boca. — Rangeu os dentes.

A sacerdotisa começou a recuar, ficando o mais longe de Holy o possível. Quando ficou em uma distância, começou a disparar fortes rajadas de vento, misturadas com mana. Quando batia no corpo da paladina, a cortava em várias partes do corpo. Só que aqueles cortes eram nadas quando começavam a regenerar.

– Ah, você pode fazer melhor. — Debocha Holy.

Sem responder, Lin dá um grande salto, assim erguendo seu leque e carregando uma quantidade de mana. Em poucos segundos, uma esfera azul de energia é formada, sendo maior que a própria Lin.

Arremessou a esfera contra Holy, que não pareceu se preocupar muito com aquilo. A paladina deu um salto na direção da bola, assim abrindo a boca ao chegar perto. Lin ficou surpresa quando viu a garota sugar a esfera por completo, como se fosse um tipo de comida. Mas isso não foi a única coisa para fazer a sacerdotisa entrar em desespero, e sim quando Holy continuou vindo em sua direção.

– Sei de todos os seus ataques, Lin! — Grita a paladina sorrindo insanamente. — Nunca adiantará contra mim!

Ao se aproximar, pegou Lin pelo o tornozelo e a puxou, a jogando no chão com toda força. A morena afundou no solo, perdendo o ar por um tempo. Sentiu Holy cair no chão tranquilamente após descer do pulo.

Lin se levantou do chão em um pulo, senão teria sido acertada por outra corrente. Ralou os pés descalços no chão e encarou Holy. Ainda estava tentando tomar a respiração de volta.

– Holy, me escute! — Grita a morena. — Terei que pegar um pouco mais pesado agora para poder vencê-la, então aguente um pouco.

– O que você fará? — Pergunta Holy curiosa. — Vai me matar? Porque eu adoraria ver você matando sua preciosa amiguinha! — Começa a rir descontroladamente.

– Não.

Parou de rir e olhou confusa.

Lin olhava de forma misteriosa, além do pequeno sorriso no rosto. Colocou um dos pés para trás e inclinou o seu corpo para frente. Abriu seu leque, assim colocando de lado como uma espada.

– Só usarei a mesma tática que você usava quando estava em meu corpo. — Falou Lin.

Deu tempo nem de a paladina pensar no que ela disse, foi logo sumindo de seu campo de visão e aparecendo na frente da mesma. Recuou o mais rápido que pode quando viu Lin. Foi pega de raspão na bochecha, fazendo a esverdeada a olhar torto.

– Como eu disse, sua tática. — Diz a sacerdotisa sorrindo.

Ao redor de seu leque estava uma energia escura, em um tom azulado. Quando estava com o demônio dentro de seu corpo, pode usar a energia dele. Mas mesmo quando ele foi embora, continua com sua essência dentro de si, e desse jeito podendo usar o seu leque mais como uma faca. Cortaria tudo que pegasse.

Avançou outra vez contra Holy, mas agora começando uma sequência de cortes com seu leque. A paladina desviava dos rápidos ataques da morena, porém acaba sendo cortada de um jeito ou de outro.

– Tá com medinho agora? — Perguntava Lin. — Por que tá recuando?

Olhou irritada para a garota, em seguida dando um grande salto para trás, se afastando desse jeito. Antes mesmo de ficar longe de Lin, já começou a ataca-la com as correntes de longe. A sacerdotisa se defendeu de uma mas foi pega pela a outra. Girou no chão e se levantou rapidamente.

– Quem tá com medo agora?! — Debochou Holy enquanto caía na direção da garota.

Nem tinha percebido quando viu a paladina saltou e mirou na sua direção. Só teve tempo de fazer um escudo azulado na sua frente, a protegendo das correntes. Esperou a verdinha cair no chão novamente para fazer o escudo sumir e partir para cima da mesma, usando seu leque com uma faca.

Dessa vez foi mais difícil de se aproximar, pelo o simples motivo dela ficar recuando e atacando com as correntes. Lin se desviava e avançava ao mesmo tempo. Estava ficando sem fôlego de tanto ficar fazendo isso.

– Já chega! — Grita Lin agoniada.

Rebateu as correntes que vieram em sua direção, assim fazendo uma luz sair dentro de seu corpo. Holy nem tentou atacar durante isso, ficou cega pela a luz. Quando esse brilho sumiu, ficou intimidada ao ver a morena.

Parecia ter ficado maior, com largas asas brancas nas costas. Seu rosto e pernas se encontrava algumas tatuagens azuis, parecendo mais selos. E seu cabelo, bem, ficou maior, batendo na sua cintura. Estava mais forte.

Outra vez, sumiu da visão de Holy, porém fazendo a garota se assustar ao ver isso. Não conseguiu perceber a presença da morena em suas costas, desse jeito tomando um chute que a fez rolar pelo o chão muitas vez.

– Droga. — Sussurrou Holy irritada.

Se levantou do chão e tomou outra pancada, a fazendo afundar no chão. Começava a ficar exausta. Foi pega pelo o cabelo e erguida, mostrando sua expressão de cansaço.

– Então, vai desistir? — Pergunta Lin com um olhar neutro.

– Não enche.

Com um simples movimento, Holy é arremessada, outra vez rolando pelo o chão. Dessa vez demorou um pouco para se levantar, mas já percebendo outro ataque vindo em sua direção. Eram milhares de esferas azuis, parecendo uma chuva. É claro, tento fugir mas foi pega de qualquer jeito.

– Você é uma desgraçada mesmo, né, Lin? — Resmunga Holy enquanto se levantava com dificuldade. O corpo da paladina não estava aguentando tanta porrada assim. — Por que não desistir de uma vez da sua amiga? Ela não vai ser mais útil mesmo!

– É por isso que você é um monstro. — Fala Lin sem parecer ofendida. — Não liga para os outros, só para si mesmo.

– Você é patética.

Um vento passa pelos os cabelos de Holy. Ficou surpresa ao ver Lin na sua frente. Nem tinha percebido ela mover um músculo para chegar perto da paladina desse jeito.

– Não, você que é. — Debocha a sacerdotisa.

A pegou pelo o pescoço rapidamente. Holy se debatia com as pernas, tentando se soltar, mas nada adiantava. As asas de Lin bateram, em seguida a morena voando direto para o céu.

– Me solta! — Gritava Holy.

Por tanto se debater, acabou se soltando. Quando achou que iria cair no chão, é segurada por algo. Olhou para o alto e viu Lin a segurando por uma das correntes.

– Eu já disse para me soltar, sua idiota! — Começava a se sacudir na corrente.

Com o outro braço livre, arremessou a corrente contra a sacerdotisa. Não achou que ela fosse segurar essa corrente também. Aproveitou isso e começou a se balançar na corrente, como se fosse um balanço. Quando conseguiu chegar em uma altura, puxou suas correntes de volta e arremessou contra Lin. A morena se defendeu com um escudo invisível e voou na direção da paladina. Conseguiu a pegar a tempo, assim voando na direção do chão.

Parecia ocorrer uma explosão quando o corpo de Holy se chocou contra o solo. Lin a soltou e se afastou dela, mas continuando a voar. Lentamente, a verdinha se levantou e encarou Lin. Não estava aguentando perder para ela.

– Você tem mais uma chance de desistir. — Menciona a sacerdotisa. — Quer desistir?

Holy a olhou com seus olhos vermelhos e virou o rosto de lado, cuspindo sangue em seguida.

– Pode desistir.

– Então é isso. — Suspira. — Botarei você para dormir, para sempre.

Lin estica uma das mãos na direção de Holy. Correntes douradas começam a sair do chão, assim enrolando no corpo da paladina. A verdinha tentou se debater, mas não adiantava, estava presa.

Lin bateu com suas asas e se aproximou de Holy. Ergue sua mão e tocou em sua testa, fazendo um brilho sair do local. Ao sentir aquilo, a paladina começou a gritar em agoniada. Sentia cada pedaço do seu corpo queimar.

Levou menos de um minuto para a luz sumir. Holy estava caída no chão, desmaiada. Aos poucos foi abrindo os olhos, revelando sua coloração azulada, como sempre foi. Seu corpo estava bastante dolorido, mas a paladina nem percebia isso quando começou a levantar. Fez um careta de dor e ficou de pé. Levou um tempo até parar sua tontura, e perceber Lin desmaiada na sua frente. A morena já tinha voltado para o seu corpo normal, assim seu cabelo ficando curto como antes.

– Lin! — Grita Holy preocupada.

Deu alguns passos tortos até a garota. Se aproximou e abaixou-se perto de Lin. A tocou, sacudiu e chamou por ela, mas nada fazer a mesma acordar. Ergueu o corpo da morena e abraçou. Fechou os olhos e começou a rezar pelas as deusas.

– Vamos, acorde. — Pedia Holy. — Por favor, acorde.

Nada. A paladina a abraçou com mais força, enfiando seu rosto no ombro da mesma. A cada segundo que se passava, a cada momento em que Lin não respondia, mais Holy ficava desesperada. Sentia um peso no coração, sentia uma enorme culpa. Como sempre, começava a chorar por algo bobo, que não era dessa vez. Seus olhos se encheram de lágrimas, logo os derramando sem parar.

– Você tá me molhando.

Arregalou os olhos surpresa. Soltou Lin, a segurando ainda pelo o ombro, e a olhou. Lentamente os olhos da morena se abrem, como o seu sorriso. É claro, Holy não deixou de sorrir. Ficou tão aliviada ao ouvir a voz da sacerdotisa.

– Você tá viva! — Exclama a garota, a abraçando mais forte dessa vez. — Obrigada, Deusas! Lin, nunca mais faça isso comigo!

– Agora você tá me deixando sem ar. — Fala a sacerdotisa com a voz fraca.

– Desculpa, desculpa. — Solta a garota e rir sem jeito.

De qualquer jeito, Lin riu também. Esticou a mão e tocou nos longos cabelos verdes de Holy.

– É bom ter você de volta, Holy. — Menciona. — Espero que nunca mais se junte para o lado das trevas novamente, entendeu?

A paladina nega com a cabeça.

– Não irei, prometo! Nunca mais.

Lin sorri aliviada, em seguida olhando para o céu estrelado.

– Como deve estar indo o pessoal? — Se pergunta.

Holy segue seu olhar.

– Provavelmente, na pior. Grandiel disse que iria acabar com a vida de todos nós. — Olha de forma triste. — E iria pisar na Elesis como se fosse um inseto.

Lin a olha preocupada.

– Pobre Elesis. — Termina a paladina.

***

Andava em pequenos passos trêmulos. Suas pernas estavam cheias de machucados e feridas, uma mais feia que a outra, o que a dificultava enquanto andava. Mas mesmo não tendo mais energia nem para ficar acordada, Elesis continuava a andar. Seu olhar estava vazio, sem brilho algum, como sua expressão machucada e manchada pelas as lágrimas que nem mais caíam. Não sentia mais nada, não queria. Tudo doía, de todas as formas possíveis.

– Elesis. — Ouviu alguém chama-la. Era a voz de Lass.

Mas mesmo ouvindo a voz do rapaz, a ruiva não fez expressão alguma. Sabia que não era ele.

– Elesis! — Ouve a pessoa gritar por seu nome outra vez. Não era Lass dessa vez.

Continuou a andar e olhou para frente. Viu Sieghart e Mari vindo em sua direção. Eram eles que a chamava, porém ela acabou se cofundindo com o ninja. Elesis percebeu a expressão assustadas deles, até mesmo vindo de Mari. Acho que qualquer um ficaria assim em ver a espadachim carregando um corpo morto em suas costas, literalmente. Não deixaria Lass para trás, de jeito algum.

– Elesis, o que aconteceu? — Pergunta Sieghart ao se aproximar.

A ruiva parou os passos também, olhando ele sem expressão.

– Por favor, me ajuda. — Diz a garota com a voz rouca. — Lass tá ferido e ele precisa urgente de curativos.

Sieghart e Mari olharam confusos.

– O que? — Pergunta a azulada.

Elesis rapidamente se ajoelhou no chão, colocando o corpo do albino no solo. O virou de barriga para cima, mostrando a expressão vazia do rapaz. Sieghart e Mari nem precisaram o tocar para ver que ele estava morto. Olharam assustados para Elesis.

– Por favor, me ajudem! — Dizia a ruiva desesperada. — Ele tá muito ferido, de verdade. Lass pode morrer se não o ajudarem.

– Elesis... — Chama Mari. — O Lass está morto.

A espadachim olhou de forma confusa.

– Não, ele não está morto. — Nega a ruiva. — Só está machucado.

Antes que a azulada voltasse a discutir, mas alguém se aproxima dos três. Olharam na direção dos passos e viram Ronan. Perceberam que o rapaz não teve uma boa luta.

Elesis se levantou imediatamente e correu na direção do rapaz, o pegando pelo o pulso e voltando até onde Lass estava.

– Ronan, você tem magia de cura, né? — Pergunta a ruiva. — Cura o Lass, rápido! Ele tá ferido.

Ao se aproximar do albino, percebeu que ele estava morto. Olhou para Sieghart e Mari confuso, não entendendo o que Elesis falava.

– Cura! — Pede a espadachim novamente.

– Elesis, eu não sei o que aconteceu com você, mas o Lass -- É interrompido.

– Ele não está morto! — Grita irritada. — Só machucado. Grandiel atacou a gente, mas o Lass me defendeu dele. Ele não pode morrer ainda.

Ainda segurando o pulso do azulado, esticou até Lass. Olhou séria para ele, esperando que o rapaz fizesse mesmo o que ela mandava.

– Elesis, Lass está morto. — Fala Ronan. — Não adianta mais.

Soltou a mão do azulado rapidamente. Se levantou e olhou irritada para o mesmo.

– Ele não tá morto! Ele tá bem, ouviu?! Bem! Se não quer ajudar, é só falar. Posso muito bem pedir a ajuda de outra pessoa, né? — Falava enquanto olhava para Sieghart e Mari também. Eles começavam a perceber que a ruiva estava sendo tomada pelo o desespero, o que a deixava sem acreditar no que via. — Cadê a Lire? Ela pode muito bem curar o Lass com os seus remédios.

Já sabem da notícia de Lire. Olharam para baixo, querendo não encarar Elesis. Quanto mais a espadachim falava que Lass estava vivo, mais eles ficavam tensos. Não sabiam o que fazer com ela daquele jeito.

– Elesis, controle-se. — Pede Sieghart com a voz calma. — Você está se deixando tomar pelo o desespero, está começando a ficar insana de si própria. Fique calma, primeiramente.

– Desespero? Que desespero? — Olha confusa e solta uma pequena risada. — Eu tô bem! A única coisa que eu quero é que vocês me ajudem com o Lass.

– Ele tá morto.

Elesis ficar sem dizer por um tempo, mas depois voltando a falar novamente.

– Ele não tá.

– Está.

– Não tá! — Grita.

Elesis recebe um tapa na cara. Olhou surpresa para Sieghart, que começava a bufar de irritação. Sem deixar a ruiva dizer algo, a segurou pela a camisa, a aproximando desse jeito.

– Elesis, cai na real! Lass está morto, junto com a Lire! — Gritava o rapaz. — Agora pare de ficar fantasiando coisas e começa a agir como uma líder, senão o resto do pessoal vai morrer junto, entendeu?

– A Lire... — Olhou assustada. Como Lass, ela também não quis acreditar, assim negando com a cabeça. — Não, eles não estão mortos.

Recebeu outro tapa, porém caindo sentada no chão. Abaixou o rosto e fitou o chão sem expressão. Não estava afim de ver a expressão furiosa de Sieghart.

– Todo mundo está morto! — Grita o imortal novamente. — E se você continua desse jeito, em breve nós estaremos também. Você não é mais uma criança, Elesis, é uma mulher adulta, uma líder. Então comece agir como uma!

Elesis não respondeu, não o olha e nem faz alguma expressão. Continuou a olhar para o chão. Isso fez Sieghart olhar mais irritado ainda, já que não estava tendo um bom dia. Quando foi se aproximar da ruiva, Ronan entrou na frente.

– Ficar gritando com ela também não ajuda muito, Sieghart. — Diz o azulado normalmente. — Tente entende-la. Elesis acabou de perder pessoas importante para ela.

– Eu também perdi. — Falou Sieghart seco.

Ronan ficou surpreso. Não sabia que existia alguém de importância para ele. Pensou que seria a Mari, mas como a mesma estava ali ao lado...

– Eu te entendo, porque eu perdi alguém importante também. — Se referia ao Harper. — Mas pelo jeito, Elesis perdeu mais coisas que a gente hoje. — Olha para a ruiva. — Somos uma equipe, devemos ajuda-la.

Sieghart tentou debater, mas acabou desistindo. Deu de ombros e se afastou por um pouco.

– Elesis, precisamos de você. — Dizia Mari ao se aproximar. — Sei que pode ser duro para você acreditar no que está acontecendo, mas você tem que lutar se quiser continuar a viver. Você pode consertar as coisas, lembra?

Demorou um pouco para a ruiva levantar seu rosto, com o olhar sem vida.

– Eu não aguento mais. — Falava Elesis com a voz fria. — Tudo isso que está acontecendo é um pesadelo, um terrível pesadelo. Quero desistir.

– Você não pode. — Fala Mari. — Vai deixar tudo isso acabar? Todo esse trabalho que você teve para trazer todos de volta foi em vão?

Elesis respira fundo e solta um longo suspiro. Olhou de um lado para o outro, procurando qual resposta dar.

– Se quiserem derrotar o Grandiel, podem ir sem mim. — Não os olhou. — Não sou mais a líder de vocês. Façam o que achar melhor.

– Está falando sério? — Pergunta Ronan.

– Sim, estou.

Mari ficou sem algo para questionar. Olhou para Sieghart e esperou que ele dissesse algo.

– Então vamos derrotar o Grandiel sozinho. — Diz Sieghart sem se importar. — Elesis também não está em condições de lutar, só seria um peso morto.

– Tem certeza que quer deixa-la aqui, sozinha? — Estranha Mari. — Elesis pode ser atacada e morrer nas condições que está.

– Podem ir. — Diz a espadachim de repente. — Ficarei bem.

Se entre olharam e não souberem mais o que dizer. Sem muita escolha, se despediram de Elesis e começaram a andar, menos Sieghart que continuou a fitar.

– Sieghart, você também já pode ir. — Diz Elesis sem o olhar. — Não quero que se preocupe comigo.

– Você é tão fraca. — Menciona de repente. — Eu passei por muitas coisas que faria você desistir no mesmo instante, mas eu não desistir, mesmo quando matei com as minhas próprias mãos a pessoa que eu amo.

Elesis ergue o olhar novamente. Ficou confusa com o que o rapaz disse.

– Eu não sou você. — Responde a ruiva. — Posso ter o mesmo sangue, mas não ajo como você. Além do mais, você não entenderia o que eu estou passando.

– Como não? — A olha seriamente. — Sei que não é nossa Elesis.

Já estava cansada de ouvir as pessoas desconfiarem dela, por isso não ficou surpresa ao ouvir isso. O olhou da mesma forma, séria.

– Como você sabe? — Pergunta a ruiva.

– Como? — Abri um falso sorriso, logo dando as costas e começando a seguir o caminho. — Boa pergunta.

Seguiu o rapaz pelo o olhar. Ficou assustada por um tempo pelo o seu sorriso misterioso, como sempre foi. Não tinha uma resposta, o que a incomodou.

– Sieghart, me responda! — Grita Elesis. Até se levantaria para ir atrás do rapaz, mas acabou ficando no chão por não conseguir se levantar. — Como que você sabe que eu não sou a verdadeira Elesis? Como você sabe disso?! E por quê não me falou antes?

O moreno parou de andar, assim a olhando sobre o ombros.

– Eu sou imortal, não sou? — Foi a única coisa que disse antes de partir.

O olhava confusa, sem entender o que ele quis dizer com isso. Até o chamaria novamente, mas percebeu que ele estava longe demais. Olhou para o lado e tentou ignorar o que se passava em sua mente. Enquanto desviava o olhar, acabou vem Lass ainda caído no chão, morto. Ficou com uma expressão triste.

Não aguentava mais ver pessoas sendo perdidas, principalmente por elas acreditarem que aquela Elesis é a que eles conhecem. Colocou a mão no peito e apertou, seu coração começava a doer. Tudo doía novamente. Queria morrer, queria chorar e muitas coisas. Aquele não era seu lugar, então por quê lutar para salvar todos?

– São meus amigos... — Sussurrou.

Se respondeu automaticamente. Teria que continuar a lutar, sendo ou não a Elesis deles. Se ela morresse, nada seria consertado no passado para o futuro. Nada.

Fez um esforço e começou a se levantar com dificuldade. Caiu algumas vezes até de manter de pé por completo. Soltou um suspiro enquanto fazia um plano em sua cabeça para derrotar Grandiel. Ela era tão minúscula comparada a ele. Morreria se o desafiasse no estado que estava.

– Não importa. — Rosna com um olhar furioso. Fechou os punhos feridos. — Vou consertar o futuro.

Antes de partir, foi até Lass e o levantou, assim o colocando encostado perto de uma casa. O albino ficou com a cabeça baixa, parecendo que estava dormindo. Todas suas feridas no corpo nem mais saía sangue, felizmente. Sua pele estava tão gelada quanto a frieza que ele exalava quando entrou na Grand Chase. O rapaz não estava mais ali, percebeu Elesis.

A ruiva o olhou com expressão. Esticou sua mão e passou em seus cabelos brancos, que no momento estavam sujos por causa das lutas. Era macio.

– Obrigada por tudo, Lass do futuro. — Disse ao recolher a mão. — Vou garantir que nada de ruim aconteça com você no passado.

Demorou um pouco para tirar os olhos dele e se levantar. Olhou para cima e viu o céu estrelado, porém com algumas criaturas voando por ele. Fechou o punho com mais força.

Sabendo onde ir, saiu correndo. Não queria ficar mais tempo ali, perto do corpo morto de Lass. Suas pernas doíam a cada passo, mas continuou a correr de qualquer jeito. Pelo menos não demorou muito até chegar no seu destino. Continuou os passos rápidos até a porta de uma casa, assim a arrombando com o seu próprio corpo. Após entrar, viu a sala escura de seu lar. Ficou com um olhar triste, principalmente quando viu o sofá vazio, sem ver Lass ou Sieghart dormindo nele.

Virou o rosto para frente rapidamente. Tinha que se manter focada. Subiu as escadas e foi em direção ao seu quarto. Entrou no cômodo e o viu vazio e escuro como a sala, o que a deixava incomodada. Ignorou outra vez e foi até o seu guarda-roupa, o abrindo ambas as portas.

Sorriu.

– Sabia que estaria aqui. — Fala, pelo menos, um pouco satisfeita.

Tirou do cabide o grande sobretudo branco e vermelho. O vestiu, cabendo perfeitamente em seu corpo. Por um rápido olhar, viu como estava ao se ver no espelho do quarto. Machucada, ferida, mas com o uniforme de líder dos Cavaleiros Vermelhos. É, estava completa para a guerra.

Sorriu para si. Esticou suas duas mãos, invocando duas espadas. A Elesis daquele tempo invocava quantas espadas que quisesse, então não seria um problema para achar arma para deter Grandiel.

Abriu a janela do quarto e pulou dela. Caiu no chão, fazendo uma careta pelo o impacto. Seu corpo precisava de alguns curativos, ou algo do tipo. Acabou soltando um suspiro, tirando a dor que restava em seu corpo.

– Vamos lá! — Falou com um olhar determinado.

Antes de partir, uma energia avermelhada começa a cercar o corpo da ruiva. Achou estranho, pois nunca tinha visto aquele tipo de magia nela. Suas feridas se fecharam, mas deixando seu corpo manchado pelo o sangue. Sua energia voltava rapidamente, dando mais força para a espadachim.

Olhou para uma das mãos, logo a fechando e sentindo algo de diferente em seu corpo. Seus olhos brilharam ao ver aquela força que estava dentro de seu corpo. Aquilo dentro de si era algo fora do comum, nunca vista antes.

Era a mana mais forte que tinha sentido.

– Energia de uma Deusa... — Sussurrou surpresa.

***

Continuou a disparar e desviar das balas que voavam em sua direção. Nunca pensou que seu irmão ficaria tão rápido, até mais que ela. Sentia que aquela luta não teria um fim nunca se continuassem daquele jeito.

– Já chega! — Diz Edel, irritada.

Desviou de mais um tiro vindo de Adel e partiu na direção do rapaz, guardando seu revólver e pegando seu florete. Era rápida e ágil, porém não sendo o suficiente para acertar Adel, que pegou seu florete e começou a se defender dos ataques. Era como lutar com o seu espelho, todos os movimentos que fazia era repetido.

Antes que recuasse, conseguiu dar um corte no braço de Adel, mas tomando um corte na perna junto. Arfava ofegante, enquanto isso, pensava em algo para deter o rapaz.

– Edel, você não chegará a lugar algum desse jeito. — Dizia seu irmão. O mesmo nem parecia ofegante pela a luta. — Lute sério.

– E quem disse que eu não estou? — Fala ela séria. — Você está mais forte do que eu lembrava.

– Você também. De qualquer jeito, você tem algo que eu não tenho, e que pode ser usado para me vencer.

Olhou curiosa. Não sabia do que ele falava.

– O quê?

– Uma vida para seguir. Se você morrer, morrerei em breve também. Mas você não, você me matará e continuará sua vida. — Ergue a mão e aponta para ela. — Então pare de lutar comigo como se fosse uma brincadeira e leve a sério. Não estamos mais em um treinamento, e sim numa luta de verdade.

Com um pouco de receio, concorda a Major. Tinha que acabar com aquela luta de uma vez. Portanto, fechou um dos seus olhos, deixando aberto o único de coloração diferente. Fez um pequeno esforço e conseguiu enxergar os pontos fracos de Adel. Aquele olho era uma benção muitas das vezes.

Mirou seu revólver na direção de Adel e disparou, saindo uma grande rajada de vento na direção do rapaz. Ele desviou, o que Edel queria, assim partindo em sua direção, começando os rápidos cortes com seu florete. É, conseguia acerta-lo com mais frequência desse jeito. Porém, teve que se afastar quando sentiu Adel ataca-la com mais velocidade.

Enquanto recuava, Edel levantou sua mão e disparou uma rajada de gelo na direção de Adel. O acertou no pé, o prendendo no chão. Foi tempo suficiente de avançar novamente e acertar um corte em seu peito, em seguida recuando quando ele conseguiu se soltar do gelo.

– Só isso? — Menciona Adel olhando para a o ferimento. Colocou a mão, assim se regenerando. — Conseguiu nem chegar no meu músculo.

– Mas vai chegar. — Falou sorrindo.

Olhou confuso. Quando foi questiona-la, uma estranha sensação começa a se passar em seu corpo. Seus músculos se contraíam, sentia-se tonto e sem energia. Com o olhar turvo, percebeu uma energia escura na lâmina do florete de sua irmã. A magia deixava a pessoa atingida com um grave estado, sendo quase impossível de lutar assim. Mesmo com a magia de regeneração, aquela péssima sensação não saía de seu corpo.

– Bela jogada. — Diz Adel com a voz arrastada. — Mas ficar parada não vai adiantar muito.

– Eu sei. — Falava sorrindo mais uma vez.

Levantou seu revólver e começou a disparar na direção de seu irmão. As balas acertavam seu corpo em cheio, já que o rapaz não estava conseguindo se esquivar direito. Quando era atingido, a sensação de dor aumentava mais ainda. As balas estavam com a mesma magia.

Quando deu mais um disparo, Edel ergue o florete e correu em sua direção. Aproveitou que Adel não se movia e começou a desferir cortes em seu corpo, um maior que o outro. Por fim, enfiou a ponta da lâmina em seu peito, fazendo o rapaz ser jogado para longe, como se tivesse sido assoprado.

Edel manteve o florete de pé, esperando a fumaça abaixar para ver se Adel continuava ou não de pé. Ficou apreensiva durante esse tempo.

– Lembra dos nossos treinamentos? — Fala Adel quando a fumaça começa a sumir e revelar o rapaz de pé.

– Não tem como esquecer de quando você fazia aquelas estúpidas apostas. — Diz a Major séria só em lembrar de todas as vezes que perdia para seu irmão. Mas às vezes ganhava também. — Por quê?

Com a mão livre, Adel batia em sua roupa, tirando a sujeira. Ele sorriu para ela.

– Que tal desempatarmos agora, aqui? — Diz seu irmão. — Na última vez que lutamos, eu acabei ganhando e empatando o placar de vitórias. Acho que agora seria uma boa para dizer quem é o melhor de nós.

Edel pareceu se interessar pelo o que ele disse, assim abrindo um pequeno sorriso desafiador.

– Um golpe. — Fala a albina, mostrando a quantidade com o dedo. — O último que ficar de pé, ganha.

– Ok. Mas, — Chama sua atenção de repente. Guardou seu revólver e ergue seu florete. — Somente isso.

– Como desejar. — Diz ao guarda a arma.

Seguraram firme seus floretes e se olharam daquela distância. Antes que cada um avançasse contra o outro, precisavam carregar suas manas nas lâminas, assim matando o adversário em um golpe só. Esperaram no máximo 1 minuto até começarem a correr na direção um do outro.

Colocaram os floretes de lado e se preparam para atacarem. Olharam reto, nem querendo saber onde sua lâmina iria pegar ou não. Edel tentou olhar fixo, mas acabou percebendo algo ao seu lado. Viu sua versão criança correndo junto com ela, até mesmo segurando um florete. Essa era ela quando criança, quando lutava contra Adel durante os treinos.

Sentiu um aperto no coração. Fechou os olhos e atacou Adel ao se aproximar. O mesmo fez ele, a atacou.

Só pararam de correr quando ficaram na mesma distância antes de avançarem. Permaneceram de costas, assim não olharia para o rosto do perdedor, como era tradição de sua família. Sempre quando uma luta se finalizava assim, nenhum dos dois podiam se olhar até um cair no chão. Desse jeito eles esperavam.

De repente, um corte se abriu no peito, um fundo corte. O sangue saiu de seu peito, como o de sua boca. Tentou se manter de pé, porém acabou se ajoelhando no chão. Sentia-se ficar fraco cada vez mais.

Adel tinha perdido.

Edel não sabia se sorria ou ficava triste ao ouvir seu irmão cair. Engoliu seco. Tinha ganhado, era vencedora. Mas do que adiantava isso se seu irmão estava morrendo, e ela podia nem olha-lo nos últimos momentos. Respirou fundo e deu um passo à frente.

Ouviu barulho de algo deslocando, alguma coisa molhada. Caiu no chão, porém usando os braços para diminuir a queda. Ficou confusa, sem entender o que tinha acontecido. Tentou se levantar novamente, porém não conseguindo. Algo estava errado.

Viro o rosto assustada, arregalando os olhos ao ver do que se tratava. Estava com a perna direita decepada, cortada fora. Foi atingida acima do joelho, deixando apenas a coxa sobrando. Estranho, não sentia dor, nenhuma. Talvez o choque de ter visto aquilo a impedia de sentir qualquer coisa, até mesmo todo aquele sangue saindo do ferimento. Começava a se desesperar.

– Foi mal, mas acho que não podia ir embora sem deixa-la com algum machucado. — Menciona Adel, ainda de costas e ajoelhado.

– Entendo. — Diz a Major olhando reto.

Por estar de costas, não viu o corpo de seu irmão começar a se desmanchar em pequenos cristais de luz. Na verdade, aguentaria nem olhar para o rapaz do jeito que estava.

– Você ganhou, parabéns! — Fala Adel. — Papai estava certo em te escolher para ser a líder.

Edel mordeu seu lábio inferior. Um sentimento forte batia em seu peito.

– Não, ele não estava. — Nega ela. — Você nunca deveria ter ficado doente, e eu nunca deveria ter tomado seu lugar. Sinto muito.

– Como sempre, muito dramática. — Debocha o mesmo. — Não me importo de tudo isso ter acontecido, só me importo com a minha família estando bem.

A Major encosta com a testa no chão.

– Você é um tolo. — Diz a mesma. — Sempre tão bondoso.

Adel dar uma pequena risada.

– Enfim, continue sua vida do jeito que você quer. Essa é minha hora de ir, Edel. — Sorriu. — Até.

A garota apertou mais ainda os lábios. A sensação de seu irmão estar ali por perto tinha sumido, deixando o lugar onde estava mais escura que estava. Se sentia sozinha, indefesa e quebrada. Seus olhos começam a se molhar pelas as lágrimas, mas não as deixando cair. Suas perna decepada começava a esquentar, assim uma dor surgindo nela.

Agora chorava tanto pela a dor quando pela a perda recente. Levantou o rosto sujo e olhou para trás, procurando Adel. Ele não estava mais ali.

– Adeus. — Disse Edel em meio ao um soluço.

Com dificuldade, virou o rosto para frente, mas sua atenção acaba sendo chamada por um barulho vindo de trás dela. Olhou para trás novamente, arregalando os olhos outras vezes.

– Droga. — Murmura ao virar o rosto para frente.

Um pequeno dragão tinha pousado ali perto, no mesmo lugar onde Adel estava antes. É óbvio que a criatura viu a Major, portanto, ficou atento a garota e começou a se mexer lentamente em sua direção. Edel ficou desesperada, pelo o simples fato de ela não conseguir se levantar por esta faltando uma perna sua.

Ao olhar para frente, viu seu revólver jogado alguns metros de distância. Parece que ela deixou cair quando caiu no chão. Sem perder tempo, começou a se rastejar até a arma, deixando um rastro vermelho de sangue por onde passava. Ouvia os passos do dragão aumentarem, o que a fazia suar frio. Seu coração batia acelerado, deixando a pobre Major mais desesperada que o normal, além da respiração ofegante.

– Vem cá! — Grita quando estica a mão até o revolver.

Quando conseguiu pegar, um pé se coloca sobre a arma. Ficou irritada e tentou puxar o revólver, mas parece que a pessoa nem ligava para a fúria da garota. Olhou para cima, encarando a pessoa, porém ficando surpresa ao ver quem era.

Lupus mirava sua pistola, mas não para Edel, e sim na direção do dragão. O olhar do caçador era calculista, planejando bem para onde a bala iria parar. A criatura percebeu isso e avançou contra sua direção.

– 113. — Sussurra Lupus. Essa era a quantidade de dragões que tinha matado só naquela noite, mais o que mataria agora.

Puxou o gatilho. A simples bala acertou perfeitamente na testa do dragão, atravessando seu casco e o matando na hora. Por sorte, a criatura caiu no chão antes de chegar perto de Edel.

A Major só olhou para trás quando ouviu o tombo do monstro. Ficou aliviada ao vê-lo morto.

– Você tá bem? — Ouviu Lupus perguntar.

Voltou o olhar para o caçador. Como qualquer companheiro de equipe, ele parecia preocupado. Tinha visto o estado da perna da Major.

– Preciso de algo para parar o sangramento. — Fala Edel. — E também preciso da Arme, para me curar.

– Arme não está por perto. — Olha em volta. — Vou te levar até ela.

– Não precisa, apenas vá chamar a Arme.

Foi ignorada totalmente enquanto rasgava a manga do casaco. Se abaixou perto da Major e amarrou aquele pano em sua perna decepada. É claro, Edel fez uma careta de dor quando o tecido encostou na sua perna. Felizmente, o caçador não demorou muito para amarrar.

– Pronto, agora vem. — Diz Lupus, esticando suas mãos para Edel.

Com um pouco de dificuldade, pegou a mão do caçador e foi ajudada por ele a se levantar. Ficou de pé, mas ainda apoiando no Haro para não cair. Se sentia tão estranha com uma parte de seu corpo faltando.

Lupus se virou se costas para ela e pediu que a mesma se segurasse em seu pescoço. Ela discutiu que aquilo não seria uma boa ideia, mas no final acabou subindo em suas costas. O caçador a segurou pela a perna, para que não caísse, porém a outra ficou solta.

– Ainda tem uma chance de recuperar sua perna, então relaxa. — Diz Lupus sentindo a tensão da Major.

– Como você pode ter tanta certeza?

– O meu braço esquerdo não tem essa tatuagem à toa.

Olhou para o braço de mentira do caçador. Tinha esquecido que ele tinha perdido o braço há um tempo atrás, mas depois foi substituído por um de mentira. Realmente, ainda podia ter sua perna de volta.

– Onde está o resto do pessoa? — Pergunta Edel enquanto encostava sua cabeça na nuca do Haro. Pela a perda de sangue, acabou ficando sem forças e até mesmo pálida.

– Eu não sei, só sei que Rey e Dio foram atrás do Grandiel. Espero que eles acabem com a raça daquele desgraçado.

– Sim... — Foi a última que disse antes de desmaiar por exaustão.

***

– Esse cara só pode tá de brincadeira. — Diz Dio com a respiração ofegante.

Tanto ele quanto Rey, que estava ao seu lado, ambos estavam com feridas em seus corpos, além de muito cansados. Tinha feito um tempo desde que chegaram perto do castelo e se encontraram com Grandiel. Sem questionarem, os dois partiram para cima do loiro, que também entrou na luta. Mas eles não acharam que a luta seria tão árdua assim.

– A bíblia... — Menciona Rey no mesmo estado. — Ele não largou ela desde que o encontramos. Provavelmente aquele é o centro de seu poder.

– Que surpresa ver você pensando.

– Não enche! — Grita irritada. Soltou um suspiro e voltou ao normal. — Precisamos separar ele da bíblia.

Dio passa a mão sob o nariz, tirando o sangue que escorria ali. Parecia ser um bom plano, pensou, mas muito complicado. Sem muita escolha, acabou concordando.

Pegou sua foice e avançou contra Grandiel, que permaneceu no seu lugar. Tentou acertar o loiro com sua foice, mas a lâmina simplesmente passa por seu corpo, sem dar dano algum nele.

– O que? — Fala surpreso.

Teve nem tempo de pensar quando recebeu uma joelhada na barriga. Cuspiu a saliva, em seguida voando contra uma casa. Grandiel nem parecia fazer tanto esforço assim.

– Seja útil, Dio! — Diz Rey decepcionada. Virou o rosto para frente e juntou sua mana escura em suas mãos. — Bem, minha vez.

Voou na direção de Grandiel e preparou seu punho. O loiro foi mais rápido e tentou acerta-la, porém ela sumindo antes de ser pega. Grandiel ficou um pouco surpreso. Quando foi olhar para trás, percebeu um grande lazer roxo vindo em sua direção. Escaparia, mas preferiu ficar e receber o grande ataque.

– Isso que é um golpe de verdade. — Fala Rey jogando os cabelos para o lado. — Aprende, Dio.

O asmodiano saiu dos entulhos que estava e olhou nervoso para a garota, porém ficando surpreso ao ver Grandiel atrás da asmodiana, que nem tinha percebido.

– Rey, atrás! — Gritou Dio.

A Imperatriz olhou confusa e se virou para trás, mas sendo surpreendida por Grandiel a atacando. Recebeu um raio azul, a jogando para trás, como aconteceu como Dio. Iria se chocar contra uma parede, porém é pega por algo. Uma grande mão roxa a segurava.

– Seja útil, Rey. — Repete Dio quando recolheu sua enorme mão demoníaca, que logo a soltou e voltou ao seu tamanho normal. — Ficar se gabando não adianta nada.

– Não me dê ordens. — Murmura ela.

Rey ergue sua mão e faz um estalo. Uma rápida fumaça sobe ao seu lado, revelando James em sua forma musculosa. A asmodiana aponta para Grandiel.

– Use toda a sua força, James. — Ordena.

– Sim, senhorita.

Deu um enorme salto, fazendo os cabelos de Rey balançarem pelo o vento que passa por eles. James fechou seus punhos e juntou mana, assim caindo na direção de Grandiel e se preparando para acerta-lo.

O loiro olhou para cima e desviou do ataque, em seguida recuando os ataques que o asmodiano executava, de uma forma violenta e rápida.

– Chame o Sebastian. — Pede Rey. — Precisamos tirar aquele livro do Grandiel, lembra?

– E você quer usar meu escrevo para isso? — Reclama Dio.

A Imperatriz o olha e dar de ombros.

– Não vou jogar um dos meus para a morte. — Fala Rey.

O Asmodeus a olha nervoso, em seguida levantando sua mão e estalando o dedo. Como Rey, uma fumaça surge ao lado de Dio, assim surgindo o garoto de cabelos azuis, e com uma expressão chorosa.

– M-Me chamou, Mestre Dio? — Fala Sebastian, como sempre, intimidado por seu olhar.

Dio o segurou pela a cabeça, fazendo o pequeno ficar com mais medo ainda, e aproximou seu rosto.

– Quero que você segure uma coisa e não largue de jeito algum, entendeu? — Fala o asmodiano com sua voz sério.

– S-Sim, Mestre Dio!

James conseguiu acertar mais um soco no rosto de Grandiel, o jogando contra o chão. Pegou o loiro pelo o rosto e começou a afunda-lo no chão, com mais força a cada momento. O largou quando viu Grandiel não se mexer mais. Aproximou do rosto do rapaz, vendo se ele ainda respirava, mas é surpreendido quando a mão do loiro o pega pelo o pescoço. Grandiel abriu os olhos e fez uma rápida energia passar por sua mão, fazendo James voar para o alto.

– James! — Grita Rey.

O rapaz cai no chão, assim ficando. A asmodiana voou em sua direção, se aproximando de James.

– Tudo bem? — Pergunta a Imperatriz.

– Me desculpa, senhorita Rey, mas eu não consigo mais. — Parece que aquele pequeno golpe foi o suficiente para derrotar James. — Me perdoe.

– Você fez o que podia, James. — Abre um pequeno sorriso. — Descanse agora.

Estalou os dedos novamente. James sumiu como apareceu, em uma rápida fumaça. Rey voltou a erguer o rosto, porém sério dessa vez. Ninguém derrotava James, quase ninguém, então ele ser derrotado por um golpe era o suficiente para Rey ficar em alerta.

– Dio, vou pedir isso apenas uma vez, então ouça com atenção. — Falava a asmodiana. — Vamos juntar nossos estilos de luta para derrota-la.

– Você pedindo minha ajuda é algo surpreendente. — Diz ao ficar ao lado da garota. — Mas como eu sou um bom cara, irei aceitar.

Rey revira os olhos.

Sem dizerem nada, os dois avançam contra Grandiel. Rey disparou suas esferas de energia, ocupando o loiro enquanto ele se defendia. Quando o mesmo abaixou os braços, Dio estava na sua frente, erguendo sua garra avermelhada. Quando pensou que iria acerta-lo, Grandiel se abaixa, fazendo o asmodiano passar reto.

Quando ia se levantar novamente, um grande portal se abre sobre sua cabeça. Algo descia, percebeu, portanto se jogou para o lado, desviando da grande pata canina que iria esmaga-lo. Quando se levantou, Dio tenta acerta-lo com sua foice, porém pegando de raspão só em seu ombro. Recuou e disparou um raio azul em sua direção, o que foi o suficiente para atrasar o asmodiano.

Achou que estava seguro, assim nem percebendo um selo mágico sob seus pés. Uma rápida criatura, parecendo uma planta carnívora, o pega por completo, deixando apenas seus braços erguidos com a bíblia.

– Pega! — Gritou Rey quando segurou Sebastian pela a camisa e o arremessou na direção do livro.

O pequeno asmodiano abriu ambas as mãos e agarrou o livro com força, desse jeito o tirando das mãos de Grandiel e rolando pelo o chão. Se levantou e viu que estava com a bíblia.

– Sebastian, segure isso como se fosse sua vida. — Ordena Dio com um olhar assustador.

– C-Certo! — Falou assustado.

A planta onde estava Grandiel se explode em milhares de pedaços. O loiro olhos para eles, não parecendo tão irritado por ter perdido sua bíblia.

– Toma essa! — Gritaram os dois juntos.

Tanto Dio quanto Rey, dispararam esferas, sendo a do asmodiano vermelha, de energias em Grandiel. O rapaz tentou usar seus poderes para se defender, mas acabou sendo inútil. As esferas se chocam contra ele, gerando uma explosão. Aquilo era o suficiente para acabar com ele de uma vez.

– Acho que é isso. — Menciona Dio ao ver a fumaça se dissipar e não ver mais nada de Grandiel. — A bíblia era mesmo a fraqueza dele.

Quando foi chamar Rey, recebeu uma rajada de raios em suas costas. Aquilo doeu, muito. O impacto foi tão grande que o asmodiano rolou no chão, assim ficando nele. Rey viu aquilo e foi se aproximar do rapaz, mas também é atingida por um raio, a jogando contra o chão. Estranho, aquele simples golpe foi o suficiente para deixa-la cansada e cheia de feridas.

– O que foi isso? — Fala Rey.

A asmodiana levanta o rosto, com bastante dificuldade. Arregalou os olhos ao ver o que estava alguns metros de distância.

– E eu ainda achei que vocês tinham uma chance de me derrotar.

Grandiel flutuava enquanto olhava para eles. Mas isso não foi o que deixaram os dois surpresos, e sim o fato de Sebastian está em suas mãos, com uma expressão de medo e choro ao mesmo tempo.

– Tínhamos te derrotado. — Diz Dio com a voz arrastada. — Como que você fugiu?

– Ah, vocês pensaram que aquilo fosse eu? — Olha surpreso e solta uma risada. — Não, aquilo era apenas um clone meu.

Os asmodianos não acreditaram. Tinha suado bastante para derrotar somente o clone de Grandiel, chegava a parecer ridículo. Se bem que agora eles tinham percebido uma diferença no loiro com o clone. O verdadeiro Grandiel possui uma mecha avermelhada, enquanto o outro era somente loiro. Era um detalhe que eles não tinham percebido.

– Seu... — Rosna Dio ao tentar se levantar, porém ficando no chão de tanto cansaço.

– Não se preocupem, não irei fazer nada com vocês... — Sorriu. — Ainda.

Passou a mão sobre a cabeça do pobre Sebastian, que se encolheu na mesma hora. Estava morrendo de medo, mas continuou a segurar a bíblia com força. Ordens de seu mestre.

– E digamos que estejam certos em achar que a bíblia seria meu ponto fraco, mas... — Seu sorriso se alarga. — Essa bíblia que vocês pegaram é falsa, apenas uma cópia qualquer.

O livro que Sebastian segurava começa a sumir de suas mãos, deixando o pequeno asmodiano surpreso. Suas mãos rapidamente ficaram vazias.

– Então podem ficar. — Falou Grandiel antes de arremessar Sebastian como uma bola.

O asmodiano iria se chocar no chão em cheio, porém Dio consegue se levantar a tempo e pegar o garoto com ambos os braços, em seguida caindo no chão novamente.

– Se machucou? — Pergunta o Asmodeus.

– Não, Mestre Dio.

Suspirou aliviado.

– Que bonitinho. — Elogia Grandiel. — Gostaria de tirar uma foto disso, só que eu não tenho muito tempo restando. — Olha para o relógio em seu pulso. — Então vamos acabar com isso de uma vez.

O loiro estica sua mão na direção dos dois. Uma energia começa a se acumular, ficando maior cada vez mais.

Rey conseguiu ficar de pé e voltar a flutuar, porém não tinha forças suficiente para continuar daquele jeito. Pela primeira vez, encostava seus pés no chão, logo caindo de joelhos. Não conseguiria fugir daquele ataque.

Iriam morrer, perceberam.

– Adeus. — Fala Grandiel.

Antes de disparar seu ataque, algo voa em alta velocidade em sua direção, o pegando em cheio e fazendo se afastar de Dio e Rey. Só parou quando seu corpo se chocou contra uma casa, que acabou sendo destruída pelo o mesmo.

– Não vai matar os meus amigos, desgraçado. — Falou a pessoa responsável pelo o ataque.

Dio e Rey ficaram aliviados os cabelos ruivos da pessoa. Elesis veio andando em lentos passos, até parar e olhar para os dois. Sua expressão era séria, nunca vista antes em seu rosto, sendo mais assustadora que Dio. A mesma carregava duas espadas em mãos, que estava suja de tanto matar os dragões até ali.

– Vocês estão bem? — Pergunta a espadachim.

– Sim, estamos. — Fala Rey. — Mas e você, está bem? Parece tão... Abalada.

Elesis não respondeu imediatamente. Virou o rosto para frente.

– Estou bem, não se preocupe. Agora, quero que vocês se recuperem rapidamente e vá reunir todos da Grand Chase. Irei precisar de todos vocês.

Dio olhava desconfiado e preocupado para a ruiva.

– Elesis. — Chamou ele.

A espadachim o olhou.

– Aconteceu algo?

Outra vez, virou o rosto para frente, porém o abaixando dessa vez. Abriu um pequeno sorriso.

– Aconteceu nada. — Levanta sua espada, apontando para uma direção aleatória. — Agora vão atrás do pessoal, por favor!

Queriam perguntar o que aconteceu com ela, mas viram que a ruiva estava bem diferente, principalmente em seu tom de voz frio. Sem muita escolha, concordaram.

– Irei derrotar Grandiel. — Avisa Elesis já andando para onde o loiro foi parar. — Vocês façam o que eu mandei.

– Certo. — Falam ambos.

– Boa sorte. — Disse antes de partir.

Elesis começou a pular sobre os telhados, diminuindo o tempo até Grandiel. Viu a casa destruída em que o rapaz foi parar, assim apressando o passo. Quando chegou lá, o loiro não estava onde devia estar. Chegou perto dos entulhos e começou a olhar em volta.

– Parece que você despertou o poder da Deusa Ernasis.

Olhou para trás rapidamente, vendo Grandiel para do outro lado da rua.

– Pelo menos terei algo para poder chutar sua bunda, Grandiel. — Diz Elesis séria. — Você vai querer nunca ter nascido depois de tudo que você me fez.

O loiro deu uma pequena risada. Colocou sua mão dentro de seu grande casaco, logo tirando um livro dentro dele. A verdadeira Bíblia da Revelação. Grandiel passou os dedos nas páginas, as passando lentamente.

– Então acho que você me forçará a usar isso. — Menciona o rapaz.

Se fosse a Elesis de algumas horas atrás, ficaria com medo, sem fazer nada. Porém, não era mais a mesma Elesis, agora era outra pessoa, séria e fria.

Apontou a ponta de sua lâmina para ele. Grandiel ficou um pouco surpreso a quantidade de espadas que rodeava a ruiva, todas miradas para ele. Parece que ela tinha aprendido algumas coisas.

– Como eu disse, — Fala Elesis o olhando de forma assustadora. — Chegou sua hora.

***

– Zero.

O Andarilho recuou de um ataque vindo de Duel e olhou para sua espada. O olho de Grandark começou a abrir, de forma preguiçosa.

– Você tá bem? — Perguntou Zero.

– Me sinto tonto. — Voltava a falar com sua voz robótica. — O que aconteceu?

– Estamos enfrentando Duel.

O olho de Grandark se vira para o asmodiano. Não pareceu ficar muito surpreso.

– Ele está com a Eclipse. — Menciona a espada.

– E logo vamos pegá-la de volta.

Grandark não entendeu o que eles quis dizer, mas preferiu não questionar. Viu Zero coloca a mão no casaco, logo tirando uma garrafa de cerveja dela. Os olhos da espada se arregalaram.

– O-O que você tá fazendo Zero?! — Pergunta desesperado. — Isso não é hora para isso.

– É a hora perfeita. — Faz um sinal positivo.

Grandark se sacudiu de sua mão e se soltou, assim virando sua forma humana novamente. Olhou indignado.

– Me dei cobertura. — Pede Zero ao abrir a garrafa.

– O que?! — Grita indignado.

Sentiu Duel se mover na direção deles. Grandark olhou para trás e viu o asmodiano voando, já preparando um ataque. Desesperado, a espada deu um chute no chão, fazendo grandes espinhos se erguerem, sendo usada como uma parede.

– Isso é o bastante? — Se pergunta.

De repente, ver Duel voando sobre a parede de espinhos e indo em sua direção. Grandark olhou desesperado, em seguida correndo para longe. Mas antes que se afastasse, é pego pela a nuca e puxado, assim esquivando do ataque de Duel.

– Qual parte da cobertura você não entendeu? — Questiona Zero.

Olhou para o rapaz e viu a diferença no mesmo. Cabelos e olhos de cores diferentes, além da atitude repugnante do rapaz.

Zero sorri.

– Tá, vamos acabar logo com isso. — Diz o Andarilho.

Entendendo o que aquilo queria dizer, se transformou em espada novamente. Zero o colocou de lado e avançou contra Duel, já o atacando com tudo que tinha, fazendo o asmodiano recuar desse jeito.

– Fico orgulhoso em saber que você ficou mais forte, Zero. — Elogia Duel. — Espero que seja o suficiente para me derrotar.

– E será.

Empurrou Duel com sua espada, dando espaço para ataca-lo. O Andarilho simplesmente sumia de sua visão, chegando a uma velocidade inacreditável. O asmodiano tentava se defender, mas acabava recebendo os profundos cortes vindo de Zero, sem poder nem se defender antes.

Por estar tentando acompanhar Zero pelo o olhar, acabou nem percebendo aquela esfera rosada cheia de espinhos vim em sua direção, o pegando em cheio. Foi arremessado para trás, mas se levantando na mesma hora para se defender de mais um ataque vindo de Zero.

Em meio ao ataques, o Andarilho faz um corte no ar, deixando uma linha rosada onde passou a lâmina. Duel achou que ele tinha errado, mas se enganou quando a fina linha engrossou e começou a puxa-lo, chegando a rasgar sua capa. Com muito esforço, Duel consegue afastar.

– Por que está correndo, Duel? — Debocha Zero. — Com medinho?

– Quem me dera que fosse isso.

Em um rápido movimento, Zero forma uma pequena esfera escura, que logo foi arremessada contra o asmodiano. Sendo mais rápido, Duel cortar essa esfera, porém sendo uma péssima decisão.

Parecendo uma teia de aranha, a esfera se abre e cobre o corpo de Duel, o prendendo no chão. Tentava se soltar, mas ficava preso cada vez mais. Aquilo foi o suficiente para Zero fazer outro ataque.

O Andarilho ergueu Grandark, o suficiente para mostrar o olho da espada. Duel ficou paralisado ao ver o olhar verde da arma, como se fosse uma hipnose. Zero abaixou a espada e levantou sua mão, se concentrando em mais uma ataque.

– Foi mal, Duel, não é nada pessoal, mas... — Dizia Zero. Um círculo mágico se abre ao redor do asmodiano. — Eu prometi para uma pessoa que não morreria.

O rapaz fecha a mão, desse jeito espinhos saem do círculo e perfura o corpo de Duel por completo. Parecia estar preso em um caixão de espinhos. Apenas ouviu o grito de dor do asmodiano após o ataque.

Abaixou a mão, fazendo os espinhos sumirem e revelar um Duel ferido. Pegou Grandark e arremessou na direção do rapaz. Antes de atingir o asmodiano, Grandark se transformou em humano, assim se segurando no ombro do rapaz, ficando cara a cara com ele.

– É, não é nada pessoa. — Diz Grandark junto.

A espada fechou algum dos seus dedos, fazendo sua mão ficar em forma de arma. Encostou as pontas dos dedos em seu peito, sobre onde fiava o coração.

– Bye.

Um fino lazer verde sai do dedo da espada, atravessando o coração do asmodiano. Esse pequeno ataque o foi o suficiente para derruba-lo, assim Grandark podendo pegar a Eclipse e se afastar.

Era de se esperar, o corpo de Duel começava a se despedaçar pelos os pedaço de luz. Zero se aproximou do asmodiano, o vendo caído no chão o olhando.

– Pela primeira vez, consigo derrota-lo. — Menciona Zero sem expressão.

– Derrotar de uma vez. — Corrigiu Duel. — Pelo menos irei morrer por suas mãos, e não por de um desconhecido.

Zero abre um pequeno sorriso, fazendo o mesmo o asmodiano, sorrindo. Podiam ter sido inimigos por toda essa vida, mas no final acabam sendo bons companheiros.

– Cuide bem da Eclipse. — Pede Duel. — Ela fica melhor estando do seu lado.

– Irei.

Sorriu aliviado dessa vez. Não disse mais nada, apenas deixou seu corpo sumir. Zero o olhava, logo voltando a atenção para os pequenos pedaços de luz que o rodeava. Se sentia um pouco estranho com a ida de Duel.

Grandark continuava a segurar Eclipse, mas olhando para as luzes de Duel. Sua atenção é logo chamada quando a espada que segurava muda de forma, assim a garota ficando em forma humana. A primeira coisa que ela fez quando voltou, foi se debater nos braços de Grandark, tentando se soltar do mesmo.

– Me solta, me solta! — Gritava Eclipse em meio aos tapas. — Não quero ir com você!

– Eclipse, para de me bater! — Pede Grandark irritado. — Sou eu, caramba!

Aos poucos foi parando de se debater, assim percebendo que não estava mais na posse de Duel. Olhou para o lado e viu Zero, logo olhando para frente e vendo Grandark a segurando no colo. O esverdeado sorri para ela, um sorriso encantador como de um príncipe.

– Está sã e salva agora. — Diz Grandark. — Não precisa agradecer.

Se sentiria envergonhada pelas as palavras e pelo cavalheirismo da espada, porém Eclipse não era desse tipo. Olhou irritada e acertou um soco em Grandark, se soltando do mesmo. Caiu de joelhos no chão, de frente para Zero que esticava a mão para ela.

– Bem vinda de volta. — Fala o Andarilho.

A albina olhou admirada para Zero. Estava feliz em voltar e vê-lo novamente. Abriu um sorriso aliviado e pegou na mão do rapaz.

– Sim, eu estou de volta.

***

Não se importava para quanto clones de Grandiel teria que matar, mataria todos que estivessem em seu caminho. Estava mais rápida do que se lembrava, assim matando todos em rápidos cortes ou com suas espadas voadoras. Tudo que mais queria era acertar o original, que estava com a Bíblia da Revelação em mãos, o que gerava milhares de clones para Elesis lutar.

– Seja homem e me enfrente, Grandiel. — Grita a ruiva irritada. — Seus clones é só uma perda de tempo.

– Acha mesmo? — Diz Grandiel. — Eu acho tão divertido ver você sofrendo desse jeito.

– Ughr!

Elesis faz um corte na horizontal, criando uma onda vermelha de fogo. Queimou todos os clones de Grandiel, menos o próprio por ter um escudo invisível em volta dele.

Enfim, os dois sozinhos.

– Quero ter uma luta só com você, ninguém mais. — Diz a ruiva séria.

– Me desculpe, querida, mas tá chegando a hora de eu abrir o portão em Ernas. — Olha para o relógio. Marcava 23:25. — Sinto muito, terei que finalizar com você de uma vez.

Elesis olha mais irritada ainda, porém ficando com um olhar confuso quando ele fala do tal portão.

– Que portão? — Pergunta.

– Ah, você não sabia? — Fingi olhar surpreso. — Bem, eu vou unir Ernas à Elyos e Hades, criando somente uma dimensão! Humanos e monstros irão viver juntos. Tudo isso em um grande banhe de sangue, que nem mesmo a Grand Chase poderá impedir. — Estica os braços de lado. — Magnífico, não?

Olhou assustada pra o loiro. Aquele era um plano absurdo, que óbvio, mataria milhares de pessoas. Acharia que isso era impossível de acontecer, mas como o mesmo estava com a verdadeira Bíblia da Revelação.

Apertou firme seus sabres e correu na direção de Grandiel.

– Eu não vou deixar! — Grita furiosa.

O loiro apenas acena e dar um salto, voando para o céu desse jeito. Elesis não conseguiu chegar a tempo para poder pegá-lo, só que isso não a impediu de encara-lo.

A ruiva preparou os pés no chão. Pretendia dar um grande salto para acerta-lo, mesmo que fosse apenas um golpe. Mas sua atenção é chamada pelo o loiro.

– Não seja tola, Elesis. — Diz Grandiel. — Você nunca conseguirá me derrotar sozinha.

Ignorou o rapaz e preparou para salta, mas acaba nem percebendo o ataque vindo de Grandiel por isso. Um grande raio a atingi pela a lateral, a arremessando contra as casas, e as destruindo quando passava.

Perdeu a noção de quantas casas seu corpo atravessou, sendo uma dor insuportável para a espadachim. Sua consciência só voltou ao normal quando caiu no chão e rolou por ele, até parar de vez. Demorou um pouco para se levanta e perceber estava longe de Grandiel.

– Desgraçado. — Murmura.

Viu o loiro ficando mais alto que o próprio castelo. Ele deu uma rápida passada nas páginas em seu livro e, alguns minutos depois, um pequeno portal roxo é aberto sobre ele. Percebeu que o portal começava a ficar maior a cada minuto que se passava.

Precisava fazer um plano.

– Elesis! — Alguém grita por seu nome.

A ruiva olha para trás e se depara com sua equipe, todos muito machucados. Arme, quem tinha a chamado, é a primeira a se aproximar da mesma. Elesis percebe que ainda faltava Zero, Edel, Lupus, Lire e Jin. Estranhou pela a falta deles.

– Você queria nos reunir, né? — Pergunta Arme. — Ainda falta alguns para chegar, mas iremos ficar juntos com você.

– Valeu. — Abri um pequeno sorriso. Sempre gostou de ver a bondade em Arme. — Mas o que aconteceu com os outros?

A espadachim percebeu a expressão de tristeza vindo de algumas pessoas. Amy, Azin, Ryan e até mesmo Arme pareciam ter sofrido bastante.

– Lire e Jin... — Começa a maga. Abaixou o olhar. — Eles não estão mais entre nós.

Olhou surpresa. Sentiu aquele sentimento vim de novo para seu corpo, porém Elesis foi forte e não se deixou ser levada pela a emoção. Manteve a expressão neutra e confirmou, mesmo sendo difícil.

– Entendo. — Sussurra, logo soltando um suspiro para tirar a tensão.

Deu uma leve batida na cabeça de Arme e se aproximou do grupo. Viu Holy a olhando um pouco tímida. Elesis sorriu para ela, em seguida esticando a mão para ela.

– Bem vinda de volta. — Fala a espadachim.

A paladina a olha surpresa. Sentiu uma emoção de chorar de felicidade, mas se conteve. A segurou com as duas mãos, assim confirmando com a cabeça.

– Me desculpe, Elesis! Eu nunca devia ter feito isso. — Pede Holy.

– Tá tudo bem. — Sorri.

A verdinha confirma outra vez e solta a mão da espadachim.

– Elesis, o que está acontecendo? — Pergunta Ronan já vendo Grandiel no céu.

– Grandiel irá abrir um portal para Elyos e Hades. — Todos olharam surpresos. — Estou pensando em algo para impedi-lo, mas nada parece funcionar contra ele.

– Bem, isso parece ser problemático. — Ouvem alguém falar.

Olham para trás e veem Zero, Grandark, Eclipse, Lupus e Edel vindo. Logo eles se juntam ao grupo, assim todos percebendo o estado de Edel.

– Arme, preciso da sua ajuda aqui. — Pede Lupus ao colocar a Major no chão.

– Sim. — Diz a maga.

Precisou nem dizer nada, foi logo curando a perna de Edel. O sangramento parou, felizmente, mas teria um tempo até a Major recobrar a consciência.

– Então, qual é o seu plano? — Pergunta Dio. — Eu e a Rey podemos voar até onde ele está, mas creio que não seremos suficiente para derrota-lo.

– Também posso voar até lá. — Menciona Amy. Pela primeira vez, viam a rosada sem emoção na voz. — Acho que a Pandora seria útil para acabar com ele.

– Posso me sacrificar. — Diz Mari de repente. — A Bíblia da Revelação é uma arma que eu posso usar contra ele.

– Isso não vai resolver as coisas, Mari. — Fala Sieghart. — Temos que planejar algo que seja certo.

Elesis olhava o pessoal discutindo qual plano seguir. Se afastou um pouco deles, até algo a segura pela a ponta do casaco. Era Lupus.

– Elesis, cadê o Lass? — Pergunta o caçador. — Eu não vi ele até agora.

A espadachim não soube o que dizer. Desviou o olhar, mas depois voltando a olhar para Lupus. O segurou pelo o ombro, apertando desse jeito.

– Me desculpe. — Pede Elesis. — Eu não quis que isso acontecesse.

Pelo o olhar da ruiva, Lupus percebeu o que ela quis dizer com isso. Ele abaixou o rosto e concordou.

– Sei. — Diz o Haro. — É bem o jeito dele mesmo.

A espadachim ficou sem expressão. Soltou seu ombro e se afastou do mesmo. Precisava de um tempo para pensar.

– Use aquilo. — Alguém fala em sua mente.

Elesis ficou assustada, assim olhando em volta a procura de quem tinha falado. Ninguém, apenas o pessoal ainda debatendo sobre o plano.

– Você sabe que tem essa habilidade, sabe que pode ser usada só uma vez na vida. — Outra vez a voz. — Elesis, é isso ou a morte de seus companheiros! Decida-se!

A ruiva colocou as mãos na cabeça, querendo que aquela voz parasse. Sabia do que ela estava falando, e sabia que ela tinha razão. Aquela técnica seria ideal para derrotar Grandiel, principalmente por Elesis estar em um nível completamente diferente.

Tinha fechado os olhos com força, porém com o passar do tempo, quando ficou mais tranquila, abriu-os novamente. Se deparou com um par de pés na sua frente, pois olhava para o chão. Lentamente, Elesis foi levantando o olhar, assim vendo a pessoa que estava na sua frente.

Lass estava na sua frente, mas somente seu espírito. Olhou surpresa para o mesmo. Não conseguiu dizer nada, queria, só que não conseguia. O rapaz sorri para ela.

– Se não quiser fazer, entenderemos. — Ouve alguém falar.

Olhou sobre o ombro e viu Lire encostada em suas costas. A elfa a olhou e deu um pequeno sorriso.

Virou o rosto para frente e, dessa vez, era Jin que estava ao seu lado. O ruivo sorriu para Elesis também.

A espadachim ficou em silêncio, assim abaixando o rosto novamente. Fechou os olhos novamente, e quando o abriu, nenhum dos três estavam mais ali ao seu lado. Lentamente, tirou suas mãos dos ouvidos, assim voltando a ouvir a discussão do pessoa.

– Ok, irei! — Pensa determinada.

Elesis se vira para eles e vai na direção do grupo.

– Já chega, eu já tomei minha decisão! — Grita ao se aproximar, chamando a atenção de todos.

– Que decisão? — Pergunta Sieghart.

– Existia uma técnica que ela dar um poder supremo a pessoa que usar. — Passa a mão na nuca. — Essa técnica se chama Sacrifício, e eu sei como usa-la.

Todos nunca tinham ouvido falar dessa tal técnica, mas Sieghart sim.

– Você tá maluca? — Pergunta o moreno.

– Não tenho muita escolha. — Dar de ombros. — E prefiro não debater sobre isso agora, porque não temos muito tempo restando! — Aponta para o céu, onde Grandiel continuava.

– Essa técnica tem algo de ruim, não é? — Pergunta Lin. — Não pode dar poder supremo sem querer algo em troca.

A ruiva suspira.

– A pessoa que usar, ficará em um estado fatal. Então, como eu disse, não temos muita escolha.

Olharam tensos para a ruiva. Aquilo seria perigoso, principalmente se não desse certo.

– Você tem certeza que quer fazer isso? — Pergunta Mari. — É muito arriscado.

– Tenho. — Olha para todos. — Só preciso da ajuda de vocês para chegar até lá em cima.

Com receio, eles confirmaram. Todos sabiam que poderiam perder a Elesis caso ela errasse. Mas isso era algo que a ruiva nem ligava, nem um pouquinho.

Olhou para o céu e viu o portal que Grandiel abria estava maior que antes. Precisava chegar logo lá em cima.

– Onde estou? — Alguém pergunta.

Seguiu a voz e viu Edel acordando. Finalmente a Major tinha voltado, o que fez Arme sorri aliviada.

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– Está se sentindo bem, Edel? — Pergunta a maga.

– Não muito bem. — Olha para todos. — O que está acontecendo?

– Irei acabar com isso de uma vez por todas. — Fala Elesis, chamando sua atenção. A ruiva a olha e abri um pequeno sorriso. — Descanse até lá.

A Major continuou confusa, mas confirmou de qualquer jeito.

– Holy, você tem força o suficiente para me arremessar, né? — Pergunta Elesis olhando para o alto.

– Acho que sim. — Diz a paladina.

– Então, — Olha para ela. — Por favor.

Holy concorda e dar uma pequena corrida na direção da ruiva. Juntou suas mãos para que Elesis colocasse seu pé ali, porém ela não fez. Olhou para a espadachim e viu que ela estava com uma expressão triste.

– Obrigada por tudo, pessoal. — Diz Elesis, porém fitando o chão. — Estou fazendo isso porque eu não quero perder mais ninguém. — Olha para todos. — Ninguém mesmo. Além do mais, eu comecei tudo isso, então eu irei terminar.

– Somos uma equipe, Elesis. — Menciona Arme. — Podemos lutar juntos.

A ruiva nega com a cabeça. Levanta o rosto e sorri.

– Só me emprestem suas forças, é o bastante. — Estica a mão, fazendo um sinal positivo. — Até mais!

Como uma boa equipe, concordaram. Alguns se seguraram para não chorar, não queriam parecer fracos na frente de sua líder.

Elesis voltou a olhar para frente, assim colocando um dos pés sobre as mãos de Holy. A ruiva colocou a mão de lado, invocando uma espada. Segurou a arma com ambas as mãos, aquilo seria o sufuciente.

– Terminar do jeito que começou. — Pensou.

Olhou para a Holy e acenou com a cabeça, para ela fazer.

– Que as Deusas estejam com você. — Diz Holy.

Com o impulso mais forte que a paladina podia dar, fez Elesis sair voando para fora do chão. Segurou firme sua espada de lado, já se preparando para ataca-lo. Foram alguns segundos subindo em uma velocidade surpreendente, porém não sendo o bastante nem para chegar no meio do caminho.

De repente, seu corpo começa a cair.

– Droga! — Pensou.

Quando achou que seus pés não conseguiriam encostar em algo sólido, tinha errado. Seus pés caíram em algo, o que a deixou surpresa. Olhou para baixo e viu que estava sobre correntes, que vinham do solo lá embaixo.

– Não pense que a deixaremos sozinha! — Ouve alguém gritar. Elesis olha para baixo e ver Edel sentada no chão. Ela tinha feito aquelas correntes. — Somos uma equipe, Elesis!

Seus olhos se arregalaram ao ouvir isso. Não estava sozinha, percebeu. Tinha esquecido que tinha a Grand Chase ao seu lado, seus amigos e família. Estava tão cega pela a vingança que nem tinha percebido isso.

Não conseguiu deixar de sorrir. Olhou para cima e voltou a se focar em seu objetivo. Se agachou e deu um grande salto, voltando a subir cada vez mais.

Logo na sua frente, um pedaço de pedra sobe até a altura onde Elesis começava a cair. Arme, que estava sobre essa roxa, a esticou a mão e olhou determinada.

– Somos suas amigas! — Diz Arme.

A ruiva deu um rápido aperto e voltou a pular o mais forte que podia. Assim uma estranha sensação começava a se abrir em seu peito.

Voltava cair, porém pousa em um grande totem, onde Ryan esticava a mão para ela também.

– Somos seus amigos! — Fala o elfo.

Como Arme, segurou sua mão e deu mais um salto. Começava a chegar o mais alto que podia, e logo estaria em Grandiel.

Ia cair, até um dragão passar por baixo e fazer a ruiva pousar nele. A ruiva quase cai da criatura, se não fosse por Ronan que a segurou e a puxou para cima.

– Você sempre será nossa líder! — Gritou o rapaz.

O soltou e pulou, sendo um pouco desconfortável em ter andado sobre o dragão.

Seu sorriso de desafio começava a se abrir. Voltou a cair, mas nada veio de baixo para salvá-la, e sim de lado.

Grandark e Eclipse segurou a ruiva em cada braços.

– E sempre será nossa família! — Grita os dois antes de empurrarem a ruiva o máximo que podiam.

Continuou a subir.

Quando ia cair, alguém a segura pelo o pé. Olhou para baixo e viu Lupus. Parece que o caçador tinha dado um grande salto até ali.

– Então te pedimos...! — Grita ao arremessa-la mais forte.

Continuou a subir.

Dessa vez, pousou em um jato de água, onde Azin a esperava de mãos abertas.

– Acabe com a raça dele...! — Grita a raposa quando Elesis aceita sua ajuda e salta.

Continuou a subir.

De repente, alguém a pega pelas as costas e começou a subir mesmo assim. Olhou sobre o ombro e viu Lin, usando suas duas asas brancas.

– Mostre o poder de uma Deusa de verdade...! — Grita a sacerdotisa ao arremessa-la mais forte.

Continuou a subir.

Outra vez, foi pega pelas costas. Era Amy em sua versão estilo asmodiana. Elesis quase não a reconheceu.

– Lute como uma Diva...! — Grita ao joga-la.

Continuou a subir.

Foi pega por debaixo dos braços. Rey a erguia por suas médias asas.

– Mostre quem é que manda...! — Exclama a Imperatriz ao arremessa-la, o que foi um pouco difícil para a mesma.

Continuou a subir.

Dessa vez, nada veio de baixo ou de lado. Dio apareceu sobre ela, assim esticando sua mão demoníaca até ela. Sua mão se esticou até a ruiva, a pegando e assim a arremessando como uma bola.

– E tire aquele maldito sorriso do rosto dele! — Gritou Dio ao joga-la.

Continuou a subir.

Como Dio, Mari apareceu voando com suas WDW's. A azulada a esticou a mão, e a ruiva a pegou, assim sendo erguida por ela.

– Mude o futuro. — Fala Mari, sem gritar como os outros.

Continuou a subir. Seu sorriso aumentou.

De longe, viu Sieghart usando suas espadas invocadas como uma escada. O moreno pulou até ela e esticou a mão. Elesis segurou e olhou em seus olhos.

– Detona, Ruivinha. — Fala Sieghar com um sorriso de deboche.

O olhou surpresa, logo sorrindo e confirmando. Foi arremessada mais forte ainda.

Estava chegando perto de Grandiel. O loiro percebeu a ruiva subir, o que fez ele sorrir sadicamente.

Uma energia vermelha começa a cercar a ruiva. Liberou a técnica Sacrifício, usou todo o poder da Deusas e se cobriu com as próprias chamas. Começou a subir como um meteoro, em uma velocidade impressionante.

– Mande ver, Elesis! — Ouve a voz de Lire. Sentiu a loira a empurrar também.

– Mostre o verdadeiro caminho de um guerreiro. — Jin a empurra também.

– Mostre o que é ser líder da Grand Chase. — Lass a empurrou também.

Ao ouvir tudo aquilo, seus olhos se molham pelas as lágrimas. Fechou com força, tirando a tristeza de seu corpo. Abriu os olhos determina e junto o seu largo sorriso.

– Pode ter certeza. — Sussurra.

Soltou um grande gritou quando se aproximou de Grandiel, assim juntando toda sua energia na lâmina. As chamas avermelhadas chegaram a ganhar uma coloração mais forte, mais intensa que o normal.

Bateu com a espada no escudo invisível de Grandiel. Aquilo parecia que iria se quebrar nunca, parecendo até algum tipo de piada. Viu o loiro do outro lado sorrindo, um sorriso insano. Ele estava adorando ver a ruiva fracassa daquele jeito.

– Seu equipe de lixo nunca chegará aos meus pés. — Menciona Grandiel. — Aceite, morra e deixe o futuro seguir o mesmo caminho.

Arregalou os olhos. Tinha esquecido que não era daquele tempo. Se esqueceu completamente de achar uma maneira de voltar para o seu tempo original. Se morresse naquele momento, nada seria consertado. Exatamente nada...

Mordeu o lábio e abaixou o rosto. Apertou firme sua espada e continuou força-la contra a barreira.

– Se for para ver todos bem, fico feliz em me sacrificar. — Levantou o rosto, com finas lágrimas descendo de seus olhos. — Se eu morrer, nunca teria existido a Elesis do passado, então esse futuro nunca teria existido.

Grandiel olhou surpreso. Não achou que a ruiva estava mesmo fazendo aquilo.

Elesis sorri. Mas não um sorriso feliz, um sorriso sádico em ver a expressão de Grandiel.

– E não chame minha equipe de lixo! — Grita nervosa. Suas chamas começam a aumentar, ficando mais ferozes. Ouve o barulho de algo rachar, assim percebendo a barreira cedendo. — É Grand Chase!

Com o simples esforço, a barreira se quebra e Elesis atravessa. A ruiva ergueu novamente sua espada, agora descendo o mais rápido que pode na direção de Grandiel.

A lâmina ficou presa no meio do livro. O loiro o colocou como escudo, impedindo de ser acertado.

– Esse pode não ser meu futuro, mas eu vou fazer dele, meu! — Grita ao jogar a última força que restava e rasgando o livro em dois.

As chamas acertaram Grandiel, o arremessando para longe. Elesis sentia tudo acontecer em câmera lenta, vendo o rapaz caindo, o livro se partindo em milhares de partes e a própria espadachim perdendo os poderes que tinha ganho.

Ficou vazia. Não sentia mais nada, nem ao menos seu corpo ou algum sentimento. Lá de cima, viu a cidade por inteiro. Era um lugar lindo, principalmente pelo o portal que Grandiel tinha aberto estava se fechando.

– Às vezes, devemos sacrificar coisa se quisermos ganhar outras. — Pensava a ruiva. — Quero poder entrar na Guilda outra vez e ver todos sorrindo para mim e dizendo "Bem vinda de volta". Quero ouvir as vozes deles, reclamações, elogios e principalmente as confusões. Mas não poderei mais, deixarei tudo isso para trás para que eles sorriem sozinhos, sem mim.

Fechou os olhos lentamente, junto com sua consciência que se apagava. Sentia o corpo cair rapidamente, e que se chocasse no chão, era seu fim. Bem, não tinha mais o que se fazer.

Se deixou levar. Esperou ansiosamente por seu corpo caindo no chão, mas nada disso aconteceu. Não sentiu nada.

Demorou um certo tempo até acordar novamente. Estava deitada, no chão de alguma rua qualquer. Já tinha caído e nem percebeu. Lentamente foi se levantando, percebendo que não tinha machucado algum em seu corpo, como se nada tivesse acontecido.

– Elesis! — Ouviu alguém gritar.

Olhou adiante e viu Arme correndo em sua direção. A maga estava com o rosto choroso, desesperada e preocupada. Atrás dela, o resto da equipe do mesmo jeito.

– Eu tô bem! — Grita a ruiva sorridente. — Nada de ruim aconteceu comigo, viu? Pode parar de chorar. — Rir sem jeito.

Quando Arme ia se aproximar, Elesis abriu seus braços para abraça-la. Parece que a roxinha estava preocupada de verdade.

Arme atravessa seu corpo. A ruiva continuou com os braços abertos, porém com a expressão confusa. Achou que tinha sido algum tipo de magia dela ou algo do tipo, mas estava errada. As outras pessoas atravessavam também o corpo da ruiva.

– Gente, eu tô aqui. — Aponta para si e olha para eles.

A ignoraram. Elesis não estava ali para eles, bem, não do jeito que eles esperavam.

Todos da Grand Chase estavam reunidos, vendo algo ali no chão de tão importante. Um pouco indignada, a ruiva foi andando até ali, vendo o que eles tanto olhavam.

– O que é de tão -- Para de falar imediatamente.

Lá estava Elesis caída no chão enquanto Arme a curava. A ruiva olhava seu próprio corpo, morto pelo visto. Percebeu a expressão tensa de todos, outros já tristes.

Sua cabeça começou a dar voltas.

– Eu tô... — Não conseguia completar.

Desesperada, tentou tocar em todos, porém atravessando eles quando se aproximava. Era inútil chama-los ou toca-los.

Sentiu o desespero tomar conta de seu corpo.

– Você está morta. — Fala alguém.

Olhou para trás e viu Sieghart. Ele a enxergava, somente ele.

– Sieg, o que está acontecendo? — Pergunta a ruiva com a voz trêmula. — Por que eles não me veem?

O moreno não a respondeu, apenas a olhou. Colocou ambas as mãos no bolso e desviou o olhar.

– Me responda!

Quando foi andar até ele, não conseguiu. Olhou para baixo e ficou surpresa. Suas pernas começavam a se desmanchar em pequenos pedaços de luz. Ficou mais desesperada.

– Tudo será respondido. — Menciona Sieghart a olhando.

– Como que você sabe de tudo isso? — Fecha os punhos e o encara. — O que você é?!

O rapaz desviou novamente o olhar, mas voltando a olha-la novamente. Deu de ombros.

– Eu já disse, eu sou imortal. — Olha indignada para ele. Aquilo não respondia a nada. — Bem, é hora de você ir, e eu também.

Não deixou nem a ruiva questiona-lo, apenas se virou de costas e foi embora. Elesis o chamou milhares de vezes, mas o rapaz a ignorou totalmente.

– Por favor, não vá! — Dizia com a voz chorosa. — Eu não quero ficar sozinha!

As lágrimas começaram a cair novamente. Olhou para seu corpo e viu ele começando a sumir lentamente.

Se virou para o pessoal e viu eles tristes por seu corpo morto.

– Gente, eu não morri! — Gritava, na esperança que eles a vissem. — Estou aqui, bem aqui. Por favor, me vejam.

Esticou uma das mão na direção deles, na intenção de segurá-los. Eles continuaram de costas.

Seu pescoço começou a sumir, lentamente seu rosto junto.

– Não quero ir. — Foi a última coisa que disse antes de sumir.

Seu braço foi a última parte que ficou. Se desmanchou lentamente. Esticou os dedos, sumindo até a última ponta.

Naquele dia, 4 pessoas morreram lutando bravamente, inclusive Elesis. Grandiel logo foi encontrado morto, junto com sua Bíblia que foi aniquilada por completo.

Ernas estava seguro.

Seria esse mesmo o fim?

Notas finais
Review? *Primeiramente, quero dizer que aquela parte da Elesis sendo ajudada para subir até o Grandiel eu tirei do filme do Final Fantasy Vll. É a cena mais incrível do filme, então eu coloquei na fic. Quem viu esse filme sabe como é essa parte, a do lindo do Cloud subindo para matar o monstro lá! *Elesis morrer mesmo? Próximo capítulo, só isso que eu digo >.