Elesis Em Um Futuro Incompleto
19 Em branco.
Notas iniciais
Mantinha os olhos grudados na asmodiana a sua frente. É, não era tão difícil de acreditar que aquela era Rey, pois sua aparência já dizia tudo. Sem percebe, abriu um sorriso ao saber que era ela. Não sabia o motivo de estar sorrindo, nunca foi de conversa com Rey então não tinha do que ficar feliz.
– Sorte a sua que vocês são meus amigos. — Falava em quanto apontava para Major. — Se fosse um humano intrometido em Elyos, já estariam mortos.
– Foi sorte mesmo. — Disse aliviada. — Mas há algum problema em alguém entra em Elyos sem permissão?
– Muito. Você gostaria que alguém invadisse sua casa sem sua permissão?
– É claro que não.
– O mesmo funciona aqui.
Por estarem conversando, Zero acaba se soltando facilmente e levantado. Rey olha surpresa pro rapaz por tal agilidade.
– Não temos tempo pra ficar conversando. — Massageava o pulso onde as correntes estavam presas. — Muito menos com você.
A asmodiana se irritou com a ousadia que o andarilho tinha com ela. Bateu com o pé no chão.
– Quem você pensa que é pra falar comigo desse jeito?! — Olhou para Edel indignada. — Avisa pro seu amigo me respeitar, ouviu?
Zero deu de ombros, fazendo a rosada ficar mais irritada ainda. Como ainda estava com o efeito do álcool no sangue, continuava o Zero de personalidade oposta.
– Continua com a mesma chatice de sempre. — Reclamou Zero. — Nunca para de falar.
A cada comentário que recebia, uma espetada no coração. Fechou os punhos, fazendo uma energia negra cerca sua mão. Porém, sua Endless, que era sua arma, não estava presente na sua mão.
– Calma, Rey. — Edel, ainda com os braços presos, se joga na frente da rosada. Ficou na frente de Zero, impedindo que ele fosse atacado. — Você não o reconhece?
A magia em sua mão some, ao mesmo tempo a expressão de raiva de seu rosto. Ergue uma sobrancelha confusa.
– É claro que eu não conhece esse sujeito! — Olhou direto para ele. De repente, tampa o nariz com a mão e fazendo uma cara de nojo. — E que cheiro de álcool é esse?
Edel olhou lentamente para Zero. Procurava a resposta certa para aquela pergunta.
– Esse é o Zero. — Aponta com um rápido movimento com o queixo. — E esse cheiro vem, como posso dizer... Dele!
Continuou com a mesma cara quando ouviu a resposta. De um rápido processamento de dados, Rey olha surpresa para o Andarilho.
– Tá dizendo que esse cara — Olhou da cabeça aos pés. — é o Zero?
Confirmou com a cabeça, que foi meio difícil.
– Bom te ver novamente, Rey. — Falou Zero soltando um pequeno sorriso e depois sumindo com ele.
Ela continuava surpresa. Era difícil de acreditar que ele era o Zero, o Zero que ela conhecia no passado, o Zero que era inocente e calado... Algo tinha acontecido.
– Pode dar uma explicação, por favor.
– Bem, parece que quando o Zero bebe, o lado oculto dele desperta. Mas isso não é importante. — Aponta para trás, onde suas mãos estavam amarradas. — Poderia me soltar? Precisamos conversa com você.
Concordou. Foi para trás da albina, passou a mão sobre a corda e a cortou. Apenas Rey podia fazer as cordas se cortarem, mas por estranho que pareça, Zero tinha conseguido também.
– O que querem conversa?
– Precisamos salvar Eclipse. — Sussurrou uma voz no canto do salão.
Grandark estava sentado no chão com os braços enrolado nos joelhos. Seu olhar era de tristeza.
– Não, não precisamos. — Foi direto Zero.
A espada olhou rapidamente para o andarilho.
– O que você tá dizendo?! Ela é nossa parceira, nossa amiga! — Gritava furioso. — Vai simplesmente descarta-la como se fosse um objeto qualquer?!
– Sim. — Olhou sério. — Vou descarta-la.
Não acreditava nas palavras que saiam da boca do Andarilho. Sabia que quando ele bebia, falava algumas coisas fora do sentindo porém ele tinha noção do que falava. Se levantou do chão como um pulo e foi correndo em direção ao rapaz. Tentou acerta-lo com os punhos porém Zero o segura pelo punho facilmente.
– Você não pode tá falando sério! Você aceitou Eclipse como sua arma quando Duel morreu, não pode joga-la fora depois de tudo que passamos juntos! — Continuava a tentar acerta-lo com os socos mas seus pulsos continuavam presos.
– Exatamente, aceitei Eclipse quando Duel morreu e ela ficou sem um mestre. Mas ele voltou e a pegou de volta, então não tenho o que fazer.
Ficava com mais raiva a cada palavra que Zero soltava. Nenhuma expressão saia de seu rosto quando falava de Eclipse, como se ela fosse uma qualquer.
– Zero, Duel tinha morrido. — Estava praticamente rosnando de tanta fúria que sentia no momento. — Ele voltou e isso não é normal! O jeito que ele pegou ela, parecia até um monstro. Você vai deixar mesmo ele levar ela?!
– Não podemos fazer nada em relação a isso. Eclipse deve estar em outro lugar, totalmente longe daqui. — Desviou o olhar, com uma certa ignorância. — Não tem o que se fazer.
Se soltou das mãos de Zero. Sem piedade, socava o Andarilho, que se mantinha parado, com raiva. Mas a pancada não fazia efeito nele, parecia até simples petelecos.
– Você é idiota ou o que?! — Gritava em quanto socava. — Eclipse é nossa amiga, não podemos deixa-la desse jeito! Qual é, cadê o Zero que eu conheço que sempre ajudou os que necessitava?! Me diz, cadê ele? — Foi parando aos poucos os socos, até se manter em pé de cabeça baixa.
Continuou com o olhar desviado. Após ouvir Grandark, voltou o olhar pra ele, com uma certa ignorância.
– Ele está no passado, onde Eclipse era nossa inimiga. — Passou as mãos sobre os cabelos espetados da espada, em seguida se afastando. — Lembre-se disso.
Desabou ou vindo aquele comentário, como ele julgou, ridículo. Se ajoelhou no chão com os olhos tristes.
Espadas não tinham sentimentos, mas isso não quer dizer que elas não possam sentir. Desde que conheceu Eclipse, sempre a considerou sua inimiga mortal e até tentou mata-la, porém falhando nisso, mas tudo isso era passado. Após a morte de Duel, Eclipse permaneceu com eles, e nesse momento Grandark conseguia vê-la como uma amiga. Finalmente, tinha encontrado alguém que sabia como se sentia de verdade.
– Voltando ao assunto verdadeiro... — Olha para as duas. Rey e Edel mantinham-se sérias e assustadas, nunca tinham visto Zero com toda aquela frieza. — Viemos atrás do Dio.
Olhou surpresa para o Andarilho.
– Dio? O que querem com ele?
– Talvez ele saiba do paradeiro do Sieg. — Disse Ede voltando com sua expressão tranquila. — Precisamos achar ele, então achamos que o Dio possa saber onde ele está.
– Sinto-lhes em informa, mas Dio não está aqui. — Colocou as mãos na cintura. — Foi fazer negócios de Imperador, sabe.
Abaixaram a cabeça decepcionados, mas as levantaram quando ouviram a palavra "Imperador".
– Imperador? — Perguntou Edel. — Como assim?
– Dio se tornou o Imperador de Elyos, nada demais. — Deu de ombros. — Era previsto quando se tornou um Asmodeus.
Fez um pequeno "ah" após entender.
Mas não era só Dio que tinha se tornado um Imperador, ao seu lado, Rey se tornou uma também. Poderia ser estranho, mas ambos tiveram que selar uma união, ou um casamento para os humanos, para governarem Elyos juntos. A famílias dos dois eram muito bem conhecidas e fortes, com grande respeito por onde passavam. Por esse motivo tiveram que se unir, assim mostrando que Elyos estaria em boas mãos. No entanto, Rey explicaria essa história mais tarde.
– E onde ele está agora? — Edel não tinha ido para Elyos a toa, tinha que ir atrás do asmodiano a qualquer custo.
– Ele não disse pra onde ia, como sempre. — Deu uma pequena pensada. — Talvez ele demore pra voltar.
– Podemos esperar, mesmo que demore meses. — Disse a Major determinada.
– Vocês que decidem.
Nesse momento, Grandark se levanta de seu lugar e começa a ruma até a saída.
– Grandark, pra onde você vai? — Perguntou Edel quase indo atrás dele.
– Vou atrás da Eclipse. Não preciso do Zero para poder resgatá-la. — Sua voz era de firmeza. — Não preciso de ninguém.
– Mas você não pode lutar sozinho, é apenas uma espada. — Queria não dizer aquilo. — Precisa do...
– Não preciso de ninguém! — Gritou, interrompendo de continuar. — Posso lutar apenas com as minhas mãos.
Se aproximou dele e segurou seu ombro, o fazendo parar de andar.
– Grandark, não tente algo que você sabe que não vai conseguir. — Seu olhar estava triste. — Quando tudo isso acabar, iremos atrás da Eclipse.
– Quero salvar ela agora, e não depois. — Sua voz saiu fraca. — Não consegui entender isso?
– É perigoso demais ir sem uma estratégia. É o Duel, ele muito forte e o fato de fazer ele volta dos mortos, mostra que suas habilidades estão melhoradas. Pense, Eclipse ficará bem até lá.
Recolheu o ombro bruscamente, se soltando da mão de Edel. Olhou diretamente para ela com um olhar furioso, e ao mesmo tempo triste. Pequena lágrimas escorria de seus olhos, algo totalmente estranho de se ver em Grandark.
– Você não entende mesmo! — Continuou a gritar. — Todos você tem alguém para ficar ao seu lado, menos eu. Zero tem você — Falava da Edel que olhou surpresa ao ouvir isso. — Rey tem o Dio, mas e eu?! — Esticou os braços pro lado.- Quem eu tenho para ficar? — Sua voz falhou nas últimas palavras.
– Como assim eu tenho o Zero? — Pensava Edel envergonhada.
Tinha entendido o que a espada queria dizer. Talvez fosse amor ou apenas amizade, mas Grandark se importava de verdade com Eclipse.
– Não é verdade. — Disse a Major. — Você tem o Zero, sempre teve. Se não fosse por você, não teria sentido Zero ser o que é hoje. Desde que você foi criado Zero esteve ao seu lado como um verdadeiro parceiro.
– Não desse jeito. — Sacudiu a cabeça negando. — Estou querendo dizer de alguém saiba como você é, como você se sente. Não sou humano, droga! — Gritou rapidamente. — Sou uma espada em forma humana, e tudo que eu sinto é diferente do que vocês, humanos e asmodianos, sentem. Eclipse é a única que sabe como é esse sentimento... Por isso, não vou deixar ela ser pega por Duel porque nesse momento eu sei como ela se sente.
Não disse mais nada. Se virou para frente e voltou a ir em direção a saída. Ninguém tentou impedi-lo, muito menos Zero que era pra se importa com o esverdeado.
– Vai deixar ele ir embora? — Virou indignada para o rapaz. — Não vai impedi-lo?
– Não. — Falou com a voz abafada. — Se ele quiser ir, que vá. Mas ele sabe que não vai sobreviver sem mim.
Voltou a observa Grandark ir para a saída. Apertou os lábios, era difícil de aceita aquelas explicações de Zero.
Chegou na enorme porta dupla. Segurou a maçaneta com suas mãos trêmulas. Sabia que não conseguiria, então por quê tentava mesmo sabendo o resultado? De repente, a porta se abre, sem ser pela a espada. Olhou surpreso ao ver a porta quase acerta sua cara, assim dando os passos para trás para não ser atingindo.
No escuro do salão não deu para percebe quem era. Era bem alto a pessoa, não chegava perto de Zero, que era bem alto, mas espantaria qualquer um que chegasse perto. No entanto, seus olhos roxos chamavam mais atenção.
Grandark deu uma boa recuado ao sentir um calafrio pelo o olhar do sujeito.
– Falando no diabo. — Falou Rey dando um pequeno sorriso.
Deu alguns passos para dentro do salão, ficando num local ilumina. Podia estar diferente mas seus chifres não tinham como negar.
Seus cabelos roxos estavam bem espetados e bagunçados, as laterais de sua franja possuía um pedaço grande do cabelo, ultrapassando seus ombros. Os chifres bem mais pontudos do que se lembravam, até mesmo que se encontra perto de seu maxilar. Corpo magro e esbelto, com o tom de cor roxa. E o principal, seu braço esquerdo azulado e com garras bem afiadas.
Dio não parecia ter mudado tanto assim.
– Dio! — Olhou Edel ainda não acreditando. — É você mesmo?
Se aproximou do grupo em pequenos passos. Em quanto isso, segurava sua Deathstar, apoiando sobre o ombro direito.
– Edel? — Olhou bem para a Major. — O que faz aqui?
– Sim, sou eu. Bem, e o Zero também. — Apontou para o Andarilho.
Deu um a rápida olhada nele. Não demonstrou muita reação ao ver o novo visual dele, mas ficou bem perceptível.
– É uma grande surpresa vocês estarem aqui. É o que? Vieram me visitar?
– Mais ou menos.
Suspirou ao ver a expressão de Edel. Previa que seria uma longa conversa, então fez o favor de guarda sua arma, a fazendo sumir ao soltar.
– Se for importante que seja rápido, tenho muita coisa pra fazer.
– Serei direta. — Respirou fundo. — Estamos à procura do Sieghart, então viemos aqui pra pergunta a você se sabe alguma coisa onde ele possa estar.
Olhou confuso.
– O que vocês querem com o Sieghart?
– Elesis está trazendo a Grand Chase de volta, mas para isso ela precisa do Sieghart para poder acorda Mari. Porém não o achamos desde a derrota do Astaroth. Então achamos que você saiba onde ele possa estar porque recebeu uma carta dele pedindo ajuda para matar o Veigas. Então, você tem essa carta ainda?
Ouviu com atenção cada palavra. Passou os dedos sob o queixo, ficando com uma cara de pensativo.
– Ah sim, lembro dessa carta. — Deu mais uma pausa antes responder. — Deve estar guardada em algum lugar por aqui. Mas por quê a Elesis de repente decidiu trazer a Grand Chase de volta?
– Ela não disse, e eu não a mínima ideia do motivo dela está fazendo isso. — Soltou um pequeno sorriso. — Mas eu até que estou gostando dessa ideia maluca dela.
Concordou com um sorriso.
– Não sei se a carta vai servir pra vocês acharem o idiota, mas já que insistem...
Levantou a mão e estalou os dedos. Algo rapidamente aparece ao seu lado, em volta de fumaça. Um garoto, do mesmo tamanho de Grandark, de cabelos azuis e roupas roxas, acompanhado com um gorro da mesma cor aparece. Mantinha a mesma expressão de cansaço desde que o viram pela primeira vez. Era Sebastian, o serviçal de Dio.
– Sim, mestre? — Perguntou com sua típica "animação".
– Lembra da carta que o Sieghart tinha me enviado meses atrás? — Confirmou com a cabeça. — Procure-a pra mim e a traga.
– Sim, senhor. — Do mesmo jeito que apareceu, sumiu em um piscar de olhos.
Suspirou e passou a mão sobre o cabelo. Rey ver aquilo e já sabe do que se tratava.
– Conseguiu acha-lo?
– Não, mas eu quase consigo dessa vez. — Dizia desapontado.
– De quem vocês estão falando? — Pergunta Edel curiosa.
– Duel.
Grandark, que estava de costas para o grupo, ficou atento a conversa quando ouvi o nome de Duel.
– Soube que ele está vivo. Ele tinha morrido faz alguns anos, e depois volta vivo, estranho até demais. — Cruzou os braços — Sem falar que pode ser ameaçador essa volta dele.
– Por quê seria perigoso? — Perguntou Zero dessa vez.
– Eu não sei. — Deu de ombros. — Só estou tendo um péssimo pressentimento sobre sua volta.
Ficou com receio de pergunta mas a Major acabou dizendo.
– Nós o vimos. Ele veio atrás de Eclipse, que estava conosco, e a levou. — Percebeu Grandark fecha os punhos de raiva. — Teria algum motivo pra ele voltar atrás da Eclipse?
– É claro, Eclipse é a arma dele, então ele precisa dela pra poder lutar. — Ficou mais sério ainda. — E isso é problema maior ainda.
Grandark se virou para o Asmodeus.
– Dio, posso te ajudar a pegar Duel. — Falava determinado. — Faço qualquer coisa para acabar com a raça desse desgraçado.
Olhou inexpressivo para a espada.
– Foi mal, Grandark, mas eu já o perdi de vista faz tempo. E seria arriscado ir atrás dele sem um plano.
– Tsc. — Virou o rosto indignado.
Sebastian aparece novamente. Esticou para Dio um envelope branco, que era a carta. O asmodiano pegou e entregou diretamente para Edel.
– Não sei se isso vai ajudar muito mas aqui está.
Pegou e foi logo abrindo. Desdobrou a folha rapidamente. Passou um tempo lendo e de repente solta a folha. Aos poucos, caiu ajoelhada no chão.
– Tá em branco.
– O que?! — Gritou Zero.
Pegou a folha no chão e a olhou. Como Edel tinha dito, estava totalmente em branco. O Andarilho fechou a cara na mesma hora.
– Eu não vim aqui a toa! — Aponta pra Dio. — Quer me explica isso?!
– Não é minha culpa de havia uma magia nessa carta, ou sei lá o que. E você também recebeu uma carta do Sieghart! — Aponta para Zero.
– Sim, eu recebi. — Dar uma leve coçada na cabeça. — Mas eu sem querer queimei ela.
Bateu com a mão na testa. Não sabia que Zero era tão burro desse jeito, mas até dava para entender o lado dele.
– E desde quando você começou a falar muito? — Estranha o jeito do rapaz.
Iria abrir a boca pra responder, porém Edel o impede.
– Isso é outra coisa. — Se levanta do chão. — Não é tão interessante assim, vai por mim. O problema é que viemos aqui pra nada. — Suspirou derrotada.
– Sinto muito, pessoal. — Disse Rey. — Parece que vão ter que ir atrás do imortal de outro jeito. E eu já digo boa sorte para vocês, sabe, será muito difícil de acha-lo.
Soltou outra suspirada ao ouvir. Tinha passado por muitas coisas, além de perde Eclipse, para chegar no final e descobrir que não vai ganhar nada.
– Vocês disseram que a Elesis está reunindo a Grand Chase de volta, né? — Perguntou.
– Sim. Provavelmente ela irá atrás de vocês dois.
Ambos deram uma pensada no assunto.
– Antes que ela venha até nós, diga que estaremos esperando ela aqui, em Elyos. — Aviso Rey.
– Porém, ela deve vim sozinha, sem ninguém acompanhando ela. — Complementou Dio. — Assim vamos ver se a Elesis consegue sobreviver em Elyos até chegar aqui. — Aponta pro chão, que era mencionando o castelo de Elyos, o ponto principal da dimensão.
– Hã? — Olhou confusa para os dois.
– Se ela chegar viva aqui, podemos conversa, mas se não chegar... — Deu de ombros. — Aí complica.
Percebeu, mais ou menos, o que Dio queria. Testar a líder da Grand Chase para ver se ela continuava com o jeito durão dela. É claro que aquilo seria um desafio para Elesis, onde a dificuldade está na última opção.
– Pode deixar, vou avisar pra ela. — Afirmou com a cabeça. — Com certeza ela não vai negar essa proposta.
– Já que não tem o por quê da gente está aqui, — Menciona Zero — Vamos embora.
Se aproximou de Dio e esticou a mão.
– Foi bom te ver novamente, parceiro.
– Falo o mesmo. — Aperta a mão do Andarilho. — Mesmo você estando de uma maneira muito estranha, sim, foi com te ver.
Edel se aproximou de Rey.
– Pense no assunto sobre a Grand Chase, não vai se arrepender.
– Vou pensar. — Mostrou um sorriso confiante.
Não deram um aperto de mão ou um abraço, pois nunca forma tão íntimas assim. Em quanto ia embora, deu uma acenada para os dois. Mas antes que fossem, Dio jogou algo para Zero.
– Você vai precisar disso pra sair daqui.
Olhou para o objeto.
– Valeu.
Grandark permaneceu parado, não conseguia se mover. O Andarilho colocou sua mão na nuca do rapaz, chamando sua atenção.
– Quando voltarmos, vamos pensa em algo pra trazer a Eclipse de volta. — Disse confiante.
Olhou um pouco surpreso.
– Sério?
– Sim, mas antes, vamos embora. — Deu um a leve batida em seu ombro e voltou a andar.
Continuou parado lembrando de alguma coisa.
– Não é verdade. — Vinha em sua mente a voz de Edel. — Você tem o Zero, sempre teve. Se não fosse por você, não teria sentido Zero ser o que é hoje.
Por um momento, sentiu um aperto no coração. Era verdade, mesmo estando nas piores situações, Zero sempre esteve ao seu lado.
– Sim, vamos. — Soltou um soluço triste.
Saiam para fora do castelo. Voltaram a passar pelas as ruas movimentadas de Elyos.
– Zero. — Chamou Edel.
Olhou para a mesma.
– Como vamos sair de Elyos? O único jeito é pelos portais, mas não sei se tem portais que vão direto pra Ernas.
– Vamos sair do mesmo jeito que entramos.
Olhou confusa.
Seguiram o mesmo caminho que tinham tomado no começo. Voltaram pela trilha, dando ao meio do nada. Zero parou de repente.
– Tá bom, mas e agora? — Esperava uma resposta.
Ele apontou para o céu.
– O portal que viemos é lá em cima. Agora só falta passarmos por ele.
– Como assim lá em cima? — Olhava para o céu vendo que aquilo era impossível. — Não tem como chegarmos lá.
– Por isso que o Dio me deu isso. — Mostrou uma pedra de tom azulada.
– E pra que serve isso?
Segurou o objeto com firmeza. Fez força, fazendo se quebrar em sua mão. Uma energia azul saiu dela, indo direto pro corpo do rapaz.
– Uma magia que dar super força por 10 segundos.
Rapidamente, segurou Edel pela cintura e Grandark pelo o braço. Após segurarem os dois, deu um salto. O chão quase se partiu pela força que o Andarilho fez. O trio foi voando em direção ao céu, ou ao portal para ser exato.
Edel fechou os olhos, não queria ver a altura que estava. Sem percebe, seus pés estavam tocando o chão novamente. Abriu os olhos no mesmo instante. Se deparou com o céu azul de Ernas, que a fez ficar feliz.
– Poderia ter avisado antes o que ia fazer. — Arrumava o cabelo bagunçado. — Assim você quase me matou de coração.
– Oh, me desculpe por isso. — Dizia num tom dramático. — Devia ter deixado você lá, não é?
– Nem pensar. — Falou rápido. Só em lembrar daquelas criaturas te olhando, dava arrepio.
– Que bom que você me escolheu em vez daquele lugar. — Dar uma piscada com um dos olhos.
– Pensando bem, acho melhor ter ficado lá em vez de ficar com esse idiota temporário. — Pensava arrependida.
***
– Sério?!
Elesis e Lass já tinham chegado na guilda. No momento, contava para o pessoal como tinha sido encontrar Holy daquele jeito.
– Vocês vão atrás do Lupus pra trazer a Holy de volta?- Perguntava Arme admirada. — Quero muito ver como ele está. Você também deve está animado, né Lass?
– É claro que não. — Respondeu friamente. — Aquele idiota merecia nem ter entrado na Grand Chase.
– Isso não importa. — Fala Elesis se levantando. — Trazendo Lupus, podemos matar dois coelhos numa cajada só.
Nesse momento a porta se abre. Era Edel e Zero.
– Voltamos. — Disse cansada.
– Que bom que você chegou. — Fala Lire sorridente. — Então, conseguiram alguma pista do Sieg?
Respiraram fundo antes de responder.
– Não. — Falou triste. — Infelizmente, não conseguimos nada além de problemas.
– O que você quer dizer com problemas? — Perguntou Elesis.
Grandark virou o rosto triste.
– Eclipse foi pega. — Responde Zero entrando na frente. — Duel está de volta, nada demais.
Todos ficaram tensos com a noticia.
– Duel está de volta, hum... — Diz pensativa a ruiva. — Como Lupus vive caçando, talvez ele saiba de algo sobre isso.
Edel olhou séria para Elesis. Sua expressão era de assustada.
– O que o Lupus tem haver com isso?
– Não contamos pra você? Vamos atrás dele. — Disse contente.
Major foi caindo aos poucos no chão, até ficar ajoelhada. Parecia até a cena de quando viu a carta em branco. Fechou o punho no mesmo instante.
– Vão trazer aquele desgraçado de volta, né? — Ficava com um olhar assustador. — Vou adorar ver ele novamente.
Edel chamava atenção com sua risada insana. Parecia que Lupus tinha feito algo de perturbado para deixa-la assim.
– Onde estou? — Pergunta Zero de repente. Parece que o efeito do álcool estava passando, junto com a cor de seu cabelo e olhos. — Não era pra estarmos em Elyos?
Como sempre, Edel soltou uma suspirada.
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