Eles não precisam saber, certo?
3 ...Fico com os dois!
Notas iniciais
Câmera ligada – Quarto de Kuroko Tetsuya – 17/04/20XX– 21h14min
● GRAVANDO ●
– Momoi eu estou bem. – suspirou Kuroko pela milésima vez ao celular.
– Mas Tetsu – dizia a rosada do outro lado da linha. – eu te mandei umas onze mensagens de texto hoje e você não me respondeu! Onde está afinal?!
– Em casa. Olha... Eu estou cansado, vou dormir.
– Mas...
– Boa noite Momoi. – e desligou.
Largou o aparelho sobre a cama e afundou o rosto nas mãos, bagunçando os cabelos.
– Desculpe-me por isso. – falou para a câmera. – onde eu estava? Ah, sim, havia acabado de ficar com o Kagami. Hm. Ok, então... – coçou a garganta. – uns três dias depois de eu ficar com ele, o mesmo teve que fazer uma viagem para o interior, pra ver os avós e tal. A minha mãe estava viajando, de novo, então o Aomine veio dormir aqui em casa, íamos fazer uma competição de Mortal Combat e tal, ele sempre gostou muito de jogar sabe? Um Gamer legitimo mesmo! Mas como eu não sou, geralmente jogamos clássicos populares. Bem, fizemos uma aposta.
“Só que o resultado não foi bem como eu esperava”.
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CINCO ANOS ATRÁS
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Quarto de Kuroko Tetsuya – 27/06/20XX — 23h49min
– Ganhei. – disse Aomine com um sorriso de canto vitorioso
– AN? – o azulado arregalou os olhos.
Era a DECIMA vitória SEGUIDA de Aomine. Kuroko fez uma expressão frustrada e jogou o joystick sobre a cama.
– Hunf. Não quero mais jogar! – o mais novo cruzou os braços e olhou emburrado para o lado.
Aomine riu baixinho e olhou para Kuroko enquanto o mesmo se jogava emburrado sobre a cama e virava para o outro lado.
– Amadureça Tetsu. – disse o moreno desligando o Play Station. – está se comportando como se ainda tivesse nove anos.
– E daí? – bufou Kuroko abraçando um travesseiro.
Aomine segurou outra risada e afagou lhe as mexas azuladas, deixava os dedos enroscarem nos delicados fios e trazendo-os para si, aspirando o aroma adocicado que o menor exalava.
– Tetsu... – chamou-o.
– Hm? – o mais novo retirou o rosto que estava afundado no travesseiro. – o que?
O moreno perdeu o folego ao ter o rosto de Kuroko tão próximo ao seu. Por Kami-sama, NUNCA se acostumaria à beleza exuberante do menor.
Não pronunciou mais nada, não controlava mais o próprio corpo. Ter Tetsuya tão perto de si tirava-lhe a sanidade.
– Aomine-kun...?
Uma das mãos do maior seguiu para a bochecha de Kuroko, a pele era macia e cálida como seda, os lábios inchados e avermelhados como se implorassem por um beijo.
– Desculpe-me. – sussurrou Daiki, antes de cobrir os lábios do menor.
Kuroko arregalou os olhos. Afinal o que estava acontecendo? Todos os seus amigos resolveram se tornar gays?!
– A-Aomine-kun... – suspirou contra os lábios carnudos do moreno.
Tentou afasta-lo, mas era significativamente mais fraco que o outro, de nada adiantou. Aomine segurou-lhe os pulsos e empurrou contra os lençóis bagunçados da cama, posicionando-se em cima do menor. Kuroko não pode evitar gemer baixinho ao sentir a coxa do moreno pressionar entre suas pernas, mandou sua sanidade para o quinto dos infernos e deixou-se envolver pelo maior.
Aomine degustava, usava e abusada dos lábios agora fortemente avermelhados do maior. Soltou um gemido rouco ao sentir Kuroko encolher as pernas e pressiona-las contra a sua que se posicionava entre as do mesmo. Soltou-lhe os pulsos ao notar que não iria fugir e deixou as mãos descerem despudoradamente pela silhueta do azulado, arrepiando-o.
Kuroko já não entendia mais o que se passava, mas queria saber o porquê de Aomine ataca-lo tão subitamente. Deu-se conta do que estava fazendo ao sentir a mão do moreno começar a puxar para baixo o curto short branco que usava.
– E-Espere um pouco! – segurou o pulso de Aomine. – calma aí!
O moreno soltou um barulho frustrado com a garganta e fixou os olhos nos de Kuroko.
– O que foi? – disse com a voz irritada, sua ereção estava tão forte que incomodava.
Além disso, Kuroko não estava ajudando-o em nada a manter seu autocontrole.
O rosto do azulado estava todo corado, a boca extremamente vermelha pelos beijos famintos que recebera. Uma fina camada de suor cobria-lhe a pele, os olhos cristalinos lacrimejavam um pouco. As coxas fartas se tornavam ainda mais irresistíveis naquele short curtíssimo e apertado que lhe marcava a bunda durinha e cheia. Além de que, fora o micro short, trajava apenas uma regata extremamente folgada com a estampa da Inglaterra em preto e branco que marcava os mamilos róseos entumecidos.
Em outras palavras, estava completamente violável.
– Isso o que?
– Isso... Tudo isso... – dizia Kuroko com a respiração ofegante.
Colocou ambas as mãos sobre o peito de Aomine, tentando inutilmente tira-lo de cima de si.
– Acho melhor nos conversarmos. – o azulado continuava corado. – v-você deve estar um pouco confuso e...
– Não estou nem um pouco confuso. – como Kuroko podia ser tão ingênuo? – eu quero você, o que há de errado nisso?
– Ahn... Eu... – mordeu o lábio inferior e olhou para o lado. – eu não gosto de você desse jeito Aomine-kun.
– Tsk. – Aomine se retirou de cima de Kuroko que rapidamente se afastou do mesmo, encolhendo-se completamente.
– Aomine-kun...
– Por favor, fique quieto.
Obedeceu-o sem hesitar.
Mas que droga! O que raios estava acontecendo?! Primeiro Kagami, agora Aomine, Kuroko sentia-se completamente confuso!
– Desculpe-me por isso. – Aomine levantou-se da cama. – vou tomar um ar e já volto.
Kuroko nem teve tempo de dizer algo antes que o moreno deixa-se o quarto.
– ARG! – agarrou os próprios cabelos e afundou novamente o rosto nos travesseiros.
Sua mente dava voltas. Não conseguia esquecer-se do dia em que ficara com Kagami. Mas os toques de Aomine havia mexido completamente consigo.
Por que tinha que sentir aquelas coisas estranhas?
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ATUALMENTE
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Câmera ligada – Quarto de Kuroko Tetsuya – 17/04/20XX– 21h20min
● GRAVANDO ●
– Eu e Aomine passamos uns dias sem nos falarmos. O clima entre nos ficou estranho sabe? Até Kagami percebeu! Mas ele não tocou no assunto, esperou que nos resolvermos sozinhos, o que demorou um pouco, mas no final deu tudo certo. – mordeu o lábio inferior. – bom... Mais ou menos.
As lembranças vieram-lhe a cabeça em várias cenas borradas. Sentiu o rosto pegar fogo ao lembrar-se de sua “reconciliação” com o moreno e apertou os punhos sobre o colo.
– An... Confesso que estou morrendo de vergonha em contar uma coisa agora, mas eu jurei para mim mesmo que desabafaria tudo, então...
“Digamos que a nossa ‘reconciliação’ não foi assim tão normal...”.
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CINCO ANOS ATRÁS
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Banheiro Masculino do 3º andar – Colégio K.N.S. – 13/07/20XX — 11h32min
– Aff... Como arde... – murmurou Kuroko.
Havia se cortado com um bisturi durante a aula de artes, tudo por que não havia escutado Takao dizer-lhe para não tentar cortar aquele papelão grosso sozinho, mas NÃO, tinha que teimar e acabar cortando a mão.
Terminou de lava-la. Pressionou um papel toalha sobre a ferida, e logo conteve o sangramento.
– Perfeito. – disse para si mesmo e jogou o papel fora.
Olhou para a ferida, não haviam mais resquícios de sangue, mesmo assim era perturbadora a “fenda” que havia na palma de sua mão esquerda.
– Tetsu.
Ergueu o olhar, arregalando ao ver Aomine ali no banheiro consigo.
O menor corou levemente e baixou o olhar, tratando de sair dali e passar reto por Aomine.
Mas o moreno não deixou, agarrou ao braço de Kuroko e puxou-o para si.
– Oye! Por quanto tempo pretende ficar assim?! – alterou-se Aomine.
Já havia mandado sua sanidade tomar naquele canto, haviam se passado praticamente duas semanas e Kuroko ainda o tratava daquela maneira! Iria enlouquecer assim!
– Até você se explicar! – devolveu o menor puxando o braço com força. – me solte!
– Não vou soltar!
– Por que não?! – Kuroko já estava irritado.
– Por que... – Aomine baixou o olhar. – eu não... Eu não quero ficar brigado com você.
Os braços de Kuroko amoleceram ao ouvir o tom baixo e melancólico do maior. Não conseguia mais ficar chateado com ele, no final, ainda tinha apenas doze anos, mas estava se comportando como uma criança fazendo pirraça.
– Eu também não quero. Detesto quando brigamos, aliais... – ergueu o olhar. – Acho que essa é a primeira vez que isso aconteceu.
Permaneceram em silencio por meros segundos, até Aomine se pronunciar.
– T-Talvez você tenha razão. – mentiu. – talvez eu só esteja confuso, hm, é normal ficarmos em duvida quanto há sexualidade nessa fase né? Afinal, não devo ser o único garoto de quatorze anos que existe com suas confusões, certo?
Kuroko assentiu positivamente com a cabeça, se sentia aliviado ao saber que Aomine “pensava” assim, ele não fazia ideia do quão doloroso era para o azulado mentir para si mesmo.
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“Mentir para si mesmo é sempre a pior mentira,
Mas não sou mais tão criança ao ponto de saber tudo”
– Capital Inicial
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– Então, que tal me deixar testar?
O azulado ergueu uma sobrancelha.
– “Testar”? Como assim?
– Eu quero dizer... – começou a encurralar o menor contra a parede, deixando-o nervoso. – assim. – rapidamente tomou-lhe os lábios.
Absurdamente entorpecedor.
Enquanto os beijos de Kagami eram mais carinhosos, embora fogosos e hábeis. Os de Aomine eram selvagens, sugavam-lhe todo o folego. Mal sabia como respirar em meio ao beijo, não era assim tão experiente ao ponto de conseguir acompanhar a língua faminta do moreno.
Estava nervoso, o coração parecia querer saltar-lhe do peito. Além de que podiam ser pegos há qualquer momento ali.
Mas a ideia tornava tudo mais excitante.
Aomime não perdeu tempo em apalpar todo aquele delicioso corpo que Kuroko possuía, seu eterno sonho se consumo. O menor se perdia em meio a tantas caricias e deixava gemidos baixinhos e manhosos ecoarem pelos ouvidos do moreno.
– Tetsu... – sussurrou contra o pescoço do azulado, aproveitando para beijar aquela saborosa e macia pele exposta.
– Nh... Aaah... – o azulado mordeu a mão não machucada, impedindo que mais sons vergonhosos como aqueles ecoassem através das paredes frias do local.
Era extremamente constrangedora a situação em que se encontrava.
Aomine deslizou ambas as mãos pelas coxas fartas do mais novo, erguendo-as, o fazendo rodear a cintura com as pernas. Kuroko abraçou-lhe os ombros enquanto o sentia simular uma penetração através das roupas. Seu rosto corara de excitação e vergonha, teve uma visão mais clara do local quando Aomine começou a mordiscar sua clavícula exposta pelos botões já abertos do uniforme.
Ficara exatamente na parede oposta ao espelho, e agora conseguia ver-se claramente.
Podia ver o rosto corado. Os lábios inchados. As pernas trêmulas. As costas largas e másculas do corpo bastante desenvolvido de Aomine. Os dedos das mãos agarrados à camisa levemente amassada do moreno. O rosto do maior afundando em seu corpo.
E a expressão erótica que ele achava que lhe fosse impossível fazer tomava-lhe o rosto.
– Aomine-kun... Aaah... A-Aqui não...
– Só mais um pouco.
Antes que Kuroko escapasse novamente, desabotoou a calça e desceu a braguilha do menor, revelando a pequena box branca já marcada pela ereção do mesmo.
Mordeu o lábio inferior e tocou-a.
Kuroko tornou a gemer, mesmo mordendo a mão, não conseguia conter-se. A mão abusada de Aomine o tocava ainda mais intimamente, adentrando a box. Apoiou o corpo do menor contra a parede, aproveitando para desatar a própria calça e baixa-la junto a box vermelha até os joelhos.
– Aaah... A-Aomine-kun... – Kuroko arqueou o pescoço ao sentir a ereção te Aomine tocar a sua.
O moreno começou uma dupla masturbação, causando espasmos no menor. Ele se contorcia ainda mais e quase lhe rasgava a camisa tamanha era a força que se agarrava e fincava as unhas nela.
A mente de Kuroko nublara-se, só sabia gemer e pedir por mais, os movimentos da mão do moreno eram precisos, o calor da pele do outro na sua, a respiração abafada e as batidas aceleradas do coração.
Tornava-se insano.
Aomine conseguia tirar-lhe o controle de uma maneira que ele não entendia.
Da mesma maneira que Kagami conseguia.
Mas Kuroko não entendia aquilo na época.
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ATUALMENTE
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Câmera ligada – Quarto de Kuroko Tetsuya – 17/04/20XX– 21h27min
● GRAVANDO ●
– Acredita que não fomos pegos? Nem eu! Mas mesmo depois dessa “reconciliação” muito comum, nos voltamos há ser amigos. Claro que, bem coloridos por sinal, mas conseguíamos disfarçar. O problema é que... Mantive uma amizade colorida com Kagami também, e consegui manter os dois por alguns anos.
“Só que depois de um tempo, as coisas começaram a complicar”.
● PAUSA ●
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