Notas iniciais
...Er...Oi... *desvia das balas de canhão* DESCULPA! DESCULPA! EU SOU HORRÍVEL, EU SEI! Demorei tanto, TANTO! Quase um mês, e ainda saí um capítulo pequeno :(((( Na verdade estou postando as pressas antes de ir para a aula... Prometo que o próximo cap vai ser maior! Me perdoem :'(

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ATUALMENTE

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● GRAVANDO●

Quarto de Kagami Taiga – 21/04/20XX– 23h49min

Kagami esfregou os olhos, segurando o choro e respirou fundo.

– Você... Você se lembra do nosso primeiro encontro? Aquele clichê do cinema? Eu sempre quis saber se levar a pessoa que você gosta para assistir um filme de terror seria como sempre assisti na TV, e você não me decepcionou! – deu uma risada triste.

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QUATRO ANOS ATRÁS

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Cinema do shopping local – 08/03/20XX – 19h36min

– Hm... K-Kagami-kun, acho que eu não devia ter vindo... – dizia Kuroko, encolhendo-se cada vez mais na poltrona vermelha.

– Foi você quem topou ver o filme – disse Kagami, se divertindo com as reações do menor. – agora vai ter de aguentar.

– M-Mas...

Na tela gigantesca a frente deles, algumas cenas sangrentas passaram, enquanto as caixas de som reproduziam gritos desesperados e aterrorizantes .

O azulado, num ato desesperado, agarrou-se ao braço do ruivo e afundou o rosto no mesmo, sussurrando que estava com medo.

“Que fofo” pensava Kagami.

– Não precisa ter medo... – disse o ruivo com uma voz calma, apaixonada, mais corretamente falando. – eu estou aqui.

Kuroko ergueu um pouco o rosto, de modo que apenas seus olhos ficassem visíveis e encarassem ao “namorado” melancolicamente.

– Kagami-kun... – murmurou.

Aquela expressão, aquela voz, aquele rosto, tudo em Tetsuya parecia contribuir para que o ruivo perdesse o controle de suas próprias ações.

Levou uma mão até os cabelos um tanto bagunçados do menor, escorregando os dedos até a nuca e forçando-o a erguer completamente o rosto.

– É muito clichê falar que você está lindo? – disse com um sorriso de canto, antes de tomar os lábios rosados e desejados nos próprios.

O beijo foi rápido, curto, puro. Não passou de um simples selar, mas que fez o rosto de Kuroko pintar-se fortemente de carmesim.

– S-Séra que podemos ir embora agora? – perguntou ainda vermelho.

– Se faz tanta questão assim... – sussurrou. – vamos.

Afinal, o ruivo já havia cumprido seu objetivo ali.

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“Tudo que é bom dura pouco,

E não acaba cedo,

Agora,

Pra sempre,

Vou embora,

Mas eu nunca disse adeus”.

– Capital Inicial

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ATUALMENTE

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● GRAVANDO●

Quarto de Kagami Taiga – 21/04/20XX– 23h52min

– Nos saímos, como namorados, exatamente trinta e cinco vezes. – disse o ruivo, e depois riu. – sim, eu contei. Me desculpe por ser tão viciado em você, e só que... – levou uma mão aos cabelos, jogando-os para trás nervosamente. – e só que você é tão único e importante para mim que me pego sendo controlador. Você é lindo demais para eu deixa-lo solto por aí. E tenho certeza de que o Ahomine pensa o mesmo!

Mordeu o lábio inferior, como poderia ficar nervoso se estava falando com a câmera? Mas só de pensar, positivamente, que Kuroko chegaria a ver esse vídeo se sentia ansioso, nervoso.

Queria o azulado, e queria agora.

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Casa de Aomine Daiki – 21/04/20XX– 23h54min

O moreno tentava se concentrar no jogo, tentava mesmo, mas não conseguia.

PORRA AOMINE! – gritava algum de seus amigos pelo Skype. – TÁ COM A CABEÇA AONDE? MATA AQUELE FILHO DA PUTA ANTES QUE ELE INVADA A TORRE!

Tsk... Não ‘tô com cabeça pra jogar hoje! – reclamou o moreno ao microfone.

NÃO SE ATREVA HÁ DESCONEC-

Sem paciência, Aomine havia puxado o cabo do computador, arrancando-o da tomada.

Qual fora a última vez que perdera a cabeça para jogar? Aliais... Qual foi a última vez que se deixou cair no Ranking?

Ah, sim. Fora quando terminara com Kuroko.

Porra...

Lembrava-se bem de como enlouquecera. Lembrava-se das palavras duras que havia dito ao azulado. Lembrava-se de como Kagami reagira no momento. Lembrava-se do olhar desolado de Kuroko e das lagrimas que escorriam por seu rosto.

Infelizmente, lembrava-se muito bem dessa última parte.

Fodidamente bem.

Puxou os próprios cabelos, remoendo-se de arrependimento. E agora, sequer poderia pedir desculpas à Kuroko! Ele e Kagami, não quiseram ouvir ao pequenino, sequer se apiedaram ao ver a expressão em completo sofrimento de Kuroko.

E se arrependia mais do que amargamente disso.

Largou-se sobre a cama, e ia dormir, mas escutou seu celular tocar.

Momoi

Atendeu a ligação, aborrecido.

– O que foi pra me ligar a essa hora? – disse o moreno suspirando.

Daikiiiii,não seja tão malvado! – a voz melosa da rosada se fez presente na linha telefônica. – mas se não quer ter noticias do Tetsuya-chan eu posso desli-

Rapidamente, Aomine sentou-se bruscamente na cama, quase gritando com a Satsuki.

– Fale-me o que sabe!

Momoi riu ao ouvir o desespero na voz do outro e enroscou os dedos nas mechas rosadas do próprio cabelo, falando animadamente com o outro.

Sabe que a mãe dele sempre gostou muito de mim, né? Então, ela me deu autorização para visita-lo sempre! Eu posso manter vocês informados sobre o estado dele!

Aomine quase chorou de alivio ao ouvir aquilo, e um enorme sorriso surgiu em seu rosto.

– E como ele está?

– Por incrível que pareça, não está mal. Mesmo se mantendo em coma, ele está respondendo bem e... – ela fez uma pequena pausa antes de prosseguir. – olha, o que eu vou te falar, você só pode contar pro Kagami, viu?

Certo, fale logo!

– No outro dia, eu fui visitar o Kuroko. Aí eu segurei a mão dele e falei para ele “se estiver me ouvindo, aperte minha mão”, e sabe o que ele fez? Ele apertou! Falei para os médicos, mas eles disseram que eu apenas tive essa impressão! Mas sei o que senti, o Tetsuya pode sim nos ouvir, tenho certeza!

Os olhos do moreno se arregalaram, e uma lagrima fina escorreu por seu rosto.

– S-Sério? – Momoi pode ouvir a voz um tanto tremula do outro.

– Sim! Eu vou tentar... Eu posso tentar dar um jeito de fazer vocês falarem como ele, mas não é seguro... Você teria alguma ideia?

Aomine pensou por alguns segundos, lembrando-se de algo.

– Sim, eu tenho. – sorriu triunfante. – apenas aguarde a minha ligação.

Ok! Bye bye Daiki! – e desligou.

Aomine colocou o celular sobre a escrivaninha, ao lado do teclado do computador.

E sorriu.

Jogou-se sobre a cama, cobrindo os olhos que já lacrimejavam tamanha era a felicidade.

Já sabia o que fazer.

E tinha certeza de que Kagami ira topar.

● PAUSA ●

TEMPO DE GRAVAÇÃO ATUAL: 0h17min