Notas iniciais
YO PÔNEIS TERRESTRES! SENTIRAM MINHA FALTA? Não? Ok... '-' ENFIM! MANDEI MINHA DEPRESSÃO PRO TÁTARO! U.U Não é que esse acampamento me fez bem? TE AMO MAINHA! Mas enfim, de novo, cá está o cap! Espero que gostem! Mordidinhas carinhosas e ja nee!

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Portal da frente da Casa de Kuroko Tetsuya – 21/04/20XX– 15h36min

– Não acha que estamos indo rápido demais? – disse Kagami incerto. – deveríamos pensar melhor antes de propor isso para ele.

– Eu não agüento esperar nem mais um segundo. – Aomine deu os ombros. – se quiser eu falo sozinho.

– Não, eu só-

– Aomine-san, Kagami-san? O que fazem aqui?

Ambos olharam em direção a voz e viram a velha diarista que costumava trabalhar na casa de Kuroko.

– Ah, bom dia Mei-san. – disse Kagami educadamente.

– Yo Mei-san, cadê o Tetsu? – Aomine ergueu uma sobrancelha.

– Vocês não sabem? – a mulher franziu a testa, seu rosto tomou uma expressão angustiada.

– Não sabemos o que? – o ruivo ficara desconfortável com a expressão da mulher.

– Kuroko-san está em coma há três dias.

– O QUE!? – ambos os garotos gritaram.

– Eu só vim pegar umas peças de roupa limpas para ele e-

– EXPLIQUE ISSO DIREITO! – Aomine agarrou os ombros da senhora e a sacudiu. – COMO ASSIM ELE “ESTÁ EM COMA”?

– VOCÊ ESTÁ MACHUCANDO ELA AHOMINE! – Kagami segurou com força os braços do moreno e o puxou para trás. – Explique-nos o que aconteceu Mei-san.

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Hospital Particular local – Apartamento 07 – Paciente Kuroko Tetsuya – 21/04/20XX– 15h41min

A mulher com os cabelos presos num coque alto observava fixamente o garoto deitado envolto por roupas e tecidos brancos.

Os lábios do garoto estavam pálidos, havia várias fachas e gazes cobrindo-lhe os ferimentos. Um soro estava conectado a veia da parte interna de seu braço esquerdo, enquanto o direito pousava cuidadosamente sobre a cama. Os cabelos azuis levemente bagunçados espalhados sobre o travesseiro branco.

A mulher levou sua mão a do garoto, segurando-a delicadamente, esta era fina e pequena, a pele extremamente pálida.

– Tetsuya... – sussurrou ela sentindo os olhos encherem-se de lagrimas novamente.

– Senhora. – suaves batidas na porta foram ouvidas. – a imprensa quer vê-la.

– Já estou indo, me dê um minuto.

– Sim senhora. – e retirou-se.

A mulher enxugou as pequenas lágrimas de seu rosto e respirou fundo. Desfez o coque, deixando os cachos azulados, tão brilhantes quanto os do filho, caírem organizadamente sobre seus ombros. Respirou fundo e levantou-se da cadeira branca.

Soltou a mão do filho e se retirou do quarto, sem olhar para trás.

Ninguém viu.

Mas uma lagrima escorreu pelo rosto do garoto em coma.

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Hospital Particular local – Hall de entrada – 21/04/20XX– 15h50min

– Finalmente! – Kagami tentou respirar fundo.

Aomine prendeu o fôlego e manteve suas passadas rápidas, haviam corrido muito para chegar o mais rápido possível ali, não iriam parar para descansar agora.

– Com licença – chamou atenção da recepcionista.

– Pois não?

– Gostaria de visitar o quarto de Kuroko Tetsuya.

– Desculpe-me senhor, mas o quarto do paciente está com as visitas restritas, por acaso é algum parente dele?

– Não.

– Sinto muito, não pode entrar.

Kagami se pôs a frente.

– Sou o namorado dele. – disse o ruivo encarando a mulher. – preciso vê-lo.

– Realmente sinto muito senhor, apenas pessoal autorizado pode vê-lo. Como o conhecem, devem saber que Kuroko-san e filho de uma grande empresária, a mídia está a todo o tempo tentando adentrar o quarto. É para a segurança do paciente que não posso deixá-los entrar.

– Por favor... Só queremos vê-lo... – Aomine segurou fortemente os ombros da mulher. – TEM QUE NOS DEIXAR VÊ-LO!

– N-Não posso! – os olhos da recepcionista de arregalaram.

– Por favor, por favor! Precisamos vê-lo! – Kagami bateu o balcão com ambas às mãos. – só queremos isso! Por favor!

Praticamente todos no local olhavam para eles, era possível ver a expressão aflita em seus rostos.

Era desesperador.

Depois de mais alguns segundos, dois seguranças apareceram, segurando ambos os garotos.

– SOLTE-ME! – berrava Aomine – EU PRECISO VÊ-LO!

– ME LARGUE! – Kagami se debatia tanto quanto Aomine. – DEIXEM-ME VÊ-LO!

Ambos tentavam a todo custo se soltar, mas não obtinham êxito, logo estavam sendo arrastados para fora do local.

E avistaram-na.

Era aquela mulher.

– SUA – Aomine praticamente rosnou ao vê-la. – SUA PUTA MALDITA! É CULPA SUA ELE ESTAR ASSIM!

– COMO SE ATREVE A DAR AS CARAS DEPOIS DE TUDO? VOCÊ QUEM DEVERIA ESTAR EM COMA, NÃO ELE!

A mulher de cabelos azuis limitou-se a observá-los inexpressivamente.

– Eles estão proibidos de entrar aqui. – disse ela calmamente. – certifiquem-se de que não se aproximaram de meu filho.

Deu as costas, e passou a andar em direção a outro corredor.

– SUA CADELA MALDITA! – berrava Kagami que praticamente já estava na porta. – VOLTE AQUI!

– É TUDO DUA CULPA! – apesar da expressão furiosa, Aomine possuía lágrimas nos olhos. – ME LARGUEM!

Ambos foram jogados para fora do local à força. Tentaram entrar novamente, mas ameaçaram ligar para a polícia e eles foram obrigados a se retirar.

Caminharam por algumas ruas no mais absoluto silencio, as pessoas desviavam deles. Seus olhos estavam vermelhos, seus rostos inexpressivos.

Quando finalmente acharam que teriam seu Kuroko de volta, a vida lhes dá um baque desses.

O que fariam agora?

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Casa de Kuroko Tetsuya – 21/04/20XX– 16h40min

– Kagami-san, Aomine-san, que fazem aqui novamente? – perguntou Mei ao abrir a porta.

– Desculpe-nos pelo incômodo novamente. – será que poderíamos ir até o quarto do Kuroko?

– A Senhora pediu que eu não deixa-se mais vocês entrarem, mas... – ela olhou em volta. – tudo bem, entrem, mas sejam rápidos.

– Obrigada Mei-san. – disse Aomine sem encará-la, seus olhos estavam fixos no nada.

A diarista ficou preocupada, nunca havia visto Aomine ser tão educado...

Ambos os rapazes entraram na casa sem mais palavras e se dirigiram ao quarto do azulado, fechando a porta atrás de si logo em seguida.

Kagami sentou-se sobre a cama, afundando o rosto nas mãos.

– O que faremos agora? – disse ele.

Aomine se manteve calado, andando devagar pelo quarto, observava tudo.

Estava tentando não enlouquecer de vez.

Seus olhos pousaram no tripé do outro lado da cama de Kuroko, onde uma filmadora prateada se encontrava.

Curioso, pegou a câmera e viu que sua memória estava cheia. Sentou-se do lado oposto a Kagami. Vasculhou a memória, encontrando vários vídeos no qual se encontravam Kuroko.

Hm... É... Oi. – na gravação, Kuroko esfregava as palmas mãos. – bom eu... Não poderia contar isso para a minha mãe já que ela nunca tá em casa... Meu pai já está no caixão há muito tempo e não tenho irmãos então... É... Oi de novo.

– Kagami... – Aomine cutucou o ombro do ruivo. – olhe isso.

Bem, eu queria contar uma coisa muito particular e constrangedora, isso fica entre mim e você, ok? Hm... As coisas começaram a complicar há alguns meses, depois do meu aniversário de dezesseis anos. Todos os meus amigos estavam lá. Momoi, Riku, Alex, Kise, Murasakibara, Takao... Enfim. Todos estavam lá. Mas havia dois em especial. – ele pigarreou antes de continuar. – Kagami Taiga e Aomine Daiki. Esses dois aqui...

Kagami arregalou os olhos ao ouvir a voz de Kuroko e rapidamente virou-se em direção ao moreno que não desgrudava os olhos da câmera.

Bem, eu amo eles dois. Muito. Muito mesmo. Muito do tipo, MUITO, sacou? – riu nervoso e pôs o porta-retratos de volta à cômoda. – e é sobre eles que quero falar. E contar para você como os perdi. Como se tornaram dois melhores amigos, como se tornaram meus namorados, e como passaram a me odiar. Lembra que falei que começou na minha festa de dezesseis anos? Bom, foi bem antes, muito antes, mais precisamente, há mais ou menos uns oito anos atrás, quando eu tinha nove anos...

Ambos não desviram sua atenção da câmera nem por um segundo, aos poucos, seus olhos se enchiam de lagrimas. Não sentiam o tempo passar, mal conseguiam respirar.

Eles dois são as pessoas mais importantes para mim. E, agora que já falei como os conheci, explicarei tudo o que aconteceu... Até o dia que os perdi.

A primeira gravação chegara ao fim.

Não conseguiam falar.

Não sabiam o que falar.

– Kagami-san, Aomine-san – ouviram batidas na porta. – vocês têm que ir embora! A Senhora disse que virá aqui!

Kagami rapidamente se pôs de pé, procurando, e rapidamente achando o carregador da câmera.

– Vamos logo Ahomine! – estalou os dedos na frente do moreno.

Depois de alguns segundos, Aomine pareceu finalmente ter voltado a si. Saíram as pressas da casa de Kuroko, com o moreno escondendo a câmera por cima da camisa.

– Minha casa, ou a sua? – perguntou Aomine.

Kagami engasgou com a própria saliva.

– O QUE?!

Algumas pessoas pararam para olhá-lo na rua e ele baixou o rosto, ruborizando violentamente pela vergonha.

– Para assistir aos vídeos Bakagami. – Aomine deu um sorriso malicioso. – não me diga que estava pensando em outra coisa...

– É c-claro que não! – o ruivo desviou o olhar.

– É mesmo? Então... – aproximou-se do outro, tomando seu queixo com uma mão. – por que está gaguejando?

– N-Não estou!

– Acho que está. – o moreno acariciou-lhe o lábio inferior com o indicador.

– Não me toque assim! – Kagami empurrou-o e virou o rosto. – vamos para a minha, e fim de assunto.

Começou a caminhar, sem olhar para trás.

Aomine sorriu e logo o seguiu.

“Espero que acorde logo Tetsu”.

●SEM NOVAS GRAVAÇÕES●

TEMPO DE GRAVAÇÃO ATUAL: 1h16min

Notas finais
EU SEI QUE FICOU PEQUENO, MAS É MELHOR QUE NADA T^T Opiniões?