Elementus (fic Interativa)
32 The other side of me
POV Edu
O loira estava sentado no chão a frente de um espelho, chorava e abraçava seus joelhos com força, no vidro seu reflexo não fazia o mesmo, ele era diferente de Eduardo, embora ambos tivessem o mesmo rosto, cabelos loiros e olhos azuis o garoto de dentro do espelho tinha algo que Edu não tinha, maldade, sem seus lábios finos um sorrisinho sádico e doentio estava fixado e os olhos baixos estudavam o garoto choroso.
–Você é tão fraco Eduardo! – disse em uma voz suave deslizado a mão por dentro do espelho.
–Me deixa em paz Alois, por favor – implorou o garoto levantando a cabeça, as lagrimas escorriam pelo seu rosto pálido e cortado, as mãos que seguravam os joelhos tremiam e embaixo dele havia uma pequena possa se sangue.
–Você é fraco de corpo e de mente – repetiu o reflexo sorrindo mais e arranhando o espelho por dentro, Eduardo se encolheu, com medo odiava aquilo, odiava aquele seu lado que felizmente permanecia trancado em sua mente, porem aparecia ocasionalmente estampado nos espelhos quando estava mais abalado ou machucado.
–E-eu não sou fraco – afirmou gaguejante, Alois riu maliciosamente.
–Você é uma criança, chorona e fraca nunca será nada, jamais será respeitado ou temido. O capacho de todos!
–P-para por favor – pediu Edu escondendo o rosto nos joelhos, Alois passou a língua nos lábios e sentou no chão da sala dentro do espelho – m-me deixa em paz.
–Eu posso te ajudar – o menino levantou um pouco o rosto e olhou o reflexo que divagava.
–C-como? – gaguejou Edu.
–Simples, me deixe no controle, me deixe ser nos , podemos causar dor as pessoas que nos causam dor, podemos ser respeitados pelas pessoas que nos desprezam, nos podemos ser... tudo – Alois abriu um sorrisinho, sua voz era sedutora e manipuladora sem falar de sinistra, porem Eduardo com os olhos frios e vidrados no espelho pareceu gostar da idéia.
–Como podemos ser um? – perguntou olhando o reflexo e sorriu e começou a escrever com sangue do próprio dedo no espelho.
–Repita comigo – Alois indicou as palavras escritas a sangue no vidro, Eduardo secou suas lagrimas e chegou mais perto do espelho, eles começaram a falar juntos: Somos a noite e o dia, somos a sombra na escuridão, o monstro nos seus sonhos, o pesadelo das suas manhas, nos somos o sol e lua, somos a dor e a morte. Nós somos um! Quando a palavra foi concluída uma fumaça começou a sair do espelho e a ser respirada por Eduardo, o local ficou escuro e gelado por alguns minutos, quando a luz das lâmpadas voltou, o loira estava de joelhos no chão, as unhas cravados na bochecha e rindo loucamente com muita alegria, não era mais Eduardo, era Alois.
Ele se levantou e começou a alisar o próprio corpo, forte, inteiro, real, o sorrisinho continuou em seus lábios conforme se aproximava da grande janela do quarto e vislumbra o céu sendo toma dos nuvens escuras raios e trovões.
POV John
Sentado em sua cama com os olhos cobertos pelas bandagens ele conversava, com seu outro lado.
–Você foi tão ridículo – gritou furioso o reflexo que caminhava pelos cacos de vidro quebrado no chão, ele era quase igual a John, porem os dentes eram mais pontudos, o cabelos mais selvagem, os olhos eram uma espiral doentia e estava todo sujo de sangue, não dele, mas do reflexo de outra pessoa.
–Por favor Jon me deixe em paz – pediu o garoto abraçando o corpo enrolado em bandagens, os lençóis de sua cama sujos de sangue estavam jogados no chão, ele se recusava a comer, recusava-se a sair do quarto ficava ali abraçando o joelhos e sendo assombrado por seu próprio reflexo.
–Psiu, pare de chorar criança, as trevas ainda não te engoliram.
–Como pode ter certeza? – perguntou John.
–Apenas tendo – retrucou o reflexo com uma voz suave e polida que gelava o sangue – deve estar sabendo que nossa “amada” irmã Julie esta chegando de Viena amanha, o pai nos quer lá para recebê-la.
–Dane-se ela, espero que morra – praguejou o menino tossindo sangue e limpando a boca em seguida, o reflexo sorriu.
–Nossa irmã vai ficar triste – comentou Jon caminhando pelos cacos afiados de vidro no chão.
–Pare de falar nossa, ela é minha irmã – falou John levantando o rosto, uma fumaça começou a sair dos espelhos ao final da frase e Jon se materializou no quarto, não fisicamente ele era um espírito, nada mais que um monte de fumaça junto, porem mesmo assim ele encostou a ponta dos dedos do menino o calando.
–Quando você vai entender? Nós somos um – John sentiu as trevas o envolvendo, sentiu sua alma e coração sendo furados por inúmeras agulhas, lagrimas de sangue começaram a escorrer pelo seu rosto enquanto seu outro lado tomava conta de sua alma.
John e seu outro lado
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