Elementus (fic Interativa)

21 O mundo é tão frio


Notas iniciais
um cap curto sobre o John

MUITO IMPORTANTE: Leia esse cap ouvindo essa musica http://www.youtube.com/watch?v=fGxcvkiTRe8


POV John



O garoto finalmente tinha acordado, ou pelo menos pensava que tinha. Ambos os olhos estavam cobertos, tudo estava escuro. Ele passou a mão pelo rosto e sentiu as bandagens macias na volta de seus olhos. Continuou a tatear o corpo vendo que todo estava na mesma situação, os curativos estavam sujos de sangue e o cheiro era um pouco rosto, porem subjugando o aroma de morte ele sentiu um cheiro de canela.



–Oi pai – disse a garoto um pouco friamente, encostando as costas no travesseiro apoiado a cabeceira.


–É bom te ver acordado, John – respondeu Albert tomando um gole de chá, o menino pode ouvir o barulho da xícara sendo colocada em um pires.

–Quanto tempo eu estou aqui? – perguntou virando o rosto para onde julgava que o pai estava.

–4 dias, hoje é segunda feira – comentou o diretor, John tinha vontade de arrancar aquelas bandagens dos seus olhos, mas sentia uma dor aguda no local.

–Ahm... pai...

–Sim? – perguntou do velho em um tom gentil puxando a cadeira para mais perto da cama do filho.

–Pode me falar sobre... o poder psíquico? – pediu ele apertando os lençóis com força, logo sentiu suas mãos enfaixadas doendo também.

–Ah, o poder psíquico? Claro que posso falar, mas poderia me dizer o motivo desse interesse repentino?

–Questão acadêmica? – Albert riu baixinho e tomou mais um gole de chá logo depois.

–Muito bem, por onde eu começo – se questionou o diretor em uma voz baixa afagando a barba, John esperou que o pai não se perde-se em algum devaneio de velho – bem suponho que saiba que o poder psíquico foi criado em 470 pelo seu avô – o garoto fez um sinal positivo – o poder psíquico é chamado por muitos de o poder divino e de fato eu acho que é uma nomeação adequada, o poder de controlar a gravidade, a mente das pessoas, a estrutura molecular da matéria e tudo mais – o velho abriu um sorrisinho, o filho pode sentir que o pai sorria – mas como você sabe seu avô morreu a quase 1500 anos levando o poder psíquico com ele.

–E como o poder psíquico pode... voltar?

–Segundo meu pai o poder psíquico só pode voltar quando a criança for filho de um dominador de escuridão e uma dominadora de luz – respondeu pensativo afagando a barba, de repente ele pareceu ter uma lembrança repentina – claro quase me esqueci, ambos os pais tem ter ligação sanguínea com seu avô.

–M-mas eu, você e o mano somos os únicos – gaguejou John em um tom frágil e infantil.

–Na verdade podemos não ser os únicos, seu avo tinha um irmão mais novo, meu tio, porem ele sumiu a milhares de anos ninguém sabe se esta morto, quanto tempo viveu ou se teve filhos, mas caso tenha tido é possível – o tom do diretor pareceu ficar um o pouco falho e preocupado – você é o único dominador de escuridão conhecido na família então bem... acho que já falei tudo que podia por enquanto – John então pensou em Rafaela será que ela seria descendente do irmão de seu avô e que a filha dela fosse uma dominadora de luz? O menino aflito apertou os lençóis e começou a tossir, porem sentiu um gosto estranho, era sangue.

–Diretor – exclamou a enfermeira Joy surpresa – não esperava ver o senhor aqui a essa hora, eu ia trocar as bandages do John e dar o remédio – ela olhou de relance o lençol sujo de sangue e o menino com a mão tapando a boca – por Napoleão eu me atrasei, perdão – ela correu para o lado da cama e pegou um frasco de xarope em cima da mesa de cabeceira – tome por favor senhor Lorene – disse ela entregando o frasco na mão de John que tomou a liquido amarga em um único gole.

–Que coisa horrível – praguejou ele.

–São lagrimas de medusa – respondeu o diretor rindo.

–Acho que vou vomitar – retrucou o menino se deitando na cama com uma cara de nojo – ei pai....

–Sim? – perguntou o diretor em uma voz calma.

–Quando vou poder tirar a faixa dos olhos? – perguntou com uma voz esperançosa — é muito chato ficar assim – o pai suspirou demoradamente.

–John, a professora Megan, Louise e Lindsay fizeram tudo que elas podiam para te curar, mas infelizmente seus olhos, bem, eles não vão melhorar. Sinto muito filho – falou Albert colocando a mão no ombro do garoto que começou a tremer, aflito e com lagrimas de sangue escorrendo pelas bandagens.

–Eu to cego? – a voz dele começou a falhar, não podia acreditar no que estava ouvindo. Todas as luzes da enfermaria se apagaram, o lugar ficou frio como na Sibéria e nuvens pesadas começaram a fechar o seu conforme a dolorosas lagrimas vermelhas pingavam no lençol, Joy tinha medo de se aproximar.

–Bem, infelizmente filho... é isso – respondeu o velho com uma voz pesada passando a mão nos cabelos negros do filho, ele não teve nenhuma reação aquilo era demais para ele. O mundo é tão frio.


Notas finais
gostaram? sejam sinceros se não eu faço um melhor