Elementus (fic Interativa)

37 John no pais das maravilhas. Parte Final


Notas iniciais
É pessoal parece que as loucas aventuras de John como Alice finalmente acabaram

Cap 5 O gato de cheshire.

Era noite lua cheia e Alice novamente estava caindo dos seus no meio de uma floresta, sim nesse lugar Alice cai um montão de vezes. Ela batia em todos os grossos galhos da arvore, porem diferente do mundo real quase não doía, seu vestido porem começou a rasgar e ela caiu de cara no chão da nova floresta úmida.

-Eu nunca mais vou querer voar, já estou odiando isso – resmungou ela se levantando e arrumando o vestido rasgado no corpo, felizmente não tinha mais seios e outra coisa entre as pernas, a floresta era muito mais densa, escura e fria do que a anterior, normalmente Alice sendo uma dominadora de escuridão adoraria aquele lugar, porem estava sem os seus poderes e sendo uma garotinha indefesa ela tremia de medo – eu não sou uma garotinha indefesa – gritou Alice olhando para cima e batendo pé, porem depois voltou a atenção a sua situação – aquela cogumelo idiota não podia der me deixado em um lugar melhor? – perguntou a si mesma limpando o vestido com as mãos.

-Sr coelho... Sr coelho onde o Sr esta? – perguntou uma voz aflita que parecia vir do nada, Alice ficou curiosa e logo começou a ouvir uma sinistra risadinha de gelar o sangue – miau – um sorriso apareceu na sua frente.

-Eu não gosto de brincar de esconde-esconde melhor aparecer antes que eu te mate – após as palavras de Alice, Tigure ou melhor o Gato apareceu flutuando a sua frente.

-Oh... eu existo numa dimensão que não há machos e nem fêmeas. Portanto estou preso desse jeito – dizia ele balançando a cauda e os pés, estava agora sentado em um ganho.

-Cale a boca e apareça por completo.

-Você parece chateada – sussurrou o gato que a segurava por trás e falava em seu ouvido – Ate parece que não vou ajudar depois de ter terminado de falar.

-Você é igual aos outros antes, um inútil!

-Que cruel, que cruel – choramingou o gato ficando de joelhos no chão – vim ate aqui só por que você me guiou.

-Então nesse caso, para onde devemos ir?- questionou Alice suspirando e olhando para o choroso gato, de repente ele sorriu feliz e miou, ele puxou a mão de Alice levando a menina para a frente de uma arvore com duas placas, uma rosa dizia esquerda e a amarela dizia direita – então por qual eu devo ir?

-Se eu fosse você pegaria ambos, sim ambos – falou o gato que desaparecia e reaparecia – In-de-ci-so – dizia balançando a bunda para Alice – Se focar em apenas um homem é um grande desperdício porque ambos são homens finos e gentis que me dão borboletas – gritou o gato muito alegre se abraçando na arvore das placas.

-Estou perguntando o caminho que devo tomar!

-Fazer a escolha de quem amar embora esteja tudo bem em ser amado – sonhava o gato enquanto dançava e saltitava a frente de Alice – Eu gosto deste, um gato que se perdeu do caminho.

-Não é irônico para um guia ficar perdido?

-Porque o amor é como um labirinto, onde esta meu fio vermelho?

-Não me importa onde esteja, contanto que possa alcança-lo.

-Ah bem, existem homens loucos em todas as partes então não se preocupe – disse a gato rebolando – eu sou louco por esses homens loucos.

-Não posso escolher em ir a lugar nenhum? – o gato desapareceu e reapareceu atrás de uma arvore.

-Oh, que conversa extravagante. Tem certeza que esta tudo bem? – ele desaparecia e reaparecia rapidamente em um lugar diferença, Alice ficou tonta com isso. – Hora do show! – ele foi iluminado por holofotes vermelho – oh que excitação! Que excitação! O gato perdido esta no caminho do amor – cantava ele – Y No lugar da inversão... M ir fundo é na verdade uma devoção... I viciado em você, esta a mão do gato mal – cantava ele abraçado e dançando em um poste de poli dance – me ama... você me ama... OH – a cara de pasma e terror de Alice ao ver um gato dançando Poli Dance não tinha limites, era totalmente ridículo, errado e nojento.

Um alto barulho tomou conta do local e as arvores se afastaram abrindo um caminho.

-Ao menos não precisa se preocupar em se perder por esse caminho não acha? – perguntou o gato surgindo do lado da menina, o caminho levava ao uma floresta morta, seca e cheia de corvos, parecia que guerra tinha passado por ali recentemente, o seu era de um cinza assustador cheio de triste e angustia.

-Então quer dizer que eu não tenho escolha?

-Sim, exatamente, prenda-se aos outros apenas quando você quiser – disse o gato – estou indo a caça do amor, lembre-se de dar um oi ao senhor coelho por mim, querida, tchau – o gato deu as costas e começou a se afastar miando, ele começou a desaparecer devagar e Alice se virou.

-E-espere ai – chamou Alice, a cabeça do gato apareceu.

-Qual o problema?

-Você acabou de mencionar o coelho branco agora, onde esta esse cara? – o gato sorriu.

-Você quer vê-lo não importa o que? – Tigure sorriu de uma forma maliciosa e Alice abaixou a cabeça.

-Não realmente.

-Você quer vê-lo não importa o que?

-è que...

-Por que quer ver o coelho branco? – perguntou o gato segurando Alice novamente por trás.

-Porque... por que ele é meu amigo, ele é o único que pode me ajudar aqui, é por isso que eu quero encontra-lo – o gato fez uma cara confusa.

-Que malvado, eu também quero, olha eu sou um adorável gato, miau – falava ele balançando a bunda para o alto.

-Agora desapareça – ordenou a garota friamente.

-Mas... Mas... se o que coelho branco deseja eu irei. Eu posso recuperar a minha pureza, eu irei!

-Cale-se seu travesti zoofilico!

-Que cruel... Que cruel! Foi você que me impediu de ir embora.

-Isso mesmo, você ainda não me respondeu – advertiu Alice – onde ele esta? – perguntou a garota na esperança de ouvir uma resposta.

-Não se preocupe você vai encontrá-lo muito em breve, em frente, em frente, siga em frente assim – o gato sumiu e só o seu sorriso maníaco continuou visível – você esta destinada a encontrar, então adeus de verdade agora, miau – a gato sumiu por completo deixando a morena sozinha.

-Siga em frente assim... – Alice se virou para o caminho entre a floresta morta e começou a caminhar

O guia, que não parecia muito responsável era apenas um artista performático, afinal. A apenas um caminho a frente e é a único opção apesar de qualquer relutância.

Cap 6 O chapeleiro maluco

Alice agora caminhava por um túnel de plantas cheio de espinhos, a única iluminação era a luz no final do túnel, não é uma metáfora realmente tinha uma luz no final daquele túnel.

Ela acabou saindo do lado de uma velha, abandonada e aterrorizante casa com grandes grades de ferro pontudas e retorcidas parecia um local de pesadelo de criança de onde um terrível monstro sairia.

A garota avistou uma longa mesa bem decorada, cheia de bolos, doces, salgadinhos e bules de chá feitos de porcelana. Alice caminhou relutante ate lá.

-Todas as cadeiras estão ocupados – disse um garoto vestido de coelho, porem suas orelhas eram marrons sujo e suas roupas eram uma jaqueta, olhando atentamente percebeu que era o Alfred com uma cara um pouco menos infantil, sentado na cabeceira tinha um ruivo usando cartola ele ria e bebi chá, parecia completamente louco.

-Não precisa ser grosseiro ela é uma linda menina – Alice olhou na mesa dos 8 lugares que haviam só dois estavam ocupados.

-Eu não sou uma menina, você sabe muito bem disso Danny – gritou Alice irritada batendo pé no chão, o ruivo riu loucamente e tomou chá.

-Meu nome é chapeleiro – ele riu ainda mais – sou o chapeleiro maluco e esse é o meu amigo a lebre de março – ele apontou o coelho sujo.

-Eu sou muito heróico – falou ele tremendo e bebendo chá.

-Mas de qualquer modo você é linda, Alice – declarou o chapeleiro.

-Não fale isso – retrucou a garota caminhando na volta da mesa ate se sentar, o chapeleiro apareceu atrás dela e apertou as suas bochechas.

-Bem vinda a festa do chá maluco, como eu já disse eu sou o chapeleiro louco, aquele é a Lebre de Março – ele deu uma risadinha insana – gosta de chá?

-S-sim – respondeu Alice sento empurrada contra a cadeira.

Dan começou a servir o chá laranja que transbordou da xícara e começou a sujar toda a toalha branca, a lebre segurou com uma vara de pescar e fazendo quase mais da metade do chá cair Alice recebeu a xícara.

-Sua expressão sugere que esta me perguntando, nada é adicionado exceto o doce açúcar – informou o chapeleiro largando 10 cubos de açúcar dentro da xícara – acho que precisa de mais, deve estar amargo – ele começou a colocar mais cubos, 3, 7, 12 ate que tinham 34 cubos de açúcar dentro do chá.

-Pare é muito! Eu não gosto de doces.

-De uma olhada – mandou o chapeleiro apontando para a xícara de chá da garota onde ela via o rosto de Dazer no reflexo do chá.

-Isso é... – ele então começou a ver o mundo real no reflexo da xícara, viu ele deitado na sua cama na enfermaria com seu pai do lado lendo o grosso livro, viu que já tinha passado da metade então talvez logo já estaria fora daquele maldito mundo, viu ele se mexendo na cama talvez estive-se tentando acordar, então o reflexo nublou e sumiu, tudo que restava era o chá laranja dentro da xícara.

-As memórias são realmente algo desprezível – comentou o chapeleiro passando o dedo na bochecha da menina.

-Eu não preciso dessas coisas – disse Alice bebendo um pequeno gole do chá, porem como estava nojentamente doce ela atirou no chão.

-Ora, ora que forma diferente de beber, pelo chão .

-Você viu o coelho branco? – a lebre então a olhou interessado.

-Vai saber... eu não vi – respondeu se sentando, Alcie se virou para Alf.

-E você Alfred, que é um coelho fedido também, você sabe de alguma coisa?

-lebre!

-Um coelho é um coelho, estas orelhas ficam muito bem em você – disse Alice de maneira debochada se sentindo finalmente no controle da situação.

-Eu sou uma elegante e heróica lebre selvagem enquanto aquele impuro Coelho Branco é um coelhinho de estimação. Sei entendo francamente tal coelho tal mestre...

-Vocês dois ainda parecem coelhos no final.

-Eu repito, espero que não nos confunda – informou a lebre irritada arrumando seus óculos.

-Por que um corvo é semelhante a uma ostra? – perguntou o chapeleiro se metendo na frente da lebre e sorrindo de uma maneira louca.

-Há? – perguntou Alice com pontos de interrogação ainda da cabeça, o chapeleiro pulou em cima da mesa e começou a chutar tudo para fora.

-Por favor Alice, me diga a resposta dessa questão se quiser saber o paradeiro do interpreto coelho branco que tanto deseja encontrar – dizia o louco dançando alegre em cima da mesa, a lebre abriu um relógio de bolso dourado e começou a olhar.

-Então voltando ao assunto principal, por favor aperte rapidamente o botão pra responder se souber, Alice então se viu na frente de uma bancada com um placar e um botão reparou também que o chapeleiro havia colocado uma cartola roxa em sua cabeça.

-Pergunta: por que o corvo é semelhando a uma ostra? O limite de tempo é duas horas.

-Tanto assim? – perguntou Alice

-Tempo começando, faltam 30 segundos- informou a lebre – 29.28.27.26.25.24.23.22.21.20...

-Tão rápido?

-Lebre de março seu relógio esta quebrado? – quis saber o chapeleiro, 19.18.17.16 foi a resposta da lebre que não tirava os olhos do seu relógio.

-15.14.13.12.11.10.9.8.7.6 – Alice suspirou e apertou o botão com toda sua força, um alto alarme soou.

-Primeiro Alice- gritou Alf apontando a garota

-Ambos começam com Ka – disse ela “em atlantis corvo é Karvom e ostra é Katras, Atlantis é a língua universal no mundo elementar, embora não seja usada no dia dia” um alarme de errado soou e uma bandeja caiu na cabeça da menina, dessa vez doeu. O chapeleiro e a lebre riram, assim como um loiro que Alice não tinha visto antes, era Alois. Os três riam loucamente parecendo se divertir muito.

-A respota correta era: Eles não tem nada em comum – informou a Lebre que logo voltou a rir incontrolavelmente, a menina corou de vergonha e frustração. O que mais achou graça tinha sido o chapeleiro que socava a mesa enquanto ria histericamente de maneira prazerosa com lagrimas nos olhos, Alois ria de uma maneira mais elegante e debochada, Alice cerrou os dentes.

-Para o inferno com a resposta correta! Isso nem ao menos é uma resposta!

-No fim você ainda é uma garotinha ingênua que esperava uma resposta correta – disse a lebre com uma voz superior.

-Isso mesmo a vida não é simples assim, por isso todos querem as coisas doces – o chapeleiro do lado de Alice colou mais de 20 cubos de açúcar dentro do seu chá. O reflexo voltou a mostrar o mundo real.

-Já disse que não preciso desses seus truques e ilusões! Não quero mais ficar aqui com vocês, seu bando de idiotas! – Alice se levantou da cadeira e jogou a cartola para longe, caminhando irritada ela se afastou dos companheiros de festa.

-Já foi ao castelo da rainha?

-Não, ainda não.

-Então vou lhe dar um conselho – ofereceu Dan sorrindo loucamente – é melhor não ir lá. Ela é uma pessoa ruiva, caprichosa e muito cruel.Ao seu menor desprazer ela... corta as cabeças – o chapeleiro voltou a rir histérico.

-Ainda assim, vale a pena tentar – falou Alice sorrindo confiante – ela tem a mais alta autoridade por aqui.

-É verdade – concordou o ruivo – oh.. esse é o som de...

-O que? – Alice voltou a olhar para a frente e viu uma carruagem se aproximando.

-Parece quem eles vieram atrás de você – uma carruagem rosa parou na frente de Alice e dela desceu um homem alto usando uma armadura prateada, seus cabelos eram longos e negros, os olhos vermelhos era Siegfried.

-Você é o vilão?... isso faz bastante sentido – comentou Alice para si mesma, o homem abriu um pergaminho e começou a ler.

-Eu o Valete de Copas trago uma mensagem de sua Majestade de Rainha de Copas que convida Alice, este é um convide de sua majestade a Alice, eu vou entregar esse convite de da Rainha de copas a Alice – ele rasgou o pergaminho e correu na direção de Alice, a segurando e começando a carregar acima da própria cabeça, era um homem muito forte.

-Hei você pode me soltar, eu sei andar!

Ele então jogou Alice para dentro da carruagem e logo entrou também trancando a porta.

-Onde esta o coelho branco? – perguntou ela se acomodando no confortável banco.

-Hum acho que eles esta no castelo – comentou Danzo que estava do lado da menina.

-Q-quando você surgiu?

-Estive todo o tempo aqui – ele sorriu de maneira meiga.

-Ele consegue escapar toda vez que vou atrás dele, da próxima vez isso vai ser diferente, leve-me para o castelo, eu quero ir para o castelo!

-Como a senhorita desejar – falou Siegfried, a carruagem começou a andar muito rápido.

Se considerar o castelo da Rainha como ultima linha de defesa no tabuleiro, isso é um ataque ou você esta sendo atacado?

Não obstante Alice esta a caminho do palácio real, mal sabe ela que suas aventuras estão pra ter um fim.

Cap 6 A rainha

Alice estava agra dentro de um enorme trem vermelho voar, sua fumaça era negra e o veiculo andava como se fosse uma cobra em um oceano de ar, ou uma lagoa, ou um rio.

Estava sentada sozinha em uma bonita cabine com janela, mas as únicas coisas que tinha na vista eram nuvens brancas abaixo do trem que ganhava mais e mais altitude ate se fixar em trilhos brancos flutuantes.

Logo começaram a se aproximar de um enorme palácio branco com altas torres vermelhas localizado em uma ilha no meio de um oceano de água, ou uma lago ou um rio. Um mordomo abriu a porta e Alice sair caminhando com firmeza. Viu então milhares de mordomos todos exatamente iguais.

-Pensando nisso... por que ela me chamou? – se perguntava Alice enquanto todos os mordomos se alinhavam formando um caminho entre ela e a grande porta vermelha que dava acesso ao castelo

Trombetas começaram a tocar e Alice se viu em uma sala de tribunal com varias pessoas na platéia e no júri, um mordomo pegou um pergaminho e começou a ler:

-A Rainha de Copas, nossa linda Rainha, senhora de todos os reis, rainha de todos as rainhas, executora da lei, protetora da paz e... guarda das panelas assim como o lixeiro – declarou o homem sem muita certeza da ultima parte – Vossa Majestade a Rainha, ai vem ela! – entrando com elegância no tribulam estava a rainha, mulher linda de longos cabelos vermelhos, vestido vermelho com branco e uma coras... espera é a Rafaela... isso faz bastante sentido, ela sentou no trono e cruzou as pernas totalmente a mostra.

-Agora vamos começar o julgamento – declarou ela com maldade na voz e um sorriso malicioso – Sentença: Pena de morte para a acusada, Alice – a garota foi tomada pelo pânico.

-Silencio, Silencio – pediu o mordomo embora ninguém fala-se nem uma palavra.

-Vão cortem logo a cabeça dessa criança – ordenou a rainha apontando para a morena que recuou dois passos, porem parou e voltou a uma posição firme.

-Espere! – a rainha Edu uma risada cruel.

-Eu sempre quis dizer isso.Bem, cortem logo a cabeça.

-Sim..sim Vossa Majestade – gaguejaram os dois mordomos mais próximos a Alice, eles seguraram s braços da garota com muito força, porem ela se debateu e soltou-se

-Objeção! Não havia nenhuma acusação ou testemunhas quando a sentença foi dada. Como pode chegar a tal sentença?

-Por que todo o julgamento tem que ser ético, justo e uma persa de tempo. Que coisa chata.

-Quem ficaria satisfeito em ser decapitado só por que acha suas obrigações chatas?

-Entendo – respondeu a ruiva friamente – então aprese-se e leia as acusações, mesmo que isso não faça a mínima diferença.

-Vou ler só por formalidade então – respondeu o mordomo legando um pergaminho e abrindo.

-Não é só por ler, faça isso adequadamente pelo protocolo!

-Então... Alice a acusada nasceu no dia 25 de agosto de 1976 e então... – mordomo se atrapalhou e acabou deixando o pergaminho cair no chão, Alice olhou e viu que estava completamente branco, sem um pontinho de tinta – bem como eu ia dizendo...

-Objeção, por que se referem ao meu aniversario? Quer dizer que ate o meu nascimento é um crime?

-Silencio ou te coloco para fora por desacato – informou a Rainha com uma voz de tédio.

-Então por favor ousa as testemunhas – pediu o mordomo em uma voz nervosa – a primeira testemunha venha aqui por favor.

-Sim – do juri a senhorita rato se levantou e caminhou ate o palanque.

-Por favor descreva como a acusada te machucou.

-Eu.. eu perdi as minhas cores – respondeu a rato que usava um vestido preto muito diferente de suas roupas anteriores que eram vivas e cheias de tons – mas como sou viúva agora eu preciso usar essas roupas, nem posso colocar meu lindo chapéu rosa, isso foi culpa de Alice! — declarou com lagrimas nos olhos.

-M-minha culpa? – aquilo não fazia sentido.

-A próxima testemunha venha aqui na frente por favor – a lagarta então foi a frente e começou a falar que Alice tinha desafiado seus conhecimentos e sabedoria, depois Ed varias tragadas no charuto ele sobrou a fumaça roxa e se sentou.

-A próxima testemunha, por favor – chamou o mordomo, agora Danzo, Anna e Yuko foram a frente.

-Nós não sabemos se estávamos em um rio, amazonas, lagoa ou oceano, isso é culpa de Alice! – a garota colocou a mão na testa não acreditando nas coisas tão idiotas que ouvia.

-A próxima testemunha, vossa majestade a Rainha.

-Sim.. eu...estou entediada, isso é culpa de Alice! – ok agora essa foi totalmente ridícula.

-Eu não fiz anda disso, vocês são todos completamente malucos – berrou Alice dando um soco na mesa onde estava.

-Hã? Planeja insistir na sua inocência apesar de ter feito tudo isso? – perguntou Stone ou melhor a Lagarta Azul.

-Eu nem queria estar nesse mundo, para começar.

-Isso é realmente um pecado Alice – falou a rainha dando uma risadinha maldosa e olhando a acusada.

-A ultima testemunha venha a frente, por favor – chamou o mordomo, porem ninguém apareceu ele olhou para o banco onde o chapeleiro estava colocando novos inúmeros cubos de açúcar no seu chá.

-Eu disse que memórias eram desprezíveis – comentou ele que agora estava atrás de Alice, ela começou a olhar para o chá laranja – Este é um reino de sonhos e fantasias, uma dimensão entre a vida e a morte, alem de ligar o passado e o futuro – Alice começou a ter inúmeras visões, ela perdendo a visão, uma garota loira chorando abraçada em um bebe, uma garoto de cabelos prateados lutando em um duelo de espadas, o mesmo garoto prateado de joelhos no chão cheio de ferimentos.,

-O que é isso? – então as imagens sumiram do chá e o chapeleiro voltou a falar:

-São suas memórias, são o seu passado, são o seu futuro, tão cruel para Alice, pobre Alice.

-Alice... esse é realmente meu nome? – perguntou olhando seu próprio reflexo no chá.

-Então o que fazer? – perguntou o chapeleiro arranhando o bochecha da menina.

-Como ele disse... eu não lembro de muita coisa... eu nunca mais vou ver nada... talvez... talvez... eu respondi muito bem quando a Lagarta azul perguntou meu nome...

-Bem as coisas estão claras agora? – questionou a rainha com uma voz fria – Veredito: A acusada é culpada! Culpada por não enxergar!

-A sentença é...

-A morte, é claro – completou a rainha sorrindo maldosa e olhando a morena– então cortem logo a cabeça dessa criança, uma exercito de mordomos com espadas apareceu atrás dela.

-Eu sou inocente!

-Então me mostre provas – pediu Rafaela dando uma risadinha.

-Provas... provas...provas — repetiram todos juntos.

-O que eu devo fazer? – se perguntou a garota em desespero.

-Provas... – falou uma voz suave que ela nunca tinha ouvido – você precisa saber do futuro, seu sei do futuro, é tudo tão simples, mas bem primeiro fale o seu nome – pediu a voz que parecia vir do nada.

-Alice...

-Fale o seu verdadeiro nome – pediu a voz.

-John... – cochichou a morena.

-Fale mais alto – exigiu a voz, Alice juntou toda a sua coragem e gritou:

-Eu sou John, John Dumont! Apareça logo seja lá quem você for!.

-Como quiser – a cúpula de vidro que formava o teto do salão do tribunal se quebrou e por ele chegou aterrissando em câmera lenta um jovem de uns 17 anos, usava terno e tinha os cabelos prateados. Em uma velocidade sem igual ele jogou todas as centenas de servos com espadas para longe e pegou a garota, ele deu um grande salto e Alice se abraçou nele – desculpe a demora, pai – falou ele enquanto os dois juntos saiam daquele lugar voando.

-Apenas... apenas me tire daqui logo – pediu John se aconchegando nos braços do jovem.

Eles então juntos saíram dali deixando a rainha com seus mordomos fracassados, porem um sorriso maligno se formou nos lábios da rainha.

-Então esse é o seu poder, meu bebe? – ela ficou olhando os dois sumindo e deu uma risadinha sombria – da próxima vez que nos encontrarmos não será em um simples sonho – depois disso sua risada cruel ecoou por todo o reino.

Agora os dois estavam passando por uma lugar escuro como e fosse o espaço, haviam milhares de enormes cartas flutuando.

As provas não significavam nada no final, tudo que precisava fazer era dizer o seu nome, não mudando de idéia não importando o que os outros dissessem.

E em um clarão o jovem de cabelos prateados sumiu e John passou por um túnel escuro.

Epilogo

Ele estava deitado em sua cama, os olhos fechados cobertos pelas bandagens e seu pai do lado fechou o livro, uma mulher usando uma capa estava do lado de Albert que olhava o filho com olhos preocupados.

-Sinto muito por isso, parece que Siegfried assumiu o controle.

-Ele é forte, vai ficar bem – o diretor fechou o livro e se levantou, deixando a enfermaria na companhia da mulher – boa noite, filho – falaram ambos antes de fecharem a porta do local.

Notas finais
Amanha temos um cap normal