Elementus (fic Interativa)

15 A Primeira Ministra


Notas iniciais
Se preparem para muitas emoções, hoje faremos uma viajem a outros paises

POV Pierre


Pierre Vermon, secretario das relações exteriores da Chancelaria era um bonito e jovem homem, cabelos negros, olhos verdes, alto e magro. Estava sentado no trem que rapidamente se aproximava de Frankfurt, capital da Alemanha elementar, ele participaria de uma importante reunião com a primeira ministra do pais, Rafaela.

–Senhor, estaremos chegando em 10 minutos – informou um dos assistentes de Pierre, um jovem de 19 anos.

–Obrigado, Rodrick – agradeceu o homem se levantando e arrumando o terno, aquela reunião seria de extrema importância, decidiria o futuro das relação entre os dois países, sentia um misto de emoções em parte esta nervoso e assustado por outro sentia orgulho de si mesmo por ter sido escalado para tão importante missão, como dito depois de alguns minutos o trem foi perdendo velocidade, Pierre olhou pela janela.

Era uma vista estranha, a estação de trem estava quase que vazia, bandeiras vermelhas com uma cruz de ferro negra tremulavam ao vento e na plataforma uma comitiva de alemães esperavam, o primeiro que captou a atenção do Secretario era um alto alemão, loiro de olhos azuis, casaco negro que chegava ate os joelhos, no braço estava presa uma fita com a bandeira e na cabeça usava um quepe, do seu lado havia um verdadeiro pelotão de mulheres, todas vestindo uniformes militares.

–Tem é isso – falou Pierre a si mesmo enquanto arrumava a gravata, ele se virou e seguiu o corredor ate o final saindo do trem, logo o grande homem veio a seu encontro.

–Bem vindo a Alemanha, senhor Vermon. Meu nome é Gerald Kaitel, secretario das relações exteriores de sua excelência a senhorita Rafaela, é um prazer recebê-lo.

–Digo o mesmo, seu pais é muito agradável – respondeu Pierre automaticamente enquanto caminhava do lado do homem, as mulheres caminhavam atrás deles.

–Fico feliz em ouvir isso, sua excelência a primeira ministra tem grande ar preço pelo paisagismo e pela beleza da arquitetura – falava o homem alegremente conforme eles saiam da plataforma e passavam por um jardim com estatuas, o primeiro pensamento de Pierre foi “que feito incrível esconder uma coisa desse tamanho dos comunnes”.

–Realmente se percebe – elogiou o homem achando aquele vazio e silencio muito estranho – dominadores muito talentosos devem ter esculpido isso.

–Para ser honesto essas estatuas foram feitas por nossos grupos de pequenos prodígios, crianças muito talentosas, mas na verdade todas são precisam apenas do incentivo certo – comentou o loiro chegando perto de um luxuoso carro e abrindo a porta – o trajeto não é muito longo, mas gostamos de oferecer aos visitantes o maximo conforto.

–Ah, muito obrigado – respondeu Pierre, seus secretários e assistentes caminhavam atrás dos dois junto as mulheres, ele acabou entrando no carro com Gerald enquanto os demais seguiram para um carro metros atrás.

O veiculo começou a andar logo após a porta ser fechada e o Frances ficou olhando pela janela, logo na saída do limites da estação havia uma grande estatua dourada, era Rafaela sentada em um trono, em baixo as inscrições em alemão “Eine Nation, ein Volk und ein Thron für eine Kaiserin” Pierre sabia o que queria dizer “Uma nação, um povo e um trono para uma Imperatriz” na mesma placa onde estava as escritas o escultor tinha talhado o símbolo de todos os elementos inclusive o psíquico, realmente algo aterrador de se pensar.

Depois de alguns minutos de carro que deram a ele um belo deslumbre da nova Alemanha o carro parou na frente de um prédio, não um prédio qualquer era um palácio de ostentação a riqueza e poder, o motorista do carro abriu a porta para Pierre e Gerald.

–Bem vindo ao Palácio do governo, senhor Vermon – disse o alemão parando do lado do Frances que estava boque aberto – por favor me siga, sua excelência já o aguarda para uma reunião previa, o moreno concordou com a cabeça e seguiu o anfitrião pelo longo caminho que levava ate a entrada, um grupo de funcionárias puxou a grande e pesada porta de madeira talhada com os símbolos nacionais, a cruz de ferro e um corvo.

O Hall de entrada era magnífico, o chão era recoberto por um tapete persa azul com prateado, o teto de 8 metros estava cheio de lustres de ouro maciço e as paredes decoradas com inúmeros quadros a quais a maioria retratavam Rafaela.

-Hum... realmente tem uma coleção de arte interessante e o resto da decoração também é magnífico – elogiou Pierre de maneira forçada, umas das coisas que aprendera com o tempo é que os alemães adoram elogios.

-Sim, mas para ser sincero andamos redecorando tudo ultimamente, tirando a poeira de coisas velhas e tirando os retratos de velhos enrugados, agora por favor me siga ate a sala de reunião – pediu o loiro abrindo uma porta que levava a um corredor, ele tinha tirado o quepe e possivelmente colocado em um porta chapeis, uma coisa que intrigava o diplomata é que ate agora não tinha nem idéia do elemento do anfitrião.

-Senhor Kaitel se importa se eu fizer uma pergunta?

-Claro que não, seria um prazer responder.

-Qual o seu elemento? – questionou Pierre sem rodeios o loiro o olhou de lado e abriu um pequeno sorriso.

-Raio – ele respondeu – e o seu?

-Fogo – mentiu o diplomata sem parar de caminhar, eles viraram para a esquerda e o Alemão o indicou uma porta.

-A sala de reuniões é essa por favor se sinta a vontade para se arrumar se desejar, enquanto isso vou ajudar seus assistentes a se alojar – disse Gerald sorrindo – estarei esperando pelo senhor ao final da reunião para mostrar o seu quarto.

–Obrigado – agradeceu, ele respirou fundo quanto o alemão se afastou e um pouco relutante entrou na sala.

Era enorme, um salão enorme e quase vazio, de cada lado haviam enormes vidraças, o chão parecia um tabuleiro de xadrez feito de placas de mármore, um longo tapete vermelho levava ate uma mesa de madeira muito claro, atrás de mesa atirada em um trono estava Rafaela, ninguém que a visse pensaria que se tratava da primeira ministra da Alemanha, parecia não ter mais do que 23 anos, o cabelos eram ruivos e volumosos os olhos alaranjados, porem o que mais chamava a atenção era o roupa, um vestido muito elegante preto com detalhes vermelhos e o decote deixava os grandes seios a mostra, Pierre deu alguns passos para frente, irritado.

–Você é uma vadiazinha promiscua e exibida não é mesmo, Rafaela!? – gritou o homem que ficou com os olhos vermelhos, a mulher tirou os olhos dos próprios seios e fitou o recém chegado.

–Irmãozinho – disse ela saudosa abrindo um sorriso meigo, seus lábios eram vermelhos como sangue e a pele branca – que saudades de você!

–Eu não vim aqui para brincar – bufou o ele caminhando para mais perto da primeira ministra que se sentou corretamente no trono e o olhou de uma maneira tediosa.

–Calma Sieg, você esta tão estressado, sente-se! aceita uma bebida? Eu sei como você gosta de um vinho – disse ela de maneira um tanto ingênua, mas depois sorriu com malicia e colocou os pés em cima das pernas, o vestido não era longo o bastante para tapar suas bonitas coxas.

–Eu não vim aqui para beber com você.

–Claro que não, você veio me passar um sermão de irmão mais velho – ela gargalhou – gostou do império que estou criando?

–Eu só vi sua soberba dominando mais uma vez – retrucou o homem, mas agora com calma.

–Não fale de mim maninho, o lord Siegfried aterrorizando a França desde 1970, mas de repente ele desaparece, já fazem dois anos, enquanto isso sua irmãzinha mais nova assume o controle da Alemanha, mas ninguém sabe que sou sua irmã a não ser os velhos professores daquela escola de rato e nossa divertida trupe de amigos – disse a mulher mordendo o dedo pensativa, sua voz era cheia de maldade – onde quer chegar irmão ?

–Você sabe muito bem onde quero chegar, eliminação total da França, os cavaleiros das trevas estão em cada nível da sociedade e eu, eu ocupo um dos mais altos cargos do governo, basta um golpe e pronto eliminamos a França da face da terra – declarou Siegfried com um sorriso maligno no rosto e com a voz calma.

–Eu entendi seu plano irmão, esta simplesmente fazendo o mesmo que eu – disse Rafaela aproximando o rosto do irmão que mantinha os olhos fixos nela – jurava que tinha abandonado essas idéias, os ataques terroristas a Paris, Estrasburgo e Lyon eles pensam que foi a minha sexy pessoa, mas na verdade foi você.

–Chegou a essa conclusão sozinha? – perguntou ele debochado olhando a mais nova que sorriu.

–Não é só você que tem seus espiões e aliados dentro da França, minhas damas das trevas estão e todos os lugares.

–Os meus cavaleiros das trevas também estão – contrapôs ele.

–Sabe que eu sou e sempre serei legal a você irmãozão. Eu sou a sua menininha – declarou ela sussurrando no ouvido de Siegfried antes de beijar seu pescoço.

–Esta na hora de reorganizar nossas forças – falou ele abrindo um cruel sorriso.

–O terror chegou ao fim? A guerra vai começar? – ela fez uma voz manhosa recuando e voltando-se a sentar no trono.

–Esta na hora de prepararmos nossa arma da conquista, você não tem o seu bebe não tem?

–Ele já esta conosco, vou me encontrar com ele em breve – respondeu ela tomando um gole da taça de vinho que a tempos estava esquecida na mesa, um sorriso cruel, frio e diabólico se formou nos lábios de Siegfried.

–O poder psíquico ira renascer. E será nosso!

Notas finais
no proximo cap voltamos a Elementus