Elements : Apocalypse battles

30 Capítulo 30 : O guardião negro


Notas iniciais
E FINALMENTE EU VOLTEI COM UM CAPÍTULO NOVOOOOOO. Espero que gostem desse capítulo, ele está cheio de informações e diálogos importante, espero que gostem. Amo vocês ♥

Depois de 3 horas da primeira luta do grupo de Hirako contra Kuro, que terminou com a vitória temporária dos mesmos por causa da ajuda da ex-general Yummi, Kuro finalmente voltou ao castelo, depois de ter sido congelado e jogado para longe. Após voltar, Hirako, Azuka e Yummi se encontravam no topo do castelo, o esperando, onde travaram uma grande batalha contra o vilão, mostrando uma incrível performance, principalmente Hirako e Yummi, que resistiram bravamente, fazendo Kuro ter que usar 70% de seu poder. Quando tudo parecia perdido, Kizuro, seguido de kaito, Keima e Wyles chegaram ao local, acompanhados de Mizuno, Keiji e Kiyomi, ajudando os feridos e segurando Kuro. Após todos estarem sob os cuidados de Wyles, Kizuro, que lutava sozinho contra Kuro, também foi derrotado, e agora, Kaito e Keima enfim vão enfrenta-lo, com objetivo de impedir seus planos.

Kaito e Keima – ATACAR. – Os dois gritaram, partindo para cima de Kuro de uma única vez, sem esperar nenhum segundo.

Kuro – ISSO VAI SER INTERESSANTE. HAAAAAAA – Gritou, indo na direção dos dois.

E assim, sem demora, os 3 começaram a lutar, trocando vários golpes extremamente rápidos, aos quais eram impossíveis de se ver por uma pessoa normal. Primeiramente, Kaito e Kuro colidiram suas espadas, e em seguida, Keima tentou perfura-lo, mas ele foi esperto e recuou a espada de Kaito, aproveitando e batendo sua waning moon na espada de Keima e trocando sua direção para o chão, e em seguida, pulou por cima do hospedeiro do som e chutou suas costas, para pegar impulso e ir diretamente em Kaito, que havia recuado. Fazendo isso, colidiu sua lâmina com o ruivo novamente, e os dois começaram a trocar golpes incessantemente, até que Keima chegou por trás do vilão e tentou ataca-lo de cima, mas notando a presença do garoto, Kuro simplesmente jogou-se para trás, e assim Kaito e Keima colidiram suas lâminas, sendo jogados para trás, e com esse deslize, o homem de cabelos compridos sorriu e voltou a ficar de pé, pegando os dois pelos braços e jogando os dois contra um pilar.

Kaito e Keima – GWAAAH.

Kuro – VAMOS LÁ, EU AINDA POSSO LUTAR O DIA TODO.

Kaito – Droga... mesmo tendo lutado por todo esse tempo contra o Hirako, a Azuka, a Yummi e o Kizuro, ele se mantém firme. A resistência desse desgraçado é absurda. – Comentou Kaito, levantando-se e dando a mão para Keima, para ajudá-lo.

Keima – Sim, pensei que poderíamos lutar com mais calma, presumindo que ele já estaria cansado, mas vejo que esse não é o caso.

Kuro – O QUE VOCÊS TANTO CONVERSAM, SEUS DESGRAÇADOS? – Perguntou, jogando uma rajada de energia negra nos dois, que pularam e desviaram, mas ao mesmo tempo, o ataque quase acertou Wyles, que foi protegido por uma barreira de gelo.

Yummi – EI, DUPLA DE IDIOTAS, CUIDADO. EU NÃO TENHO MAIS ENERGIA PRA USAR MEU GELO A TODO MOMENTO.

Keima – DESCULPA.

Kaito – Se bem que a culpa não foi bem nossa...

Wyles – Eles não tem culpa, nós estamos literalmente no meio do fogo cruzado com várias pessoas feridas. Era questão de tempo até sermos alvos. Precisamos achar um jeito de tirá-los daqui. – falou, ainda com suas mãos lançando energia luminosa para curar seus amigos, que reagiam bem à energia, mexendo algumas partes do corpo, como pálpebras e dedos.

Yummi – E o que você sugere?

Wyles – Bom, nós não estamos em batalha...

Yummi – Espera... Entendi. Pra onde você quer ir? – Perguntou, abrindo um portal.

Wyles – Bom...

Kuro – O QUE VOCÊ ESTÁ SUSSURRANDO AÍ, MÉDICO IDIOTA? – Perguntou, indo na direção de Wyles com sua espada em punho, mas sendo parado por Keima, que o interrompeu lançando uma rajada de som em seu caminho, o afastando.

Keima – SUA LUTA É CONOSCO. — Furioso, Keima revestiu sua espada com seus poderes sonoros, e Kuro o encarou.

Kaito – WYLES, AGORA. – Kaito, falando isso, apareceu no ar com Kizuro em seu ombro, e assim, jogou-o para o médico, e nesse momento, todos ali sumiram, e Yummi saiu de cena mostrando a língua para o vilão, que saltou uma veia em sua testa.

Kuro – DROGAAAAA, ELES FUGIRAM. SEUS DESGRAÇADOS. VOCÊS VÃO PAGAR PELA FUGA DOS SEUS AMIGOS COM SUAS PRÓPRIAS VIDAS.

Kaito e Keima – ENTÃO VEM.

Kuro – Vocês me deixaram furioso, e eu não vou tolerar mais esse comportamento infantil. Elevação de poder... 80%. – Falou calmamente, enquanto uma aura negra o envolvia, e ele ficava ainda mais poderoso. – CHEGA DE BRINCAR.

Kaito – 80%, hein? Lembro do dia que você bateu em mim e nos outros usando só 30... Parece que nós avançamos bastante, não é?

Kuro – CALE-SE. Seu amigo loiro falou a mesma coisa, não quero ficar ouvindo a mesma coisa duas vezes.

Keima – Do que vocês estão falando?

Kaito – Algumas horas antes de ir te ajudar lá nem Greenforest Valley, eu, Hirako, Wyles e Azuka lutamos contra o Kuro, e mesmo nós 4 lutando juntos, não conseguimos vencer.

Kuro – Lembrar daquele empate me dá nojo...

Keima – Empate?

Kaito – Quando terminarmos aqui, eu te conto essa história mais detalhadamente. Acho que não é uma boa hora para conversarmos.

Keima – Certo.

Kuro – Vamos ver... DO QUE VOCÊS SÃO FEITOS. – Kuro pulou na direção dos irmãos, que armaram suas posições de batalha.

Kaito – FLAMEJAR. – Gritou, e assim, uma aura de fogo o revestiu, aumentando seu poder, e assim, pulou na direção de Kuro, para ataca-lo.

Keima – SONORIZAR. – Keima fez o mesmo, seguindo Kaito

E assim, os dois irmãos e o vilão voltaram a se confrontar. Kaito e Keima atacaram rapidamente, colidindo suas respectivas lâminas com a de Kuro, fazendo uma grande pressão para ambos os lados, a qual fez o chão se rachar, até os três se afastarem por um curto período de tempo, pois Kaito, após se afastar, conseguiu dar uma cambalhota para trás e cair de pé, pronto para atacar, e assim fez. Logo após parar, avançou contra o vilão novamente, e começou a confrontá-lo com sua DragonBorn, a qual ainda não estava completa, e sim com ¾ de seu tamanho, por causa da luta travada com Kizuro, onde a lâmina foi desintegrada completamente.

Kuro – Você é realmente muito bom na arte da espada, moleque. Mesmo não estando com ela inteira... Isso eu tenho que admitir, você é bom. – Falou, defendendo-se facilmente dos ataques de Kaito, até que de repente, o garoto parou de atacar e saltou, e nisso Keima surgiu por trás do ruivo e atingiu Kuro com um ataque certeiro em seu estômago utilizando sua Doomed Resonance, ao qual o arrastou para trás, fazendo-o cuspir sangue por um momento, até dar um murro nas costas de Keima e derruba-lo contra o chão, pisando em suas costas. – Desgraçado.

Keima – Agh.. Maldito. – Falou, sendo esmagado pelo pé de Kuro, até o momento em que começou a vibrar e desapareceu, aparecendo em sua frente novamente.

Kuro – Seu desgraçado, como conseguiu aparecer tão rápido?

Keima – Você já ouviu falar... da velocidade do som?

Kuro – O que?

Kaito – E NÃO ESQUEÇA DE MIM. – Elevando sua voz, Kaito veio do céu em formato de mergulho, colidindo novamente sua espada com a de Kuro, fazendo uma pequena cratera aparecer no chão, e assim, o ruivo abriu um sorriso, e Kuro, percebendo as intenções do garoto, tentou realizar um salto para trás, mas o garoto largou sua espada propositalmente, e Kuro, que fazia força, teve seu braço jogado para a frente bruscamente, então, Kaito que ainda estava no ar, segurou o braço de Kuro e passou por cima de seus ombros, jogando Kuro no chão com um grande arremesso, que o fez sangrar pela boca.

Kuro – Agh... – Falou, no chão, levantando-se lentamente.

Kaito – ISSO. – Kaito, já de volta ao lado de Keima, fez um “high five” em seu irmão, por seu plano ter dado certo.

Kuro – Vocês dois estão se mostrando bem fortes... Gosto de desafios. – Kuro revestiu sua espada com trevas. – EU VOU MATÁ-LOS LOGO, PARA NÃO ME CAUSAREM MAIS PROBLEMAS. – Gritou, avançando novamente.

O homem de cabelos negros e compridos, enquanto corria, sumiu, e isso fez os dois irmãos automaticamente darem as costas um para o outro, para evitarem ataques surpresas, e assim, quando Kuro surgiu pelo lado que seria as costas de Keima, Kaito defendeu o ataque e jogou uma rajada de fogo em Kuro, que quase foi atingido, só desviando pelo fato de ter lançado uma rajada de energia sombria no chão, que o fez ir para o lado contrário. Ainda tentando atacar de surpresa, começou a correr em círculos, tentando atacar de todas as maneiras possíveis, e sendo defendido em todas elas, até o momento em que, quando tentou acertar Keima de frente, o hospedeiro do som prendeu seus braços aos braços de Kaito e o levantou em suas costas, abaixando-se, e com isso, Kaito, olhando Kuro de cabeça pra baixo, desferiu uma imensa quantidade de chamas diretamente no hospedeiro das trevas, que foi arrastado para trás, ajoelhando-se.

Kuro – (De algum modo eu posso dizer... esses dois formam uma dupla muito poderosa...)

Keima – Bom trabalho, Kaito.

Kaito – Digo o mesmo.

Kuro – Eu não entendo... – Kuro levantou-se. – Eu estou usando 80% do meu poder... COMO VOCÊS PARECEM ESTAR TÃO BEM? AQUELE MALDITO HOSPEDEIRO DO TROVÃO ESTAVA TENDO DIFICULDADES COM 70.

Kaito – Bom... Isso é simples. Eu te digo porque o Hirako estava com tantas dificuldades.

Kuro – Ah, é? E qual era o motivo?

Kaito – Ele estava lutando principalmente para proteger alguém, não para te derrotar.

Kuro – O-O que? Como assim?

Keima – Diferente de você, que só quer destruir tudo e todos, nós temos um objetivo aqui, além de chutar sua bunda.

Kuro – Objetivo?

Kaito e Keima – PROTEGER NOSSOS AMIGOS. – Gritaram em conjunto, correndo novamente na direção de Kuro, com suas auras extremamente elevadas e suas espadas em mãos.

Kuro – EU JÁ FALEI QUE AMIGOS SÓ SÃO PERDA DE TEMPO. – Furioso, Kuro foi confrontá-los novamente.

Os três começaram a trocar golpes incessantemente, enquanto conversavam.

Kuro – VOCÊ ESTÁ DIZENDO QUE AQUELE MALDITO COWBOY PODERIA TER ME VENCIDO SE QUISESSE? ISSO É UM ABSURDO. – Afirmou, tentando desferir um corte na perna de Kaito e falhando, defendendo um golpe de Keima em seguida, jogando o mesmo para longe com uma rajada de trevas e chutando o rosto de Kaito, que foi arrastado para trás.

Kaito – Agh... Eu sinceramente não sei se ele teria te vencido, porque conheço muito bem sua força, mas quando se luta para proteger alguém, você tem que prestar atenção em cada movimento seu, para poder tomar conta do protegido à mesma medida em que você luta, e isso naturalmente diminui sua concentração na batalha em si.

Kuro – Entendo... de qualquer modo aquele guardião elétrico foi mesmo uma surpresa, mas claro que eu não perderia.

Kaito – Guardião? O hirako aprendeu a utilizar o poder do guardião? Isso aí, seu desgraçado. – Comemorou Kaito, socando o ar. – Aliás, ei, Kuro.

Kuro – O que foi?

Kaito – Você devia prestar mais atenção ao seu redor. – Avisou, em tom irônico.

Kuro – O qu- Quando ia terminar sua pergunta, Keima chegou por cima e desferiu um golpe em seu peito, que o arrastou para trás, quase o fazendo cair do topo do castelo.

Keima – Você me jogou bem alto, Kuro. Mas pra minha sorte eu fui campeão da competição de mergulho da minha escola por 3 anos seguidos, não é Kaito? – Riu, em tom debochado.

Kaito – Cala a boca, eu não tive culpa de ter uma diarreia um pouco antes do meu mergulho.

Keima – Eu amo muito essa história. – Keima começou a rir, até que Kaito pisou em seu pé. – Ai, maldito.

Kuro – Agh... calem a boca... seus... Deixem eu ver se entendi. Como vocês não precisam mais se preocupar com seus amigos, já que aquela maldita mulher levou todos daqui com um portal, vocês podem lutar com tudo, é isso mesmo?

Kaito – Exatamente.

Kuro – Mas vocês não precisam proteger um ao outro? Ou algo assim? Eu não entendo as relações humanas...

Keima – Ah, que fofo... Bom, eu não culpo você. Você nunca buscou entender seus subordinados, só foi jogando parasitas neles e obrigando eles a obedecer você, nunca quis ser amigo de nenhum deles, só os via como soldados aliados.

Kuro – E era exatamente isso que eles eram. Meus soldados.

Kaito – O Kizuro contou que ele não tinha um parasita. Se eu não me engano, um outro homem, ao qual nosso pai matou, aquele cara chamado Varl, ele também não possuía um parasita, não é? Por que?

Keima – Será que você os via como amigos? – Perguntou, e em resposta, Kuro colocou a mão em sua testa, escondendo o rosto. – O que? Parece que você está choran-

Kuro – HAHAHAHAHA. Até parece. – Kuro cortou a frase de Keima com sua risada maligna – O Varl não precisou de parasita, pois me jurou lealdade até o fim de sua vida. O Kizuro também, então resolvi não colocar parasitas nos dois, depositar um pouco disso que vocês chamam de confiança, e bom... aí está o resultado. Um está morto e outro se rebelou.

Kaito – Bom, Kuro, então eu vou te responder. Nós não precisamos proteger um ao outro. Sabe por que? Por que fazemos isso sem perceber, já faz muito tempo. E também, confiamos um no outro.

Kuro – Confiança? De novo essa maldita palavra? Por que vocês ficam repetindo isso? EU NÃO AGUENTO MAIS OUVIR ESSA BESTEIRA.

Keima – Espera, como assim de novo?

Kaito – Hirako novamente, hein? Vejo que ele te causou um ótimo dano psicológico. – Kaito colocou sua espada no ombro.

Keima – Esse maldito xerife... Não é à toa que o Kuro está desse jeito, mesmo perdendo, ele fez um ótimo trabalho.

Kuro – JÁ CHEGA. PAREM DE FALAR. – Kuro, furioso, correu na direção dos 2 irmãos, que entraram rapidamente em posição de batalha. – MORRAM.

Kuro se aproximou dos dois, tentando desferir um golpe com sua espada, porém Keima defendeu e girou a bainha de sua espada, para desestabilizar o equilíbrio do vilão, que foi obrigado a recuar, e assim, Kaito atacou rapidamente, com intenção de acertar o peito de Kuro, mas o mesmo foi ágil, e quando Kaito atacou, jogou seu corpo para trás, desviando do golpe, deixando suas mãos livres, e com isso, lançou uma rajada de energia escura no ruivo, porém Keima, em resposta, lançou uma rajada de som, impedindo que o ataque acertasse seu irmão. Após os ataques se colidirem, Kuro voltou a avançar em meio à fumaça, e enquanto avançava, Kaito e Keima deram um pulo para trás, e no mesmo instante em que Kuro passou por ela, foi recebido com uma rajada de fogo envolta em uma rajada de som, que o atingiu em cheio e o lançou contra um pequeno pilar do topo do castelo.

Kuro – Agh... Droga... O QUE TEM DE ERRADO COMIGO? Eu era muito mais forte do que isso utilizando meus 80%. O que está havendo? – Perguntou-se, olhando para sua mão, que tremia, enquanto sua visão ficava um tanto turva.

Kaito – Sim, aposto que você é muito mais forte que isso, mas quando você está descansado. Enfim você mostra traços de cansaço, não é, Kuro?

Kuro – Cansaço? Do que você está falando, seu maldito? Eu não me canso.

Keima – Você pode ser que não, mas esse corpo humano do qual você tomou conta, sim. Afinal, humanos tem essas fraquezas.

Kuro – Droga... – Falou, levantando-se. – Eu não vou... perder por causa desse maldito corpo limitado.

Kaito – Bom, estar cansado é extremamente normal, visto que você estava lutando com os outros.

Kuro – 90% também não surtiria efeito em vocês...

Kaito – Ei... Então você realmente vai...

Keima – Esperei bastante pra ver isso.

Kuro – ELEVAÇÃO DE PODER... 100%. HAAAAAAAAAAAAAAA – E com esse grito, uma enorme nuvem negra cobriu o castelo, despejando uma enorme carga de energia negativa na forma de um relâmpago negro diretamente no corpo de Kuro, que gritava em excitação.

Keima – WAAAAHHH... que pressão... incrível... – Falou, enquanto uma grande ventania passava por ele, mostrando o grande poder do vilão.

Kaito – Nem me fale... mesmo já tendo sentido esse poder antes... eu ainda fico trêmulo ao presenciá-lo. – O ruivo tremia de nervosismo, sentindo todo o poder de Kuro sendo liberado, enquanto uma gota de suor escorria por seu rosto.

Kuro – HAAAAAAAAAAAAAAAA. – Após liberar todo seu poder, uma grande esfera negra se expandiu ao redor do vilão, atingindo os dois irmãos e os jogando longe, fazendo-os cair de bruços no chão, e logo depois, essa mesma esfera se compactou e voltou ao corpo de Kuro, que estava com uma aura maligna de tom roxo ao redor de seu corpo, olhos vermelhos, e seu corpo, assim como sua espada, Waning Moon, emitiam raios negros, mostrando um imenso poder.

Kaito – Agh... só aumentando seu poder, ele já nos jogou no chão... – Comentou, colocando-se de pé lentamente.

Keima – E isso é só uma diferença de 20% na força dele... isso é incrível... – O hospedeiro do som apoiou-se em sua espada e colocou-se de pé.

Kuro — ... – O vilão, sem se mexer, ficou apenas observando os dois irmãos com um olhar maligno.

Keima – Por que esse desgraçado não faz nada? – Perguntou-se, colocando em posição de batalha, assim como Kaito.

Kuro – Vocês... já foram derrotados. – Kuro apenas colocou sua espada no ombro, e nisso, vários cortes apareceram no corpo dos dois, jorrando sangue, e assim, em um milésimo de segundo, Kuro apareceu na frente dos dois e desferiu um lariat em cada um, acertando um com cada braço, lançando os dois nas muretas da arena que havia no local, com os dois extremamente feridos.

Kaito e Keima – Agh...

Enquanto isso, no lado de Wyles, ele continuava curando os feridos com seus poderes, extremamente concentrado, sendo auxiliado por Mizuno, Keiji e Kiyomi, que colocavam faixas e curativos feitos à partir de pedaços de roupa.

Wyles – (Eu vou curar vocês... resistam mais um pouco). – Pensava, enquanto olhava para os feridos, que eram Kouma, Hirako, Azuka e Kizuro.

Keiji – Wyles, quais as ordens?

Wyles – Ah, sim. – Falou, saindo de seus pensamentos. – Keiji, enfaixe o estômago do Hirako, Kiyomi, A azuka precisa de soro, imediatamente. Mizuno, você cuida da garota de cabelo azul. – Ordenou, organizando os afazeres dos dois.

Mizuno – Ok, Wyles, o que preciso fazer?

Keiji – Entendido. Onde tem mais faixas, Wyles?

Kiyomi – Soro? Como você quer que eu encontre soro, Wyles?

Wyles – Um médico nunca vai até um paciente sem preparo. – Ao falar isso, parou o tratamento dos feridos por um breve momento e abriu um portal, retirando dele um jaleco e uma maleta. – Aqui, as outras coisas que precisarão para os primeiros socorros estão aí.

Kiyomi – Entendido. – Falou, pegando a maleta e a abrindo, pegando o soro e correndo até a garota de cabelo colorido.

Keiji – Certo. Aqui, ataduras, pegue algumas, Mizuno. – Falou, jogando os itens para Mizuno, que pegou-os no ar e foi imediatamente cuidar de Yummi.

Mizuno – Certo. Mas ei, Wyles, por que o jaleco?

Wyles — Um médico sem jaleco não é um médico de verdade. – Respondeu, vestindo o jaleco e sorrindo, voltando ao tratamento.

Mizuno – Ah... faz sentido... eu acho. – Tentou compreender, desistindo logo em seguida.

Yummi – Ei, Wyles, né? – A ex-general, que estava consciente, agora tendo seu braço enfaixado por Mizuno, chamou a atenção do médico, fazendo-o virar para ela.

Wyles – Sim, o que foi? Yummi, certo?

Yummi – Sim. Desculpe por ter nos teletransportado para um lugar tão estúpido, mas eu não tinha energia o suficiente para ir mais longe. – Desculpou-se, olhando em volta e vendo que tinha transportado todos para o pátio do castelo de Kuro, onde ainda conseguiam ouvir as explosões e gritos da batalha no telhado.

Wyles – Não se preocupe com isso, aqui está ótimo. Pelo menos já saímos da frente de batalha, e isso diminui muito nossos riscos. – Confortou a garota, que se culpava por não ter levado todos mais longe. – Até o Kuro notar que estamos aqui, tendo aqueles dois como oponentes, ele vai demorar, pois os dois são incrivelmente fortes.

Yummi – Entendo... assim fico mais tranquila... AAAAII, MIZUNO. – Gritou, quando Mizuno amarrou uma faixa em seu braço, apertando, para estancar o sangramento.

Mizuno – Aaaa, desculpa, Yummi. Mas se eu amarrar mais frouxo, a ferida não vai fechar. – Assustou-se e desculpou-se.

Yummi – Tudo bem, só tente ser mais delicada.

Mizuno – Ok, mestra. – Falou, sem perceber.

Yummi – Mizuno, não precisa mais desse papo de mestra, somos amigas agora, não é? – Perguntou-lhe de forma retórica, sorrindo.

Mizuno – Ah, sim... desculpa, foi automático. – A garota sorriu.

Yummi – Sem problemas.

Wyles – Vejo que se conhecem há bastante tempo. – Falou, já focado novamente na cura.

Yummi – Sim, eu e a Mizuno treinávamos juntas quando estávamos sob o controle do Kuro. Ela foi designada para ser minha pupila, já que eu fui uma das primeiras a ser recrutada, e acabei virando general.

Wyles – Entendo. Uma amizade que começou por acaso, mas que é muito forte.

Yummi – Isso mesmo. – Falou, sorrindo para Mizuno, que sorriu de volta.

Wyles – Espere um momento. KEIJI, SEU IDIOTA, ENFAIXE O HIRAKO DIREITO. KIYOMI, SE VOCÊ MACHUCAR A AZUKA, EU TE EXPLODO.

Keiji e Kiyomi – AAAAHH, DESCULPA. (Ele dá muito medo) – Responderam, pensando a mesma coisa, enquanto ajudavam os pacientes.

Yummi – Você é bem atencioso com seus pacientes, até xinga seus amigos.

Wyles – Sim, afinal, eu sou um médico. Eu trabalho com vidas humanas aqui... e algumas horas atrás, eu tirei uma... talvez isso esteja me abalando um pouco.

Yummi – Espera... o que? Quem você matou?

Wyles – Um dos seus companheiros. Ele se chamava Yominori Koda.

Yummi – O KODA? VOCÊ O VENCEU E O MATOU? – Perguntou, surpresa.

Wyles – Sim. Qual o problema? Eu sou médico, mas por tudo o que ele fez, essa é a única vida que eu não me arrependo de ter tirado, mesmo estando um pouco abalado ainda.

Yummi – Entendo... Mas não se preocupe, não tem problema nenhum, aquele desgraçado era pior que lixo. Só estou impressionada que você o derrotou.

Wyles – Por que? Ele era tão forte assim?

Yummi – Entre os 4 generais, nós tínhamos um ranking de poder. O mais poderoso, era o Kizuro. Atrás dele, vinha eu e o Koda, empatados, e em seguida, o Sora.

Wyles – Então o Kizuro era mesmo o mais poderoso entre vocês... agora tudo faz sentido. Kaito... você é incrível.

Yummi – Exato. Ei, falando nisso, Wyles, como vocês conseguiram trazer o Kizuro pro lado de vocês? – Perguntou, apontando para o general do aço, que estava desmaiado, porém com um sorriso em seu rosto.

Wyles – Bom... – Wyles começou a contar, lembrando-se do que havia acontecido antes de se juntarem à batalha.

[

??? – Ei... acorde... – Falou uma voz, enquanto Wyles, que estava desmaiado, começava a abrir os olhos.

Wyles – Hã? – Abriu um pouco os olhos lentamente, até que levou um tapa no rosto, que o acordou por completo

Kizuro – ACORDA.

Wyles – GAAAH. – Gritou, expressando dor, até perceber que estava sentado no chão e olhar em volta, vendo que Kizuro estava em sua frente. – EI, VOCÊ É AQUELE MALDITO QUE-

Kizuro – Cale a boca. – Tapou a boca de Wyles com a mão. – Não faça muito barulho, aqueles dois ainda estão desmaiados. – Apontou para Keima e Kaito, que estavam deitados e desmaiados sobre duas camas feitas de aço. – Fique calmo, eu não vou te machucar.

Wyles – Hã? KAITO, KEIMA? Por que eles estão desmaiados? O que está havendo aqui, seu desgraçado?

Kizuro – Primeiro você cura os dois, pois eles, principalmente o Kaito, estão muito debilitados. Depois eu explico tudo.

Wyles – Certo. Tudo bem, mas se você tentar algo...

Kizuro – Você não acha que se eu quisesse entregar vocês para o Kuro, eu já teria feito isso com vocês desmaiados?

Wyles – Sim... isso faz sentido... você tem razão, mas ainda não confio em você. Por quanto tempo eu estou desmaiado?

Kizuro – Meia hora. E eu não te culpo por não confiar, afinal, eu venci você, o Kaito e aquele loirinho, completamente sozinho. Então, por ora, não me cure, assim, se eu tentar algo, você pode tentar me deter, já que estou cheio de ferimentos também.

Wyles – Por ora? Eu não vou te curar, só se eu tiver 100% de certeza que eu posso confiar em você, mas isso vai ser bem difícil de acontecer.

Kizuro – Faça como quiser, só cure seus amigos.

Wyles – (Esse cara é realmente muito forte. Acho que mesmo utilizando o Feltar, e com ele nesse estado... eu teria problemas com ele... Por que ele está nos ajudando, depois de praticamente nos espancar no segundo andar?) – Pensou, analisando o local, e vendo que Kizuro foi se escorar em um pilar no meio daquela sala. – Afinal, onde nós estamos?

Kizuro – Esta é minha sala de treinamento secreta. Trouxe vocês aqui depois de desmaia-los no segundo andar. Se você perceber, lá no fundo, existem vários artefatos para treinamento. Eu passo a maior parte dos meus dias aqui.

Wyles – Entendi... (Agora eu entendo porque ele é tão poderoso... passa a vida treinando.) – Voltou a se perder em pensamentos.

Kizuro – CHEGA DE ENROLAÇÃO, DESGRAÇADO. VAI AJUDAR SEUS AMIGOS, ANTES QUE EU TE DESMAIE DE NOVO. – Gritou, furioso com a demora de Wyles, que finalmente levantou-se e correu até os dois irmãos, que estavam mais debilitados. – Ai, droga... – Kizuro, sentindo seus ferimentos, foi até Wyles, com sua mão na barriga, e então, criou uma cadeira de aço com seu poder e sentou-se nela, para ver o médico trabalhando.

Wyles – Ok, vamos ver... O Keima está machucado, mas não tanto quanto o Kaito. Ele está praticamente destruído. Espera... OS BRAÇOS DELE ESTÃO EM CARNE VIVA. O QUE VOCÊ FEZ COM ELE, SEU MALDITO? – Wyles materializou sua nova WhiteCore, colocando-a na ponta do nariz de Kizuro, que pegou-a com a mão, ignorando o calor emitido pela luz e recuou-a de volta para o garoto. – (O que? Ele pegou a lâmina da WhiteCore com a mão e não foi ferido?)

Kizuro – Não aponte seu novo brinquedinho para mim. Eu não tive nada a ver com isso. Ele queimou os próprios braços sozinho. – Falou, mostrando a palma da mão, que estava revestida por aço.

Wyles – Como assim sozinho se ele controla o fogo? Você não vai me enganar. (Nova? Ele notou que não é a mesma WhiteCore? O quão perceptivo esse desgraçado é?) – Pensou consigo mesmo, enquanto uma gota de suor escorria em seu rosto.

Kizuro – Acredite no que quiser, isso não vai mudar os fatos. Ele sobrecarregou tanto o poder dele, que isso acabou sendo refletido em seu próprio corpo... Mesmo agora, aquele golpe dói... – Resmungou, fazendo feição de dor.

Wyles – Golpe? Do que você está falando?

Kizuro – Ah sim, eu esqueci de falar... mas sim, por incrível que pareça, eu perdi a luta pra esse carinha aí... – Olhou para Kaito, com um sorriso de canto de rosto. – Esse maldito é muito poderoso...

Wyles – O QUE? O KAITO VENCEU? SOZINHO? COMO?

Kizuro – Isso é realmente importante agora? Seus gritos estão me dando dor de cabeça. Se pudesse parar de falar e começar o tratamento logo, ficaria grato.

Wyles – Certo, que seja. – Assim, Wyles se afastou dos dois e ficou de frente para as duas camas, começando a lançar seu poder curativo na dupla. – Pronto, o tratamento está em andamento.

Kizuro – Nossa, que incrível. Seu método é muito mais eficaz que o do Koda.

Wyles – K-Koda? Como assim mais eficaz? O que quer dizer?

Kizuro – O Koda, já que tem o poder sobre a vegetação, conhece todos os tipos de remédios e curativos naturais, e fazia a gente beber vários chás com gosto horrível.

Wyles – Então... o Koda também era um médico, de alguma forma?

Kizuro – Pode-se dizer que sim, pois ele que sempre teve esse poder. Os chás eram de fato horríveis, mas, em uma hora no máximo, todos os nossos ferimentos estavam curados. Parecia mágica.

Wyles – Bom... chega de falar dele... tudo bem?

Kizuro – Hã? Por que?

Wyles – Porque ele está morto.

Kizuro – Ah... Então ele era o tal Yominori que você procurava?

Wyles – Sim. Agora, se puder trocar de assunto... agradeceria.

Kizuro – Antes disso... Por que você não tem nenhum arranhão? Aquele desgraçado, mesmo sendo um idiota, é um soldado de elite, afinal, foi intitulado general. Como você pode estar sem nenhum ferimento?

Wyles – Nem eu mesmo sei... quando acordei... depois de desmaiar após a luta, havia um raio de sol sobre mim, e eu estava curado.

Kizuro – Entendo... poder elementar exterior... hã?

Wyles – Hã? Poder elementar exterior? Do que você está falando?

Kizuro – Simples. Quando um hospedeiro entra em contato com seu respectivo elemento, com ele não fazendo parte do seu próprio poder, ele reage com o corpo do hospedeiro, e pode gerar vários efeitos.

Wyles – Me dê um exemplo.

Kizuro – Por exemplo... Se o ruivinho aí entrar em contato com o fogo de um incêndio, é capaz dele absorvê-lo e ficar mais forte. No seu caso, quando você entra em contato com a luz, você se cura.

Wyles – Entendi... não sabia que isso existia.

Kizuro – Kuro nos ensinou isso em um treinamento. Eu por exemplo, se absorvo metais, minha armadura fica mais resistente.

Depois de mais algum de conversa, os dois se calaram, e Wyles conseguiu enfim se focar no tratamento por cerca de uma hora e meia, até que Kizuro começou a falar sozinho.

Kizuro – Entendo... Então, se esse cara de cabelo preto está aqui... Sora também foi derrotado. Sora derrotado, eu derrotado e Koda morto. Isso já é quase uma vitória esmagadora pro lado deles... Como será que aquela desgraçada sem língua está se saindo? Se bem me lembro, o que falta é aquele loirinho. Ele não aprecia tão forte... Me pergunto o que houve. – Começou a pensar em voz alta, e Wyles, vendo aquilo, não podia deixar de prestar atenção.

Wyles – Desgraçada sem língua? Do que você está falando aí?

Kizuro – Ah... nada. É a 4ª general do apocalipse, que se chama Yummi. Ela, até hoje, desde que chegou no castelo, não falou nenhuma palavra sequer. Ela é estranha... Já a enfrentei em um torneio... aquela luta foi estranha também... se eu tivesse deixado a raiva me consumir, teria a matado.

Wyles – Você ia matar uma companheira sua?

Kizuro – Eu nunca soube se ela me considera um companheiro... ela sempre está de cara fechada para tudo e todos... não sorriu sequer uma vez. E também, nunca nos acompanhou nos treinamentos. Sempre treina sozinha, escondida de tudo e todos.

Wyles – Bom... ela deve ter um motivo para ser desse jeito. Ei, espera... você me falando todas essas coisas, e sendo pacífico comigo... isso não ativa seu parasita?

Kizuro – Parasita? Ah sim... aquelas coisas que o Kuro usava nos outros para fazê-los obedecer... Eu não tenho um.

Wyles – Ah... sim, Espere, o Kaito me falou uma vez que havia mais um hospedeiro sem parasita...

Após conversarem mais meia hora, os ferimentos de Keima finalmente sumiram, e então, ele acordou com um susto, ficando de pé sobre a cama.

Keima – O QUE? O QUE ACONTECEU? ONDE ESTÁ AQUELE CARA DE CABELO CINZA? – Gritou, olhando para Wyles, que apenas o olhou e apontou para Kizuro, que estava sentado, olhando para Kaito. – AAAAAHH, O MALDITO TA AQUI. – Gritou, dando um passo para trás e caindo sentado no chão, levantando-se logo em seguida, materializando e apontando sua espada para o general. – EU VOU TE MATAR, SEU MONSTRO.

Wyles – KEIMA, ESPE- Antes de conseguir gritar, Keima partiu para cima de Kizuro com sua espada, tentando acertá-lo, porém Kizuro desviou para o lado e deu um estrelinha, fugindo do golpe e ficando agachado no chão.

Keima – NÃO FUJA. OLHA O QUE VOCÊ FEZ COM O KAITO, EU VOU ACABAR COM VOCÊ.

Wyles – KEIMA, ACALME-SE.

Keima – COMO EU VOU ME ACALMAR, WYLES? ESSE DESGRAÇADO TRANSFORMOU O KAITO NUM TRAPO.

Kizuro – (Esse cara aí é forte... daria um ótimo oponente... se eu não estivesse tão quebrado quanto o Kaito...) – Pensou, levantando-se.

Keima – EU VOU TE MATAR. – furioso, correu na direção Do ex-general, e ao atacar com sua espada, Kizuro apenas colocou seu punho revestido na frente da lâmina, parando-a com facilidade. – O que?

Kizuro – CALE ESSA MALDITA BOCA. – Gritou, desferindo um soco na boca do garoto, com seu punho revestido com relâmpagos verdes, fazendo-o voar pela sala e cair de bruços no chão, enquanto teve que se ajoelhar, devido às dores que sentia. – Você acabou de acordar e já está desse jeito... acalme-se, ou seus ferimentos podem abrir.

Keima – Agh... (Ele me derrotou com um só golpe... Como o Kaito sobreviveu? E por que o Wyles não faz nada?)

Kizuro – Agora que você está mais calmo, vai me ouvir?

Wyles – Ouça o que ele tem a dizer. – O médico chegou perto de Keima e estendeu sua mão para ele, ajudando-o a ficar de pé.

Keima – Ok... Droga, se você diz... – Keima enfim aceitou escutar, agora estando mais calmo.

Então, assim, Kizuro explicou novamente como eles haviam chegado ali, e que Kaito o havia derrotado.

Keima – O QUEEEE? O KAITO TE VENCEU?

Kizuro – Não fique fazendo eu repetir isso... é humilhante. – Coçou os olhos. – E eu ainda estou com dor de cabeça...

Keima – Mas por que você está nos ajudando?

Kizuro – Prefiro falar sobre isso quando todos estiverem acordados. Wyles, o que falta pro Kaito ser curado?

Wyles – Nada, apenas meus poderes. Mas eu vou enfaixa-lo, porque esses ferimentos são muito profundos para ficarem expostos. – Falou, já com as ataduras na mão.

Keima – Onde você conseguiu isso?

Wyles – Segredo de médico. – Wyles sorriu, começando a enfaixar o ruivo, enquanto os outros dois ficavam observando. – Ei, seus idiotas, me ajudem aqui, ele é pesado.

Keima e Kizuro – Ah, sim, desculpa. – Os três então, começaram a enfaixar todo o corpo de Kaito, deixando apenas sua cabeça livre. 15 minutos depois, com o trabalho terminado, os três foram sentar-se na cama em que Keima estava de repouso anteriormente, para descansar.

Keima – Com isso ele vai ficar bem? Você tem certeza?

Wyles – Fica tranquilo, Keima. Já cuidei de situações piores. Eu sou o melhor médico que eu conheço, pode confiar.

Keima – Confio em você.

Kizuro – Você não precisa continuar lançando sua luz nele? Pra ele acordar mais rápido e tal...

Wyles – Desculpa, Kizuro, mas da minha parte, já está tudo feito. O único defeito da minha cura é que não posso curar exaustão e doenças mentais. Todos os ferimentos dele, inclusive os braços que estavam em carne viva, e seu tórax que estava perfurado até as costas, já estão curados. – Ao falar isso, Keima encarou Kizuro com um olhar mortal, enquanto o ex-general apenas soltou um sorriso forçado. – Os ferimentos estão todos curados, só temos que esperar ele se recuperar e acordar por conta própria.

Keima – Agora que você falou sobre isso, qual foi o estado que o Kizuro o deixou? Quais foram as consequências dessa luta? – O garoto desferiu uma cotovelada na costela de Kizuro, que se contorceu.

Kizuro – Agh, maldito... Eu já pedi desculpas.

Keima – Você precisa se desculpar com o Kaito, não comigo. Eu não entendo porque você está nos ajudando, então ainda tenho raiva.

Kizuro – Entendo.

Wyles – Bom, vocês querem ver todas as fraturas do Kaito? Pois aqui vai a lista. Dois braços incinerados e sem pele, perfurações por toda a região do tórax, quatro costelas quebradas, fêmur trincado, arcada dentária danificada, fibras das pernas completamente desfiguradas, músculos dos braços atrofiados... e perda de sangue em excesso...

Keima – O QUE? TUDO ISSO?

Kizuro – Acho que exagerei...

Wyles — Kizuro... Seja sincero comigo... Por que você não o matou?

Kizuro – Eu até tentei, depois que você e o loirinho foram embora, eu tentei mata-lo, mas esse desgraçado não morre. Eu perfurei ele com 7 lâminas no abdômen, explodi ele, fiz ele de saco de pancada, mas esse miserável ainda conseguiu me vencer...

Wyles – Entendo... a força de vontade do Kaito foi o que deixou ele de pé... Não é à toa que ele é tão poderoso.

Kizuro – Força de vontade e apreço por vocês... Até o final, sempre ficou falando que precisava proteger a todos.

Keima – Bom... esse é meu irmão. – Keima sorriu, dando um murro na cabeça de Kizuro.

Kizuro – Ai, desgraçado... Para com isso.

Keima – Eu tento, mas minha raiva faz eu me mexer sozinho.

Enquanto conversavam, o ruivo enfim começou a se mexer, até o momento em que abriu os olhos e sentou-se.

Kaito – Credo... calem a boca, vocês parecem minhas vizinhas fofocando... Aliás, alguém anotou a placa do caminhão que me atropelou? – Perguntou, bocejando.

Keima e Wyles – KAITOOOOOOOOOOOO. – Os dois praticamente voaram em cima do garoto, fazendo os 3 caírem da cama.

Kaito – AAAAAH... – Gritou, caindo da cama. – O que vocês tem seus doentes? Onde estamos? Espera... o que vocês estão fazendo aqui? Não deviam estar cuidando dos generais? – Perguntou novamente, levantando-se e olhando para frente, onde viu Kizuro sentado na cama da frente.

Kizuro – E aí, garoto.

Kaito – K-Kizuro? – Começou a tremer. – O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI? – Assustado, ele materializou sua DragonBorn em sua mão, com ela já estando na metade do tamanho normal. – QUER BRIGAR?

Kizuro – Você sabe que essa coisinha aí não fez quase nenhum dano em mim quando estava inteira, então, agora que ela está pela metade, será mais ineficiente ainda. – Falou, levantando-se da cama. – Como você está?

Kaito – Hã? Por que você não está me atacando? Espera, na verdade... por que você não tá atacando nem o Keima nem o Wyles? O que está acontecendo aqui? Por que eu estou enfaixado? O que aconteceu? Por que estava dormindo?

Wyles – Calma, calma. São muitas perguntas pra quem acabou de acordar. Se acalme. O Kizuro vai explicar tudo para você.

Kaito – Ele?

Kizuro – Eu?

Keima – Sim, você. Vamos logo. – Com Keima falando isso, Kizuro enfureceu-se e fez suas garras aparecerem em suas mãos, enquanto o encarava.

Kizuro – Você sabe muito bem que eu posso atacar vocês 3 aqui e agora, não é, maldito? E se eu fizer isso, eu mato vocês... Então é melhor calar essa boca, antes que meu punho vá de encontro ao seu lindo rostinho de novo. – Ameaçou, fazendo Keima ficar paralisado. – Eu estava deixando você me bater antes porque eu realmente mereço uma punição por quase matar seu irmão, mas você já chegar querendo mandar em mim, sendo que nem o Kuro conseguiu me controlar... Meu amigo... você está brincando com uma viga de aço muito pesada pra você... – Kizuro apenas cerrou os punhos e uma aura maligna apareceu em seu corpo, fazendo Keima e Wyles finalmente caírem para trás, enquanto Kaito, que já estava acostumado, apenas tremeu.

Keima – Q-que aura sinistra... é essa? Não consigo... me mexer.

Wyles – (O que é isso...? Ele não demonstrou uma presença tão esmagadora assim enquanto eu estava no segundo andar...)

Enquanto Kizuro emanava toda aquela pressão, mesmo debilitado, Kaito simplesmente deu um soco de leve no peito do ex-general, fazendo-o voltar à sanidade.

Kaito — Calma, campeão.

Kizuro – O que?

Keima – Kaito? O que você está fazendo? – Ao perguntar isso, Kaito sorriu.

[Insira essa OST: Naruto unrelesead OST — peaceful ]

Kaito – Se acalmem. Se ele estivesse mesmo querendo nos atacar, nós já estaríamos mortos. Ele só se irritou um pouco com suas atitudes idiotas. Pede desculpa, Keima.

Keima – Eu tenho que pedir, sendo que ele que te destroçou? – Ao perguntar isso, Kaito apenas olhou para Keima, com raiva. – Ok... desculpa, Kizuro. Fui babaca.

Kizuro – Ah... tudo bem... mas... Kaito, como sabia que eu não ia atacar?

Kaito – Você ataca, para depois ameaçar... Eu aprendi isso lutando com você... E agora, que você estava tão calmo, não achei que quisesse mesmo nos matar. – Kaito pegou a mão de Kizuro e a apertou delicadamente. – Você pode me explicar o que está acontecendo, por favor? – Perguntou, com um sorriso.

Kizuro – Hã? Ah... claro. – Kizuro abriu um sorriso e deu um soco fraco no peito de Kaito, mas mesmo sendo fraco, fez o ruivo ser arrastado por alguns milímetros. – Ah, desculpe, não sei controlar minha força...

Kaito – Agh... tudo bem. – Kaito sentou-se na cama, ao lado de Kizuro.

Kizuro – Vocês dois aí, venham aqui. Agora que estão todos acordados, vou explicar a situação.

Wyles – Prossiga. – Levantou-se, ajudando Keima a ficar de pé.

Kizuro – Pois bem. Vou explicar o porquê de vocês estarem aqui e o porquê de eu estar ajudando vocês.

Kaito – Isso.

Kizuro – 3 horas atrás, após o Kaito me derrotar...

Kaito – Eu estive inconsciente por 3 horas?

Wyles – Ouso dizer que se não fosse por mim, poderiam ser 3 meses...

Kizuro – Sim... você dormiu por três horas, o Keima por duas e o Wyles por meia hora. Tive que acordá-lo para ele tratar vocês com mais precisão... mas então, continuando...

Kaito – Calma aí... EU TE DERROTEI? – Alguns segundos depois, a ficha de Kaito caiu e ele finalmente entendeu porque estava tão cansado. – Então eu consegui...

Kizuro – Eu não vou repetir isso, guarde bem essa frase na sua memória. – Kizuro sorriu. – Eu admito que você é um oponente incrível, Ryuuma Kaito.

Kaito – O-O que? V-você está reconhecendo minha força? Isso é incrível. Você é o oponente mais poderoso que eu já enfrentei, Kizuro. Fico feliz em saber que você me reconhece.

Keima – Dá pra parar com essa enrolação e ir direto ao ponto, Kizuro? – Irritado com a conversa dos dois, o homem os interrompeu, batendo o pé.

Kaito – Ah... desculpa, Keima. Continua, Kizuro. Não vou mais interromper.

Kizuro – Pois bem. Quando eu recebi aquele seu último golpe cheio de paixão e sentimentos, um pouco antes de desmaiar, eu pude me lembrar das verdadeiras razões pelas quais eu luto... e lutar ao lado do Kuro como um cachorrinho fiel não é uma delas. Depois de perder, eu finalmente abri meus olhos, e vi o quanto estava errado. Eu até desmaiei vocês e os trouxe aqui... Por favor, deixem eu me redimir, então... – O homem de cabelos acinzentados levantou-se e abaixou a cabeça. – Deixem eu trabalhar com vocês para detê-lo.

Kaito – Kizuro...

Keima – Eu não sei quais são os seus motivos, Kizuro, mas você parece ser um cara legal, e um companheiro extra é sempre bem-vindo. Desculpe por agir de forma idiota antes. – Keima estendeu a mão para Kizuro, que levantou a cabeça e sorriu, apertando a mão do garoto. – Amigos?

Kizuro – Amigos.

Wyles – Você está falando tantas coisas... Você ainda me parece suspeito... espero que não me arrependa disso, mas eu concordo em você nos ajudar.

Kizuro — E quanto à você, Kaito? – Perguntou, olhando para o ruivo, com hesitação.

Kaito – Kizuro... – O ruivo levantou da cama e cerrou os punhos, enquanto olhava para o chão. – Você me deixou à beira da morte sendo meu inimigo, e agora quer virar meu aliado, só por que eu te derrotei? Isso não faz o menor sentido. Eu sei que estou agindo normalmente com você... mas todo o meu corpo ainda treme com sua presença... eu quase morri diversas vezes durante nossa luta. Sim, todos os ferimentos já foram curados... mas tem cicatrizes que permanecem na minha alma. Eu realmente não sei se posso aceitar você como aliado depois de tudo...

Kizuro – Entendo. Desculpe... pensei mesmo que você não-

Kaito – Mas...

Kizuro – Mas?

Kaito – O que custa eu te dar uma chance? Se eu não te dar uma chance, eu seria um hospedeiro que vive com medo? O velho Koji sempre me disse que eu devo enfrentar meus medos, então, já que você é meu medo, só posso fazer isso se você estiver conosco... – O garoto levantou a cabeça, e rapidamente, mesmo com suas mão tremendo, abraçou o ex-general. — Bem-vindo à equipe, Kizuro.

[Pare o OST]

Kizuro – Kaito... Eu juro que não vou ser um fardo. Vou ajudar vocês como puder.

Wyles – Ei, Kizuro.

Kizuro – Sim?

Wyles – Lembra que eu disse que te curaria se você ganhasse 100% da minha confiança? Pois então... sente-se.

Kizuro – Wyles... você vai mesmo... – Com uma lágrima querendo aparecer no olho do homem por todas aquelas palavras gentis, ele abriu um grande sorriso, mas ao mesmo tempo, todos ouviram um grande estrondo no terraço do castelo, que chamou a atenção de todos.

Kaito – O que foi isso?

Kizuro – Essa sala tem isolamento de poder por dentro e por fora pro Kuro não descobrir que treino escondido... Pro barulho ter chegado aqui, isso foi muito alto. O que está acontecendo lá fora? Vamos sair e averiguar. – Sugeriu.

Wyles – Mas e a sua cura?

Kizuro – Isso não importa agora, eu ainda posso lutar. Podemos estar perdendo tempo. – Respondeu, e assim, os 4 foram correndo até a porta, e assim que a abriram, deram de cara com um grupo de três pessoas, nas quais eles trombaram, fazendo todos, exceto o ex-general, caírem no chão.

Kaito – Ai... O que foi isso?

Keima – Quem foi o idiota?

Wyles – Droga...

Mizuno – Alguém anotou a placa?

Keiji – Merda...

Kiyomi – Como foi que eu caí? Eu bati em um armário?

Kaito – Agh... quem são vocês, seus- Espera, o que? KEIJI, MIZUNO, KIYOMI? O QUE ESTÃO FAZENDO AQUI?

Mizuno, keiji e Kiyomi – KAITO?

Wyles – Wyles e Keima também. – Wyles comentou, esfregando sua cabeça.

Kizuro – O que vocês estão fazendo no chão? – Perguntou, confuso. – Ei, vocês... não eram reféns do Kuro?

Keiji – (A aura desse cara é assustadora... Quem é esse?) – Pensou o garoto consigo mesmo, só conseguindo engolir seco.

Kiyomi – (Era ele o armário?)

Kaito – Vocês não deviam estar presos? O que aconteceu? – Impulsionando-se para frente com os braços, Kaito ficou de pé

Keima – Sim, nós viemos aqui pra salvar vocês do Kuro, o que vocês três estão fazendo aqui? E onde estão os outros? – levantou-se com um pulo.

Mizuno – Acalmem-se, vocês dois. Nós Ryuumas não temos fama de sermos apressados. – Mizuno levantou-se e tirou o pó de sua roupa enquanto falava.

Kaito e Keima – DESEMBUCHA LOGO, MALDITA. – Os dois irritaram-se e xingaram a garota de cabelos azuis, que sorriu.

Mizuno – Ah, calem a boca. – A garota simplesmente andou até os dois e os abraçou, aliviada. – Eu estava com saudades de vocês.

Kaito – Também senti sua falta, Mizuno.

Keima – Digo o mesmo, prima.

Mizuno – Mas agora, vamos ao mais importante, não é-

Keiji e Kiyomi – KAITOOOOOOOOOOOOOOO – Os outros dois pularam na direção do ruivo, o derrubando de novo.

Kaito – AAAAGH. EI. – Debateu-se, com os dois deitados em cima de seu corpo.

Kiyomi – OS ULTIMOS DIAS AQUI FORAM UM INFERNO, KAITO. NUNCA FIQUEI COM TANTO MEDO NA MINHA VIDA

Keiji – SIM, AQUELE DESGRAÇADO É MUITO ASSUSTADOR.

Kaito – AAAAAAAAAAH, SAI DE CIMA DE MIM. – Gritou, e ao mesmo tempo, Wyles puxou eles pela gola da camisa e jogou no chão.

Wyles – O que vocês estão fazendo, seus doentes? Olhem o estado que o Kaito está pra vocês se jogarem nele igual dois sacos de merda.

Kiyomi – NÃO PRECISAVA XINGAR, WYLES.

Keiji – Mas é verdade. O que houve aí, Kaito?

Kaito – Longa história, né Kizuro?

Kizuro – Hehe...

Mizuno – Tudo bem, tudo bem, vamos ao que impor- KIZURO? – Perguntou a garota, dando um passo para trás e tropeçando em um escombro, a fazendo cair novamente. – O QUE VOCÊ TÁ FAZENDO AQUI?

Kizuro – E aí, Mizuno. Não se preocupe, não vou te atacar. Estava com saudades de você, pensei que tinha morrido quando o Varl foi te atacar. – Estendeu a mão, pra Mizuno levantar. – Como você conhece o Kaito?

Mizuno – Hã? Você está pacífico? Que ótimo. E aliás, somos primos.

Kaito – Vocês se conhecem?

Mizuno – Claro que sim, besta. Eu era uma subordinada do Kuro, lembra? Claro que eu conhecia o Kizuro.

Keima – Você? Uma hospedeira? Não consigo imaginar você lutando.

Mizuno – Ih, olha só, quer brigar, Keima? Meus socos estão mais fortes do que quando eu tinha 10 anos de idade.

Keima – Imagino. Qual elemento você conrolava?

Mizuno – Eu era a hospedeira da água... Sinto falta das minhas Twin mermaids...

Kaito – Fica tranquila quanto à isso, Mizuno. Você está sem ele, mas foi melhor assim.

Mizuno – Sim, você tem razão. Enfim, chega de enrolação, não é, Keiji, Kiyomi?

Kiyomi – Sim, nós estamos perdendo tempo.

Keiji – Precisamos voltar pra lá o mais rápido possível.

Wyles – Ei, galera, se acalmem. Do que vocês estão falando? Vocês parecem estar com muita pressa. – O médico bateu palmas para chamar a atenção de todos.

Mizuno – Ah, sim. Precisamos explicar o que está havendo, certo? Keiji, Kiyomi, me ajudem, pois a história é longa.

Keiji e Kiyomi – CERTO.

Passados 20 minutos, os três conseguiram explicar tudo detalhadamente sobre o que estava acontecendo.

Kaito – O QUE???? TODOS OS REFÉNS ESTÃO A SALVO E O HIRAKO TÁ NO TELHADO COM A AZUKA LUTANDO COM O KURO? E O MEU PAI TÁ DESMAIADO E É UM MONGE? É MUITA INFORMAÇÃO PRA DIGERIR, CALMA.

Kiyomi – SIM. Tudo o que falamos é verdade. O Hirako pediu para achar vocês e trazer como reforços, afinal, a luta é com o Kuro.

Kizuro – E essa mulher de cabelos azuis... Por acaso se chama Yummi?

Keiji – É isso mesmo. Por que a pergunta? – Quando o jovem perguntou, Kizuro sorriu.

Kizuro – Então finalmente se rebelou contra o Kuro, ein, maldita? – Murmurou pra si mesmo.

Mizuno – Entenderam por que estávamos com tanta pressa? Vocês precisam subir lá, e rápido. – Quando Mizuno terminou sua frase, todos no primeiro andar puderam ouvir um grito extremamente alto vindo do telhado, fazendo todos se assustarem.

Kaito – O que... O que foi isso?

Kizuro – Essa voz... ela emana um poder... – Quando começou a pensar, os pelos de seus braços se arrepiaram, e ele sentiu frio por um momento. – É CLARO. – Ao falar isso, abriu um portal. – Eu vou na frente. Vejo vocês lá em cima. – Falou, fechando o portal e sumindo.

Keima – O QUE? KIZURO. – Sem entender nada, Keima tentou impedir o ex-general de partir.

Wyles – Ele deve ter ido pro telhado, vamos lá. Alguém já foi lá?

Kaito – Não...

Wyles – DROGA. VAMO TER QUE IR CORRENDO, NÃO PODEMOS ABRIR PORTAIS EM LUGARES QUE NUNCA FOMOS.

Kaito – Droga... VAMOS LOGO. – Gritou, começando a correr em direção à escadaria.

Keima – VAMOS. – Concordou, acompanhando o irmão.

Wyles – (Eu podia usar minha velocidade da luz... mas eu gastei a minha energia curando eles... E ainda terão mais pacientes, preciso guardar o poder que me resta pra focar nos feridos.). ESTOU COM VOCÊS, VAMOS. – Pensou e falou, começando a correr junto dos outros dois.

Kaito – VOCÊS TRÊS TAMBÉM, NÃO FIQUEM PARA TRÁS.

Mizuno, Keiji e Kiyomi – Entendido. – Assentiram, começando a correr atrás dos três hospedeiros.

]

Wyles – E foi isso... Bom, o resto você já sabe...

Yummi – Entendo... então, quando ele ouviu meu grito, mesmo sem ter certeza que era eu, ele foi na frente? Se não fosse por ele, provavelmente eu estaria morta agora...

Wyles – Sim, o Kizuro é um cara legal, e um ótimo reforço.

Yummi – E também, o Kizuro estava lutando todo aquele tempo com o Kuro... com todo o cansaço de lutar contra o Kaito acumulado? – Os olhos da garota encheram de lágrimas.

Wyles – Sim, desculpe... mas eu não consegui confiar nele naquela hora. Eu queria curá-lo depois, mas ele negou... e mesmo assim, ele lutou até o final com o Kuro. – O garoto virou o rosto, deixando uma lágrima cair de seus olhos no processo, enquanto cerrava os punhos. – Droga... desculpe, eu não queria chorar.

Yummi – Não, tudo bem... Mas pense assim, agora você pode curá-lo. Faça o melhor trabalho da sua vida enquanto estiver curando ele para se desculpar.

Wyles – Sim, você tem razão. Não é hora de se culpar, é hora de trabalhar. Aliás, Yummi, você já consegue ficar de pé?

Yummi – Com um pouquinho de esforço, sim.

Wyles – Ótimo. Se conseguir, eu gostaria que você usasse seu gelo para colocar nos ferimentos do pessoal. Claro, se isso não for desgastar você.

Yummi – Não, imagina, já consigo conjurar o gelo sem nenhum problema. – A garota então, começou a emanar uma aura gelada, enquanto sorria.

Wyles – Mizuno, ajude-a. Pegue aquelas pequenas bolsas dentro da mala, encha-as com um pouco do gelo da Yummi, e coloque sobre o ferimento dos outros que eu ainda não consegui dar total atenção.

Mizuno – Entendido, Wyles.

Wyles – Keiji e Kiyomi, quando terminarem de enfaixar todos, podem ajudar a Mizuno com o gelo.

Keiji – Certo.

Kiyomi – Entendido, capitão.

Wyles – (Eu juro... Eu vou curar todos vocês. Se eu não puder fazer isso, eu nunca serei um médico de verdade. Azuka, Kizuro, Kouma, Hirako... Esperem por mim). – Pensou, aumentando aind amais a intensidade de sua rajada de luz, e nisso, os 4 que estavam inconscientes tiveram um espasmo e sorriram, como se tivessem recebido os sentimentos do jovem. – Não vou desapontá-los.

Voltando pro telhado, agora Kuro estava com 100% de seu poder ativo, e os dois irmãos continuavam caídos, arfando e tentando se levantar.

Kaito – Agh... Acho que o último golpe poderoso que levei assim foi contra o Kizuro... – Kaito se pôs de pé, com alguns ferimentos sangrando, colocando-se em posição de batalha.

Keima – Sim... – Fez o mesmo que Kaito.

Kuro – Vocês ainda vão tentar me desafiar, sabendo que são mais fracos? Vocês são mesmo patéticos. – Enquanto falava, Kaito cerrou o punho. – Eu vou me divertir muito fazendo vocês sofre-

Kaito – CHEGA. CALA ESSA MALDITA BOCA, SEU DESGRAÇADO. – Interrompeu. – EU JÁ CANSEI... DE VOCÊ FALANDO QUE SOMOS MAIS FRACOS QUE VOCÊ A TODO MOMENTO. TROCA O DISCO, PELO AMOR DE DEUS.

Kuro – Ah, é? Pois eu só falo fatos. E posso ver que você está meio desequilibrado, garoto.

Kaito – EU JÁ MANDEI VOCÊ CALAR A BOCA. – Gritou, encarando o vilão, com um olhar furioso. – E sim, eu posso estar um pouco fora de mim, MAS EU NÃO LIGO MAIS. KEIMA, VAMOS ACABAR COM ESSE FILHO DA MÃE.

Keima – Ei... parece que eu já vi isso antes... Fazia tempo que eu não via você irritado, Kaito. Eu estou lembrando de uma cena agora... Estava com saudades de ver você desse jeito. Isso me lembra aquela vez naquela rua...

Kaito – A que fez nosso pai surtar conosco depois? Finalmente está se lembrando das coisas por completo, ein, Keima?

Keima – Sim... Bons tempos. – Murmurou, enquanto lembrava da cena.

[

Keima – Ei, Kaito. Vamos logo pra não nos atrasarmos. – Sugeriu Keima, com 9 anos de idade, que andava à frente de Kaito, que tinha 6, enquanto iam em direção da escola.

Kaito – Me espera, irmão. – Saiu correndo atrás do garoto de cabelos pretos.

Keima – Tomara que o dia seja bom hoje.

Kaito – Aposto que vai ser sim.

Os dois caminharam por cerca de quatro quadras, conversando normalmente até que de repente, quando viraram uma esquina, viram um grupo de 4 garotos de cerca de 10 anos rindo de uma garotinha de 6 anos que estava caída no chão, chorando.

Garoto 1 – HAHAHAHAHA, QUE IDIOTA VOCÊ É.

Garoto 2 – Sim, ele tem razão. Você é muito estúpida.

Garota – Parem... por favor.

Garoto 3 – Por que deveríamos?

Garoto 4 – Você é uma imbecil, garota.

Kaito – Keima... O que está havendo? – Perguntou em tom baixo para seu irmão, que o puxou de volta antes de virarem a esquina.

Keima – Eu não sei... Parece que aquela garota está com problemas.

Kaito – Nós temos que ajuda-la, Keima.

Keima – Kaito, você está louco? Você nem conhece essa garota. Não sabe o porquê deles estarem maltratando ela.

Kaito – Então quer dizer que se eles tiverem um motivo, eles podem fazer o que quiser? Você é um imbecil, Keima.

Keima – Não, não é isso, Kaito. Mas o que nós podemos fazer? Somos só dois, eles são quatro.

Kaito – Chamar alguém, talvez. Algum adulto, não sei...

Keima – Tudo bem, entendi. Eu vou procurar alguém. Você fica aqui, entendeu?

Kaito – Não, Keima. Você não pode ir. Se demorarmos, eles podem acabar batendo ainda mais nela. Precisamos agir agora.

Keima – E o que você pretende fazer? Olha o seu tamanho, Kaito.

Kaito – Não me importo que sou menor que eles, eles estão fazendo algo errado, não posso permitir isso.

Keima – E como seu irmão mais velho, eu não posso permitir que você se machuque.

Kaito – VOCÊ ACHA MESMO QUE EU LIGO PRA MIM NUM MOMENTO DESSES? ELES ESTÃO MALTRATANDO AQUELA MENINA.

Keima – Kaito... Não precisa se exaltar. Se acalme.

Kaito – VOCÊ É UM GRANDE COVARDE, KEIMA. SE NÃO VAI ME AJUDAR, ENTÃO NÃO ME ATRAPALHE. – Desferiu um soco no estômago de Keima, que o fez se ajoelhar e arfar.

Keima – Kaito... Espera... agh... – Sem conseguir se mexer, Keima apenas ficou com as duas mãos sobre a barriga, tentando amenizar a dor, enquanto Kaito começou a andar e virou a esquina.

Kaito – POR QUE VOCÊS NÃO PARAM DE IMPORTUNAR ELA, SEUS IDIOTAS? – O garoto enfureceu-se e cerrou os punhos, ao ver a continuidade daquela cena, onde a garota já estava quase desmaiada.

Garoto 3 – Hã? O que? Quem é esse pivete? Conhecem ele, Kouta, Hinsou, Jolt?

Kouta – Não faço ideia de quem seja ele, Yuu.

Hinsou – Seria o namorado dela?

Jolt – Pois então, que seja. – O garoto abriu um sorriso e pisou na barriga da garota, que gritou de dor.

Kaito – EI, PAREM COM ISSO. – enfureceu-se, voltando a gritar.

Garota – Garoto... saia daqui... isso não te diz respeito... – Ao falar isso, um dos garotos chutou suas costas e a jogou contra o muro da rua, fazendo-a desmaiar.

Yuu – Cale a boca.

Kaito – EI. O QUE PENSAM QUE ESTÃO FAZENDO? – Irado, Kaito largou sua mochila no chão e correu até a garota, empurrando os 4 garotos para trás. – Ei, menina, você está bem?

Garoto 3 – O que? Quem esse desgraçado pensa que é pra nos empurrar desse jeito? – Perguntou aos outros garotos, olhando com fúria para Kaito.

Kaito – Droga, ela desmaiou. POR QUE ESTAVAM FAZENDO ISSO, SEUS MALDITOS?

Yuu – Ela podia ter evitado isso... era só ter aceitado namorar comigo e ter nos dado o dinheiro dela.

Kaito – Espera, como é que é? – Você tentou roubar ela e ainda queria que ela fosse sua namorada? O que você tem na cabeça? Um cérebro não é.

Yuu – E quem você pensa que é, garoto? Você nem saiu das fraldas ainda e quer nos dar lição de moral? Faça-nos um favor e cale a boca. Quando você crescer, vai entender o que estamos fazendo. Nós só estamos mostrando quem manda.

Kaito – Quando eu crescer... hein? Pois se quando eu crescer eu for virar um babaca igual vocês... EU PREFIRO SER UMA CRIANÇA PARA SEMPRE. – Com fúria, Kaito correu até o garoto e desferiu um grande soco em seu nariz, que o derrubou no chão. – SEU MALDITO. – Gritou, com sua mão pingando sangue.

Yuu – AAAAGGHH... MEU NARIZ. PEGUEM ELE.

Jolt – COMO OUSA BATER NELE, GAORTINHO DE MERDA? – O garoto simplesmente correu na direção de Kaito e tentou desferir um soco no rosto do garoto, mas ele conseguiu desviar, pelo fato do golpe ser muito lento.

Hinsou – EI, NÃO DESVIE DOS NOSSOS GOLPES, MALDITO. – Extremamente bravo com os atos de Kaito, o garoto tentou abraçar Kaito para prendê-lo, mas Kaito se abaixou e passou por baixo das pernas do garoto, puxando e abaixando suas calças, o empurrando e fazendo-o cair no chão, por não conseguir se afirmar com as calças atrapalhando.

Kouta – NÃO PERCAM PRA UM GAROTO DE 6 ANOS DE IDADE, SEUS IMBECIS. – Kouta, então, vendo que Kaito estava distraído com Hinsou, aproveitou e desferiu um soco extremamente forte na bochecha do ruivo, que foi jogado contra o chão brutalmente, e arrastado um pouco, devido à sua idade. – Vocês são patéticos.

Kaito – Agh... eu não vou perder pra 4 imbecis que nem vocês. HAAAAA. – Kaito levantou-se e correu na direção de Kouta, mas quando ele ia tentar acertar o garoto, Jolt o segurou por trás, deixando seus braços inutilizados. – AAAAAHHH, ME SOLTAAA.

Jolt – Você já passou dos limites, garoto.

Hinsou – Vamos te ensinar a respeitar os mais velhos

Yuu – Você está completamente exposto agora, garoto. Galera, vamos dar pra esse pivete o que ele merece. – Falou, com a mão no nariz.

Kouta – Você mexeu com as pessoas erradas, pivete.

E assim, os 3 garotos começaram a dar socos em diversas partes do corpo de Kaito, que se debatia e tentava escapar, sendo em vão. Depois de apanhar incessantemente por 15 minutos, já estando com o rosto todo ensanguentado e inchado, com suas roupas rasgadas e sua barriga roxa de tantos golpes que levara, quando Kouta e Yuu iam finalizar o serviço e desmaiar o ruivo com um soco no queixo, os dois foram interrompidos por um apito. Quando olharam para o lado para ver do que se tratava, viram que naquele local havia um policial e um garoto de 9 anos ao seu lado.

Keima – São eles, guarda.

Guarda – O que vocês estão fazendo, seus delinquentes?

Yuu – DROGA. CORRAM, PESSOAL. – Obedecendo as ordens de Yuu, Jolt largou Kaito deitado no chão e saiu correndo junto de seus 3 amigos, enquanto o policial saiu correndo atrás deles.

Keima – KAITOOOO. – Keima gritou, correndo até o irmão e vendo seu estado. – EU FALEI PRA VOCÊ NÃO SE METER... OLHA O QUE TE FIZERAM.

Kaito – Isso... não me importa... – Kaito vomitou sangue. – Como a garota está?

Keima – Garota? Ah, sim. – Keima olhou para o muro e viu a garota, que estava desmaiada. – Ela está bem.

Kaito – P-preciso... verificar. E-ei... a-acorde. – Falou, de longe.

Keima – Kaito, vai com calma, você mal consegue se mexer. Você vai desmaiar.

Kaito – J-já disse que n-não ligo. – Falou, arrastando-se até a garota e sentando-se ao lado dela. – Ei... a-acorde. – Deu um tapa leve na bochecha da garota, que a fez abrir os olhos lentamente.

Garota – Hã? Q-quem é você? Onde estão aqueles garotos? – Perguntou, assustada.

Kaito – F-fique calma, eles f-fugiram. – Falou, acalmando a garota e quase desmaiando no processo. – E-eu me chamo K-kaito... e v-você?

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Garota – Eu me chamo... Kiyomi...

]

Keima – Você se enfureceu e partiu pra cima daqueles idiotas... Infelizmente eu não tive a mesma coragem.

Kaito – Sim. Depois disso o guarda voltou e levou eu e a Kiyomi pro hospital, e quando nosso pai ficou sabendo, ele ficou louco. Você lembra?

Keima – Sim... “EU NÃO VOU TOLERAR FILHOS FRACOS. VOCÊS VÃO ENTRAR EM UM TREINAMENTO INTENSIVO LOGO DEPOIS DO KAITO MELHORAR”. E a partir desse ponto, nossa infância nunca mais foi a mesma... Ele me culpava por não ter te protegido, daí me colocava toda aquela pressão para eu ser forte... e depois que a mamãe morreu, aquilo foi ao extremo, e eu fugi...

Kaito – Sim...

Kuro – Ei... vocês dois...

Kaito e Keima – O que foi?

Kuro – CHEGA DE CONVERSA. – Impulsionou-se na direção dos dois.

Kaito – CERTO, VAMOS LÁ, KEIMA.

Keima – ENTENDIDO.

Kuro chegou até Kaito e colidiu sua lâmina coma de Kaito, empurrando o ruivo para trás, mas nesse momento, Keima chegou e ajudou seu irmão, afastando as três lâminas, e nisso, Keima partiu para cima do vilão, começando a trocar golpes com ele. Keima tentou atingi-lo com um golpe direto, porém Kuro defendeu com facilidade, e então os dois começaram um grande duelo com suas respectivas armas, até o momento em que Kuro afastou a Doomed resonance de Keima e conseguiu desferir um chute no garoto, mas quando ia atingi-lo novamente, Kaito lançou uma rajada de fogo em Kuro, que foi arrastado para trás.

Kaito – Você está bem?

Keima – Sim... só a dor no estômago... me lembra aquele soco que você me deu.

Kaito – Entendo. – Kaito abriu um sorriso. Vamos logo acabar com isso.

Keima – Às ordens, Kaito.

Kuro – EU VOU ACABAR COM VOCÊS. – Sem nem dar tempo pros dois entrarem em posição de batalha, Kuro voltou a ataca-los, dessa vez atacando os dois de uma só vez, e combatendo-os com maestria. – VOCÊS SÂO FRACOS. – Gritou, desferindo um corte no peito dos dois simultaneamente, seguido de uma rajada de escuridão, que os lançou pelos ares. Enquanto os dois caíam, Kuro pegou sua espada e pulou, passando pelos dois em queda livre, e assim, ainda mais cortes apareceram no corpo dos dois rimãos, que chegaram ao chão agonizando.

Kaito – Droga...

Keima – Maldito...

Kuro – E TEM MAIS DE ONDE VEIO ISSO. CANHÃO DAS TREVAS. – Ainda no ar, gritou, apontando a espada para os dois que estavam no chão.

Kaito – Ele está mais forte que nós... KEIMA, VOCÊ SABE O QUE FAZER.

Keima – Entendido.

[Insira essa OST: Boku no Hero Academia OST: You Say Run + Jet Set Run ! ]

Kaito e Keima – HAAAAAAAAAAAA – Os dois gritaram simultaneamente, e assim, uma grande massa de poder subiu naquele local, e a onda de energia de Kuro foi anulada por uma onda de pressão.

Kuro – O que? Essa aura...

Kaito – Guardião flamejante... – Falou Kaito, que agora se encontrava com seus cabelos e olhos azuis, contando também com escamas por todo o seu corpo.

Keima – Guardião do som... – Falou Keima, que agora tinha um par de asas de morcego, a esclera de seus olhos pretos, suas pupilas marrons e seus sentidos extremamente aguçados.

Kuro – Então... vocês podem utilizar essa maldita técnica, não é? – EU VOU ACABAR COM VOCÊS – Gritou, descendo do céu com sua espada cortando o vento, mas quando foi acertar Kaito, o ruivo simplesmente levou seu braço para cima e parou Kuro no ar, e após isso, Keima surgiu ao lado do vilão como um vulto e desferiu um corte em sua barriga, que o fez voar.

Kuro – GWAAAH. Seus desgraçados. – RECEBAM MEU ATAQUE MAIS PODEROSO: ASCENÇÃO... DEMONÍACAAAAA. – Gritou, criando e lançando uma esfera incrivelmente grande de escuridão nos dois irmãos.

Kaito – Keima...

Keima – Certo.

Kaito – DEVASTAÇÃO FLAMEJANTE. – Em um instante, o garoto puxou sua espada e lançou uma rajada de chamas azuis concentras contra a esfera sombria.

Keima – EXPLOSÃO SÔNICA – Fazendo o mesmo, Keima lançou uma rajada de som extremamente poderosa contra o ataque, e então os três ataques se colidiram em pleno ar, fazendo um enorme barulho.

Kuro – ME DESAFIANDO DE NOVO? VOCÊS NÃO TEM NOÇÃO DO PERIGO?

Kaito – Isso me lembra a vez que lutamos no deserto... KEIMA, VAMOS DETONAR

Keima – Certo

Kaito e Keima: POTÊNCIA MAXIMA: — Gritaram juntos, e assim, o ataque dos dois passou direto pelo ataque de Kuro, acertando o vilão em cheio, fazendo tanto ele como seu ataque explodirem no ar, caindo cheio de machucados na arena de lutas, fazendo Keima e Kaito o seguirem até lá.

Kuro – Desgraçados... – Furioso, o hospedeiro das trevas levantou-se do chão e encarou os dois irmãos. – EU NÃO VOU PERDER.

E assim, os três voltaram a trocar golpes, e Kuro tentou acertar Keima com sua espada, porém, seu ataque foi defendido pela DragonBorn de Kaito, e como estava furioso, tentou desferir um soco no rosto do ruivo, porém, quando foi fazer isso, Keima desferiu uma cotovelada em seu rosto, que o fez recuar por um momento, mas intantes depois, voltou a atacar, dessa vez tentando atacar de várias formas os dois irmãos ao mesmo tempo, mas todos seus golpes eram defendidos, e para terminar, Kaito e Keima, após afastarem Kuro e sua Waning Moon, revestiram suas espadas com seus respectivos elementos e atingiram Kuro em cheio no peito e tórax, e com este ataque, Kuro foi lançado e enterrado contra uma parede de pedras, quase desacordado.

Kaito – ISSO AÍ, KEIMA. – Fez um High-five com o garoto de cabelo preto.

Keima – Mandamos bem.

[ Pare a Ost]

Kuro – Agh... – Começou a resmungar, saindo de dentro da parede cheio de machudados. – Malditos...

Kaito – Ele está enlouquecendo...

Kuro – Mesmo os meus 100% não funcionaram contra vocês... MAS ISSO AINDA NÃO ACABOU, SEUS MALDITOS. EU VOU OBLITERÁ-LOS DESSE MUNDO.

Kaito – VOCE CONTINUA FALANDO E FALANDO, MAS NUNCA CONSEGUE FAZER NADA. APENAS ACEITE A DERROTA. ACEITE KURO, VOCÊ FOI SUPERADO.

Kuro – Não... NEM EM SONHOS. – Gritou, retirando seu manto que cobria seu corpo, revelando em seu peito a tatuagem de um lobo. – Vocês vão pagar por toda essa insolência.

Kaito – O que é aquilo? Espera... você também possui a tatuagem do guardião?

[Insira essa soundtrack: Bleach OST — B07a [HQ] [Extended] ]

Kuro – é logico que sim, seu idiota. E tem mais... tudo isso que vocês viram, foi o meu 100% em forma base... então...

Kaito – Não me diga que...

Kuro – SIM. – Ao gritar isso, Kuro atravessou sua espada no local da tatuagem, fazendo a mesma brilhar em tom negro. – GUARDIÃO NEGRO. – Falando isso, uma grande e poderosa massa de poder sombrio contornou Kuro, formando um furacão ao qual tinha ele mesmo de núcleo. – HAAAAAAAAAAAAAAAAAA

Keima – GWAAAAH... Que poder incrível... – Comentou o garoto de cabelos pretos, protegendo seu rosto com seu braço, enquanto era arrastado para trás.

Kaito – Droga... então usamos todo o nosso poder para derrota-lo, mas ainda não foi o suficiente? Grr... – Furioso, Kaito também defendia-se da pressão que era causada.

Kuro – HAAAAAAAAAAAAAAAAA – O furacão sumiu junto à uma explosão, e quando o vilão voltou a aparecer, ele se encontrava agora em uma forma híbrida e antropomórfica de lobo, estando com olhos amarelos com pupilas finas e verticais, com pelos negros ao redor de seu corpo, grandes garras em suas mãos e pés, juntamente com uma cauda e orelhas, também de coloração negra mantendo apenas seu rosto como humano, mas que se transformou em lobo logo em seguida. – Vocês são os primeiros e últimos que verão esta forma... Lobo infernal.

Kaito – Essa pressão... é absurda...

Keima – Eu quase não consigo... me mexer.

Kuro – Nós três estamos utilizando 100% do nosso poder total... Isso só mostra quem aqui é o mais poderoso.

Kaito – Se você é tão poderoso, ENTÃO ME MOSTRE. – Com dificuldades, correu até Kuro, mas quando foi ataca-lo, ele apareceu em suas costas e desferiu um soco em sua nuca, que o enterrou no chão. – GWAAAH.

Kuro – Um já foi. FALTA VOCÊ, HOSPEDEIRO DO SOM. – Sem nenhum tipo de chance de Keima desviar, Kuro apareceu em sua frente em um piscar de olhos e desferiu um ataque de energia negra à queima-roupa contra o rosto do garoto, que foi lançado para trás com o impacto e saiu girando até bater numa torre do castelo.

Keima – AGHHH – Após bater na torre, Keima voltou ao chão, onde ficou, sem conseguir se levantar. – d-droga... esse desgraçado... é muito poderoso...

Kuro – VOCÊS DOIS... SÃO FRACOS PERANTE À MIM. – Gritou, expelindo uma grande quantidade de poder das trevas. – EU SOU INVENCÍVEL. – Enquanto se vangloriava de seu poder, Kaito tentou fazer um ataque surpresa e atacar por trás, mas foi em vão, pois Kuro percebeu sua presença e enrolou sua cauda em seu braço, jogando Kaito em sua frente.

Kaito – Agh... Droga...

Kuro – Você nunca conseguiria me vencer com um ataque desses. Eu não sou um amador.

Kaito – AAAAAAH, EU VOU ACABAR COM VOCÊ NESSE EXATO MOMENTO, KUROOO. – Ao declarar tais palavras, Kaito guardou sua espada na bainha e fez sua mão se revestir com fogo. – PUNHOS DA METRALHADORA... DE FOGOOOOO. – Ao falar o nome da técnica, começou a lançar vários socos no ar, que viravam punhos sólidos de fogo e iam na direção de Kuro. – EU VOU TE DESTRUIRRRR.

Kuro – O que? – Vendo todos aqueles golpes vindo em sua direção, Kuro deu um salto para trás e começou a cortar todos os punhos de fogo com sua espada rapidamente, tendo grande maestria com sua espada, porém sendo arrastado por alguns metros devido ao poder do golpe.

Kaito – O-O que...? Ele... parou meu ataque? – Vendo aquilo, parou de mandar socos e ajoelhou-se no chão, pois aquela técnica demandava muita de sua energia. – Merda... esse era meu trunfo...

[Pare a música aqui e insira esta : Fullmetal Alchemist Brotherhood OST — Main Theme ]

Kuro – Eu não vou negar, garoto... essa técnica é forte sim... me fez ser arrastado por um bom percurso, mas infelizmente... NÃO É O SUFICIENTE PRA ME DETER. – O hospedeiro, que andava na direção de Kaito, simplesmente sumiu e apareceu novamente na frente do ruivo, pegando-o pelo pescoço. – Eu falei que não ia perder.

Kaito – GWAAAAAHHH... M-me... solta... – Mandou, tentando dar socos no braço de Kuro, sendo em vão.

Kuro – Se é o que você quer... ENTÃO QUE SEJA. – Ao aumentar o tom de sua voz, jogou Kaito pro céu, e quando ele ia cair, Kuro lançou um corte que atingiu o ruivo em cheio na região do peito até a região do estômago, fazendo-o gritar de dor no ar, enquanto sangue saía de seu corpo.

Kaito – AWWWGHHH... – Já perdendo os sentidos, Kaito começou a desmaiar em pleno ar, mas nesse momento, Kuro começou a lançar mais e mais cortes em seu corpo, não deixando ele desmaiar por causa da dor, só podendo gritar cada vez mais. Quando finalmente caiu no chão, Kuro o pegou novamente pelo pescoço.

Kuro – Você é um bravo guerreiro, Ryuuma Kaito, foi o mais perto que alguém chegou de me derrotar... MAS INFELIZMENTE... VOCÊ É FRACO. – Ao falar isso, Kuro arremessou Kaito contra uma torre do castelo, e antes da torre desmoronar em cima do garoto, o vilão apontou sua espada para ele e sorriu: APOCALIPSE NEGRO. – Gritou, lançando uma rajada de energia completamente escura diretamente no corpo de Kaito, que o acertou em cheio e explodiu, e o garoto, em trapos novamente, simplesmente caiu desacordado no chão, e por fim, toda aquela torre caiu sobre seu corpo, o soterrando.

Keima – K-KAITOOOOOO. – Gritou com suas últimas forças, mas quando tentou se levantar, Kuro chutou seu braço e o impediu. – AAAAH... Desgraçado... como já está aqui?

Kuro – Você não precisa saber... – Respondeu, apontando a espada para Keima e lançando outra rajada de energia à queima-roupa no hospedeiro do som, fazendo-o sumir em meio à explosão e reaparecer no ar, quase desacordado.

Keima – Agh...

Kuro – HAHAHAHA. – Assistindo aquela cena, Kuro só conseguia rir, pois finalmente havia derrotado seus maiores inimigos, e então, quando Keima caiu no chão, Kuro simplesmente o chutou para a parede da arena, onde o hospedeiro do som ficou sentado... sangrando e quase desmaiado. – A diversão começa agora, seu maldito...

[Pare a OST]

Enquanto isso...

Kaito – Hã? O que? – Lentamente, Kaito abriu os olhos e viu-se flutuando em um espaço totalmente escuro, estando quase completamente nu, só com sua calça, que se encontrava em trapos, estando também de cabeça para baixo, como se estivesse caindo em meio a um infinito mundo negro. – O que é essa sensação? Será que estou morto? Não... Será que é algum truque do Kuro? De qualquer forma... eu me sinto... bem. – Pensou consigo mesmo, até que finalmente encontrou um chão, onde caiu lentamente. – Afinal, onde eu estou? – Perguntou-se, levantando. – A sala do Pyronious? Não, eu não sinto a presença dele... Espera... na verdade... eu sinto... mas está fraca... – ONDE EU ESTOU?

[Insira essa soundtrack: Zack Hemsey — "The Way" ]

??? – “Eu pensei que não teria que aparecer antes do tempo previsto.” – Uma voz ecoou no ouvido de Kaito, que assustou-se, pois a voz era familiar.

Kaito – Essa voz... Não pode ser... QUEM É VOCÊ? ONDE VOCÊ ESTÁ? NÃO BRINQUE COMIGO. – Os braços de Kaito se arrepiaram, e ele começou a olhar em volta.

??? – “Continue seguindo pela escuridão, e você me encontrará.” – A voz continuou ecoando, deixando Kaito ainda mais perturbado.

Kaito – Essa voz... DROGA. – Kaito saiu correndo sem nem pensar duas vezes pelo vasto caminho de escuridão, até que de repente, num longínquo horizonte, um pequeno ponto branco apareceu em meio a escuridão, iluminando um pouco da área. – LÁ. – Continuou correndo.

??? – “Continue Kaito, logo você chegará a mim.”

Kaito – Droga, droga, droga, droga... isso não é possível. – Kaito, quase sem fôlego, tropeçou e caiu, olhando para a luz, onde conseguiu ver a silhueta de uma pessoa de costas. – Eu estou delirando... Isso não é real. – Levantou-se com dificuldades, para continuar indo até a luz, agora andando mais lentamente.

??? – “Continue.”

Após 5 minutos de caminhada pelo infinito escuro, Kaito finalmente chegou perto da luz, e a mulher que estava de costas, enfim virou-se para ele, abrindo um sorriso, e quando ele viu seu rosto, ajoelhou-se no chão em prantos.

Kaito – Então... é você mesmo... mãe?

Notas finais
Imagens referentes à tatuagens de Kaito, Keima, e à forma final de Kuro