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15 Resgate part. 2


Notas iniciais
É, com certeza, com toda certeza do mundo, eu demorei pakas... Desculpem-me caros leitores, eu vacilei muito dessa vez... digamos que, a desculpa é: trabalho durante as ferias (tipo aquele que você recebe money, mas ao mesmo tempo não recebe) e trabalhos da escola desde a semana retrasada, e também tinha outras cosias que me fizeram não escrever o capitulo... Bom, eu fiz ele não muito grande por causa do meu estado esses dias... Cansado pra dedeu... Eu não irei mais prometer capitulos para vocês, mas eu juro que não vou mais demorar tanto. Me perdoem por favor T.T Jowlie me deu uma bronca e disse que ia me bater se eu não postasse logo, então esta aqui... Tenham uma boa leitura e... Nãããããoooooo, cara, não acredito!!! uma recomendação :3 ooooooooooooooooh ~wolfievatic, Jowlie e eu estamos super emocionados com sua recomendação :3 Obrigado... Enfim, espero que gostem do capitulo!

Meu corpo entrou em chamas inconscientemente. Karen estava suspensa pelos seus braços presa no topo da estátua de uma mulher. Seu rosto estava coberto de sujeira e vários arranhões. Ela estava amordaçada e não movia nenhum músculo, mas, graças a Deus ainda respirava. Andei lentamente em direção a ninfa que segurava o rosto da Karen, ela mantinha seu olhar ameaçador em meus olhos e um leve choque percorreu minha espinha. Ela levantou sua mão em direção ao rosto de minha amiga mostrando seus cinco… dedos? Não, tudo bem que ninfas tem mãos que mais parecem com garras, mas aquela possuía mãos humanas!

– Mais um passo e ela morre. — Avisou. Sua voz era diferente das outras ninfas, ela era... humana... Parei de andar em sua direção e a encarei tentando devolver seu olhar ameaçador, o que não aconteceu. Tentei observar todos os seus detalhes, mas ela vestia um sobretudo marrom surrado com um capuz cobrindo-lhe a cabeça e, como ainda estava escuro, era impossível enxergar o que estaria abaixo do pano. A única coisa a amostra era parte de seu braço, um braço fino, mas aparentemente forte.

– Você não é uma ninfa, estou certa? – Perguntei vacilante. Uma gargalhada leve ecoou pela ravina.

– Sim. – Respondeu.

– Como assim?

– Digamos que eu sou uma humana, assim como você, mas... “filha” de uma ninfa, a antiga líder deste grupo.

– Não entendo... Como você sendo humana é filha de uma ninfa? – Ela riu novamente.

– Garotinha boba... Você quer que eu te conte a história toda, ou só simplifique? – Ela fez uma pausa aguardando alguma resposta vinda de mim, mas algo me disse para que não respondesse – Vou entender seu silencio como um “sim”, lhe contarei a versão simplificada. Quando eu era uma criança fui abandonada pela minha família aqui nesse local. Eu tinha somente dez anos na época. Passei exatamente três dias nessa ravina sem comida ou água até que fui encontrada pela líder do grupo. Ela cuidou de mim como se eu fosse sua filha e, aos dezoito anos adquiri um dom.

– Um dom?

– Sim, um dom. A fraqueza das ninfas desse grupo são sons agudos, e foi este o dom que recebi, o poder de criar ondas de som tanto agudas como graves em níveis alarmantes.

– Então você também recebeu poderes...

– Ah, sim, e um belo poder. Quando descobri este meu dom a ninfa que havia me adotado como filha tentou me afastar do grupo por eu ser uma pessoa com sérios problemas mentais sabe?! Quatro meses depois de eu ter ganhado meu poder sonoro eu já o havia dominado e, assim feito, desafiei a ninfa “mãe” para uma luta. No início ela recusou, mas após insistir e matar três de suas guardiãs ela aceitou o desafio.

– Você matou três ninfas para desafia-la?! Você é louca!

– Sim, claro. Ela havia tentado fazer o mesmo que meus pais fizeram comigo a alguns anos, isso me deixou com ódio e por isso, além de matar aquelas três ninfas, eu a matei também.

– Mas isso é… É um absurdo! Como você pode matar aquela que a acolheu como filha!?! — Indaguei indignada.

– Eu fiz isso porque, além do ódio, achei que seria divertido e, realmente foi. — Falou. Raiva inundou meus sentidos. A única coisa que passou sobre minha mente naquele momento foi avançar para cima dela, mas eu não podia. Como ela poderia ser tão bruta assim?!

– Ela era a sua família! — Gritei.

– Ela era apenas mais uma ninfa! E se você não calar a sua boca eu irei matar a sua amiguinha aqui Sofia Sparks. — Falou. O que… mas… Como ela sabe meu nome? — Haha, você está se perguntando como eu posso saber seu nome não é mesmo… Bem, um de seus novos “amigos” me contratou para te matar e é isso que farei.

– O que? Mas… Quem poderia ter feito isso? Quem seria capaz de fazer isso?! — Perguntei. Uma nova tensão percorreu meu corpo, minhas chamas diminuíram ate não sobrar nada sobre meu corpo. A camada de água havia evaporado… Eu estava desprotegida.

– Aah, bom, essa pessoa é apenas uma pessoa qualquer…

Outra onda de medo começou a invadir meu corpo e minha mente começou a ficar turbulenta, bagunçada. Não... Agora não… Minhas pernas estavam ficando fracas e tremulas, forcei-as a ficarem firmes.

– Ora, ora, parece que minha presença a machuca internamente não é mesmo?!

– Você que está fazendo isso comigo? — Perguntei. Ela riu novamente.

– Claro que sim! Você não sabe como é bom ver o sofrimento dos outros! — Sua risada estava se tornando insana. Meu corpo começou a ficar fraco e minha mente, novamente, entrou em crise. Cai de joelhos no chão sem conseguir fazer nada além de chorar, gemer e tapar meus ouvidos com força.

Grr... Eram tantos sentimentos ruins... Tanta dor... Tanta angustia e ódio... Tanto sofrimento... Como ela poderia estar fazendo isso comigo?!

– Se você está se perguntando como eu poderia estar fazendo você sofrer desta maneira, então eu responderei — Ela disse com sua voz em um nível totalmente sarcástico — Quando eu estava sendo criada pelas ninfas, aprendi a usar magias de perturbação mental, magias proibidas na verdade. Havia um livro... Um Grimório enterrado aqui abaixo desta estatua, eu o encontrei, o li e aprendi esta magia… A magia que traz de volta todos os sentimentos horríveis que uma pessoa já poderia ter sentido e os aumenta varias e várias vezes Agora eu posso fazer todos sofrerem seus maiores medos e saborear suas lentas mortes! — Como já havia dito antes, sua risada estava ficando cada vez mais insana e agora histérica.

Outra onda de medo passou pelo meu corpo. Lagrimas caiam sem minha permissão, minha garganta estava seca, meu peito dolorido. A imagem de meus pais caídos no chão voltou à tona. “Não” implorei para mim mesma, para meu subconsciente, “Não me lembre daquele dia novamente! Não me lembre daquela cena!". A risada daquela histérica mulher ecoava pela ravina tornando a paisagem obscura mais tenebrosa ainda.

Eu não conseguia erguer minha cabeça para encara-la ou para ver se Drake estava vindo ao meu socorro, tudo o que conseguia fazer era chorar, soluçar, gemer e ouvir aquela risada... Aquela risada... Ela me dava arrepios.

Um ou dois minutos se passaram, meu corpo tremia incontrolavelmente e minha mente já era um caos. Dois segundos depois tudo se tornou escuridão.

Quando acordei meus braços e pernas estavam acorrentados ao lado da Karen. Aquela mulher havia sumido, eu não sentia mais sua presença, somente aquele terror produzido por ela e aquela magia... Minha boca estava amordaçada e a maior parte de minha roupa rasgada.

Tentei olhar para o lado e vi Karen com sua cabeça baixa, respirando com dificuldade. “Droga... Eu preciso retirar ela daqui”, pensei. Observei o lugar novamente em busca da entrada da caverna, a avistei, ela estava de frente para a estátua. Tentei acender minhas chamas e mandar algum sinal para o Drake ou o Peter, mas não consegui, a perturbação em minha mente era muito grande.

Tudo estava um grande silencio, o que me incomodava... Por vários segundos – sim, eu os contei – nenhum som era reproduzido naquele lugar além da pesada respiração da Karen, e a minha, é claro. Encarei as sombras da caverna a qual eu havia saído esperando algum sinal do Drake, mas nada ainda, nenhum sinal de socorro vindo dele ou de Peter. Olhei para o topo da caverna onde Lauren deveria estar, mas ainda assim ela não estava lá. “O que aconteceu galera?”, perguntei-me.

Um leve frio soprava pela entrada da caverna e inundou a ravina, um frio parcialmente reconfortante. “Drake...” pensei. Senti minha consciência se estabilizar um pouco, permitindo que eu pudesse me concentrar em acender uma chama, mas, no momento em que tentei acende-la, uma mão fria tocou meu rosto.

– Ora, ora, você acordou queridinha... Isso é ótimo! – Disse a filha das ninfas – Ah, deixe-me esclarecer só uma coisinha... Meu nome é Emma.

– E... dai?! – Provoquei-a, o que não foi uma boa ideia. Ela retirou seu capuz revelando uma pele clara e suja, olhos arroxeados e seu cabelo negro. Encarou-me e sussurrou algumas palavras a quais não consegui ouvir. No mesmo instante minha mente ficou perturbada ao ponto de só gritos saírem de minha garganta. Eu não sabia mais o que fazer, aqueles surtos estavam ficando cada vez piores... “Eu não aguento isso! Socorro”, gritei em minha mente. “Drake, Lauren... Peter... Alguém... Por favor... Me ajude...”. Segundos e mais segundos de dor se passaram quando algo explodiu ao lado de Emma. Tentei ver o que era, mas a única coisa visível naquele momento era fumaça e... cristais? Cristais de gelo... Drake...

Mesmo com toda aquela dor um sorriso brotou em meus lábios. Aquele idiota... Ele demorou demais...

– O que foi isso?! – Emma perguntou. Ela estava confusa, olhava ao redor mas não via nada, ninguém, e, se eu não soubesse que era o Drake, eu também não acharia ele.

Como sei que é ele? Bom, quando ocorreu aquela explosão eu senti um frio reconfortante. Onde ele estava? Bem, ele estava escondido atrás da arvore seca. Como sei? Mesmo confusa do jeito que estou sou capaz de pelo menos diferenciar grama seca de gelo, mas me parece que Emma não consegue.

– Onde você está maldito?! – Indagava aos gritos. Elevou seu braço em uma direção totalmente contraria ao esconderijo de Drake e lançou uma onda sonora extremamente poderosa que destruiu uma grande rocha.

Ela rodava em círculos cuidadosamente e seus olhos percorriam cada centímetro daquele local, mas, mesmo tendo toda essa cautela, ela não foi capaz de desviar de mais um dos ataques de Drake. Um cristal de gelo foi arremessado em sua direção atingindo o chão a frente de seus pés e cravando no chão.

– Maldito... Quase fui atingida... – Ela recuou dois passos e olhou exatamente para onde Drake estava e, no momento em que elevou suas duas mãos para um provável poderoso golpe, duas granadas caíram ao seu lado. Ao saltar para trás, seus olhos, perplexos, encararam as granadas esverdeadas que quase explodiram no segundo seguinte. “Laren”, pensei, só poderia ser ela!

Elevei meus olhos com dificuldade para o topo do ravina acima da entrada da caverna e lá estava ela, a líder da Conventionis. Eu não conseguia enxerga-la direita de longe, mas conseguia enxergar mais duas granas em suas mãos prontas para serem lançadas.

– La... Lauren... – Sussurrei. Minha consciência e minha mente estavam voltando ao normal, a calma estava voltando a tomar controle de meu corpo e de meus sentidos. Tentei acender uma chama, mas não consegui, ainda estava fraca. Olhei para onde a Lauren estava, mas ela já havia saído de lá. Olhei para a arvore parcialmente congelada, sem sinal do Drake.

Emma estava caída no chão após a explosão das outras duas granadas lançadas pela Lauren, ela parecia desacordada, o que era ótimo. Tentei acender outra chama novamente, mas não funcionou. Olhei para a Karen, ela estava desacordada. Sorri ao ver seu rosto calmo... antes parecia que ela também sofria por causa da tal magia da ninfa-mãe.

Um rápido flashback passou pela minha cabeça... Karen havia sido a melhor pessoa que eu já havia conhecido. Ela era extremamente feliz e otimista, foi a primeira pessoa a realmente se aproximar de mim.

– Sofia! – Gritou Lauren. Ela descia do topo da ravina como se estivesse surfando, achei engraçado na hora. Drake e Peter se aproximaram vindos da caverna.

– Não conseguimos executar o plano... Que coisa... – Dizia Peter. Ele olhou para mim preocupado ao me ver machucada e amordaçada, mas logo se focou em outra pessoa quando Drake se aproximou para quebrar as correntes com um punho completamente envolto a gelo.

– Karen! – Peter gritou. Ele correu até ela e socou as correntes que a prendiam, no mesmo instante elas quebraram-se em pedaços e Karen caiu aos braços de Peter, aquilo me pareceu uma cena de filme... Eu estava tão distraída que não vi a hora em que ele, Drake, quebrou as correntes. Cai de joelhos no chão.

– Ai... Você poderia ter me pegado seu idiota! – Reclamei tonta assim que ele retirou a mordaça de minha boca.

– Opa, eu me distrai com a distância de 10cm entre seu pé e o chão. – Ele disse rindo. Minhas bochechas aqueceram-se, mas... Porque? Ele ria de forma calma e simpática, o que era estranho comparado ao Drake de alguns dias atrás...

Lauren nos chamou ao redor de Emma que realmente estava desacordada e começou a fazer várias perguntas para mim, as quais eu respondi sem hesitar. Ela moveu seus lábios em uma pergunta silenciosa e nos encarou aliviada.

– Já terminamos aqui. – Ela disse.

– Lauren... Já estamos aqui, podemos derrota-la e acabar com a existência daquelas ninfas! – Drake falou.

– Não Drake, não podemos matá-la. – Falei. Ele me encarou pensativo com uma sobrancelha erguida em uma pergunta. – Assim como nós ela sofreu muito e... Ela é uma pessoa, não podemos matá-la assim...

– Sofia, se ela recuperar a consciência vira atrás de nós com seu exército de ninfas. – Ele disse tentando me fazer mudar de ideia. “Não vai rolar Drake”, falei mentalmente. Antes que eu me pronunciasse novamente, assim com a Lauren, senti uma onda de medo e dor pairar ao nosso redor... Por momentos achei que eu entraria em surto, mas, assim que percebi – graças aos braceletes – Drake começou a ser afetado psicologicamente.

– Drake, deixe-a, vamos sair daqui, já cumprimos nossa missão, não precisamos matá-la.

– Mas... – Ele começou a ficar atordoado.

– Nada de “mas” Drake MacLain, vamos e pronto. – Ela disse encerrando o papo. Drake cerrou os punhos e passou a andar em direção a caverna. Naquele momento eu senti... Senti como se ocorresse em mim, como se eu estivesse sofrendo... Eu senti a dor que ele passou a sentir. Assim que ele percebeu que eu estava sentindo suas angustias, dores e medos, ele retirou o bracelete e o jogou no chão. O que estava acontecendo ali? Encarei Lauren e a mesma cerrava os punhos e sua aura parecia afetada por algo, me perguntei o porquê disso, mas decidi esquecer e seguir ele, assim como Lauren e Peter que carregava Karen em suas costas.

Estávamos andando a cerca de dez minutos quando o primeiro sinal de novo... não, de novo não... Quando o primeiro sinal de antigo problema de conviveu apareceu renascendo das cinzas.

Eu estava andando ao lado de Drake que evitava olhar para mim. Em minhas mãos estavam nossos braceletes de conexão. Olhei para a Lauren que estava ao lado de Peter sussurrando algo, ela encarava Drake com preocupação, mas seu rosto também demonstrava dor, e isso só fez com que minha preocupação aumentasse. Levantei meus olhos para ver as expressões do rosto dele e me surpreendi ao ver sua expressão de dor... Como uma bomba relógio, a preocupação que eu sentia explodiu e eu não aguentei... algo realmente não estava certo... Toquei no braço dele com o cotovelo e o mesmo me encarou.

– O que foi? – Perguntou de forma ríspida. Por um breve momento congelei. Parecia que... Depois de tanta coisa... nada havia mudado. Tentei dizer algo, mas nada saia, tentei pensar em algo, mas nada veio à mente... Tudo o que realmente passava pela minha cabeça naquele momento era:

Voltamos ao início de tudo.

Notas finais
Eu tenho que pedir desculpas a vocês pelo tamanho do capitulo, mas também peço que vocês entendam... Eu realmente passei por um período apertado na escola e aqui em casa, e, com tanta coisa me preocupando (mais da escola) eu me desviei um pouco do capitulo, mas, enfim. O que acharam? Gostaram? Não gostaram? Tem alguma sugestão para o que possa acontecer? Gostaria de compartilhar alguma ideia sobre a fic? Nos vemos nos comentarios ^^