Notas iniciais
Primeiro capítulo na versão da Loreta!! Boa leitura!!

POV LORETA

Aquela noite estava estranha. Completamente carregada de tensão e algo mais sombrio. Movi a perna para ter certeza que a pequena pistola estava ali. Meu corpo estava suado tanto quanto os corpos que se chocavam contra mim naquela balada ritmada. Algumas mãos me puxavam, outras me empurravam. Estava quase fora do ar quando a bile subiu. Corri até o banheiro sujo e fedorento. Na cabine ao lado, dois corpos se chocavam. Os gemidos eram altos e nojentos, assim como o vaso que eu estava vomitando. Eles sequer se importavam com a minha presença. Depois de sentir cansaço pelo vômito, fui até a pia, gargarejei aquela água misteriosa e me olhei no espelho quebrado. Minhas bochechas estavam coradas, disfarçando minhas sardas. Minha maquiagem estava borrada, deixando meus olhos mais escuros do que são e mais predatórios. Meus cabelos estavam tão cheios quanto já estiveram um dia e tão vermelhos que doía olhar por muito tempo. A presilha que pus para segurar alguns cachos e impedi-los de cair na minha cara, sumiram, e sinceramente? Em casa eu arrumava. Minha calça leg estava rasgada para minha frustração, assim como a minha blusa larga. Que ótimo. Os gemidos pararam de repente e no mesmo instante alguém socou a porta. Eu já abria a boca para responder quando a mesma foi derrubada próxima a mim.
Uma pessoa, não, um monstro passou por ela, mas o mesmo não me viu. Ele tinha a pele roxa, olhos negros, sem vestígios de branco ou outra cor, os dentes afiados como daqueles canibais de Pânico na floresta 4. E as veias. Veias inchadas e pulsantes por todo o corpo. Fiquei imóvel enquanto ele passava por mim e ia direto até onde o casal estava. Eles gritaram de susto e o monstro mordeu a mulher. O cara ficou apavorado e gritou. O monstro largou o corpo da mulher, e a mesma estava sem um pedaço do ombro. O monstro então arrancou a garganta dele e devorou-o. Eu não gritei, mas também não fiquei parada. Escorreguei pelo chão e sai banheiro afora. A balada estava um caos. Monstros devoravam as pessoas que a pouco estavam comigo. Quer dizer, não exatamente comigo, mas exatamente vivas. Eu precisava sair dali. A saída estava infestada por eles, fato que me fez recuar. Voltei ao banheiro e vi apavorada a mulher e o monstro devorando o cara. A janela do banheiro estava acima deles. Droga. Andei até eles e deferi um soco na garganta da mulher quando a mesma olhou para mim. Foi dolorido e desconcertante. Ela caiu, mas não morreu. Merda! O monstro olhou para mim e avançou. Eu recuei rapidamente até encostar na parede. Qual é Loreta, seu pai te obrigou a lutar desde de pequena. Ataque-o. O monstro abriu a boca no momento que eu me abaixei. Arrastei a perna no chão, derrubando. Peguei sua cabeça e bati-a com força contra o azulejo da parede. Sua cabeça foi arrebentada e logo vi que ele estava morto. A mulher, digo, a monstra, levantou-se e veio até mim. Me abaixei diante de seus braços estendidos e empurrei-a contra a parede. Peguei sua cabeça e girei-a. Ela caiu sem vida no chão.
Quebrei a janela com um soco e vi que o buraco era suficiente para eu poder passar. Subi no vaso e ignorei a dor dos cacos perfurando minhas mãos e braços. Olhei em volta tentando me localizar e avistei meu carro. Ótimo. Tirei do bolso as chaves e destravei-o. Nenhum zumbi planejando ataque. Avancei e entrei no carro, tremendo da cabeça aos pés. O caminho até em casa era apavorante. Muitas daquelas coisas tentando me parar e outras devorando alguém ou andando. Virei na esquina da minha casa e sai do carro quando estacionei. Corri quando vi a mancha vermelha no portão e o mesmo, aberto.
—Mãe? Pai? Pirrralhos?-Chamei.
Olhei na cozinha e congelei ao me deparar com um monstro comendo meu pai. Ele virou-se lentamente para me encarar, e eu senti uma pontada no peito ao ver quem era.

Notas finais
Próximo!!