Notas iniciais
Elementium é uma história que veio à minha cabeça, então eu meio que criei ela como um passatempo, mas agora comecei escrever mesmo, estou postando aqui pra ver qual a opinião das pessoas sobre ela, tenho seis capítulos escritos e aqui está o primeiro, espero que gostem.

Perguntas. Somos feitos de perguntas, elas nos rondam desde o primeiro batimento cardíaco ao último suspiro. Porém, existem aquelas que criam mais confusão.

De onde viemos?

Quem somos?

Quem nos criou?

Por que estamos aqui?

Não sabemos a resposta, porque ninguém sabe como responder a todas elas. Alguns dizem “foi Deus”, outros “nascemos da terra” e uns “da junção de partículas formadas pelo Big Bang”.

Mas como saber qual é a verdadeira. Eu não sei de onde vim, não sei quem sou, não sei quem me fez e também não sei por que estou aqui, mas sei o que quero, encontrar as respostas antes de deixar esta vida.

***

Calor. Cheiro de gasolina e óleo. Claridade intensa.

Tento respirar fundo para afastar a sensação de desconforto, mas meu peito esta apertado. Meu corpo está dormente, não consigo abrir os olhos. Minhas mãos tateiam a superfície tentando se agarrar em algo, mas não tem nada para encontrarem. O cheiro é horrível.

Quando me atrevo a tentar me mover, sou tomada por uma crise de tosse, isso só piora a situação dos meus pulmões. Na terceira vez que insisto em levantar, minhas costas protestam tanto que volto a me deitar imediatamente. Meus olhos ardem. Meus ouvidos estão tomados por um zumbido irritante. Minha cabeça está explodindo.

O que diabos está acontecendo?

Tento encontrar na minha mente o motivo disso tudo. Reviro as lembranças em busca de explicações, mas só me frustro mais ainda por não achar nada. Eu estava no ônibus. Tenho certeza que estava sentada ao lado de Aline. Quando aquilo se tornou isso?

O pior de tudo isso não são as dores, a confusão, o cheiro ou calor intenso. O pior é que não sei se estou acordada.

8 de Setembro — 2 horas antes.

Está escuro e a primeira coisa que sinto é calor. Quando abro os olhos estou deitada em minha cama, suando como na noite passada. Malditos pesadelos!

Espera. Cama? Tenho certeza que adormeci na escrivaninha — a dor no pescoço deixa claro que foi uma péssima decisão -, é só o que me falta começar a andar por ai inconsciente.

Me obrigo a sentar na cama, mesmo com a imensa vontade de voltar a dormir. Automaticamente meus olhos caem para os meus braços. Eu tento não ficar preocupada ou neurótica com o problema, mas a falta de mudança me inquieta mais a cada dia.

Se você está confuso, pensando "mas que desgraça de problema essa criatura está falando?", eu explico. Minhas veias são estranhas e quando digo estranhas, eu quero dizer estranhas mesmo, tipo um nível de estranheza nada aceitável.

Não meu caro, não é só uma alteração genética qualquer, é perturbador e desconfortável. Além de eu ter certeza de que não se trata de uma alteração genética.

Elas são azuis e também são vermelhas. Elas são frias e ao mesmo tempo elas são quentes. Nada de piadinha sobre eu ter sangue quente aqui, o assunto é sério. Levando em consideração que o sangue deve ficar dentro das veias e não aparente, além do fato de que todos os seres humanos que eu conheço possuem apenas pequenos caminhos esverdeados no braço, eu não considero isso uma coisa normal.

No entanto, o que acho mais bizarro é a perfeita divisão dos sintomas. No lado esquerdo elas sempre se apresentam vermelhas e ardentes, enquanto no direito se exibem azuis e frescas. São perfeitos opostos que de alguma forma se completam e atrapalham a minha vida.

Cada crise— como eu carinhosamente apelidei o fenômeno — dura em média quatro horas. Quatro horas! Isso significa praticamente o período de aulas inteiro. Não é nada interessante ter que passar as aulas de educação física usando casaco. Porém, prefiro isso do que correr o risco de passar pela mesma situação do colégio anterior. Foi tão ruim que precisei ser transferida.

Quando fui obrigada pelo professor a retirar o moletom, eu já sabia que iria precisar de um ótima explicação. Só não esperava que os fogões da cozinha fossem explodir enquanto eu ainda resistia as ordens do homem.

Se eu tive algo a ver com o acidente? Como poderia? Estava a vários metros de distância. Se a polícia levou isso em conta? Sim, mas isso não impediu os alunos de apontarem dedos e me culparem. Se eu considero coincidência? Juro que queria poder responder sim, mas as duas explosões no mês anterior e o rompimento do encanamento da casa da minha avó no último verão, todos ocorridos quando eu estava nervosa ou estressada, não me permitem aceitar que seja apenas coincidência.

O colégio não me expulsou, eles não tinham motivo para isso. Mas eu não consegui permanecer lá por mais de uma semana após o incidente. Seria ingenuidade minha imaginar que ninguém teria reparado nas coisinhas brilhantes por baixo na manga do casaco. Óbvio que o motivo que dei aos meus pais para pedir a transferência foi muito diferente da realidade.

Não sei exatamente o que me impede de contar a eles, só sei que, sempre que cogito a ideia, me sinto tão nervosa e desconfortável que desisto antes de completar o pensamento. Eles já tiveram que sofrer muito comigo, não vou adicionar mais isso a conta.

Tenho percebido esses eventos desde que completei dez anos, mas está consideravelmente pior desde o meu último aniversário, data em que as veias decidiram entram em cena. Agora, com quinze anos, era de se esperar que eu estivesse melhor em evitar isso, mas estou tão apavorada quanto naquela época.

Observo os pequenos traços no dorso da mão direita, são quase invisíveis aqui, mas consigo visualizá-los sem esforço. A cor azul discreta tão distinta do carmim vibrante. Nunca fiquei tão feliz por ser destra, não consigo imaginar como seria se tivesse que escrever exibindo o vermelho chamativo.

Sou arrastada para fora dos meus pensamentos pelo apito insistente do relógio. Sete horas. Desligo o aparelho respirando cansada, a noite de sono não foi muito boa. Nunca é.

Mesmo tendo a plena consciência que preciso me arrumar rápido, não posso deixar de me demorar um pouco embaixo do chuveiro. Também não é como se eu estivesse extremamente empolgada para comparecer a mais uma aula de campo - mais conhecido com passeio — no Jardim Botânico.

Não que não seja interessante, mas eu acho que as escolas de Curitiba precisam explorar mais suas opções. A cidade tem vários pontos turísticos, por que sempre levar os alunos para ver plantas?

Depois de estar confortável no uniforme e os cabelos estarem domados, encaro a garota no espelho. Sempre olho para os braços antes de sair, talvez na esperança de que estejam diferentes de quando acordei. Mais uma vez acabo decepcionada.

Coloco a jaqueta de couro azul — ela virou parte de mim desde que ganhei — escondendo as esquisitices embaixo dela. Sei que nada mudou, mas sempre me sinto melhor quando não consigo ver os sinais. Respiro fundo mais uma vez e me obrigo a agir normalmente, aqueles dois no andar de baixo não precisam ter que lidar com isso.

Finja ser normal. Aja como uma pessoa normal. Convença os outros de que é normal. Convença a si mesma que é normal.

A fim de continuar o showzinho que se tornou minha vida, desço as escadas apressada, irrompendo na cozinha com um sorriso animado. Não é tão difícil me manter feliz perto deles, afinal eu os amo, mas o constante medo de que descubram meu segredinho, me deixa levemente ansiosa para o fim desses momentos.

Não sei por quanto tempo mais vou conseguir esconder deles. Se eu não estivesse tão aliviada por ainda conseguir manter a mentira, até poderia ficar decepcionada por eles ainda não terem percebido que algo está errado. Segundo minha mãe, ela me conhece melhor que qualquer pessoa. Todas as vezes que disse isso nos último meses, eu apenas sorri amarelo e fingi que concordava plenamente.

Uma parte minha se sente tão culpada que não me permite manter um conversa com eles olhando-os nos olhos. Mas outra parte, muito mais forte, é cem por cento dedicada em poupá-los de mais problemas.

— Bom dia. — cumprimento exibindo meu melhor sorriso, chamando atenção dos dois.

— Bom dia. — ela retribui, me avaliando da cabeça aos pés.

Quem conhece ela dentro de casa, brincalhona e calma — salvando as vezes que destruo ou sujo alguma coisa, quase sempre seu sofá -, quase não consegue reconhecê-la com a identidade da médica séria e estressada que passa, muitas vezes, dias no hospital.

Quando eu nasci, ela já atuava como médica pedriatra e sempre se gabou que, dos dois, ela sempre foi a mais paciente comigo. O homem nunca pareceu se incomodar com essa afirmação, mas nunca deixou de ser um pai carinhoso e dedicado.

— Bom dia. — ele olha para o relógio e arqueia as sobrancelhas — Está atrasada mocinha.

— Eu sei, me desculpe. — ele sorri e volta a ler seu jornal.

Alequen Windchest. Capitão do exército. Chefe. Marido. Pai. Esses são os termos que já ouvi serem usados para se referir a ele. O último, claro, pronunciado por mim a vida toda. A altura, os cabelos escuros bem arrumados e olhos verdes — que eu herdei com maestria — intimidadores lhe servem bem quando o assunto é passar a impressão de seriedade. Mas eu nunca me senti intimidada quando ele está por perto.

Lia, sua esposa, conhecida por mim como mãe ou mamãe — quando eu quero muito alguma coisa — contrasta perfeitamente com ele. O cabelo ruivo muito mais chamativo, herança que não me ajuda muito a passar despercebida pelos lugares, os olhos castanhos dourados e consideravelmente mais baixa que o marido.

Eu poderia passar horas descrevendo com é encantadora a imagem dos dois juntos, perfeitos opostos que se completam. Mas isso me lembraria que eles precisam lidar com uma coisa não tão perfeita assim. Eu. Portanto vou apenas continuar com os fatos.

Agarro uma panqueca do prato em cima da mesa e me ponho a saborear essa maravilha. Sinto os olhos dourados nas minhas costas e isso só me estimula a comer mais rápido. Antes que ela tenha a chance de iniciar uma conversa que não quero ter agora, me aproveito do fato de estar claramente atrasada para sumir escada acima.

Escovo os dentes rapidamente e confiro os materiais mais uma vez. Não me permito pensar muito antes de sair, sabendo que isso pode me convencer a ficar em casa. Eu não teria desculpas plausíveis o bastante.

Desço as escadas pulando alguns degraus, fazendo os mais velhos me encararem risonhos esperando na porta. Isso, sorriam. Vocês são o único motivo disso tudo. Despeço-me da minha mãe — ignorando mais uma vez o olhar desconfiado — que vai direto para o hospital e entro no carro com meu pai.

Não demora muito tempo para ele estacionar em frente ao portão da escola, afinal moramos quase do lado dela. Ansiosa e ao mesmo tempo hesitante em sair do carro, sorrio para Leo que está parado ao lado da janela e apanho a mochila no banco de trás.

— Oi Thais. — Leo me cumprimenta com seu típico sorriso.

— Oi. — respondo já me despedindo do pai super protetor ao meu lado.

Dou-lhe um beijo na bochecha enquanto o mesmo encara o garoto de forma intimidadora. Sem mais delongas, saio do carro revirando os olhos e sigo para dentro acompanhada de Leo.

— O Alequen ainda insiste em te trazer até aqui? Você mora a duas quadras. — Jonathan nos encontra no portão e parece estar morrendo de sono.

— Pois é! Culpa de vocês. — digo me lembrando das palavras do meu pai, "Tenho que proteger minha garotinha desses gaviões", meu pai pode ser bem irritante as vezes.

Aline e Camila nos encontram na fila que está sendo montada pela professora no pátio. Ninguém parece realmente animado ou se quer acordado, provavelmente só estão aqui por que a presença vale nota. A professora é esperta.

— Eu só queria dormir um pouco mais. — Cami resmunga entediada.

— Somos duas. — Aline concorda esfregando tanto os olhos que preciso me conter para não impedi-la.

Nunca chame atenção para si mesma, isso pode fazer com que percebam. Mexo nervosamente nas mangas da jaqueta, me certificando discretamente que continua tapando tudo o que precisa. Eles não podem descobrir. Não tenho desculpas para mudar de colégio mais uma vez.

— Quando eu chamar seus nomes, vocês respondem e entram no ônibus sem fazer folia, O.K.? Entendeu Leonardo? — A professora de biologia encara Leo e sem querer seus óculos descem para a ponta de seu nariz, deixando-a engraçada.

— Claro, entendido e compreendido senhor! Digo, Senhora! — ele responde em posição de sentido, arrancando algumas risadas sonolentas do resto da turma.

Ela nos chama em ordem alfabética, fazendo-me odiar ter um nome que começa com T. Isso nunca é bom, a não ser que você não tenha feito a lição e precise de tempo.

— Thais Windchest? — ela olha ao redor, forço meu corpo a desencostar do ônibus.

— Presente. — Sigo até a porta, subindo os degraus preguiçosamente.

Aline está no fundo indicando o lugar ao seu lado. Me jogo no acento, encostando-me no vidro da janela. Coloco os fones de ouvido para escutar Scorpions, minha banda favorita. Dou play em Send me a Angel, minha música preferida e deixo no volume máximo para não ouvir toda a gritaria do ônibus.

Considero completa falta de responsabilidade da minha parte cochilar, mas não pude evitar. Como disse antes, a noite não foi muito boa. De qualquer forma, mesmo sem saber o momento que adormeço, tenho certeza de que não vi acontecer.

Recobro os sentidos, ou parte deles, identificando uma superfície plana abaixo de mim. Calor. Cheiro de gasolina e óleo. Claridade intensa. Não faço ideia do que está acontecendo, mas, por falta de outras opções, me concentro nos barulhos ao meu redor. Consigo identificar palavras através do maldito zumbido em meus ouvidos.

— Harry, forme uma barreira de proteção em volta dos mortais.

Demoro algum tempo para entender as palavras, mas mesmo colocando-as juntas não fazem sentido. Tenho certeza de que é um homem, mas nunca ouvi sua voz antes.

— Murilo, tampe a visão dele com uma nuvem.

O calor ao meu redor é cada vez mais intenso, mas não consigo mover um músculo para tentar me afastar. O cheiro me deixa enjoada e sei que não estou muito longe de jogar fora todo o meu café da manhã.

— Ryan, força total, agora!

O som de água corrente invade meus ouvidos e a claridade diminui repentinamente. Abro os olhos com certa dificuldade e noto que abaixo de mim se encontra asfalto. Estou deitada no asfalto da rua. Como eu vim parar aqui?

— Bom trabalho cara. — outra voz, também masculina.

Está mais próximo de mim, isso aumenta consideravelmente a inquietação no meu estômago. Quem são eles? Onde eu estou?

— Obrigado, você tam... — se interrompe de repente — espere, o que é aquilo?

— Parece uma bolha.

— Sim, mas por que ela está ali?

Passos se aproximam e sem aviso prévio a luz toma conta do meu campo de visão. Cubro os olhos com as mãos, mas ao mesmo tempo tento forçá-los a se acostumar com a nova claridade. Preciso saber quem são.

Vendo duas silhuetas borradas, sento-me sentindo a cabeça girar e minhas costas protestarem. Aos poucos imagens vão se formando e não consigo conter a surpresa por constatar que realmente estou no meio da rua. Av. Pres. Getúlio Vargas, é o que diz a placa mais próxima. Ainda ignorando completamente os dois homens, avisto o ônibus. Muito à frente de onde estou. Torrado.

— O que aconteceu com o ônibus? — pergunto atônita observando as labaredas ao redor do veículo.

— Hum... Ela ta vendo a gente? — o ruivo pergunta surpreso para o companheiro.

— Por que não estaria? — pergunto confusa encarando-o, os olhos dourados, mesmo assustados, parecem animado.

Eles olham um para o outro e depois se voltam para mim, nem eles parecem saber o que fazer. Respiro fundo, o cheiro ainda me deixando enjoada, para tentar me acalmar. Minhas costelas respondem com uma dor incômoda e, ao levar a mão até o lugar, meus dedos ficam úmidos.

Olho para o tecido da blusa do uniforme assustada, constatando que de fato há sangue ali. Passo lentamente os dedos pelo machucado encontrando um pequeno corte. A calça também está rasgada no joelho direito deixando a mostra um raspado.

— Por nada. — o loiro se adianta oferecendo a mão — Você está bem?

Seus olhos analisam minha testa, onde percebo que existe um filete de sangue escorrendo. Limpo rapidamente com a manga da jaqueta antes de aceitar a ajuda. Reprimo um gemido de dor ao me levantar, minhas costas doem como o inferno.

— Sim. — olho novamente para o ônibus nervosa — O que aconteceu?

— Você não viu nada? — o ruivo pergunta com as sobrancelhas arqueadas.

— Não, eu acho que acabei dormindo. — resmungo tentando limpar o sangue que está em minhas mãos.

Tenho a plena consciência de que eles não são da polícia. Nem dos bombeiros ou de qualquer outro órgão responsável por socorrer pessoas depois de um acidente. Suas roupas, um uniforme preto acompanhado de um colete que tem símbolos estranhos, entregam esse fato. Eu provavelmente não deveria estar conversando com eles, mas sei que se eu permanecer sozinha com meus pensamentos, vou definitivamente entrar em pânico.

— Não sabemos, mas temos que tirar você daqui antes que mais mortais cheguem. — o loiro olha a sua volta nervoso, como se pressentisse algo ruim .

— Não, eu tenho que...

— Você tem que vir com a gente ou coisas piores vão acontecer. — suas palavras são sérias e verdadeiras, seus olhos me fitam suplicantes.

— Tudo bem, mas me digam quem são vocês pelo menos. — rendo-me ainda confusa com a situação.

— Eu sou Micael Moore. — o ruivo se apresenta e também parece nervoso.

— Ethan Johnson. — o outro estica a mão e a aperto — E você é?

— Thais Windchest. — ele me encara por alguns segundos com as sobrancelhas erguidas, então volta a assumir a expressão séria e gentil ao mesmo tempo.

— Tudo bem então, nós vamos te levar para um lugar seguro, é só confiar O.K.?

Certo, certo. Qualquer pessoa recusaria sem pensar duas vezes, mas, por algum motivo desconhecido, ou talvez por obra de uma força maior, não reajo da mesma maneira. Apenas concordo, mesmo meu subconsciente me queimando em uma fogueira por seguir dois estranhos para um lugar desconhecido sem nem ao menos considerar os contras desse ato, que são muitos por sinal. Quase posso ouvir uma voz gritar em minha mente "Isso vai dar muito errado, volte imediatamente". Por que eu não decido escutá-la? É uma ótima pergunta.

Ando ao lado dos dois nervosamente e não posso evitar de beliscar a pele do pulso disfarçadamente. Me surpreendo quando tenho a confirmação de que não se trata de um sonho.