Elementarium

4 O Morte e a Morte


Quando abri os olhos, estava numa prainha, que dava para uma colina.

E nesta colina havia uma árvore com um treco dourado e um dragão.

Haviam várias crianças brincando. Brincando com espadas.

Eu e Kil avançamos um pouco até um portão gigantesco.

-Posso ajudá-las, mortais? — um centauro nos perguntou — Me chamo Quíron. Mas vocês não são semi-deusas.

-Boa-tarde, senhor. — Kil avançou. Ela era uma diplomata perfeita — Me chamo... Kil. Temos ordens de Yarah para procurar Perseus Jackson.

A Morte entregou ao cavalo um papel que eu não pude ler o que estava escrito.

-Podem me seguir, por gentileza?

Ele andou, ou melhor, trotou até um chalé feito com pedras marinhas que exalavam um cheiro de brisa marítima. Um homem com seus vinte anos usava um notebook azul marinho.

O homem tinha cabelos pretos rebeldes e olhos verdes.

-Percy. — Quíron chamou.

-Que foi?

-Estas são Kil e...

-Ellie — completei.

-Isso. Ellie. Elas tem uma mensagem muito importante para lhe dar.

-Entrem, meninas. Quíron, diga a Annabeth que provavelmente me atrasarei. Ela entenderá.

O centauro se foi.

-Falem.

-Bem, Perseus... — começou Kil, mas ele ergueu a mão para ela calar-se.

-Me chame de Percy.

-Percy. Olhe, é o seguinte, nós temos ordens diretas da Rainha das Rainhas para pegar o Símbolo da Água. Este disquinho aí no seu pescoço.

Ele olhou para o colar com um disco de prata exibindo uma gota feita de safiras claras.

-Não posso. Foi presente da minha namorada.

-Você quer que o Cavaleiro destrua o mundo?

-Não.

Seguiu-se um silêncio constrangedor.

-Espera. Quem de vocês é a Elementarium?

-Eu — eu disse.

-Então eu tive uma ideia. Se você segurar o céu por 24 horas, lhe darei o Símbolo.

-O céu no Monte Otis?

-No meu bolso é que não é, né.

-Não faça isso. Provavelmente você vai morrer, Ellie — Kil me disse.

-Eu preciso fazer isso.

Então eu fui.

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No dia seguinte

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Eu não vou descrever o que se passou desde que eu peguei o céu.

É demais para minha cabeça.

Mas, depois que eu estava no pé do Monte Otis, Percy me disse:

-Nossa, você é forte. Aqui está o Símbolo da Água. Boa jornada.

Quando ele se virou, eu gritei:

-Percy! Onde está Kil?

-Sei lá. A última vez que eu vi ela, ela estava no chalé 13.

-Onde fica o chalé 13?

-Vem comigo.

Ele me levou a um chalé feito de obsidiana preta, com uma caveira preta em cima.

A porta estava fechada. Eu abri e encontrei um quase-cemitério.

Mas tinha uma cama.

E nesta cama, tinha uma Kil e um cara de 17 anos dormindo abraçados. E ela estava sem roupa. E só estavam cobertos pelo lençól. E eram oito da noite.

-Ahn... Kil?

Nada.

-Killer...

Nada.

-KILLER!

Ela acordou meio zonza.

-Ahn, que foi, já acabou, Ellie?

Daí ela parou para pensar.

-ELLIE?!

-Aham.

Nessa gritaria o garoto acordou.

-Quem é você? — ele perguntou.

-Ellie. E você?

-Nico DiAngelo. — Kil respondeu — Filho de Hades. 17 anos. Mais alguma coisa?

-Sim! Se veste e vem cá, preciso falar com você.

Eu sentei no banco no meio dos chalés e fiquei ali cerca de dez minutos, até Kil chegar com uma saia de cós alto preta e uma blusa branca de manga longa.

-Fale.

-Eu fico fora 24 horas e você abre as pernas?

-Se você soubesse o que o Nico passou, entenderia porque eu gosto dele! E você não é a minha mãe! — comecei a ficar com o vista preta. Kil estava me matando com a mente!

-Desculpa, Kil! Pára!

-Tá legal. Ele pode ir com a gente, para buscar os outros símbolos. Ele pode ajudar.

-Esta bem. Diga para ele.

Estávamos os trÊs reunidos quando eu disse:

-Gládis vai nos teletransportar de novo?

-Ellie, a partir de agora estamos sozinhas. Mas temos um mapa.

-E o próximo lugar é...

-Rota Seiscentos e sessenta e seis. Estrada para o Inferno. — ela disse, com um sorriso maligno no rosto — Meu lugar favorito.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.