Elementares: Fugitivos
23 Perdida e achada
Notas iniciais
Ouvi um grito de longe meus pulmões queimavam assim que recebeu oxigênio. Senti a água saindo do meu corpo e alguma coisa também. Meu corpo doía em todas as partes ele queimava por inteiro. Tentei me mexer alguém me segurava me impedindo
– Vai ficar tudo bem. Eu não tinha a coragem de abri meus olhos tudo doía sem piedade cerrei meus punhos rangi meus dentes.
– Ta doendo. Gritei com todas as minhas forças, eu gritava tudo ardia quando vai passar essa dor?
– Da um analgésico para ela. Alguém gritou.
– Não vai adiantar, ele não é forte suficiente.
– Então vamos fazer o que? Eu não aguentava mais minha cabeça parecia estar enfiando algo nela, gritei com todas as minha forças o chão tremia.- O que ta acontecendo?
– O elemento dela.
– Não é só dela, olhe, não, você tem que ser mais forte ela precisa de você.
Gritava sem parar, minha voz estava rouca meu corpo ia sedento a dor ia passando continuava com os olhos fechados com medo alguém segurava meus punhos e colocou algo afiado no meu braço.
– Eu vou te salvar. A voz parecia cansada, sofrendo, meu corpo entrou em choque ao ouvir a voz perto do meu ouvido, uma mistura de sensações algo que nunca passei era tão surreal.
......
O choro de alguém me despertou abri meus olhos lentamente sem coragem meu corpo não doía ele não queimava, me mantive imóvel sem mexer um músculo sem quer abri meus olhos totalmente não estava claro e nem escuro percebi que era o mesmo quarto da casa onde eu estava hospedada da amiga da tia. Levantei minha mão devagar com medo de ainda está doendo mas me enganei.
– Oi. Virei minha cabeça lentamente Branca estava com os olhos vermelhos assim com seu nariz ela continha um lenço nas mãos. Eu continuei a encarando o que tinha acontecido? Aos poucos minhas memórias foram voltado, praia, onda, afogada e aqueles olhos a imagem veio em minha mente aqueles olhos lembrei do que Branca me dissera algum tempo atrás o elemento água tem os olhos azuis e ele realmente tinha e lindos mas eles tinham outra cor eu não me lembro qual era, aquela voz misteriosa era a voz de um homem eu tenho certeza eu quero ouvir aquela voz de novo eu sei que vou- Natasha! Eu ainda continuava a encara-la, pisquei algumas vezes voltando a realidade aqueles olhos não saia da minha mente assim como a voz. Algo salgado escorreu no meu rosto Branca pegou o lenço e passou no meu rosto, fechei meus olhos e mais lágrimas escorreram não sabia o motivo delas- Está tudo bem. Ela me abraçou tudo o que eu precisava conforto a imagem da minha mãe chorando com o Chris do seu lado veio e mais lágrimas vieram- Vai ficar tudo bem. Ela acariciava meus cabelos negros a abracei de volta sem medo de me mexer sentir algumas coisa na minha cabeças toquei de leve ela está enfaixada, Branca sorriu com a minha careta. Meus pensamentos estavam voltando ao normal e com várias perguntas.
– Como eu vim parar aqui? E a Mylla? Cade o resto do povo?
– Respira um pouco. Ela sorria as manchas vermelhas do seu rosto sumia — Alguém te salvou, eu não te encontrei na água ninguém para ser exata você sumiu por mais de uma semana todos ficaram preocupados principalmente Chris ele ficou desesperado se escondeu no quarto encolhido sentindo dores no corpo ninguém soube o que era, a Mylla também sumiu. Eu, Zach, Leonor e Dylan procuramos você. Ela suspirou — Achamos você numa casa de praia escondida com a cabeça enfaixada, Zach foi a loucura ele te trouxe e cuidou de você. Ela passou a mão na mecha que teimava a cair em meu rosto.
– Tem quanto tempo que eu to dormindo? Eu ainda tinha minhas perguntas
– Tem uns três dias. Meu olhar foi direto para a porta uma silhueta estava parada encostada com os braços cruzados sorrindo.
– Até que enfim acordou. Ele chegou mais perto sentando na cama e me dando um beijo na testa- Nunca mais da um susto na gente. Sorri com a sua preocupação
– Eu não tive a intenção. Eu amava o sorriso do Zach era tão confortante me deixava segura como ele fazia isso? Ele me abraçou de quase quebrar as costelas como eu queria ficar ali sentindo protegida em seus braços e nunca mais sair.
Ele me encarou seus olhos castanhos esverdeados brilhavam seu sorriso lindo entre seus dentes ele mordia sua língua ele era encantador qualquer garota teria a sorte de ter seu coração Helena perdeu uma boa chance ele era lindo por dentro e por fora, eu amava a sensação de ter ele por perto ele era como um irmão mais velho pra mim sempre (nem sempre) ele está lá por mim. Zach pegou minha mão e acariciou Branca já havia descido queria nos deixar a sós.
– Você se sente bem? Sorri de leve não sabia exatamente a resposta, doido não? Da um tempo eu acabei de acorda depois de uma semana ou mais sei lá.
– Acabei de acordar. Ele gargalhou, menino você tem como ficar mais lindo? — Como vocês me acharam? O seu sorriso desapareceu ele apertava minha mão mais forte seus olhos escureceram, o que será que aconteceu? Tirei minha mão antes dele arrancar ela do meu braço apesar de ele nunca consegui- O que aconteceu? Minha voz saiu quase como um sussurro ele não olhava mais para mim e sim o chão, ele abria a boca mas não saia som.
– Na. Leonor pulou na cama ela me abraçou a abracei de volta quando fui ver Zach já tinha saído eu ainda vou perturbar ele — Eu senti tanto a sua falta. Ela beijava minhas bochechas, limpei sua baba do meu rosto.
– Cade o resto do pessoal? Ainda não tinha visto Dylan, Chris e Mylla
– Ele estão lá em baixo, cada um vai vim aqui não se preocupe. Ela picou o olho.
– Manda eles subirem parece que isso é hospital, eu odeio hospitais. Em poucos minutos eles apareceram menos Mylla e o Zach eu fiquei triste ela tinha se tornado minha amiga e ela não está ali. Todos me abraçaram o Chris foi o ultimo e o que mais demorou.
– Eu não cumpri minha promessa, eu sinto muito. Ele não teve foi totalmente a minha culpa, seus lábios mantinha um sorriso amarelo suas bochechas vermelhas.
– Mas eu to aqui, não estou? Salva e não precisa se desculpar. Seus olhos azuis brilharam, nem parece que eu dormi por mais de semanas claro quando se está dormindo você nem ver as horas passarem.
Eles me atualizaram das notícias e a novidade eles não encontram nada sobre os outros elementos, uma coisa que eu reparei foi Chris e Branca se entreolhavam o tempo todo tem algo enrolando aí tem.
Já tinha seis dias que eu estou nessa cama eu não aguento mais as meninas dormiam, levantei devagar eu estava na cama desde da hora que acordei eu quero me espreguiçar, estirar. Andei nas pontas dos pés olhei no corredor e não tinha ninguém, desci as escadas no mínimo silêncio a porta se fechou eu subir de novo com a mão no coração, todos me proibiram de sair da cama e como eu sou teimosa, hehehe, voltando ao barulho da porta ninguém entrou mas sim saiu, enquanto eu voltava para ao corredor eu senti esbarrar em alguém, virei devagar na torcida de não ser certas pessoas.
– O que você ta fazendo a essa hora acordada? Lascou foi meu único pensamento no momento- Você não me respondeu.
– Eu.. Hmmm, sei lá me deu vontade de sair da cama. Ele arqueou a sobrancelha
– Então volta, você não pode ainda sair.
– Sério mesmo? Chris me deixa sair um pouco. Mesmo no escuro vi ele sorri de canto.
– Vamos da uma volta só uma em. Dei palmas e alguns pulinhos, eu estava de camisola mas era de madrugada ninguém vai perceber ou vai? Eis a questão que eu vou descobri agora. A rua estava um pouco movimentada Chris também estava de pijamas, como era bom o ar livre.
– O que ta acontecendo entre você e Branca? Suas bochechas ficaram vermelhas, procurei seus olhos azuis eles ficaram se escondendo.
– Nada por quê? Ele tinha as mãos escondidas nos bolsos da calça de pijama as vezes passava as mãos nos cabelos pretos.
– Eu te conheço. Cruzei os braços parando em sua frente ele não me escapa.
– Na para de paranóia, eu e Branca? Onde você tirou isso? Disse saindo da minha frente, ignorei continuei a caminhar, ele não falava nada assim como eu.
O sol estava se pondo era bom sentir o sol no rosto e o vento frio passar pelo seu corpo. Fechei meus olhos por um estante como dizem as melhores coisas não são vistas mas sentidas, o vento passou levando um cheiro familiar junto abri meus olhos procurando o cheiro doce de menta não tinha ninguém na rua só um homem capuz preto se escondendo tentei ver melhor. Impossível! Caminhei em sua direção e Chris tinha que me segurar pelo ombro- Onde pensa que vai? Olhei para onde o homem tava ele não se encontrava mais, porcaria tinha que ser o Chris.
– Muito obrigada. Cruzei os braços emburrada, ele me deu língua e voltou para o caminho da casa onde estávamos hospedados o seguir eu não ia ficar sozinha, corri e pulei nas suas costas
– Magra falsa. Mordi sua bochecha de leve ele riu, chegamos em casa e ninguém acordado desci das costas do Chris sem vontade
– Eu to dodói. Fiz biquinho, ele me encarou com seus olhos azuis e advinha quem ganhou se você falou eu está, um pouco de suspense.
– Não. Ele subiu
– Voce é do mal. Eu comecei a subir as escadas devagar, não me julguem, eu estava quase lá quando eu pisei em falso e cair de frente fiquei no chão por um tempo e Chris veio me socorrer — Viu o que você me fez fazer. Ele riu e me levou no colo, hehe, e me deixou na cama.
– Agora vai dormi. Ele me deu um beijo na testa, fechei meus olhos na esperança de dormi, rolei a cama várias vezes sem um pingo de sono, aos pouco meus olhos pesavam e adormeci devagar mas de repente.
– Eu vou te salvar. Aquela ecoava, aqueles olhos azuis a mistura de sensação boas, o que era aquilo? O que estava sentido? Tudo tão confuso.
– Quem é você? Gritei mas não me vinha a resposta.
Tudo está escuro meus sentidos apurados estavam cegos eu tentava me guiar.
– Me ajuda. Ouvir um grito corri sem saber de nada, um desespero me pegou eu preciso chegar aquela voz rouca, perfeita.
– Cade você? Um barulho de sapatos pisoteando o chão ecoou na escuridão.
– Você é muito apresada sabia? Eu não via mas essa voz era familiar- Não se preocupe com ele, ele está em boas mãos ou quase isso. Deu um riso parecido com de pato, a situação pode ser doida mas eu não suportei e ri da risada da pessoa misteriosa- Você ta rindo do que? Ops eu ri alto demais.
– Ri de novo. Minha barriga estava doendo sério.
– Menina sua mãe bateu sua cabeça muito forte? Eu continuei a ri, fui recuperando aos poucos
– Desculpa, agora continue doido da risada engraçada. Eu me segurei para não ri de novo eu tinha que ter foco eu preciso achar aquela voz
– Por que todo mundo ri de mim, não tem graça. Eu soltei mais uma gargalhada eu não aguentei- Para de ser tola menina, parece que nosso tempo esgotou. Eu parei na hora como assim nosso tempo esgotou? Uma brecha de luz saiu do nada tapei meu rosto e a luz ia aumentando.
Levantei involuntariamente suando e com a respiração falha, passei a mão na testa, ainda me lembrava do sonho muito estranho e engraçado, eu me lembro que meus dons não funcionava a primeira coisa que fiz foi checar, ufa não tem nada de errado, olhei para o lado e as meninas não estavam ali olhei para o outro e Dylan estava ali tomei susto do jeito que olhava para mim ele estava com a pareceria cansada seus grandes olhos tinha perdido o esverdeado estavam amêndoas sem brilho.
– Como ele te achou?
Fale com o autor