Elemental 6 - A Luz Contra As Trevas
8 Uma Visita ao Conselho dos Magos
Notas iniciais
Kiara foi levada as pressas para o templo naquele dia. Matiloa havia pedido para que botasse ela na cama para ela dormir e ver se toda aquela energia parava de oscilar. Felizmente, o que ela disse deu certo: Aos poucos, Kiara relaxou e conseguiu dormir. Matiloa, a fim de tentar descobrir o que havia acontecido com Kiara, foi até sua biblioteca pesquisar sobre aquele “Surto Energético”. Depois de ter pesquisado, ela voltou ao quarto aonde se encontrava Sybria, ao lado de Kiara que dormia, e resolveu começar a perguntar para ela para tentar descobrir o que houve, começando:
–... Oi Sybria.
– Sim, Mati?
–... Sybria... Pode me descrever o que houve na batalha para... Kiara ter essa estranha reação?
– Bem...
Ela pausou, pondo-se a pensar com a mão no queixo, lembrando-se dos detalhes da batalha. Depois de alguns segundos, a isso Sybria respondeu:
– Para falar a verdade, Kiara havia sido nocauteada por Makeuy, com aquele “chicote elétrico” esquisito dele...
– Aquela magia é chamada de “Luminous Whip”, mas somente Magos Espectrais podem fazer aquela magia, porque eles são capazes de criar armas e objetos com poderes sobrenaturais...
–... Tenso... – A dançarina estranhou.
(NDA: Por isso, esses magos estão extintos na história)
–... Poderia continuar? – Matiloa continuou com a mão na cabeça, um tantou sem graça.
– Ah! Claro!... Enquanto Kiara estava caída, Makeuy tentou matá-la com um Punhal Mágico. Provavelmente é uma magia parentesca a desses magos doidos, mas Soul o parou e começaram uma briga. Eu não pude ver direito o resto, mas vi que Kiara havia conseguido se levantar e reagir à luta, mas como se tivesse conseguido... Energia extra.
–... Mas... Isso é um tanto... Impossível! De onde ela retirou essa energia?
Matiloa começou a se questionar pela situação. Sybria, vendo a maga ociosa por respostas, disse com uma voz doce:
– Acho que sei o é...
–... Então, o que seria em sua opnião?
– É o amor, claro! Amorzinho~, Amor doce~! – Sybria disse, fazendo um movimento com as mãos, formando um coração, com um ar meloso.
Matiloa pausa e olha a dançarina por um instante, controlando para não rir, mas no final disse:
– Tenho que admitir que... Você pode ter razão!
– Sério? Ninguém nunca concorda com o que falo!
– Não generalize, Sybria. — Matiloa sorriu e continuou: – Confesso que, de acordo com as histórias que consegui preservar, Kiara tem uma paixão tímida pelo rapaz e ele também se atraiu a ela, mesmo sendo de cidades rivais. Muitos acreditavam que eles seriam os guerreiros que finalmente levariam a trégua e talvez, até a união de Xaia e Kuroi, que já guerreiam há séculos; apenas com tréguas silenciosas.
– Ain, mas que coisa fof-- Como assim, “Acreditavam”? –Sybria pausou.
– Acontece que quando vocês foram banidos ou selados, a Ordem de Magos de Ossíria combinaram em apagarem a memória dos mortais sobre vocês, e evitarem que os mesmos possam enxergá-los. Somente imortais lembram-se quem vocês são e os podem ver.
– Então... Como Pho-Seyk podia nos ver? Ela não era imortal...
– Acontece que ela convive com muitos deles e talvez tenha recebido alguns “Benefícios Mágicos” por causa disso.
– E como as pessoas podiam me ver quando eu estava possuída pela Kaya?
– Exatamente por isso: Você estava possuída por um espírito que podia ser “visível” pelas pessoas. Eles não te “enxergavam”, exatamente...
– E o Vy e a Ruth?
– Vy se escondia dos guardas; Eis o detalhe. Mas quanto a Ruth... Eu ainda não sei responder porque podiam ver ela.
– Talvez a magia esteja se quebrando! – Sybria disse, fechando as mãos, otimista.
– Isso necessitaria de uma visita ao Conselho dos Magos para descobrir o que está acontecendo.
– E onde fica esse Conselho?
– Sem problemas, o templo tem um portal para podermos ir rapidamente para lá e voltarmos também.
Ao que as duas combinam irem ao Conselho, mas Sybria pausa antes de sair do próprio quarto e pergunta:
– Espera! Enquanto a Kiara? Não sabemos o que rolou com ela!
– Os magos do Conselho devem saber também. Aliás, lá tem até uma biblioteca específica para pesquisa sobre bruxos, magos e suas respectivas magias; Lá, deveremos achar a resposta para o problema dela.
Sybria concordou, naquele caso: Em um local com mais informações e ajuda para elas, seria mais fácil que ficarem ali, se perguntando. Matiloa a guiou a um pequeno corredor, perto dos imensos corredores que davam acesso as portas do tempo. O local para aonde iam era um pequeno salão em forma de cúpula dourada, iluminado por um candelabro de joias. Na frente delas (ao “fundo” do local), tinha um portal com uma pequena tela do lado, mostrando o mapa de Ossíria em todos os mínimos detalhes possíveis ao zoom. Matiloa chegou perto daquela tela e foi apertando uma série de locais, dando zoom em um arquipélago Acquariano, batizado “Arquipélago Yin” (chamado assim pela semelhança ao símbolo Yin do Yin-yang). Dentro de uma das ilhas do norte, se encontrava uma espécie de castelo. Ela deu um rápido toque na tela e o portal se abriu, mostrando o salão de entradas do castelo. Matiloa estendeu a mão, mostrando o portal e disse, sorrindo:
– Prontinho! Próxima parada: Conselho dos Magos.
– Yay! – Sybria gritou, animada, quase empurrando Matiloa para ser a primeira a entrar.
***
Ao que as duas chegam lá, param em enorme salão de cúpula, feito com paredes brancas (sem mancha alguma) e com piso de mármore em estilo xadrez, adornados por vitrais que retratavam as histórias de antigos magos. Aquele era o “Salão Principal”, com um extenso e único corredor à frente (fora os portões de madeira que davam acesso à saída). Nisso, são rapidamente recepcionadas por um dos próprios magos do conselho: Marcel, um elfo e Mago dos Animais. O rapaz (de aparência jovem) tinha estatura mediana, branco com olhos castanhos e um cabelo escuro e longo; em vestimentas, usava um longo robe esverdeado que lhe cobria até os pés, além dos desenhos prateados adornados na roupa, que relembravam criaturas místicas como fênix, leviatã e outros. Ele seguiu corredor à frente com as duas visitantes devagar, conversando com sua velha conhecida, Matiloa:
– Há quanto tempo não te vejo! Faz anos que você não saiu do Templo para nos visitar!
“Nossa: Nem quero saber o que são todos esses “anos”!”, pensou Sybria, um tanto sem graça ao ouvir a conversa dos dois.
– Também já faz tempo deste que não venho até aqui, “aprendiz”. – Riu Matiloa.
– “Aprendiz”? – Pausou a dançarina.
– Sim, sim: Eu fui treinado pelo antigo Mago dos Animais para substituí-lo.
–... E... Isso foi há quantos anos?
– Uns... Trinta anos: Vim para cá bem jovem. – Marcel pausou, tentando relembrar-se.
– E eu já vi cinco gerações de magos diferentes!
“Credo! Quantos anos Matiloa têm? E qual foi o truque desse elfo para aparentar-se tão jovem?” surpreendeu-se a dançarina com a situação, pensando. Mas ambos (Marcel e Matiloa) pausaram rindo, mas depois de um breve silêncio, Marcel pergunta:
– Mas o que te traz de volta ao Conselho, Matiloa?
– Bem... Por acaso o Mago da Luz está aí? Tenho umas perguntas para fazer ele: É que, Tem uma Maga da Luz no meu templo, só que ela está com um problema, e acho que o Conselheiro da Luz pode nos responder.
– Entendo... Arthur está aqui no Conselho, mas não sei se ele está ocupado ou não.
– Não custa perguntar.
Ambos continuam andando pelo extenso corredor até chegar a uma porta de madeira com detalhes trabalhados nela em alto relevo, com um símbolo de um béquer cheio de um líquido verde: Aquele símbolo significava que aquela era a “Sala de Alquimia”. Marcel abre a porta devagar e vê o mago de idade anciã e trajes brancos (um tanto manchados pelo uso) trabalhando no que parecia ser uma poção, em meio a tantos materiais, amostras, equipamentos e alguns livros. Matiloa entra tranquilamente, logo atrás de Marcel. Arthur (que é o Mago da Luz) para o seu trabalho ao notar a presença dos três e virou o rosto, mostrando o rosto em idade avançada, os cabelos grisalhos e a pequena barba acinzentada, começando a falar com a maga com um sorriso:
– Matiloa!... Há quanto tempo!
– Arthur! – Ela sorri para ele.
– O que trás uma visita tão ilustre aqui neste Conselho?
– Antes... Você está muito ocupado?
– Se não se importa em esperar um pouco... – Ele disse, olhando de volta para os materiais.
– Não me importo: Pode terminar.
***
Após o mago acabar suas poções, ele se dirige a Matiloa e volta a conversar com ela:
– Então, o que te fez vir até aqui? Não é todo dia que você vem...
– Bem... Estou com um pequeno problema, em relação a uma Maga da Luz... Sybria sabe explicar melhor o que houve com ela, porque não estive presente quando os problemas começaram; Sybria?
– Sim! – Ela respondeu, com um sorriso corado. — Trata-se de uma amiga minha. Ela estava no meio de uma batalha contra... Outro mago, mas foi nocauteada, só que um amigo nosso a protegeu, e foi quando ela teve uma espécie de “Explosão de Energia” e ficou mais forte do que o normal, chegando a invocar até umas correntes de ferro e--
– Espere... Ela materializou correntes de ferro, sendo que ela era uma maga da luz? – Arthur cortou por um instante.
–... S-sim... ?
O mago pausou, pondo a mão no queixo, pensativo, se lembrando de antigas lições que seus mestres lhe ensinavam. Após lembrar-se delas, ele continuou:
–... Acho que já sei o que é, mas precisarei que vocês me sigam até a biblioteca do Conselho...
Ambos ficaram de acordo. Eles saíram da Sala de Alquimia e voltaram pelo extenso corredor, até pararem na frente de outra porta. Esta já tinha um símbolo de um livro aberto, indicando que era a “Biblioteca”. Arthur foi o primeiro a entrar na biblioteca e foi seguindo pelo corredor de “raças e classes”. Ao que os outros três se sentam-se na mesa principal e aguardam o ancião voltar. Quando ele retorna, ele vem com um livro, cuja capa contém os símbolos da classe do Mago da Luz e suas respectivas evoluções. O livro era sobre a descrição e a interligação entre estas três classes. Ele se senta no meio de todos, pondo o livro na mesa e começa a falar:
– Bem, este livro contém as respostas que vocês duas querem ter, provavelmente... Estive lendo, coincidente e recentemente, sobre uma classe extinta no continente...
Ele passa o dedo entre as folhas e abre em uma página, na qual continha figura de dois magos: Um menino e uma menina, ambos magos da mesma classe: Mago das Batalhas. Arthur passa os dedos devagar nas folhas, formando uma pequena nuvem de névoa com coloração azul-clara. Esta pequena nuvem subiu até o meio dos magos e começou a aumentar até mostrar a imagem dos dois magos nitidamente. Marcel e Sybria observam a magia, impressionados: Nunca tinham visto algo parecido (Marcel raramente teve a oportunidade de ver Arthur em ação). Matiloa olhou as imagens e disse:
– São... Magos?
– Não magos quaisquer: São Magos do tipo Batalhadores. Magos das Batalhas. Uma antiga classe de magos que usam suas magias, não para lutarem a distância ou ajudarem os aliados, exatamente: Suas bênçãos consistem em aumento de força, velocidade e sabedoria, mas suas habilidades são muito versáteis tanto para luta corpo-a-corpo, quando a distância. Eles são uma das evoluções dos Magos da Luz, mas mesmo assim, ainda mantém as antigas habilidades com eles.
E enquanto ele ia falando, as imagens se mexiam, dando uma amostra de como seriam eles em lutas. Mas a nuvem começa a se desfazer depois que ele para de falar, porém, ele continua:
– Mas esses magos... Acabaram sendo massacrados ainda quando as guerras de Xaia e Kuroi estavam começando: Ninguém sabe ao certo que realmente houve com eles, mas a explicação mais coerente para isso é que eles acabaram morrendo nas guerras.
– Mas... Enquanto ao Conselheiro? – Perguntou Sybria.
– Este, infelizmente foi assassinado por um soldado Xiandiano, por ser da cidade de Kuroi e acusado de ser cúmplice de um traidor: Tentamos arranjar outros, mas eles não haviam conseguido substituí-lo: O antigo mestre era muito sábio e sabia segredos demais até da própria classe. Até hoje, é mantido uma profecia de que um mago se tornaria o próximo Mago das Batalhas e, consequentemente, o próximo mestre da classe...
–... E você está insinuando que...
Arthur para Matiloa, mexendo a cabeça positivamente e respondendo:
– Sim... Esta garota deve ser a próxima herdeira da classe.
Ele pausou e se levantou, dizendo:
– Espero que não a tenham deixado-a sozinha: Quando um mago passa pela transição de classes, o corpo não está acostumado à nova energia e pode acabar tentando “rejeitá-lo”: O apropriado seriam deixá-la em repouso.
-... Deixar em repouso, deixamos. Mas a primeira parte... – Sybria comentou, um tanto envergonhada.
–... Não me digam que a deixaram sozinha.
–... Argh! Como pude ser tão tola? Ao menos, se tivéssemos chamado Vy para cuidar dela! – Reclamou Matiloa. – Mas este não é o melhor momento para conversarmos: É melhor vermos Kiara!
- Mas o que é que pode acontecer, afinal? Ela está no templo, que é um local isolado de Ossíria, não? – Perguntou Sybria.
- Acredite em mim: Tudo pode acontecer a qualquer instante, sem previsão nenhuma!
***
Mas enquanto o grupo conversava, o Templo do Tempo estava totalmente vazio, fora Kiara que ainda dormia calma e profundamente. O que ninguém sabia, é que Soul havia achado o Templo e procurava por ela, sorrateiramente. Quando a encontrou deitada na cama, havia se agachado até ficar com a cabeça perto da dela, admirando-a, com seu macabro sorriso estampado no rosto. Após alguns poucos segundos, ele tirou as cobertas dela e a carregou no colo, apoiando a cabeça dela no braço dele, e tentou seguir para fora do templo, quando se deparou com Vy, na frente do portão do Templo. Vy chacoalhou o braço mecânico e pôs-se a falar com ele:
– Sequestrar uma maga não é errado?
– Estou apenas resgatando uma antiga aliada minha.
– Mas ela não quer mais ser sua aliada!
O guerreiro riu e continuou a conversa, cínico:
–... Diga isso à evolução dela! Por que ela evoluiria tão repentinamente?
“O que esse maluco está insinuando? Que ela evoluiu Por causa dele? Que doideira!” Vy pensou. Vendo a situação, ele disse:
-... Acredite: Não foi por sua causa, imbecíl!
– E de onde ela retiraria tanto poder tão repentinamente?
– Aposto que há uma explicação ainda mais correta do que um mero caso entre vocês dois!
– Não se iluda “ferreiro”: Se lembra de quando éramos “amigos”? Ela nunca quis nada com você... E nunca vai querer! – Terminou Soul, dando sempre ênfase na palavra “Nunca”.
Vy cerrou os dentes de raiva: Ele sabia como Soul provocava quando queria, mas tentava controlar ao máximo a sua fúria. Quando Matiloa e Sybria chegaram, viram os dois quase abrindo uma briga em meio à discussão. Sybria, olhando a situação, com medo de o templo ser danificado, parou no meio dos dois (mas encarando a Soul) e disse:
– Ei! Largue já a Kiara! Aqui você não tem chances!
Soul encarou Sybria com ousadia e raiva e a isso, ele respondeu:
–... Poderia muito bem destruir este local... Mas como o tempo pode me ser útil, irei deixar o local em paz: Podemos lutar em outro local... Em outra hora!
Foi quando Soul botou Kiara no chão e partiu voando. Mas enquanto voava, Vy calculava o exato momento para atacá-lo sem afetar o templo. Porém, quando tentou avançar, Sybria o parou dizendo:
– Não! É melhor não provocar uma luta!
– Mas o que? Eu estava mirando para não causar uma luta aqui!
– Sybria está certa: Se ele fez algo com Kiara ou com o templo, é melhor olharmos!
***
Depois de muito procurarem pelo templo, pareciam não ter visto nada. Nenhuma armadilha, Nenhum feitiço, nada. Não parecia ter nenhum tipo de mudança energética na Kiara: Seu corpo continuava aparentemente normal. Vy ainda continuava suspeitando, já que nunca confiava naquele rapaz: Soul não viria ali á toa, ou somente para sequestrar Kiara. Suspeitava que ele tivesse feito algo mais: Talvez vasculhado a biblioteca de Matiloa ou coisa parecida. Ele resolveu olhar melhor o local, um tanto paranoico. Foi quando viu em Kiara, uma espécie de gosma preta presa debaixo da saia (NDA: Não aonde você acabou de pensar, OK, seu malicioso?). Ele pegou na gosma, que grudou na mão biônica. Ele resmunga, chacoalhando a mão, tentando livra-se “daquilo”:
–... Que merda é essa?
Enquanto ele resmungava daquela “gosma”, Kiara despertava. Ainda confusa da situação e sem ter ideia do que houve até ali, ela falou:
– Ah... O que houve?
Vinícius quase a ouviu, de tão baixo que foi o tom dela; enquanto a Sybria e Matiloa, estavam nos portais temporais, vasculhando melhor para saber se Soul havia alterado o tempo. Enquanto isso, Vy ainda resmungava com a gosma preta grudada na mão biônica. O que ele não notava, é quanto mais sacudia, mais ela aumentava. Foi tanto que ao ponto de que a gosma finalmente se soltou da mão dele, mas começou a crescer por vontade própria. Foi tanto ao ponto, que tomou a forma do que deveria ser um dragão bípede. O monstro rugiu para os dois, espalhando uma certa quantidade da gosma que compunha ele em nos dois (que eram os únicos que estavam ali). Kiara, ainda confusa, soltou um grito alto e agudo de susto e medo, agarrando Vy firmemente pelos ombros (pois estava no colo dele). Ele apenas limpou o rosto da gosma e reclamou:
– Era só o que me faltava! Uma graçinha daquele paladino miserável!
Ele encostou Kiara em um pilar que tinha perto do templo e se levantou, atraindo a atenção da criatura que avançou em cima dele. Vy, rapidamente, ativou em seu braço biônico, um escudo de lava, na qual a criatura se esbarrou de frente e borbulhou ao acontecer isso. Ao sentir a dor da lava em seu corpo (?), o monstro logo saiu de perto, grunhindo, ao mesmo que a criatura percebe Kiara inofensiva. Quando Vinícius vê aquela cena, logo se joga em cima da criatura, impedindo-o de avançar contra Kiara, mas acaba derrubando-o do templo fazendo o monstro cair no mar. Ele limpa as mãos e olha o lugar aonde a criatura caiu, dizendo:
– Vai ter que fazer melhor que isso para nos derrubar!
“... Isso me soa familiar.” Kiara pensou rapidamente e se lembrou da cena: Se parecia exatamente como a da Ruth lutando contra Soul. Antes que perdesse tempo, ela voou e puxou Vy para longe da borda do templo, gritando:
– Cuidado!
E no mesmo momento em que ela fez isso, o monstro voltou do mar, maior e mais líquido, rachando o chão do templo. Vy, um tanto assustado com a reação da kiara, gritou:
– Mas o-- Que porra é essa?
– Foi igualzinho à situação que Ruth passou com Soul! Parece que quando pensamos derrotá-lo, ele volta pior!
“Interessante.” Vy pensou por um curto instante. O monstro começou a lançar partes de suas gosmas contra eles, que rapidamente se esquivavam. Mas não perceberam que, enquanto o monstro atirava, o chão e as paredes do templo ficavam cada vez mais grudentos. Foi tanto ao ponto de que, ao menor descuido, Kiara e Vinícius já estavam grudados no chão. Ao que o previsto acontece, o monstro começa a criar uma densa bola de fogo púrpura (um tanto improvável para uma criatura daquela estrutura corporal, mas se tratando de magia negra...). Kiara, ao ver aquela cena, deu um grito inesperado:
– Matiloa!
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