Notas iniciais
Espero que gostem

Os agentes invadiram o apartamento e levaram o corpo inconsciente de Flint com eles, trocaram conversas entre si, sabiam que havia outra pessoa, e estavam quase certos que era a garota. Depois de uma rápida vistoria no local viram que ela saltou pela janela, não sabiam ao certo como ela havia sobrevivido a uma queda daquelas. Eles já haviam cercado a região, todos estavam alertas pelo menor sinal da garota.

Lynn corria em disparada pelo beco para tentar chegar às ruas, mas um dos agentes fechou a saída, Em pouco tempo estarão aqui, vou ter que lutar, pensou a garota. Ele sacou sua arma, era diferente das que havia visto antes, eram maiores e estavam carregadas de disparos elétricos que paralisariam temporariamente qualquer um que fosse atingido. Sem dar tempo do agente reagir, a garota fez um rápido movimento com o braço que fez um forte jato d’água atingi-lo e arremessá-lo com força no chão, dando um gemido de dor. Ao sair do beco outros dois a gentes a sua esquerda a avistaram e começaram a atirar, ela rapidamente saltou de volta no beco escapando por pouco dos disparos que acertaram a parede.

— Solicitando reforços. — Disse um dos agentes tocando o comunicador em seu ouvido, sinalizando para seu companheiro se aproximar lentamente da entrada do beco onde estava Lynn.

Ela esperava tensa bem próxima a entrada do beco, em uma posição que os agentes não podiam ver do ângulo deles. No momento em que o homem apareceu com a arma apontada para ela fez um movimento de agarrar com seu braço direito, então a poça de água no chão se estendeu no ar como um braço agarrando a cabeça de seu oponente a envolvendo em água, a garota moveu o braço de volta como um puxão e a água repetiu seu movimento fazendo a cabeça do agente acertar o chão com bastante força. Em uma ação rápida ela pegou a arma que havia caído, mas no momento que olhou para frente o segundo perseguidor já estava mirando nela e quase ao mesmo tempo os dois dispararam vendo um atingir o outro, Lynn sentiu toda a corrente elétrica atravessando seu corpo à medida que sua vista se aproximava do chão.

...

Flint despertou envolto em algum tipo de cápsula, era tão apertada que mal podia se mexer estava deitado com os membros colados ao corpo e tudo que podia ver era o teto da sala pelo vidro, se concentrou por um momento e seu corpo todo começou a pegar fogo, tentou expandir suas chamas o máximo que podia para tentar destruir o equipamento que mantinha preso, mas uma voz o fez parar.

— É inútil. — Falou a pessoa, com um sotaque Russo. — Essa cápsula foi projetada especialmente para pessoas como você. — Então Flint pode ver a pessoa que agora aparecia na frente do vidro, era um homem mais velho, cabelos grisalhos, rosto muito enrugado, usava óculos e um jaleco branco, provavelmente um cientista.

— Onde eu estou? — Flint perguntou, havia raiva em sua voz.

— Em segurança, tenho certeza disso. — Respondeu o cientista, sua voz era áspera.

— Segurança? Pra mim é uma prisão.

— Não a sua segurança obviamente, a segurança das pessoas lá fora que você ameaça com sua existência. — Ele ajeitava os óculos com freqüência. — Não sei como conseguiu se esconder por tanto tempo.

— Eu nunca fiz mal a ninguém. — A temperatura do lado de dentro da cápsula começou a aumentar de forma mais intensa.

— Não ainda. — Ele parou por um momento e olhou para outra pessoa na sala fora do campo de visão de Flint. — Pode começar.

— Começar? — Uma cobertura metálica foi tapando o vidro até impedir qualquer entrada de luz externa dentro da cápsula, Flint tentou lançar suas chamas de novo sem qualquer sucesso, depois disso ficou inconsciente.

...

Depois de ser atingida Lynn ficou totalmente desnorteada, ela só pode ver alguns momentos do que aconteceu em seguida, ela viu um homem que não reconhecia, se viu sendo carregada, viu também alguns agentes e um carro, quando despertou estava dentro dele deitada no banco traseiro. Ficou alguns minutos olhando para o teto tentando se recompor, se sentar parecia ser um grande desafio.

— Como se sente? — Falou uma voz masculina.

— Minha cabeça dói. — Respondeu, deitando a cabeça na direção dos bancos dianteiros, no carro estavam apenas eles dois. — Estou sem forças.

— Não se preocupe, são efeitos colaterais comuns dos disparos dos agentes.

Ao ouvir aquela frase começou a se lembrar de tudo que aconteceu, então uma pessoa veio a mente. Flint, pensou, É tudo culpa minha, droga.

— Estamos indo para um local seguro. — Continuou. — Meu nome é Nathaniel, aliás.

— Lynn. — respondeu.

Por vários minutos em silêncio a garota observava o teto do veículo enquanto passeavam pelas ruas da cidade, aos poucos foi se sentindo um pouco melhor, se sentando no banco e olhando o caminho à frente. Depois de um tempo eles já estavam em um local bem afastado da zona residencial da cidade, parando em frente a uma entrada para veículos de um edifício de aparência abandonada, logo o pesado portão de metal se abriu e eles entraram, fechando logo em seguida a passagem deles.

Lá dentro estava escuro, iluminado apenas pelas luzes dos postes do lado de fora, a construção era um grande salão que parecia ser um armazém com vários pilares distribuídos de forma regular, ninguém estava lá, O que ta acontecendo? Pensou a garota, Nathaniel saiu do carro, e tirou algo de seu bolso, não dava para ver muito bem na pouca luz, ele apertou algo nele. De repente parte do chão na frente dele começou a abaixar, formando uma espécie de rampa em direção ao subsolo da construção, de lá um pouco de luz saía. Então voltou para o carro.

— Que lugar é esse? — Questionou.

— Você já vai ver. — Ele girou a chave novamente e começou a dirigir em direção à rampa, depois que eles passaram a passagem se fechou, agora estavam num salão iluminado que parecia ser um estacionamento subterrâneo com alguns veículos, carros e motos, após estacionar o homem voltou a sair do carro indo em direção a porta do lado que estava a garota. — Vem, eu te ajudo.

— Ok... — Ela fez um esforço para se levantar, quase caindo, mas ele antecipou e a manteve em pé.

Agora podia ver bem o rosto dele, a pele dele era clara, tinha cabelos e olhos castanhos e a barba bem feita, sua expressão era calma, parecia ter em torno de 21 anos, Ele é bonito. Lynn segurou em seu braço para se apoiar, ainda se sentia um pouco fraca, e foi caminhando com ele até uma porta de metal no fundo do salão, podia escutar o som de pessoas conversando vindo do outro lado. Ele girou a maçaneta e entrou.

Era um cômodo grande, mobiliado de forma simples como uma sala de estar, as paredes eram pintadas de branco e possuía lâmpadas fluorescentes que iluminavam bem o local, possuía vários sofás além de uma televisão de 40’ polegadas em um dos cantos, a porta por onde entraram ficava no centro de um dos lados, havia um corredor do lado oposto que se estendia bastante e possuía bifurcações, além de muitas portas. Na sala naquele momento cinco pessoas conversavam entre si nos sofás, mas quando eles entraram todas se calaram.

Uma mulher se levantou e foi até eles.

— Lynn Reheem. — Ela falou, sua voz era firme.

— Como sabe meu nome?

— Eu era amiga da sua mãe. — Sorriu. — Seja bem vinda ao Abrigo.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.