Elementais

6 Capítulo 6-FINAL


Notas iniciais
Um agradecimento especial a K.A. só pq me amarrei na foto de avatar dela *-*

Roberval acordou num rompante, havia sonhado que tinham seres pequeninos e demoníacos escondidos debaixo de sua cama, despertou do pesadelo com um grito desesperado vindo da floresta, um grito com um timbre que ele conhecia muito bem, o timbre da voz de sua esposa. Levantou em um pulo fenomenal e correu descendo as escadas, correu pra sala, na porta da casa, escrito a unhadas na porta a palavra "FLORESTA". Roberval entendeu o recado, correu para o floresta, não ouvia mais os gritos da esposa, mas tanto se embrenhou na mata que começou a ouvir os filhos chorando. Entrou na clareira, no centro, dentro de um círculo formado por cogumelos, seus três meninos. Olhou ao redor procurando alguém ou quem sabe sua Dalila, achou Dalila, no chão da lateral, beirando as árvores. Estava estirada ao chão, com a perna direita dobrada em um ângulo entranho e com os braços abertos, os cabelos desgrenhados e molhados formando raios ao redor do crânio, o roupão de banho aberto mostrando seu corpo desnudo e ensaguentado. Roberval corre em socorro da esposa e se ajoelha ao lado do cadáver. Sim, está morta. Roberval com lágrimas nos olhos passa a mão no que era um rosto bonito. O face de sua esposa agora era uma massa de carne revirada e nojenta. Um buraco onde deveria haver nariz e bochechas, o olho esquerdo era uma órbita vazia, boa parte da cintura e pontas dos dedos também havia desaparecido. Algo havia canibalizado sua esposa e graças a sua chegada tinha se retirado as pressas. Roberval se volta para os filhos, precisa salvá-los. Ao se virar depara-se com uma cena terrível, dezenas de pequeninos monstros tinham o cercado enquanto ele se distraia analisando a esposa morta. Roberval olha os filhos, a visão marejada. O mais feio se aproxima com um sorriso medonho nas faces e dá um "tchauzinho" com as mãos portadoras de garras. Com essa última cena Roberval é atacado. A dor é insuportável, os dentes das criaturas estavam lhe rasgando a pele e as carnes com mordidas animalescas. Estava sendo dilacerado. Ouviu um grito de dor vindo de perto. Não, não...era o dele próprio. Era o próprio Roberval quem berrava mas logo se calou, sua língua havia sido removida. Dor. Morto.

* * *

Vórlumo e os gnomos

Todas as bocas dos seres insanos gotejando sangue vivo. A carne era tão adulta. Tão saborosa...o gosto de sal e ferro rodando em suas bocarras. Se alimentar era bom. Muito bom.

Vórlumo lembrou-se de repente das três crianças. Se aproximou...aaaa...amigos...sorte grande. Não era uma apenas. Eram três para o sacrifício, pena... ele ainda tinha fome mas não podia devorar crianças, elas eram para o deus Elfycah....eles davam as crianças e em troca o deus continuava a mandar adultos para que eles se alimentassem. O deus só aceitava os pequeninos, eram puros e acreditavam em magia e duentes...perfeito para sua aura negra se saciar. Vórlumo caminhou lentamente até o círculo. Subiu em um cogumelo e farejou o ar perto dos meninos. Carne. Então em um salto Cortou as três pequeninas gargantas. O sangue jorrou no círculo das fadas e como reposta fez sol na clareira. Naquela noite os gnomos festejaram. Dançaram, cantaram canções sinistras em língua de gnomos e gargalharam feito bêbados enquanto se banhavam no sangue parcialmente seco dos adultos; quando amanhecesse eles limpariam toda a casa e dariam sumiço nos objetos pessoais da família...o deus faria com que todos esquecessem que um dia eles existiram. Aiai...Logo viriam mais...mais amigos.

Notas finais
Fim XD
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!