Electric Touch Taylor’s Version From The Vault

1 Electric Touch Taylor’s Version (From The Vault)


Notas iniciais
Eu precisava deixar meu casal junto ao menos uma vez, essa daqui é bem morninha pra vocês lerem e derreterem uma manteiguinha.
Boa Leitura!

Já se passara da meia noite enquanto James rolava na cama de um lado para o outro, desde as dez ele tinha largado o celular, evitando olhar as redes sociais para tentar adiar a angústia ao ver ela curtindo sua vida, pela tela fria do celular, pois aquela era a única distância que ele se permitia ficar dela.

Ele sabia que naquele exato momento ela estava do outro lado da cidade, comemorando seu aniversário com suas amigas e bebendo o suficiente para amanhecer o dia e ter esquecido de tudo durante a noite.

Seu estomago embrulhou, qual era o problema com eles dois? Por qual motivo não podiam abdicar de seus egos enormes?

Jamais fariam isso um pelo outro, porque James gostava da vida sem compromisso e Rose gostava das noitadas.

James virou de lado já não resistindo mais a olhar o celular, procurando vestígios da ruiva que não saia de seus pensamentos, porque em uma noite qualquer Rose tinha aparecido no seu quarto, na casa dos seus pais a alguns anos atrás, invadiu a cama dizendo que tinha tido um pesadelo e o cheiro dela o deixou inebriado, maldito dia que ela decidiu desafiar a puberdade do garoto.

Rose sempre estava ali beirando sua loucura, porque sabia que eles não podiam ter um ao outro, será que ela se divertia com aquilo afinal?

Seus devaneios foram interrompidos ao abrir as fotos que Dominique postara a cinco minutos.

Lá estava ela.

Trajando um vestido preto colado ao seu corpo, curto demais ele pensou, mas acima de tudo seus olhos encontraram o decote que ela estava usando, profundo, o que Rose queria?

Aquela sensação avassaladora invadiu o peito do moreno mais uma vez, sua mente latejava já se levantando da cama, sem pensar muito, pois nem morto ele deixaria que algum cara meia boca tocasse naquela Rose, porque tinha certeza que ela ia passar a noite caçando, ela era assim, focada nos seus objetivos, ainda mais quando envolviam beijar outras pessoas.

O rancor lhe subiu a cabeça e ele vestiu a primeira camisa que achou para ir atrás dela, esquecera até de pegar o celular no calor do momento, saiu com o carro do prédio com os pensamentos focados nela.

Ela conseguia ser persuasiva, passou por sua cabeça que ela poderia estar fazendo aquilo de propósito, quando no último domingo na Toca ela sentou do seu lado e colocou a sua mão sobre a dele, um choque percorreu seu corpo, achou que ela também tinha sentido aquilo, a menina sorriu dócil e se afastou, não o procurando mais em nenhum momento.

Ele chegou na boate se arrependendo no mesmo segundo ao ouvir o barulho, agora sua cabeça doía, estava nauseado.

Estacionou logo na frente e saiu com o coração na mão, o que diabos ele estava fazendo ali?

Eles não se falavam mais desde que cresceram, era constrangedor falar com ela, pois eles sempre tinham se desentendido, mas ao invés de resolverem preferiam ignorar o assunto e foram se afastando, estavam fingindo que não existia alguma coisa entre os dois, criavam esse clima desconfortável, esse silencio desconfortável que pairava sobre os dois.

Porem James não podia negar os ciúmes absurdo que sentia dela, fazendo todos os garotos que se aproximassem serem intimidados de alguma forma pela sua presença, ele não deixaria ninguém encostar na sua…

Cortando todo seu fio de pensamento ela apareceu na sua frente, com um batom vermelho despontando nos lábios, as sardas desenhadas em suas bochechas, seus enormes olhos azuis surpresos e seu cabelo ruivo cheio de cachos.

— O que faz aqui? — Ela perguntou chocada

Então o silêncio pairou sobre eles mais uma vez. Não tinha pensado no que dizer para a menina, ela estava ali a sua frente, parada o encarando, tão linda como sempre.

— Rose… — Ele disse num fio de voz, quase gaguejando

— Ta tudo bem, James? — Ela perguntou franzindo o cenho

O que ele não sabia era que o coração de Rose dava voltas insanas no peito, subindo o nó na sua garganta de ansiedade

— Não é nada, eu vi você… Nas fotos… — Ele não conseguia se explicar, estava nervoso.

Mas James nunca fora assim, ele não era de suar as mãos de nervosismo, muito menos de errar suas palavras, droga, estava novamente sendo vulnerável perante ela.

— Você viu? — Um brilho passou pelos seus olhos

James se sentiu encorajado vendo esperança na expressão dela, ele se perdeu nela de novo, a observando, ela estava tão maravilhosa que ele não quis estragar aquele momento, como se não tivesse mais ninguém no ambiente.

— Rose — Ele começou criando coragem — isso ta me consumindo

— Isso o que?

Ela era tão perfeita aos seus olhos.

James não estava acostumado a dar certo nessa área da sua vida, ele nunca foi uma pessoa muito fã do amor, suas experiências todas davam errado, então porque agora isso ia dar certo?

— Desculpa vir aqui assim… E feliz aniversário, Rosie — Ele disse sem jeito

— Você sempre pode vir, Jay — Ela disse dando um passo em direção a ele

James temeu, aquilo iria matá-lo de uma vez por todas ou o trazer de volta a vida.

— Eu só vim porque… — Ele suspirou passando as mãos no cabelo nervoso — Eu não podia te deixar assim, Rosie, desculpa, eu não conseguiria mesmo

— Assim como?

— Linda desse jeito, não que você não seja, você é o tempo todo e…

Rose levou o dedo indicador aos lábios do primo fazendo um sinal de silêncio e abrindo um sorriso, James não sabia o que estava acontecendo, só sabia que estava em êxtase.

— Eu achei que esse dia nunca chegaria, nós tentamos nos afastar — Ela respirou fundo, pesarosa

Ele baixou o dedo da menina levando ao seu peito trazendo a para mais perto.

Que só aquela vez desse certo, somente aquela vez.

— Eu tentei me afastar, eu juro, eu queria tanto não sentir nada, eu queria poder te odiar, Rose, queria que você fosse a vilã nessa história toda.

— Eu também, Jay — Ela franziu o cenho e ele prendeu a respiração — Eu queria tanto não sentir, porque nós não podemos…

— E quem iria nos impedir?

Os olhos de Rose automaticamente encheram de lágrimas.

— Isso seria errado em tantos níveis…

— Pra quem, Rose? Não pra mim

— Nem pra mim!

— Então por que fugimos esse tempo todo?

— Eu achei que você não quisesse isso, naquela noite você nem me tocou.

— Porque eu não queria invadir seu espaço

— Você nunca invadiria o espaço que sempre foi seu

Depois de soltarem todas as palavras a tanto presas em seus interiores, os dois se encararam, em um misto de emoções.

Rose enlaçou seu pescoço, ela estava determinada e parecia estar tão ansiosa por aquilo que James não pensou duas vezes novamente

— Eu quero você agora, Rose, eu sempre quis — Ele disse encostando os lábios em seu ouvido e deixando um beijinho ali

Rose arrepiou até os fios de cabelo na cabeça

— Você sempre me teve — Ela sussurrou de volta

Os olhos dos dois se encontraram mais uma vez, muito próximos agora.

James e Rose se sentiram tão imersos um no outro que quase ao mesmo tempo avançaram para um beijo, ele a puxou pela cintura e Rose segurou firme em sua nuca.

Os seus lábios se tocaram pela primeira vez, sedentos, como se nunca tivessem beijado alguém antes em toda a vida.

Eles não notaram quando as primas começaram a se aproximar, não muito surpresas pois Rose só sabia falar do primo nos últimos anos, era seu assunto mais interessante, não entendiam porquê os dois adiaram tanto aquele beijo, tão esperado por todos.

Roxy foi a primeira a iniciar uma salva de palmas no ambiente, Dominique e Alice assobiavam animadas.

Os dois quebraram o beijo envergonhados, Rose escondeu o rosto no peito do moreno, ela não acreditava que estava realmente acontecendo, se fosse um sonho ela não queria acordar de jeito nenhum.

— Como vocês são escandalosos — James começou rindo e as primas lhe mostraram a língua

— Até que enfim! — Dominique comemorou voltando a assoviar para eles

— Acho que ta na nossa hora — Rose murmurou rindo contra sua camisa

James baixou o rosto pra observar melhor as bochechas coradas de Rose

— Pra onde você quer ir?

— Casa, Jay

— A minha ou a sua? — Ele perguntou erguendo as sobrancelhas

Rose soltou uma risada anasalada e sorriu amarelo, ele entendeu o recado.

Entrelaçou os seus dedos e a puxou para fora dali, Rose acenou uma última vez para as meninas saindo com seu sorriso mais sincero no rosto.

O toque de seus dedos era eletrizante, deixava Rose animada, como se estivesse em chamas.

Eles foram direto pra casa de James, os dois não podiam acreditar no que estava acontecendo, dirigindo o tempo todo com a mão na coxa dela, a pele de Rose era tão macia, ele mal podia esperar pra o que iria acontecer em seguida.

Depois de anos a fio aquilo trouxe os dois de volta a vida.

— Eu sabia que viria — disse Rose sentada no banco do carro com os olhos fechados de tamanha a vergonha que sentia.

Rose era como uma tempestade de raios, ela nunca se envergonhava de seus atos, mas aquela era a sua mais pura fraqueza.

— Como? — James perguntou surpreso com a confissão repentina

— Eu me vesti pra você hoje — Disse ela colocando as duas mãos no rosto para tapar suas bochechas vermelhas

James olhou de relance para a ruiva e rapidamente encontrou uma maneira de estacionar o carro.

— Desculpe por demorar tanto.

Ele soltou antes de puxar Rose para um beijo apaixonado, eles mal podiam esperar por aquilo. Os faróis do carro apagavam as faíscas que eram liberadas do lado de dentro.

Notas finais
Eu juro solenemente que vou tentar sair de bares e boates com esses dois, um dia eu chego lá.

Até a próxima!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!