Electra Heart
1 Início & Bombas Catastróficas
Notas iniciais
Espero que curtam!
POV Ally
- TRISH! – Gritei para latina enquanto entrava em nosso quarto da faculdade.
- ALLY? – Ela soltou o controle remoto da nossa televisão e levantou-se rapidamente de sua cama, correndo para me abraçar. – Eu não sabia que você seria minha colega de quarto. – Eu sorri.
- Na verdade, nem eu. – Puxei minha mala para nosso pequeno quarto. As paredes estavam pintadas de azul claro e as cortinas da janela eram brancas. Duas camas de solteiro ficavam em cada lado da habitação e duas mesinhas para noite as acompanhavam. Um roupeiro grande o suficiente para nós duas ficava no canto e o banheiro ficava à esquerda. – Cheguei há umas três horas aqui em Nova York com o Dez, mas o trânsito fez o favor de nos atrasar.
- Nós, no caso eu, o Austin e o resto da banda, chegamos há uma semana e ficamos conhecendo o campus. O Austin disse que tinha te convidado para o nosso jatinho. E eu convidei aquele veado ruivo também, mas ele recusou.
- É que eu e o Dez já tínhamos combinado de virmos juntos, já até tínhamos comprado nossas passagens, então tivemos que recusar.
- É eu sei. Agora vamos sua quase loira. – Passei as mãos pelos meus cabelos recém-pintados (destaquei minhas mechas loiras para que elas ficassem mais fortes em contraste ao meu cabelo castanho) e ri de sua ótima observação. – Temos que arrumar suas coisas e em seguida dar uma volta por ai. Achei tanto gatinho enquanto passeava. – Ela mordeu o lábio e em seguida sorriu maliciosamente.
- Mas você está namorando o Dez.
- Olhar não mata, machuca ou trai ninguém. – Ela piscou e eu comecei a rir, fechando a porta de nosso quarto e sentando na cama, enquanto conversávamos sobre nossos lindos e gostosos – pelo menos o Austin – namorados.
...oOo...
Querido Diário...
Lembra-se de mim? Eu sei, estou sendo malvada... Não tenho escrito em você a um bom tempo. Enfim, é que minha vida tem ficado um tanto corrida.
Desde a formatura, eu e o pessoal adiamos nossa chegada a NY para podermos aproveitar o máximo o que Miami tinha para nos oferecer. Depois de duas semanas saindo e curtindo em grupo, o Austin, a banda dele e a sua empresária (minha nova e louca amiga Trish que é uma latina de um metro e meio de altura bastante esquentada e namora o meu melhor amigo ruivo Dez) decidiram vir logo para o campus já que tinham mais algumas coisas para resolver antes de iniciariam nossas aulas.
O meu loiro e gostoso namorado havia me convidado para ir no jatinho com eles, mas eu e o Dez havíamos marcado nossa viajem para uma semana depois, já que seu pai quis ter um jantar conosco de despedida (pois bem, o pai dele o aceitou como um futuro cineasta, cantor e ator) e o mesmo fez questão de me convidar (já que me conhecia a alguns anos) e esqueceu-se da nova namorada do Dez (por isso não contamos nada a Trish, para que a mesma não ficasse chateada).
O Aus ficou chateado e na noite antes de partir, ficou agarradinho comigo (sem roupa e fazendo algumas brincadeiras impróprias para menores).
Dois dias antes de eu decolar, fui ao cabelereiro e pintei minhas madeixas (agora sou uma quase loira). Não sabia se o pessoal iria gostar, mas o Dez (foi ele quem insistiu para eu pintar meus cabelos) adorou. E minha mãe também... Falando nela, fizemos uma vídeo chamada e ela disse que naquele mês estaria voltando para os EUA para divulgar seu novo livro e tentaria ao máximo passar em NY para me visitar (eu tinha contado a ela que havia sido aceita em MUNY e ela disse que estava orgulhosa de ter uma filha tão especial e maravilhosa como eu era). Fiquei conversando ao máximo que consegui com a mesma, até aquele ruivo gay entrar no meio de nosso diálogo mãe e filha e ficar roubando a atenção dela para ele.
Quando chegou o dia de nosso voo, o Dez disse que o seu mordomo (ele é milionário e o seu simples presente de aniversário foi um carro – mais especificamente um Dodge Journey -, que estaria na garagem da MUNY) iria mandar nossas outras duas malas e que não precisaríamos nos preocupar. Assenti para meu amigo e fui sentar em meu lugar ao seu lado no avião.
Ficamos conversando como nossa vida havia mudado e que agora estávamos indo para uma das maiores faculdades de música existentes e eu sorri. Lembramo-nos de algumas de nossas brincadeiras de quando erámos pequenos e rimos muito. Cheguei a me emocionar com tais lembranças e algumas lágrimas foram derramadas.
“-Querida, não chore, se você chorar, eu vou chorar, e eu sou lindo demais para ficar com os olhos vermelhos e cheios de olheira.”
Foi isso que o ruivo me disse para parar de lacrimejar e por incrível que pareça funcionou.
Quando chegamos, pegamos um táxi e quando chegamos à faculdade, nos identificamos e nos separamos, para podermos achar nossos respectivos dormitórios.
Cheguei ao meu e notei que uma latina estava dividindo o quarto comigo e nós duas ficamos fofocando como se fossemos amigas há anos.
Agora aqui estava eu, esperando os anúncios da tarde de Sexta (seria nosso primeiro anúncio do semestre avisando que horas e em que salas eram nossas classes). Eu vou ter que fazer dança e dramatização, já que disseram que uma boa cantora precisa dançar bem e atuar como ninguém. Bufei quando soube da notícia, mas concordei já que estava muito contente em estar ali.
Amanhã à noite teremos uma grande festa para comemorar a chegada dos alunos e na Segunda já iniciam nossas aulas. Deseje-me boa sorte. Com amor, Ally.
Fechei meu diário e senti a leve brisa soprar meus cabelos. Eu estava sentada em um banco embaixo de uma enorme árvore, esperando a Trish (ela disse que ia procurar o Dez, pois necessitava falar com ele e depois ia voltar e me achar). Ainda não tinha visto o Austin e estava tão ansiosa que meu coração não...
- Adivinha quem é? – Senti uma respiração em minha nuca e duas mãos segurando minha cintura e eu sabia exatamente quem era.
- O Dez? – Sorri e levantei-me, virando para encarar aqueles lindos olhos que eu conhecia bem.
- Não sou ruivo, sou loiro. – Botei as mãos em seus ombros fortes e senti um leve aperto em meus quadris.
- Mas você é alto.
- Mas acho que eu beijo melhor que ele. – Senti seus lábios roçarem os meus e o seu hálito tinha um leve frescor de menta.
- Para isso, eu tenho que testar. – Ele sorriu e em seguida senti seus lábios carnudos nos meus.
Ele mordeu meu lábio inferior e eu abri levemente minha boca como um sinal positivo, sentindo sua língua invadir minha boca. Nosso beijo começou a ficar mais profundo e em seguida eu puxei seus cabelos loiros escutando um gemido sair de seus lábios. Ele apertou minha bunda como vingança e eu retraí um gritinho, tentando não demonstrar que eu estava gostando. O loiro chupou meu lábio inferior e eu gemi, não conseguindo me controlar. Senti de seus lábios um sorrisinho malicioso e eu me separei do mesmo, dando mais uma mordidinha em seu lábio.
- Malvado! Você fez de propósito! – Dei um tapa em seu abdômen (totalmente definido) e fiz beicinho.
- Linda! – Ele me deu um selinho e eu mordi meu lábio, tentando não mostrar meu sorriso. – Provei que meu beijo é melhor que o do Dez?
- Eu nunca beijei meu melhor amigo, mas tenho certeza que ele deve beijar melhor que você. – Pisquei sapecamente para ele e o mesmo riu.
- Mas tenho certeza que ele não faz outras coisas como eu faço. – Ele sorriu maliciosamente.
- Que tipo de outras coisas? – Ele aproximou seu ouvido de minha orelha e começou a sussurrar algumas coisas que costumamos fazer na cama. Fiquei extremamente vermelha e acho que ele percebeu por que em seguida deu uma risada e me puxou para um abraço.
O segurei firmemente inalando o aroma de sua colônia. Fique ali agarrada a ele por um bom tempo.
- Chegou que horas?
- Aqui no campus faz duas horas.
- Eu estava morrendo de saudades.
- Também estava meu loirinho. – Ele me soltou de seu abraço e entrelaçou nossas mãos.
- Estou morrendo de fome, você quer vir lanchar comigo?
- Eu... – Lembrei-me da latina e tive que recusar seu convite. – Não posso. Tenho que esperar a Trish. – O mesmo franziu o cenho.
- Viraram amiguinhas?
- Amiguinhas e colegas de quarto.
- Quer que eu busque algo para você? Tem uma ótima lanchonete aqui! – Ele sorriu satisfeito. – Servem até panquecas lá! – Ri de sua atitude quase infantil.
- Eu vou querer um bolinho e...
- Cappuccino?
- Isso! – Ele me deu um beijo na bochecha e foi buscar nossos lanches.
Sentei-me no banco e tentei tirar meu enorme sorriso do rosto, mas não consegui. Eu sabia que aquela minha enorme felicidade era por causa do loiro e eu não resisti, escrevendo um trecho de uma possível nova canção em meu diário.
- ALLY! – Escutei uma voz gritar meu nome de longe e olhei para o lado, percebendo que era o Dez correndo feito um louco. O ruivo estava sozinho e eu estranhei já que achei que a Trish estaria com ele.
- O que houve? – Ele aproximou-se de mim e se curvou como se estivesse completamente cansado.
- Tenho... Uma... Notícia... – Ele colocou a mão no coração. – Sabe como foi... Difícil te encontrar?
- A Trish não estava com você?
- Ela estava, mas foi na lanchonete comprar algo para nós dois. Eu disse que estava com fome para poder despistá-la e vim atrás de você.
- Como assim?
- Eu tenho uma bomba para te contar!
- O que houve? – Ele sentou-se ao meu lado e segurou meus dois ombros com força.
- Você não vai acreditar quem é meu novo colega de quarto!
- Quem é?
- O Elliot!
- O QUÊ?
Notas finais
XOXO
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