Notas iniciais
Steve e Princesa Sara quebram a relação "empregado/empregador", ele a conforta em silêncio e um forte magnetismo os prendem, tornando os dois reféns de um sentimento desconhecido.

Um leve tremor no corpo de Sara, fez com que Steve retirasse seu paletó e acomodasse nos ombros frágeis dela, em silêncio sentou ao seu lado, as mãos querendo envolvê-la em um abraço de conforto, mas ele continuou imóvel, foi surpreendido por mãos que envolveram em seu torso, pedindo proteção, carinho... o abraço foi reciproco, quente... reparador... Sara repousou a cabeça no ombro largo de Steve e chorou, chorou, chorou... as lágrimas molhando a camisa branca de seu guarda costa... não havia palavras naquele momento, Steve apenas a embalou, o abraço tornando-se cada vez mais apertado, mais amigo, mais íntimo.

O choro cessou, foram alguns minutos em que se ouvia apenas o bater de dois corações, as respirações oscilavam, pausavam, ofegavam... as mãos de Steve faziam pequenos círculos nas costas de Sara, atenuando o sofrimento.

Depois de algum tempo Sara adormeceu no abraço de Steve, sentia-se segura, protegida, ele... seu guarda-costa tão sisudo, nem o terno bem cortado conseguia esconder o corpo admiravelmente esculpido por rígidos exercícios, a pele bronzeada, a boca desenhada pecaminosamente, e o perfume almiscarado que ele exalava acentuava ainda mais sua masculinidade, ele cheirava a homem decidido, por Deus... agora ela estava sonolenta em seus ombros perfeitos?

Em um movimento rápido, Sara desfez o abraço, embaraçada, os olhos fitavam o chão, Steve continuou ali, esperando apenas ela quebrar o silêncio que os envolveram como um manto de aflição.

Ela apertou as pequenas mãos, com uma leve fungada levantou a cabeça e o encontrou a fitando com um ar de preocupação, as sobrancelhas erguidas pareciam interrogar o motivo de seu choro.

Steve nada disse, observou o rosto de Sara ganhar um rubor tímido, o nariz delicado estava avermelhado, os olhos ganharam um círculo acinzentado em volta do azul brilhante, e ele nunca havia visto algo tão sublime e tão tentador.

As palavras de Sara saíram engasgadas, receosas.

Perdoe-me a falta de controle! É que as vezes a vida de uma princesa não é tão alegre assim. Steve teve o ímpeto de deslizar seus dedos em seu rosto, beija-lhe a boca até que a alegria fosse soprada em sua alma. Porém, balançou a cabeça, negando a si mesmo a sua falta de controle naquele momento.

Eu que lhe peço perdão Princesa, não tive a intensão de atrapalhar seu momento de solidão. Sara se permitiu sorrir, um riso triste, um riso de sofrimento. Será que ele não percebia que a solidão que ela sentia estava destruindo sua vida? E que a angustia parecia rasgar-lhe a alma?

Notas finais
Leiam, comentem, critiquem (não muito), mas digam alguma coisa. Please, Haha' :D