Ele Me Visita Quando Durmo
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“Loucura é assombrar-se com a sombra que você mesmo criou.” (Ana Rosa Cartaxo)
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Vinte de outubro de 2010, Quarta-feira.
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Oi!
Florence ainda está no hospital, mas creio que em breve receberá alta. Ainda é de manhã de Steve está comigo. Ele decidiu que não me deixaria aqui só enquanto minha mãe estivesse no hospital e isso veio como um enorme apoio.
Vou ser sincera contigo, Diário, não estou com um pingo de vontade de escrever, mas só vim relatar sobre Florence. Até mais!
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Diário, aconteceu algo e estou em prantos. Sei que não havia nenhum desejo de escrever em mim, mas preciso lhe contar. Hoje fui à escola e foi à mesma rotina de sempre. Steve me acompanhou até em casa quando acabaram as aulas, mas se viu obrigado a me deixar sozinha e ir ao supermercado. Acabou que nesse tempo aquela sombra apareceu.
Eu estava sentada no sofá, assistindo TV e escutei um barulho de vidro quebrando vindo da cozinha. Fiquei confusa e resolvi ir lá para ver do que se tratava e quando entrei naquele cômado quase surtei ao ver a sombra masculina segurando um facão e caminhando em minha direção. Comecei a correr e tranquei-me no quarto, mas ele apareceu utilizando seu tele transporte o bom é que não estava mais com o objeto perfurante. Agarrou-me enquanto eu tentava abrir a porta do quarto e apertou com tanto força meu pescoço que eu só tinha alguns segundos para me livrar antes de cair inconsciente. Tentei batê-lo nos braços, arranhar, fiz o possível para que me soltasse tudo em vão. Em pouco tempo senti minha visão começar a escurecer graças à falta de ar em meus pulmões e pensei “É agora que vou morrer” e desmaiei.
Quando abri os olhos fiquei um bom tempo avoada, mas logo vi Steve que estava sentado na beira da cama e ao me ver levantar veio até mim, me abraçando. Perguntou como eu me sentia e respondi bem, eu não consegui recordar o que acontecera, então ele começou a falar que me viu agarrada pelo pescoço por aquele ser e começou a brigar com ele. Tentou mata-lo porque a fúria o tomou conta, mas não conseguiu. Quando a sombra se foi, voltou-se para mim e começou a verificar se eu estava viva. Sentiu-se desesperado, mas aliviado após saber que eu permanecia apenas inconsciente.
Quando escutei suas palavras recordei-me do acontecido e comecei a chorar. Porque essa sombra não me deixa em paz? Ele foi preparar um chá para mim e estou desabafando contigo.
Encerro por aqui.
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