Ele III: Com Ele
44 Por Ele: Meu sangue
Notas iniciais
Eu levantei antes que Damon voltasse do banheiro e me troquei para dormir, parecia uma piada, eu achei que nunca mais conseguiria aceitar a ideia de dormir outra vez, mas com ele aqui... Era como se um novo sentido fosse encontrado para eu seguir em frente. Eu não tive palavras para descrever o que senti quando soube da notícia de seu casamento com Rose, por um momento amarguei e me arrependi como condenada por tê-lo mandado embora aquela noite que ele foi me procurar. Achei que ele havia escolhido seguir em frente. Deixei meu orgulho ser maior do que meu amor e quase o perdi. Bem, isso é discutível. Mesmo ele vindo aqui e estando comigo neste momento eu ainda o sinto longe. Agora sinto que tenho diante de mim mais uma batalha com Damon. É como se nunca eu fosse parar de lutar quando se trata dele. Por ele eu tenho que enfrentar o mundo. Mas não é um sacrifício dado ao quanto o amo.
A perda do meu pai me fez ver enfim o que ele tanto me dizia. Damon acha que não merece coisas boas, não merece amor. Eu não sei exatamente o por quê, mas estou disposta a mostrar para ele que está muito errado sobre isso. Eu posso o amar, como ele merece, como ele pode suportar e aceitar, e eu vou. Lutarei contra seus medos, contra suas ideias. Eu o amo. E não importa o quanto eu queria correr contra, a força do que sinto volta a me arrastar junto à ele como um imã poderoso, do qual não se pode lutar.
Ouço-o sair do banho, mas mantenho minha posição na cama, ele deixa o quarto por uns instantes e depois volta, escuto caminhando hesitante e lentamente pra junto da cama.
–Ainda estou acordada, não precisa se esforçar tanto. – falo e sorrio de leve. Estou de costas pra ele e o sinto afundar na cama ao meu lado, suspiro e viro para sua direção, encaro uma expressão tensa e confusa. Ele engole.
–Por que terminou com Kol? – me pergunta de cenho franzido – Você me pareceu tão decidida naquela noite e...
–Eu já disse. – o cortei e ele para de imediato. – Eu não posso mentir pra mim mesma.
–E qual é a verdade Elena? – ele me encara firme.
–Você também já sabe... Nunca deixei de amar você, e em todos estes anos eu só queria que você perdesse o medo de estar comigo. Sabemos que a tempos você me perdoou, que tudo aquilo era absurdo demais para ser verdade, mas você escolheu me afastar, se afastar. – ele vira e encara o teto. – Eu só queria saber o porque. Por que acha que não podemos ficar juntos? Por que não pode dizer que me ama também? E que sentiu saudades... – ele suspira e fecha os olhos brevemente.
–Você está melhor sem mim. – diz simplesmente.
–Não acho. Como posso estar bem longe da pessoa que representa tudo o que preciso e amo? – ele não se move e eu sento na cama ao seu lado. – Olhe para mim! – ele volta a suspirar, desta vez pesadamente em gesto de impaciência. – Damon! – ele abre os olhos, lindos olhos azuis que expelem um misto de tensão e teima. – Você me ama? – ele pisca. – Sentiu minha falta? – ele senta ao meu lado e segura meu rosto com suas mãos, seu olhar no meu, seu toque é quente e familiar e eu me deleito com ele, fecho meus olhos e sinto sua respiração junto a minha face, aconchego meu rosto em suas mãos... – Diga! – exijo abrindo os olhos novamente.
–Todos os dias. – ele sussurra, a voz tão baixa que eu mal posso ouvir. – Nunca deixei de amar você. – sorrio com sua confissão. – Mas eu tive tempo pra perceber que só amor não basta. — ele diz e se afasta levantando da cama e indo pra janela, se inclina apoiando as mãos na mesma.
–É o suficiente pra mim. – digo e vou até ele, abraço sua cintura e colo meu rosto em suas costas. – Preciso que enxergue que é tudo de que precisa também. E você tem. Tem meu amor.
–Elena... – ele tenta relutar, mas o aperto contra mim.
–Pare de lutar. Pare de tentar não sentir mais. Pare de achar que é errado. Como pode ser errado? – me afasto. – Damon! – seguro seu ombro o forçando a virar para mim. – Por que é errado? – ele engole, dúvida e receio desenhados em seu rosto.
–Por que eu não mereço você. – diz simplesmente. Faz menção a dar um passo à frente, mas eu o seguro onde está.
–Não é você quem decide. – e então eu envolvo minhas mãos ao redor de seu pescoço e ele paralisa, um tanto assustado. – Você sabe que não é você. – olho seus lábios e me aproximo, dando um selinho leve. Sinto ele vibrar, afundo meus dedos em seu cabelo, puxando de leve e ele ofega, abrindo os lábios, dou mais um selinho delicado e mais um e sinto suas mãos agarrarem minha cintura. – Também senti sua falta... Todos os dias...
–Elena... – ele diz me abraçando fortemente contra ele, sua cabeça em meu ombro.
–Damon... – ele começa a me guiar de volta pra cama e logo estamos novamente deitados, estou aconchegada em seu peito e ele acaricia meus cabelos e aperta minha cintura.
–Foi um dia longo, vamos dormir. – ele diz e embora eu queira continuar conversando, nos resolvendo, meu corpo vai adquirindo um relaxamento que não se permitia a dias e o cansaço é mais forte que eu.
–Eu te amo! – e eu não sei se foi o meu inconsciente brincando comigo, ou se ele disse isso de verdade...
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–Sem sono também? – eu pulo ouvindo a voz de Alaric atrás de mim.
–Eu fiquei com sede. – digo mostrando o copo com água a ele.
–Você e Elena...
–Não! Você sabe que não vou envolvê-la no reboliço que está minha vida agora.
–Você que está criando todo esse reboliço. Acabe com isso de uma vez, desista dessa vingança estúpida e vá viver feliz com a mulher que você ama. – ele é irritante quando quer.
–Chega Alaric. Já conversamos sobre isso diversas vezes, eu nunca vou conseguir ter uma vida se eu não fazer eles pagarem por tudo.
–Isso é uma loucura, você só está fazendo o que faz de melhor. Agora que não há mais nada no caminho de vocês, você cria uma nova desculpa para afastá-la, até quando vai continuar se escondendo Damon? Elena ama você. Pelo amor de Deus!
–Eu não consigo tá legal!?
–Ei! – é Stefan. – É meio tarde pra gritar, não acham?
–Talvez você devesse falar ao seu irmão o por que de nossa conversa.. –arregalo os olhos.
–Alaric... – eu rosno para ele.
–Vamos ver o que todo mundo vai pensar dessa sua invenção.
–Para! – avanço pra cima dele e Stefan se põe na frente.
–Qual o problema com vocês dois? Estão malucos? Gray acabou de ser enterrado, respeitem a casa dele!
–Uou! – Elena aparece na cozinha. -O que está acontecendo aqui?
Alaric bufa e sai da cozinha. Stefan me olha e o segue e Elena fica me encarando.
–Pelo visto Alaric também não está muito de acordo com os seus planos. – ela diz.
–Ele não entende.
–Ele é seu melhor amigo. Te ama! Todos nós que te amamos sabemos que tudo isso... Essa história de casamento e ainda mais por vingança não vai surtir nenhum bem.
–A questão Elena, é que nenhum de vocês que dizem me amar conseguem entender minhas razões.
–Suas razões só o levarão a desgastes. O que pretende fazer? Casar com ela, beijá-la, dormir abraçado...
–Pare Elena...
–E depois o quê? Humilhar, machucar? Vai bater?
–Eu mandei você parar! – ela arregala os olhos e depois os serra.
–Talvez você tenha toda razão. Você não me merece... – ela diz em tom irritado – Mas quer saber? Que se dane o que eu mereço ou não. Eu quero você Damon. Eu quero você. – ela pula em meus braços me beijando com vontade, minha reação não existe, eu estou atordoado. Que mulher é essa?
Sinto o balcão da cozinha as minhas costas. Ela puxa com força meus cabelos e se agarra em mim, me fazendo gemer e então sinto sua língua em minha boca.
–Não vou deixar você casar com ela. Você quer se vingar? Eu ajudo. – ela está me olhando e me deixando tonto, volta a me beijar. – Mas não vai se casar. Não precisa e eu não quero.
–Você não quer? – eu nem sei se estou pensando direito.
–Você ia querer me ver casando com Elijah para me vingar? – congelo, eu não pensei por este lado.
–Não! – engulo.
–Bem, eu também não quero te ver casando com ela, nem que seja para lhe dar uma lição. Faremos juntos e de um jeito que possa soar certo. Vingança nunca é certo, mas encontraremos uma forma. O primeiro passo é falar com Stefan, contar a verdade. Eles podem querer usar isso contra você. – me afasto dela.
–Você sabe sobre Stefan? Robert me garantiu que não. – ela me olha confusa.
–Claro que sei Damon. Foi você quem me falou. – eu engulo. – O que foi?
–Preciso conversar com você, mas não aqui. Vamos voltar para o quarto, está tarde. Conversamos ao amanhecer.
...
Na manhã seguinte eu contei toda a história a Elena.
–Meus Deus Damon. Eles sabiam de tudo isso?
–Estavam chantageando a Elen... Natasha e obviamente com isso, tiveram mais uma aliada, mas Robert me falou que ainda falta uma ponta. – ela se remexe na cama.
–Bob é seu irmão de sangue e Stefan também? – sorrio.
–Sim. Ganhei dois irmão e só achei que tinha uma irmã. – ela sorri.
–Vai contar pra ele?
–Claro! Só estou esperando a hora certa.
–Que é...?
–A hora certa Elena. – reviro os olhos e ela sorri.
–Senti falta de ver esse olhar revirando. – ela sorri travessa e se aproxima de mim. – O que seria de mim sem ele? Eu estou me levantando de minha perda por que você está aqui, mas eu preciso que desta vez, fique pra sempre, entendeu?
–Entendi. – e então eu a beijo. E é muito bom voltar a ter esta mulher em meus braços, sentir seu corpo vibrar e aquecer num contraste excitante junto à mim.
–Vamos descer e tomar café. – ela diz parando o beijo. – Acho que depois do almoço é uma hora excelente para falar com Stefan.
–Você não vai parar de dizer o que devo fazer nunca não é?
–Um dia, quando você tomar uma decisão acertada que não seja me deixar... – ela me joga na cama e me faz sorrir — Se casar com uma megera... –começa a distribuir beijos por minha face e termina em meus lábios. – E acima de tudo quando decidir parar de me afastar.- ela toca meu peito com a ponta do dedo indicador, como se me desse uma bronca. Começamos a nos beijar novamente e é uma sensação maravilhosa, é muito fácil perder o controle com Elena, então nos afasto antes que nos atrasemos, seria muito fácil ficar preso com ela nesta cama durante toda manhã.
–Vamos descer. – salto da cama e ela salta atrás segurando meu braço.
–Você vai fazer como eu disse certo? Sem casamento... – reviro os olhos.
–Certo senhorita Gilbert. Tenho certeza que só uma mente maliciosa de mulher pode se vingar adequadamente de uma outra. – sorrimos e eu seguro sua mão a puxando comigo.- Vamos logo!
...
Estava sendo a conversa mais difícil de toda minha vida, mas precisava ser dita.
–Você passou todos estes anos escondendo de mim a dúvida sobre eu ser seu irmão ou não?
–Não haviam dúvidas Stefan. Eu só não sabia como dizer a você que não era meu irmão. E por favor não diga que a Salvatore tem alguma coisa a ver com isso.
–Claro que não tem, esse é só você, achando que eu não posso lidar com alguma coisa.
–Stefan...
–Não Damon, não. Você sempre faz isso. Coloca todo mundo que gosta dentro de uma bola de vidro, mas ainda sim saímos machucados. Sofia, Elena e agora até eu.
–Eu só não queria te dar esta coisa pra lidar, você tinha acabado de perder o papai.
–Que por sinal foi bem covarde em não lhe falar que você era um filho bastardo dele. – eu não tinha parado pra pensar nesta palavra.
–Foi errado mentir pra você. Esconder a verdade. Ou pelo menos o que eu achei que fosse verdade. Mentir sobre a Elena...
–Você quer dizer mentir sobre a irmã falsa? Isso é o de menos agora. – ficamos calados sentados no escritório de Gray. – Alaric sabia disso não sabia? – apenas assinto. – Elena?
–Soube hoje cedo, mas sabia que eu era dotado. – ele suspira. Levanta da cadeira em silêncio indo pra porta.- Stefan...
–Só me dê um tempo, ok? Eu vou voltar para meu apartamento, vou ficar uns dias afastado disso tudo. Da Salvatore, de você. – apenas assinto. Ele precisa de espaço e tem razão de estar bravo.
–Stefan. – ele apenas me encara e espera. – Eu só não queria perder meu irmão mais novo.
–Você nunca iria deixar de ser meu irmão. Mesmo não sendo de sangue. Mas no final... – ele sorri ironicamente e isso me faz sorrir. – Até logo Damon!
–Até!
....
–Admita, foi menos ruim do que você imaginava. – diz Alaric erguendo a taça de vinho pra mim.
–O que foi menos ruim? – pergunta Sofia, chegando com Elena, Bonnie e Miranda à sala.
–Nada que lhe importe no momento mocinha. – digo piscando pra ela que revira os olhos.
–Bem, eu vou subir e me preparar para dormir. Minha carona foi embora e amanhã temos uma longa viagem de volta. – diz Alaric se referindo a Sofia.
–Bem é verdade. Tio Stefan foi de uma hora pra outra, ele e o papai vivem fazendo isso. Aquela empresa ainda vai matar um de vocês.
–Não seja exagerada Sofia. – rosno e ela dá de ombros. Miranda sorri.
–Você também vai amanhã? – Elena pergunta pra mim.
–Estive uma semana inteira longe da Salvatore, emendei à viagem de Los Angeles com a vinda para cá. Heitor se vira muito bem, E Caroline também, mas... – ela suspira. – Você não vem conosco?
–Sim querida. Eu acho uma boa ideia, você volta com Bonnie e Damon. Não tem muito o que fazer por aqui e seu patrão já está sendo muito compreensivo. – Miranda diz.
–Não queria deixar você sozinha agora...
–Oh querida, tudo o que não fará é me deixar sozinha. Ainda mais agora com todos estes empregados e este movimento por conta da cooperativa. Na verdade nem teríamos tempo de ficar juntas, eu não paro aqui.
–Bem Elena, se decidir voltar será ótimo. Assim você me ajuda nos últimos detalhes de minha festa de dezoito. Já é daqui a duas semanas. – Sofia diz animada e Alaric me encara risonho.
–Por favor, me diga que minha casa não vai virar um centro de adolescentes mal educados e arruaceiros....
–Por quem me toma Damon? – ela sorri petulante e eu não consigo conter o riso.
–Então Elena...? – olho para ela que apenas encara a mãe, que está lhe sorrindo compreensiva.
–Voltamos todos amanhã então. Sei que Bonnie está maluca para ver o Jer. – Elena sorri para a amiga que afirma risonha.
Meu celular toca. Eu noto o número e olho Alaric de imediato, todos olham pra mim e eu me afasto, Elena na minha cola.
–Se for ela, ponha no viva voz. – diz autoritária e é engraçado como ela do nada ficou mandona. Eu faço o que ela pede.
–Rose...
–Onde diabos você se meteu?
–Eu tive que esticar a viagem.
–Você continua mentindo tão mal quanto antes. Nunca soube fazer isso na verdade. – Elena revira os olhos e faz uma careta engraçada. – Eu sei que você está numa espécie de missão ‘ai que peninha’ com sua pupila. Mas acho que já está na hora de acabar com a palhaçada.
–Rose, você sabe além de sócio o pai dela era meu amigo. – Elena sorri pra mim e eu retribuo.
–Está bem, só volte logo pra casa... Estou com saudades e totalmente atolada com as coisas da festa da Sofia. – Elena engole em seco e eu me movo meio inquieto — Como fui me meter nisto? Eu achei que era só comprar um monte de bebidas e chamar uma banda legal.
–Ela é detalhista. Tenho certeza que pode imaginar o por que...
–Sim, minha mãe era assim. – ela fala em voz tediosa.
–Como sabia que eu estava aqui? – ela demora a responder e eu e Elena nos encaramos.
–Notícias correm. Principalmente as relacionadas a sua querida. – Elijah. Acredito que Elena pensou o mesmo que eu.
–Estarei de volta amanhã.
–Ótimo! Boa noite querido. – Elena serra os olhos pro aparelho e me faz sorrir.
–Boa noite Roo! – desligo o celular e encaro uma Elena de boca aberta.
–Roo? – ela pergunta com uma expressão estranha e divertida na face. Dou de ombros.
–Eu achei que você fosse atirar o celular num lago. – digo abraçando sua cintura.
–Não pense que a ideia não me passou pela cabeça Damon. – diz envolvendo meu pescoço com suas mãos.- Aliás, não só essa ideia. – seu olhar ganha, de repente, uma virilidade curiosa.
–O quê?
–Quando eu recebi o convite de sua filha no início da semana passada foi quase no mesmo dia que decidi nunca mais olhar na sua cara, depois de ler sobre seu casamento, mas...
–Mas...?
–Eu acho que agora não só devo ir, como levar um acompanhante especial...
–Do que está falando? – pergunto a olhando curioso, ela sorri e se afasta um pouco, segurando meus braços.
–Bem, seria muito mais interessante fazer ambos pensarem que estão conseguido o que quer. Afinal, eu também quero me vingar do Elijah. – meus olhos arregalam com a dedução de sua ideia.
–De jeito nenhum! – digo me afastando dela.
–Damon! – ela reluta abrindo os braços, num gesto incrédulo.
–Sem chances. Você não vai se aproximar do Elijah. O cara te dopou e te levou pra um hotel.
–Bem, você está dormindo junto de uma víbora que tentou te matar. Duas vezes. Qual a diferença?
–A diferença é que não quero você perto dele.
–Também não te quero perto da Rose, mas combinamos que eu te ajudaria nesta vingança e isso faz parte do plano. Se ambos acharem que estão conseguindo o que querem, podem baixar a guarda, dando a nós a chance de atacar.
–Não!
– Damon...
–Não Elena, você não vai sair com Elijah. – ela me ignora totalmente e volta pra dentro da casa.- Elena espera... – eu a sigo. – Elena... – vejo ela subir as escadas e começo a ir atrás.
–Já vai começar... – diz Alaric e eu ouço risinhos.
–Fica quieto! – subo as escadas correndo e quando entro em seu quarto ela está tranquilamente escovando seus longos cabelos diante do espelho. – Não vai fazer isso Elena...
–Damon, é muito simples, eu vou descobrir com Elijah tudo o que Rose planeja pra você neste casamento. Vou fazer ele pensar que eu te desprezo, que tudo o que eu sempre quis de você foi stattus. Vou fazer ele crer que nunca amei você.
–Não fala desse jeito, tá começando a parecer real demais.
–Bem, se eu consigo ser convincente até com você...
–É perigoso, o que pretende fazer com tudo isso?
–Você só tem que manter a Rose distraída. Se ela for esperta como acho que é talvez ela perceba tudo e alerte Elijah. Você tem que dar a ela o que ela quer. Fazer ela pensar que está apaixonado por ela.
–Você está me dando medo Elena... – ela sorri e estamos conversando pelo espelho, meus olhos dentro dos seus refletidos em sua imagem.
–Essa mulher me afastou de você por longos três anos. Isso é tempo demais, quero que ela sinta pelo menos um minuto desse tempo que perdi.
–E enquanto isso você...
–E enquanto isso eu jogo com Elijah, finjo estar interessada, aceito seus convites, seus presentes...
–Nem pensar, não quero envolver você nisso.
–Que mal iria me acontecer? A única coisa que ele quer é a mim.
–Esse é o problema, não quero que seja dele. E se ele descobrir algo... Olha nem quero pensar, não subestime Elijah.
–Não me subestime Salvatore.
–Não Elena, eu não quero!
–Vamos fazer isto juntos. Eu prometi te ajudar. – ela solta a escova e volta a me encarar de frente.- Vai dar tudo certo. Confie em mim. – suspiro e passo as mãos nos cabelos.
–Não! – ela se ergue e vem até mim.
–Vamos combinar tudo direito. Teremos que ser frios e calculistas como eles. Vamos vencer os dois, dentro do jogo deles. Vamos ser melhores.
–Elena...- ela põe o dedo em meus lábios e em seguida me silencia com um beijo.
Ficamos conversando noite a fora. A situação era tensa demais. Eu com toda certeza não aceitaria isso, mas Elena tinha essa irritante capacidade de me fazer voltar atrás e com muita reluta, e também várias regras estabelecidas entre nós eu concordei.
As últimas semanas passariam voando...
Notas finais
-Aniversário de Sofia e finalmente teremos dex kkkkkkkkk e sem modestia, que dex kkkkkkkkkkk
Se segurem... Beijos!
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