Ele III: Com Ele
25 O que sou pra você?
Notas iniciais
Olá pessoas ^^
Eu sumi, mas tive razões que a razão desconhece. Enquanto as pessoas entram de férias eu volto as aulas. Maldita greve nas federais. Enfim, estive bem ocupada e ainda estou. Estava digitando esta capítulo aos poucos e enfim acabei e aqui está ele.
Agora vamos as novis: Estive em aulas desde o dia 3 e vou entrar em recesso esta semana. Então poderei arrumar um tempo pra postar enquanto não estiver trabalhando nos artigos e seminários da voltas as aulas que será dia 14 de janeiro. então, depois do dia 14 será mais difícil postar assiduamente. Espero que entendam.
Boa leitura!
p.s.: LEIAM AS NOTAS FINAIS.
-Você vai ficar aí me olhando? – ele me pergunta encarando fundo nos meus olhos.
-Estou com sono, mas não vou dormir até que você venha comigo. – estamos na cama juntos depois de um banho e mais uma transa maravilhosa.
-Eu falei sério, eu tenho que trabalhar. E se você ficar acordada eu não vou conseguir.
-Então vamos dormir.
-Eu posso ficar aqui a madrugada inteira se eu quiser, vai mesmo querer arriscar?
-Então você pode trabalhar e eu fico te olhando até você vir deitar.
-Teimosa. – ele se vira e encara o teto, em seguida respira fundo e salta da cama. – Espero que seu computador não seja lento. – ele fala indo na direção do aparelho largado na poltrona perto da cama.
Damon volta pra cama e começa a mexer concentrado, eu me arrasto e encosto a cabeça no seu colo, encarando seu abdômen. Começo a fazer carinho em sua cintura.
-Vou atrapalhar se ficar aqui? – pergunto com o sono me dominando e ele apenas nega sem me encarar. Não sei quanto tempo passei até dormir.
...
-Vou ter que passar em casa ainda. Você vem comigo? – ele diz terminando seu café.
-Não. Tyler me leva.
-Tudo bem. – diz torcendo os lábios. Coloca a xícara na mesa e vem até mim e depois de um beijo de despedida se vai apressado.
...
-Ah, por favor Elena. Eu sempre quis entrar neste prédio.
-Tyler, você não tem que ir trabalhar?
-Dez minutos. Por favor. – reviro os olhos e sorrio, ele está mesmo morrendo de vontade.
-Vamos! – ele quase pula e entramos na Salvatore. Subimos juntos e Tyler está a todo tempo soltando frases do tipo: “Uau que lugar! Que tecnologia... Olha o design!” Muito divertido de se ouvir e ver.
-A sala do Damon fica bem ali. – eu aponto e ele olha pra direção, eu ouço uma voz conhecida e em seguida um som abafado.
-Mas que droga! – é Caroline, com certeza.
-Nossa! Me desculpa. – ela e Tyler estão inclinados no chão recolhendo um monte de papeis.
-Nossa! Dava pra ser menos desastrado. Você não olha por... – ela para ao encarar meu amigo totalmente sem jeito – onde... anda? – pergunta quase sem voz engolindo seco.
-Eu sinto muito mesmo, eu estava distraído e... – Tyler tagarela demais. O engraçado é que Caroline está paralisada escutando. – Nossa! Desculpa mesmo eu te ajudo a levantar. – ele se ergue e estende a mão pra ela que pega e então ele lhe passa toda a papelada que recolheu. Estão se encarando.
-Oi Caroline! – eu falo prendendo o riso.
-Ah! Elena, oi! – diz um tanto perdida.
-Estávamos indo a sala de Damon. – eu explico e ela encara Tyler que confirma sorrindo. – Este é Tyler um amigo meu. Ty, está é Caroline. Trabalhávamos juntas para o Damon. – Tyler estende a mão e ela aperta meio sem jeito.
-É agora eu trabalho pro irmão que grita menos. – fala corando. Climinha no ar... – Eu estava indo levar estes papeis pra ele.
-Ótimo, vamos juntos. – eu falo e Tyler acena pra que ela passe e vamos eu e ela na frente e Tyler nos segue.
-Que gato! – ela sussurra. Apenas sorrio em resposta.
-Bom dia Katherine. – Caroline diz.
-Bom dia!
-Vamos falar com Damon.
-Todos vocês? – eu pisco.
-Sim, ele não pode atender agora? – pergunto séria e ela ofega.
-Não é só que... – não sabe o que dizer. – Vou avisar. – pega o telefone e disca. – Caroline e Elena estão aqui. Certo. – ela nos olha. – Podem entrar. – acena pra porta.
-Obrigada! – digo sorrindo falso. Entramos todos juntos.
-Uou! É uma invasão? – Damon fala em tom divertido.
-Preciso que assine isto pra mim. – Caroline fala e passa os papeis pra ele. Damon olha confuso.
-Passou por um vendaval antes de vir me entregar? – Caroline engole.
-Na verdade foi culpa minha. – Tyler se acusa e Caroline sorri pra ele. – Esbarrei nela. – Damon pisca. – Cara desculpa a invasão, mas eu infernizei a Elena pra me deixar subir com ela, queria muito saber onde você trabalhava. – Damon me olha e eu estou sorrindo.
-Sem problemas. – ele se volta pros papeis e analisa tudo. Depois assina e devolve a Caroline, neste meio tempo Caroline e Tyler se encaravam com risinhos, ela também olhava pra mim o que me fazia sorrir ainda mais. – É só isso Caroline? – Damon pergunta.
-Sim, — ela diz recolhendo os papeis. – só isso.
-Ótimo! – ela se vira pra saída.
-Me desculpa mesmo pelo encontrão. Foi um prazer te conhecer.
-Tudo bem. Foi um prazer também. – falam e ficam se olhando. Damon pigarreia. – Até logo Elena!
-Até! – e ela se vai, não antes de soltar outro riso bobo pra Tyler.
-Eu já vou indo também, tenho que trabalhar. – Ty diz com mãos no bolso.
-Quer que eu te acompanhe...
-Não Lena. Que é isso. Já te atrapalhei demais. Eu sei voltar. – sorri faceiro.
-Tudo bem então.
-Cara desculpa outra vez. Eu estava muito curioso. – Damon força um riso.
-Os amigos dela são meus também. Pode voltar pra uma visita quando quiser. Organizamos excussões pela empresa.
-Legal! – ele está realmente empolgado. – Tchau Lena valeu!
-Tchau! – e ele se vai e estou sorrindo boba. Sento diante de Damon na mesa.
-Por que o riso?
-Caroline e Tyler. Eles se comiam com os olhos. – Damon sorri.
-Percebi.
-Então... – eu começo – Estou aqui. Agora vai me dizer o que quer de mim?
-Bem, o que eu quero exatamente de você não posso falar neste ambiente, — ele está sorrindo torto. Não tem jeito. – mas se estava falando sobre trabalho... – claro que estava. – Pra começar quero que assista uma reunião comigo.
-Certo.
-Agora. Vamos? – ele se ergue e eu o sigo, Saímos juntos da sala indo em direção ao elevador, eu ignoro a pessoa nos observando na saída.
Damon tecla e a porta abre, há alguns homens dentro, mas eles saem imediatamente e entramos. Estamos lado a lado. Damon me olha de lado e estou devolvendo seu gesto. Ele leva a mão até o bolso do paletó e saca sua caneta, imediatamente vem até mim, acaricia minha face, estou parada e risonha, enquanto o observo, ele me olha sério, suas mãos deslizam até minha nuca e ele agarra meu cabelo e com certa experiência o prende em um coque usando a caneta. Quando termina seu trabalho me encara risonho.
-Bem melhor assim. – ele diz e me dá um selinho demorado. Quando se afasta estou o olhando perplexa. Que cisma com estes cabelos.
-O que quer que eu faça nesta reunião? – ele me olha.
-Quero apenas que observe e aprenda. – assinto.
...
Passamos o resto da semana entre reuniões e orientações. Definitivamente era muita responsabilidade. Todas as diretorias que se reportariam a mim eram ministradas por mulheres. Damon continuou a ministrar as demais. Incluindo as de Stefan. Não é difícil imaginar o porquê. Ele é realmente doente quando o assunto é ciúme.
Outra coisa muito importante era sua ansiedade pelo sábado. Tínhamos a festa da Bonnie, mas a preocupação de Damon era devido a visita de Sofia a sua mãe. Ele esta realmente apreensivo. Quando a manhã de sábado chegou ele estava inquieto e calado demais. Se entupindo com seus remédios também. Eu me perguntava se Katherine já tinha acesso a sua chave especial.
-Vai me encontrar mais tarde na festa? – pergunto enquanto ele analisa alguns papeis.
-Eu disse que ia, não? – fala sem me olhar e baixo a cabeça acenando. Seu humor se foi.
-Eu já vou então... Nos vemos mais tarde. – falo me erguendo da cadeira e ele me segue com o olhar, eu desvio meu olhar por que estou magoada, mas não quero que ele perceba.
-Espera! – estava quase na porta e parei. Respirando fundo me volto para encará-lo. Seu olhar está aflito sobre mim. – Vem aqui Elena. – ele pede virando a cadeira e batendo em seu colo. Me arrasto até perto dele, hesito e ele insiste com um olhar suplicante e eu sento em seu colo. Suas mãos estão presas a minha cintura, ele me encara e suspira, em seguida afunda a cabeça em meu peito.
É um gesto de carência. Eu estou em seu colo, mas é ele quem precisa de um, levanto minhas mãos até seus cabelos e o acaricio, ele inala em meu colo e solta, seu sopro me causa arrepio. Encosta sua bochecha em meu ombro e fica lá, como uma criança desolada.
-Estou com medo. – sua voz é um sussurro – Medo do que possa acontecer lá. Medo que ela se machuque. Acho que está esperando encontrar uma coisa e vai se deparar com outra. Eu a protegi tanto disso. E se ela não souber lidar?
-Sofia é a garota mais adulta que já conheci na vida. Você a educou para que fosse forte e ela é. Você estará com ela e ela confia tanto em você. Estará bem Damon.
Ele me encara, olhos marejados. – Queria que viesse comigo. – Sorrio.
-Sabe que não daria certo. – ele franze o cenho.
-Mas eu queria. – me inclino e o beijo, ele me olha meio perdido depois que me afasto. – O que houve com o respeito ao ambiente?
-Estou sentada no colo do meu chefe, numa sala com portas de vidro. Estamos a ponto de mandar este respeito pro espaço. – ele sorri, e é um riso libertador, agarra minha nuca e me beija docemente. É tão sereno. Ele se afasta.
-Melhor você ir de uma vez. Ainda terei uma reunião. Se não sair da minha sala agora, vou jogar você naquele sofá e te fazer minha aqui mesmo. – ergo os braços sorrindo e salto de seu colo indo par porta.
-Mais tarde? – ele assenti.
-Mais tarde.
E me vou. Sorrindo como uma boba.
...
-Eu não vou ver ela. Combinamos isso a muito tempo, quando aceitei que você me prendesse aqui.
-Eu não prendi você aqui. Apenas queria te ajudar. Você sabe disso.
-Já conheço este discurso. A questão é: por que mudou de ideia?
-Do que está falando?
-Ela não deveria estar aqui.
-Sua filha está com quase quinze anos Rose, ela merecia saber a verdade e você pode agradecer ao seu antigo admirador. – seus olhos arregalam com minha fala, ela sabe exatamente a quem me refiro.
-O que Elijah tem haver com isto? – eu bufo.
-Bem, ele descobriu onde você estava. Provavelmente sua obcessão por você ainda está intacta. Ele comentou sobre sua estadia nesta clínica no meio da AESTEC. Eu tive que contar pra ela antes que ela descobrisse mais coisas e tudo o que eu mais trabalhei fosse jogado ao vento e minha filha soubesse sobre sua mãe na capa de uma das revistas que costuma ler.
-Contou tudo a ela? – sua voz está baixa e vacilante. Eu engulo, ela me encara com medo nos olhos. Desvio de seu olhar, porque não me sinto bem diante dela. Me sinto, impotente demais, vulnerável demais...
-Apenas o que acho que ela consegue entender por agora. – sinto ela soltar a respiração. – Receba sua filha, deixe ela te conhecer. Converse com ela. Sabe que é o certo a fazer.
-Não estou pronta pra isto Damon. – ela me fala e me ergo da cadeira. Sofia está do lado de fora esperando. Vou até a porta, é hora de buscá-la.
-Eu também não estou. – falo de costas pra ela e saio da sala.
No corredor minha filha espera por mim e salta da cadeira ao me ver. Alaric está com ela.
-Posso entrar? – sua voz está empolgada. – Ela vai me ver?
-Vai! – sorrio fraco e ela pula.
-Então vamos logo! – eu assinto e respiro fundo, Sofia passa por mim e vai na frente, me volto pro meu amigo e suspiro.
-Vai dar certo. – ele diz sorrindo e assinto seguindo minha filha até a porta.
É uma situação complicada. Todo o ambiente é deprimente e não inspira afeição. Parece quase uma cadeia. Suspiro pesadamente e abro a porta, em seguida aceno para que Sofia entre e timidamente ela o faz, fecho a porta e encaro mãe e filha em silêncio. Que Deus me ajude!
...
-Eu já te agradeci por esta festa? – Bonnie diz empolgada.
-Mil vezes. – sorrio, ela está radiante.
-Muito obrigada mesmo amiga. Está tudo lindo.
-Os meninos ajudaram bastante. – digo meio distante, estou preocupada com Damon, ele ainda não chegou, nem ligou avisando sobre a visita.
-Sua mente está longe Lena.
-Desculpa, é sobre o Damon.
-Vou pegar umas bebidas pra nós. – eu assinto e ela se vai.
Estou rodando os olhos pelo salão do restaurante e eu paro ao notar o homem bem vestido que acaba de entrar. Damon está impecável em um jeans negro, camiseta azul e uma jaqueta de couro. Sapatos cano longo, quase uma bota. Segura um capacete. Veio na moto. Ele vira em minha direção e eu aceno, ele sorri e se aproxima.
-Ei! – eu digo e minha resposta é sua mão livre em minha cintura me surpreendendo com um beijo. Posso sentir o gosto do álcool em sua boca, andou bebendo e muito.
-Oi! – diz sorrindo ao se afastar. Estou hesitante. Seu riso é extremamente ‘não Damon’, exagerado. Talvez tenha bebido demais. Me pergunto como chegou aqui em uma moto. Oh Céus!
-Tudo bem? – pergunto temerosa e ele franze o cenho e encolhe os ombros.
-Claro, por que não? – sorri torto.
-Bem, você está... – mordo meu lábio.
-Sexy? – seu riso irônico o deixa realmente sexy.
-Bêbado. Você está bêbado. — ele bufa sorrindo e me beija outra vez.
-Quando eu estiver bêbado, você vai saber. – seu sopro me deixa tonta, estou presa em seus braços que estão sufocantes em minha cintura.
-Bem, você parece bêbado pra mim. – ele revira os olhos e me ignora.
-Como me livro disto? – acena o capacete diante de mim
-Vem comigo! – puxo sua mão e o levo até o bar men, um amigo a quem peço o favor de olhar o capacete pra mim. Ele pega o capacete e o guarda atrás do balcão. Damon me olha enigmático enquanto meu amigo nos prepara um drink.
-Se conhecem a muito tempo? – ele pergunta acenando pro rapaz diante de nós, sem chamar a atenção. Sei exatamente onde ele quer chegar.
-Uns dois anos. – falo simplesmente e Damon volta o olhar pro rapaz pensativo.
-Como foi com a Sofia? – ele me olha, um tanto hesitante, depois dá de ombros.
-Achei que a Rosalie fosse causar problemas, mas ela a recebeu e conversaram.
-Rosalie? – ele afirma.
-É o nome dela. Rose é apenas apelido. Poucas pessoas a chamam assim. – fala meio carrancudo. Me lembro de ter ouvido Elijah a chamar de Rose. Por isso a chamo assim.
-Elijah disse Rose. – Damon me olha e engole.
-Como eu disse, poucas pessoas a chamam assim. – revira os olhos.
-Ele já a conhecia?
-Namorou com ela. – hein??? – Antes de mim. Digamos que ele foi trocado. Isso explicaria muita coisa não? — Damon sorri com ironia, piscando pra mim. Claro, a rivalidade. Nosso drink é servido e ele parece estar bebendo água.
-É melhor pegar leve. – peço tímida e ele me encara.
-Amanhã é domingo, eu posso relaxar ou não? – assinto e ele me encara sorrindo. Termina a sua bebida e encara a pista de dança. Há várias pessoas lá incluindo Bonnie e Jeremy.
-Ainda não falei com sua amiga. Eu trouxe um presente pra ela. –ele fala meio enrolado, está muito bêbado mesmo. – Vamos dançar? – eu pisco. – Assim posso chegar perto o bastante e entregar. – sorri. Eu hesito. – Ora não seja tão chata. Vamos nos divertir. – ok, para tudo. Eu sou a chata? Damon Salvatore está sendo impedido de se divertir por mim? Estou incrédula e ele agarra minha mão e me puxa pra pista, já dançando.
A música é bastante animada, e, pelos céus, Damon realmente sabe como dançar. Suas mãos estão em minha cintura e ele está sorrindo sem parar, é quase outra pessoa na minha frente. Tento seguir seu ritmo, suas mãos começam a ficarem ousadas em meu corpo, e estamos no meio de uma dança cheia de insinuações. Estou sentindo meu rosto queimar.
-Damon, tem muita gente aqui. – eu reclamo quase aos berros, o som é alto demais.
-E...? – ele pergunta sem parar o que faz. Levando suas mãos as minhas nádegas e as apertando. Eu quase pulo em resposta. Ele sorri.
-Pare com isto. – eu rosno o olhando firme e ele revira os olhos.
-Você está insuportavelmente chata hoje. – diz vencido e busca algo ao redor. – Onde está a aniversariante? – eu começo a procurar com ele e não demoro a encontrar. Aponto Bonnie com a cabeça e Damon me arrasta enquanto dançamos para passar pelo pessoal e encontrar nosso casal de amigos. – Ei! – Damon grita sorrindo e Bonnie se vira, o olhando meio perdida.
-Oi! Você veio... – ela diz e me encara, apenas reviro os olhos.
-Sim. E aí cara? – fala pra Jeremy que acena sorrindo.
-Tudo bem Damon?
-Tudo ótimo. — ele olha pra Bonnie e leva as mãos ao bolso. – Eu não sabia o que comprar então minha filha me ajudou. Eu podia pedir a ajuda da Elena, mas sei que ela é péssima nestas coisas. Mal sabia se vestir antes. – diz brincando e nos faz sorrir, estende pra Bonnie uma pequena caixinha de veludo, ela pega meio hesitante e abre, os olhos de Jeremy se arregalam e Bonnie paralisa.
-Eu... – ela está sem fala? – Não posso aceitar. – o que será?
-Ah, por favor, minha filha ficaria desapontada em saber que não gostou da escolha. – ele diz sorrindo torto. Bonnie retira da caixa uma pulseira dourada, há apenas um pingente preso nela, uma pequena câmera fotográfica. É linda e delicada. – Falei que você era fotógrafa. Na verdade respondi a tantas perguntas que eu nem sabia como sei tanto sobre você e nem que tudo aquilo era necessário pra um presente. Aceite, ou vou ficar muito magoado. – ele diz em tom mais sério e Bonnie me encara, sorrio pra ela.
-Obrigada Damon, é linda! – ela fala enfim e Jeremy a olha, ela estende pra que ele coloque nela e ele logo o faz e guarda a caixa em seu bolso pra ela.
-Assim está melhor. – Damon fala sorrindo. – Bem, feliz aniversário. Agora se me der licença, vou dançar com minha namorada. – fala e me arrasta antes que eu possa dizer algo, apenas aceno um tchau pra eles que me olham perdidos.
-Você adora causar impacto nas pessoas. – eu falo enquanto Damon agarra minha cintura.
-Adoro te causar impacto. – ele corrige frisando o ‘te’. Sorrio e reviro os olhos. Estamos voltando a dançar.
Já é bem tarde, e a música e bebida ainda rolam soltas. Damon está ainda mais bêbado do que quando chegou, o que eu nunca poderia imaginar ser possível. No emaranhado de pessoas, estamos quase sufocados, suados, eu começo a me sentir bêbada também. Sinto um impacto forte em minhas costas, um impacto que me joga pra cima de Damon com violência e tudo então acontece muito rápido.
-Toma cuidado idiota! – Damon rosna diante de mim e imediatamente me puxa ficando na minha frente como um escudo.
-Me chamou do que? – o rapaz rosna de volta e sinto o braço de Damon travar sinto uma má vibração.
-Se encostar nela outra vez eu parto sua cara. – ele diz com voz sombria.
-Eu vou pagar pra ver. – o rapaz fala e avança um passo, Damon inala e se move pra cima dele e no momento que eu o seguro na tentativa de o deter Tyler aparece no meio dos dois.
-Ai gente, sem estragar a festa. – ele fala encarando o rapaz e eu puxo Damon.
-Por favor, já foi o suficiente. Quero ir pra casa. – eu peço e ele não me encara, seus olhos fixos nos rapaz que agora conversa com Tyler. – Damon... – eu puxo sua camisa e ele me encara. – Vamos embora. – ele engole e encara o rapaz outra vez, seu olhar me dá medo, depois vira e me olha.
– Ele te machucou? – eu nego.
-Por favor... – insisto e ele se rende enfim.
Recolhemos o seu capacete e saímos sem nos despedir de ninguém, apenas aceno pra Tyler e é um agradecimento por sua intervenção, eu não duvido que Damon se atracaria com o rapaz e isso seria um problema pra ele no final.
Na saída Damon se arrasta até a moto e monta nela.
-Sobe! – ele rosna. Não mesmo.
-Vamos andando, é perto daqui.
-Sobe na droga da moto Elena, não me faça repetir. – fala impaciente.
-Você está bêbado e eu não sei você, mas não quero me machucar. – ele revira os olhos e rosna.
-Não posso largar minha moto aqui. Suba!
-Damon eu não...
-Elena! – é um grito. – Suba. Agora.
Suspiro e subo na moto agarrando sua cintura fortemente. Afundo a cabeça nas suas costas e fecho os olhos. Sinto ele sorrir. A moto liga e eu tremo com ela. O vento é quase torturante, mas não demora muito para estarmos diante de meu prédio. Guardamos a moto no estacionamento e entramos. Estamos calados no elevador. Abro a porta e logo ao final da tarefa sou empurrada pra dentro com a boca de Damon me reclamando de maneira possessiva. É um ataque implacável que me faz gemer, sua língua se encontra com a minha e me causa convulsões.
-Senti sua falta. – ele respira sem parar de me beijar. – Falta do seu cheiro, do seu gosto. – ele está gemendo, roucamente, excitantemente. Me pressiona contra a parede e retira meu casaco, passa minha camisa por minha cabeça e estou apenas de sutiã agora, suas mãos descem rápido até minha cintura, encontrando o cós de minha calça e me livrando dela, descendo diante de mim sem tirar seus lábios de minha pele. Marca com beijos o caminho entre minha boca e umbigo. Se livra da minha sapatilha e de minha calça, estou apenas de roupa íntima diante dele totalmente vestido.
-Quero tomar banho com você. – ele ofega e volta a me beijar, subindo de minhas coxas até meu queixo, parando no meu umbigo, no vão dos meus seios, distribuindo beijos e chupões molhados.
-Ainda está vestido... – eu gemo enquanto sua boca está em minha orelha, mordiscando devagar e me deixando maluca, meus braços estão suspensos ao lado de meu corpo. Ele agarra minha nuca e puxa meus cabelos, me olhando como se estivesse a ponto de me engolir.
-Ninguém pode encostar em você. – ele fala com a visão queimando minha face. – Ninguém pode tocar no que é meu. – eu franzo e cenho e ele me beija novamente. Agarro sua nuca e puxo seus cabelos com força, é uma reação automática, pois suas mãos estão reclamando meu corpo pra ele, percorrendo de uma maneira mais que excitante. Enlouquecedora.
Começo a tirar sua roupa enquanto caminhamos pro meu quarto. Damon tira seus sapatos, são movimentos desastrados, pois não queremos nos afastar, não conseguimos parar de nos beijar. O gosto amadeirado de sua boca me deixa maluca e entorpecida, seu sopro, seus gemidos, estamos esbarrando em tudo o que encontramos e logo ambos estamos nus. Damon me guia pro banheiro e entramos juntos no Box, ele não hesita e logo somos molhados.
-Oh, droga! – ele rosna. A água está gelada.
-Desculpa, — eu sorrio – não me lembrava deste detalhe. – imediatamente ajusto a temperatura e aos poucos a água fica mais agradável, ambiente. Estou pressionada na cerâmica, minhas costas doem, mas não é como se eu ligasse pra isto.
-Eu te quero Elena. Aqui. – ele diz sem fôlego e me aperta ainda mais me fazendo gemer. Seu corpo contra o meu é alucinante. – Não consigo parar.
-Estou aqui pra você. – respondo e ele geme e ergue uma de minhas pernas e me penetra. É de repente, forte, delirante.
Se move devagar dentro de mim, inicialmente apenas rebola enquanto me beija no ombro, suas mãos cravadas em meu quadril e coxa. Damon reclama a minha boca e estou quase em combustão. Há tanto o que sentir. É tudo tão intenso agora, mais do que nunca. É mais vicioso, mais quente, mais molhado. A água que escorre por nós, sua boca alucinógena em mim, suas mãos enlouquecedoras. Estou ofegante, esticada, tensa, suplicante. Tão perto...
-Damon... – eu gemo e ele aumenta o ritmo, me jogando pra cima e me fazendo bater contra a parede, as minhas costas doem. Mas tudo se entorpece, estou enrolada em sua cintura e ele investe em mim com uma vontade esmagadora.
-Nunca se afaste de mim. – ele ofega de olhos fechados e em seguida me encara, estoca fortemente e rosna. – Nunca! – eu o encaro, minha boca está aberta, pois não consigo mais encontrar minha respiração. Uma agonia envolvente se apodera de mim. Eu o quero, quero mais...
-Quero você Damon. Mais! – minha voz me assusta em retorno. É tão grave, cheia de desejo, o gemido que Damon me direciona em resposta é torturante.
-Ah, Elena... – ele ofega e aumentando o ritmo, estou prestes a explodir, a aproximação me faz delirar o puxando mais pra mim, afundando minhas mãos em seu ombro e escondendo minha cabeça em seu pescoço enquanto a água briga insistente contra minha pele.
-Ah, Damon, estou indo... – é demais, tudo abaixo do meu ventre se contrai de maneira involuntária e descontrolada, não suporto isso e estou gritando. – Ah!
Damon continua a me pressionar com estocadas, mais três e ele para, eu deslizo e fico diante dele, que me aperta na parede e ofega em meu ouvido.
-Eu te amo. – ele diz enquanto envolve minha cintura e devagar me beija do pescoço a orelha e desce pra minha boca. Eu o abraço. Todo o meu corpo lutando contra a vontade de desabar. Trêmulo, cansado, relaxado demais.
-Te amo! – falo quando finalmente posso.
Terminamos nosso banho e caminhamos envoltos em toalhas até minha cama.
-Você ia brigar com aquele rapaz? – pergunto a Damon, que me abraça por traz e acho que por conta do banho o sinto mais sóbrio. Ele respira e me joga na cama se pondo diante de mim.
-Ele te machucou.
-Ele esbarrou em mim. E não foi de propósito. – ele bufa.
-Você não sabe. Pode ter sido de propósito. Se eu vejo uma mulher como você dançando sensualmente numa pista de dança, vou ‘esbarrar’ em você com certeza. – ele usa aspas na palavra e sorri maroto.
-Acontece que nem todos são pervertidos como você. – ele dá de ombros. – Precisa ser mais paciente. Homens irão me olhar, me elogiar. Você não pode sair batendo em todo mundo que se aproximar de mim. – ele pisca. – Primeiro porque não seria sano e segundo porque você poderia cair em uma enrascada. – sorrio e me inclino o beijando. Quando me afasto ele está com uma ruga na testa.
-Enrascada?
-Sim, pode topar com um cara de uns dois metros que vai te esmagar. – ele gargalha.
-Ele poderia ter três. Se encostasse em você sem sua permissão ou te machucasse estaria morto. – eu pisco.
-Você me assusta. – ele entorta a boca esnobe.
-Que bom. – sorri e me faz cerrar os olhos perplexa. Se inclina e me beija. Um beijo calmo que logo se torna urgente, um gemido me escapa e me afasto.
-Vou fazer café. Está frio. Você quer? – ele deita preguiçoso e afirma sorrindo. Reviro os olhos e saio da cama, me envolvo com meu robe.
Damon fica me olhando enquanto saio do quarto. Vou até a cozinha e ligo a cafeteira. Minutos depois está pronto, sirvo nossas xícaras e volto pro quarto.
-Eu fiz forte pra... – eu paro. Damon está dormindo serenamente agarrado ao meu travesseiro. Não posso evitar sorrir. Eu me livro dos cafeis e me deito ao seu lado devagar. Sua respiração é tranquila. Fico o admirando com as mãos presas embaixo de minha bochecha. Sua boca entreaberta. Ele está tão lindo assim. Tão meu... Fico o olhando por segundos que se estendem por minutos e nem percebo direito quando tudo fica negro diante de mim.
...
Abro meus olhos e Damon não está ao meu lado. Me movo na cama e o vejo na poltrona ao lado da cama com a cabeça afundada nas mãos.
-Bom dia! – eu falo enquanto me espreguiço e ele ergue os olhos pra mim, uma expressão ruim.
-Finalmente! Eu rodei todo o seu apartamento e não consegui encontrar. – ele reclama levando uma das mãos a têmpora. – Preciso de aspirina. Você tem? – afirmo.
-Na bolsa. – aponto e ele revira os olhos.
-Claro, o único lugar que não mexi. – ele rosna. – Vasculha minha bolsa e saca o comprimido, saindo do quarto. Me levanto devagar e o sigo até a cozinha.
-Você está bem? – pergunto enquanto ele toma o remédio.
-Apenas ressaca. Vai passar logo agora. – diz se livrando do copo. – Vem aqui. – ele chama com o dedo e sorrio, ele me agarra pela cintura e me beija docemente. – Pensei em sair hoje com você. Faz tempo que quero ir a um lugar, mas eu não estava com humor pra isto. – ele está cheio de mistério.
-Hum... E que lugar seria este? – pergunto me agarrando ao seu pescoço. Damon me beija o rosto.
-Meu antigo apartamento. Quero ficar lá um pouco com você. – eu pisco. – Não me desfiz dele porque é tipo um refúgio. Mesmo assim faz um tempo que eu não vou lá e acho que precisa de uma limpeza...
-Ah, quer me usar como doméstica?
-Quero te usar de muitas formas Elena. – fala sorrindo torto. Safado!
-Vamos tomar café primeiro. Precisa comer. Eu estou faminta.
Ele afirma e juntos preparamos nosso café. Bem, Damon prepara.
-E eu que quero te usar? – ele diz sorrindo.
-Calado! – ele gargalha.
Quando estamos terminando o café eu o olho, está meio distante, eu diria até um tanto triste, me pergunto se é por ontem. Ele não me contou nada.
-Eu andei pensando... – ele começa. – Não toma pílula?
Ergo a sobrancelha.
-Sim. Eu tomo. – Damon pisca.
-Você é bem precavida, eu gosto disso. – fala sério e me faz sorrir.
-Obrigada!
-Quando vou poder transar com você sem camisinha de novo?
-Quando me provar que é seguro. Anticoncepcional não previne doença. – ele sorri.
-Que mulher consciente. – ele debocha. – Se você é assim tão consciente, então deve saber que homens não curtem muito preservativo. – ele fala em tom comedido e me encara cauteloso.
-O que você está querendo?
-Você, sem ter que usar preservativo. Como ontem no banheiro. – diz maroto. Oh merda! Verdade! – Foi bem melhor que das outras vezes admita!
-Vamos fazer uns checapes. – eu falo e ele sorri.
-Meus exames são refeitos a cada três meses. Vou renovar daqui a duas semanas. É muito tempo.
-Antecipe! – rebato.
-Elena, Elena... Ontem não foi bom?
-Foi maravilhoso. – falo e ele apenas sorri esnobe.
Terminamos o café em silêncio. Trocamos de roupa e logo estamos prontos pra sair.
-Vamos na minha moto. – eu assinto.
Descemos ele saca o capacete dele e um outro guardado na moto e me dá. Monta na moto e eu o sigo. Abraço ele.
-Você nesta moto comigo é um tentação. Seu corpo colado ao meu, me faz vibrar. — Sua voz provoca e o motor ronca antes que eu possa rebater, me fazendo me agarrar ainda mais a ele. Logo estamos no caminho e não é muito fora da cidade. Estamos num bairro classe média alta de Nova York. Damon para diante de um prédio e descemos. Subimos até o quinto andar. Damon saca umas chaves de sua jaqueta e abre a porta, acena pra que eu entre primeiro. É um lugar pequeno, mas bem decorado e confortável.
-Tinha razão. Lembra meu apartamento. – sorrio pra ele enquanto está abrindo as cortinas, deixando a luz invadir o local.
-Não está tão mal. – ele sorri.
-Sim, nem cheiro de mofo tem. – rebato e ele me olha perplexo e avança pra mim me jogando embaixo dele no sofá.
-Podemos vir aqui sempre que quisermos sumir. – ele fala provocando com o olhar e me beija.
-Hum... Tentador. – falo e depois de puxar seu lábio e finalizar o beijo.
-Estou com sede. – ele reclama. – Tem um pequeno mercado não longe daqui, eu vou rápido e volto. Precisamos de algumas coisas. – assinto, ele me beija e se vai.
Eu suspiro e olho em volta. Há algumas fotos dele com Sofia aqui. Várias na verdade. Algumas com Alaric e Stefan. Eu entro nos quartos. Há dois. Um ainda mantém uma decoração infantil. Tema safári. Sorrio. Continuo andando e estou no dele. Muito arrumado, como seria diferente? Sorrio boba com meus pensamentos. Ele é muito perfeccionista. Me viro pra outra direção e travo. Cristo!
Há retratos dele com Rose por toda parede. Me lembra o mural na sala de Alaric. Devem ter umas duzentas fotografias ali, todas com ele. Apenas os dois. Isso me faz engolir. Eu mal sabia da existência dela, não haviam fotos dela em nenhuma parte. Só naquela caixa escondida no chalé. Como se tivesse que ficar engavetada, mas aqui, no refúgio dele, ela está por todo lado, no quarto dele. Perto dele. Por que manter estas fotos aqui? Só ele vem aqui, quando quer sumir. Sumir e ir pra onde? Pra mais perto dela? Meu Deus! Ainda a ama.
Fujo do lugar não antes de pegar uma das fotos e trazer comigo, volto pra sala. Como se não tivesse visto nada. Minha mente está negra.
-Oi. Não demorei, certo? – Damon diz sorrindo ao voltar depois de umas meia hora, cheio de sacolas. – Nada mudou na vizinhança. – fala sorrindo e retribuo forçadamente. – ele pisca. – Tudo bem? – apenas afirmo calada. – Vou preparar o almoço. Me ajuda? – me ergo e o sigo.
Ajudo Damon com o almoço e depois que terminamos de comer e limpar tudo estamos sentados juntos na sala, mas cada um em uma ponta do sofá. Damon me encara feio a um tempão.
-Sério. O que você tem?
-Ainda não me falou como foi ontem com Rosalie. E o que aconteceu pra você chegar bêbado na festa da Bonnie. – ele revira os olhos.
-Não estava bêbado.
-Quer tentar novamente?
-Eu não estava. Eu bebi, mas não estava, fiquei depois, porque continuei bebendo.
-Damon, me responde uma coisa... – ele encolhe os ombros e me encoraja. – O quanto ela ainda mexe com você? – ele abre a boca e solta a respiração de maneira pesada.
-Elena...
-Só me responda sinceramente.
-Ela não mexe comigo.
-Me conte o que aconteceu ontem.
-Eu levei a Sofia para vê-la. Ela relutou, não queria ver ela. Eu a convenci lhe falando umas verdades, ela cedeu. Recebeu Sofia, depois de um tempo deixei elas a sós. E foi isso. A hora da visita acabou. Sofia saiu e voltamos pra casa.
-Por que bebeu?
-Eu não sei, eu... Apenas bebi não é nenhum crime.
-Não, não é. – suspiro. Damon se aproxima de mim. Acaricia meu rosto.
-O que foi? Está estranha desde que voltei do mercado. – eu não respondo. Apenas saco do meu bolso a foto que tirei de seu quarto e Damon me encara de olhos arregalados, em seguida e ele vai falar algo, mas hesita. Depois suspira e pega a foto. – Claro, você viu.
-Vai ser sincero comigo agora?
-Eu estou sendo sincero Elena. Olha tem muita coisa sobre mim que você não sabe, não comece a julgar.
-Estou querendo saber e estou dando a chance para que você me conte e eu não te julgue. – ele começa a se inquietar.
-Não gosto de mexer nisto. Está no passado.
-Pra mim é bem presente. Você a viu ontem.
-Elena...
-Damon, por favor, se vamos ficar juntos não pode esconder seus sentimentos de mim, tem que ser sincero comigo e com você. Pra não sofrer, não me fazer sofrer. Você disse isso, é a verdade. Seja honesto como sempre tem sido. – ele se ergue do sofá e eu o sigo com os olhos.
-O que você quer que eu diga? Que ainda a amo? – eu engulo. Ama?
-Quero a verdade. – falo sentindo um nó em minha garganta.
-Não a amo. Não mais. Isso se foi a muito tempo. Apenas tudo o que vivemos juntos gerou um fruto, minha filha. E quando eu estava aqui eu tentava fazer de nós uma família. Sofia, ela e eu, mas ela já não estava e esta – ele ergue a foto em sua mão – era a forma que eu encontrava de a ter aqui conosco enquanto ela estava presa naquele lugar. Eu deitava naquele quarto e ficava falando sobre minha filha com aquelas fotografias. Eu queria ela aqui. É o lugar dela. Mas ela não estava. – ele para, quase ofegante. Não sei o que dizer. – Ela é a mãe da minha filha e Sofia merece uma família. Só que por muito tempo eu tentei lhe dar uma, sem sucesso.
-Queria estar com ela?
-Não, Elena! – ele grita e se ajoelha diante de mim. – Isso já acabou. Eu me casei, duas vezes.
-E por que você acha que não deu certo? – ele engole.
-Eu não sei. Faltava alguma coisa. Nelas, em mim.
-Elas não eram a Rosalie Damon. Era isto que faltava. – me ergo e o deixo no chão. Estou indo até a grande janela.
-Elena, não. Pare! Sei o que você está pensando. Não é assim.
-E como é? – eu grito me voltando pra ele.
-Não! – ele ofega, estou sentindo minha face molhada. – Não faça isso, não me sinto assim.
-Como se sente?
-Quando me casei com Andie eu a amava, o mesmo com Rebekah. Cada uma me fazia bem a sua forma, mas faltava algo nelas. Eu não me sentia bem, não me sentia vivo. Por muito tempo eu achei que Rose fosse a única mulher na fase da terra a quem eu amei. Pois ela não me fazia sentir o vazio, a falta que as outras faziam. Mas ela não era perfeita. O vício dela era mais importante que eu, que nossa filha, que nossa vida juntos e quando eu percebi isto, eu pude me afastar e parar de lutar por nós.
-Você ainda a ama?
-Eu amo você Elena.
-Como? – ele passa as mãos no cabelo e vem até mim. Segura meus ombros.
-Você é completa. Eu amo absolutamente tudo em você. Até seus defeitos. Você me faz bem sendo o que é. Como é. Eu te amo demais.
-Andie ainda está na sua vida, Rebekah ainda te envia contas de cartão, mesmo divorciados e Rosalie... Nem preciso dizer.
-Andie é minha amiga. Rebekah precisa de mim e Rose é a mãe da minha filha. Fazem parte de mim. Eu não seria eu sem elas Elena, são pedaços de minha vida, me compõem.
-E o que eu sou? Que parte eu ocupo em sua vida? Sua assistente- amiga- amante- namorada? Um porto seguro? Travesseiro?
-Elena, para com isso. Você é a mulher que eu amo. Eu amo você mais do que nunca pude amar nenhuma delas. É um amor que me faz bem, me deixa leve e completo. Você é tudo pra mim.
-Damon eu não posso acreditar em você.
-Por que não?
-Eu... – fecho os olhos.
-Sente isto aqui. – minha mão está em seu peito, acelerado enquanto ofega. – A simples ideia de que você quer se afastar me causa isto. Não se afaste de mim.
-É apenas medo. Medo de perder o que te faz bem. Não é amor.
-Eu te amo. – ele fala forte e se aproxima colando nossas testas, minha mãos ainda presas a seu peito. – Eu não quero mais ninguém. Eu só preciso de você. Não sei mais viver sem você.
-Damon... – quero relutar.
-Você não me ama? – pergunta me encarando forte. – Não me ama Elena?
-Claro que amo! Mais do que deveria.
-Eu também. Mais do que a mim. Como nunca com nenhuma outra. O que viu no meu quarto não significa nada pra mim. Eu não te traria aqui pra te magoar assim. Não é nada, não importa. Não me diz mais nada, sobre ninguém. Apenas queria você aqui comigo. Pois já vivi muita coisa boa aqui e queria repartir com a mulher mais importante pra mim. A que eu amo. A que eu quero que seja minha para sempre.
E eu não resisto mais. Como poderia? Eu o amo com a mesma intensidade. Agarro Damon e o beijo firme. Eu não quero deixar ele ir jamais.
-Me desculpa. – eu imploro e ele apenas me beija desesperadamente. – Eu vi você chegar na festa ontem daquele jeito. Eu pensei... Você me traz aqui e vejo aquele quarto e... eu achei que... a Damon, eu amo tanto você. Não saberia o que fazer se te perdesse. Eu iria sofrer demais.
-Eu também. Elena ontem... Eu estava me sentindo tão assustado, tão sufocado. Eu levei minha filha praquele lugar. Evitei isso toda uma vida. Eu estava com medo. Era a única coisa que me prendia a ela. Essa culpa com minha filha, o temor deste encontro, deste dia. Quando tudo acabou eu me senti tão leve. Eu... Eu corri com meu amigo pra beber e depois eu corri pra você e estava tudo tão perfeito. Eu estava com você, leve. Ah Elena, eu me sentia inteiro pra você. Finalmente. Sem dúvidas ou medos. Eu... – ele para e eu o beijo uma e outra vez.
-Eu sei... Agora eu sei... Me desculpa eu... Esquece isso. Vamos esquecer? – ele apenas afirma, seus olhos manchados de vermelho, marejados. – Eu te amo. Me desculpa. É que tenho tanto medo de te perder.
-Eu também tenho medo de te perder. Não saberia como funcionar sem você. Você não é apenas uma parte de mim, se tornou meu eu inteiro. Quando penso e respiro e vivo... Tudo me remete a você. Seu riso, seu jeito. Oh Elena se soubesse como me sinto por você. Você é minha. – ele me agarra pra mais perto e me beija.
-Sua. – ofego quando posso e nos perdemos um no outro. Entre beijos e carícias. Gemidos e suspiros.
Invadimos o apartamento e logo estamos no quarto dele. Damon me joga na cama ignorando tudo ao redor. Eu encaro a parede ao nosso lado. E ali, em seus braços, não consigo sequer lembrar o que tanto me incomodava nela. São apenas imagens de um tempo que não volta mais. Este é meu tempo com Damon. Um tempo que por mim durará até que eu morra ou ele deixe de me amar.
-Posso perguntar se repensou minha proposta de hoje cedo? – ele ofega em meu ouvido me fazendo arrepiar.
-Sua oferta...? – minha mente está perdida. Damon roça seu quadril contra o meu e entendo sua pergunta.
-Quero sentir você, sem reservas. – está respirando com dificuldade.
-Você me tem sem reservas. – respondo e solto um riso de provocação. Ele geme.
-Elena. Não resisto a você. – está me enlouquecendo, mas também o enlouqueço. – Me deixe te sentir. Toda você.
-Sou sua Damon. Apenas sua. – ele geme. Nos despimos e logo estamos pele contra pele. Suados. Sedentos.
-Eu te amo demais mulher. – ele fala incoerente em meu ouvido e o sinto deslizar bruscamente pra dentro de mim. Agarro suas costas como um animal com garras e ele inclina o corpo para traz em resposta.
Seus movimentos não me deixam raciocinar, apenas o quero, mais e mais... ainda mais. E me entrego, convulsionando e me derramando ao redor dele. Entregue, feliz, amada. Damon me segui exausto, caindo sobre mim.
-Você é tudo. – fala beijando meu colo e seios.
-Sou sua.
-Sim, somente minha.
Notas finais
-Tyler e Caroline.
-Katherine.
-Festa de Sofia.
-Elijah.
-Passado do Damon.
Não necessariamente nesta ordem kkkkkkkkkkkk
Acho que último ponto é o mais polêmico. hahahahahaha
Beijos!
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