Ele III: Com Ele

54 Com Ele: intervenção.


Notas iniciais
Olá! Até que não demorei. Obrigada pelos comentários de vocês. Me ajuda muito a decidir o rumo das coisas... Beijos e boa leitura!

–Meu Deus! – ela suspira do outro lado.

–Não queria ter que te contar isto por telefone. Eu preferia que estivesse aqui. – falo me acomodando em minhas almofadas.

–Por isso ele andava com hábitos tão esquisitos. Eu nunca vi meu pai mais em casa do que estava ultimamente. – me remexo com a vontade de me justificar. Damon é pai dela e ela pode muito bem me achar uma estúpida com tudo isto.

–Sofia, antes de mais nada quero dizer que não tenho a intenção de controlar a vida de seu...

–Nem continue. – ela me para e eu me sinto esfriar — Eu entendi a intenção de seu contrato assim que você descreveu as primeiras cláusulas, muito embora eu discorde de algumas delas. Você exagerou naquela coisa da roupa e da moto. Ele ama pilotar aquilo.

–Minha mãe me disse o mesmo, e eu sei que em uma ou duas coisas era minha mágoa falando, mas o que eu quero de verdade...

–É que ele perceba que a vida que você propõe é a que ele deveria ter. Eu sei. Se ao menos você o deixasse dormir com você e fosse mais dócil ao invés de mais mandona. – ela sugere e eu bufo.

–Sofia você conhece seu pai. Todas as vezes que fui dócil e me permiti ceder ou bajular eu recebi patadas. Ele foi grosso e muitas vezes estúpido. Só houve uma vez em que ele portou-se diferente comigo ao longo de todos estes anos. – suspiro com a lembrança.

–Quando seu pai morreu. – ela completa.

–Exato.

–Por que ele se sentia culpado, em alguma medida.

–Bem, eu entendi e vou te ajudar. Ainda não entendi o que você quer que eu faça, mas ajustamos nossos ponteiros da próxima vez que eu for aí. Quanto a April... Pode deixar comigo. Aquela cobra mirim não vai mais jogar com o meu pai.

–Obrigada!

Ficamos conversando um pouco mais sobre ela, a universidade, Heitor e Damon, é claro. Quando desliguei, estava me sentindo preguiçosa demais pra levantar e fiquei na cama. Acordei com batidas em minha porta.

–Elena!? — era Damon – Elena, porque está trancada? – eu estou? – Elena, você está aí? – as batidas se tornam insistentes ele volta a chamar. Desta vez um grito. – Elena!- por Deus, o que deu nele? – levanto devagar, um pouco tonta de sono e me envolvo no meu roupão, ainda tentando centrar uma linha de pensamento, estou grogue, mole. Ouço mais batidas e chego a porta a abrindo. Dou de cara com um Damon confuso e meio pálido. – Custava você me responder? – ele pergunta indignado.

–Aconteceu alguma coisa? – pergunto esfregando os olhos, ele entra no quarto e fecha a porta atrás de si enquanto eu caminho devagar pra cama.

–Você está doente? – me pergunta.

–Não.

–Sente-se mal? – insiste.

–Não.

–Eu liguei para Janet no final da manhã e lhe pedi que avisasse que eu não poderia vir no almoço. Ela me falou que você não tinha nem descido ainda. Que seu personal ficou te esperando por horas, mas você não desceu e ele se foi – esqueci dos meus exercícios, droga! – Você não desceu pro almoço, não saiu do quarto o dia inteiro, ela ficou preocupada quando você não respondeu as batidas na porta e me ligou. Desde quando você se tranca?

–Que horas são? – pergunto ignorando sua pergunta e ele me olha feio antes de soltar um suspiro e me responder.

–Pouco mais de sete da noite. – minha boca cai.

–O quê?

–Você estava dormindo este tempo todo? – ele ergue a sobrancelha.

–Sim, eu... Nossa! Ainda estou grogue de sono. – ele parece suavizar e sorri com gentileza enquanto me acomodo outra vez na cama.

–Gravidez tem destas coisas, mas você precisa comer. Ficou o dia inteiro só com o café da manhã. – ele fala sentando aos pés da cama.

–Me sinto saciada. – falo agarrando meus travesseiros.

–Mas não está. Vou pedir a Janet que suba com um lanche leve pra você. Algumas frutas e yogurte com granola? – ele oferece sorrindo. De repente isso passou a ser minha mistura favorita no mundo.

–Um sanduiche com muita maionese também e chocolate quente. – ele sorri.

–É claro. – ele a chama na porta, lhe diz o que eu quero, depois volta e fica me olhando na cama.

–Ela te chamou?

–Sim. Eu estava indo a Manhatan quando ela me ligou.

–Manhantan?

–Sim. Era uma reunião importante com os sócios de Stark.

–Em Manhatan? – ele afirma. – Voltou atrás na coisa do contrato? – ele nega. – Porque não?

–Não quero falar disto, Elena.

–Damon, você já parou pra pensar que a quantia que ganharia nesta empreitada seria o suficiente pra devolver a empresa pros Salvatore? – ele me olha. Sento na cama para o encarar melhor. – Você podia fazer a proposta a Klaus, embora ele seja testa de ferro de Elijah tenho certeza que pela quantia certa ele deixaria o irmão para trás. E te devolveria as ações que eles compraram. A Salvatore seria sua sem nenhum Mikaelson lá dentro. E se Elijah resolve te desafiar ou convencer o resto do conselho...

–Ele não fará nada. Ele nem tem coragem de se por na mesma sala que eu estou. Aquele covarde.

–Damon – suspiro – Um dia você me fez CEO de sua empresa, porque você acreditava em minha visão e capacidade, essa seria uma decisão de um CEO sábio e você sabe disso. Só o que precisa é voltar atrás na sua palavra de que nunca trabalharia com Johnny... – ele se remexe em discordância – Mas pense! Você teria a empresa de seu pai para você e seu irmão novamente e tudo isso viria apenas com uma parceria de um ano com Stark.

–Já conversei com você sobre isto Elena...

–Você não precisa ficar um ano fora. Imponha suas condições. Ele aceitaria qualquer coisa. Damon... – suspiro me sentindo cansada. Porque é tão difícil pra ele romper a porcaria de seu orgulho? – Diga ao menos que irá pensar. Você sabe que o que falo tem sentido.

–Tudo bem. – ele suspira – Eu vou pensar. Agora fique quieta. Você está pálida como cera e me deixando nervoso. – estou? Ele fica me olhando como se eu fosse capaz que passar mal a qualquer momento, mas me sinto bem. Só um tanto cansada e tonta e depois do que ele me ofereceu, com fome.

–Você parece cansado. – presto atenção nas pequenas gotículas de suor em sua testa.

–Foi um dia puxado. – fala sorrindo torto ao final.

–Problemas?

–Não. – ficamos nos encarando. E então Damon chega mais perto de mim, sentando ao meu lado. – Você já conseguiu sentir? – ele pergunta acariciando meu ventre.

–Às vezes. É uma sensação estranha. – explico sorrindo, antes que eu possa evitar minha mão está sobre a dele. – Talvez se você ficar bem quieto possa sentir também. Aqui. – aperto sua mão enfatizando o lugar.

–É muito cedo, Elena. – ele sorri me olhando com convicção. — Saberei esperar. Tenho aprendido a ser paciente ao longo dos anos. – ele fala num tom mais sugestivo, me engolindo com os olhos. Agradeço quando ouço Janet bater na porta. O som faz tanto eu quanto Damon nos sobressaltarmos e eu percebo como estávamos perto um do outro. Ele pigarreia e levanta para ajudar ela com a bandeja. Quando ela me serve e sai ele fica ao lado da cama me encarando. – Bom, eu vou... Er... Deixar você comer. Vou tomar um banho e tentar trabalhar um pouco lá embaixo. Boa noite! – ele está meio vermelho e sem jeito, mas ele também está estranho.

–Obrigada! – falo antes que ele possa sair.

–Pelo quê? – quer saber.

–Por cuidar de mim. De nós. – falo com a mão na barriga.

–Meu dever, certo? – sorri ironicamente.

–Mas está parecendo algo mais natural que obrigatório. – insisto quando ele me dá as costas outra vez.

–Claro que é natural, Elena. Eu amo você. Amo esta criança. Vocês e Sofia são minha vida. Faço qualquer coisa por vocês. Para que estejam sempre bem. – fala tudo isto de costas, sem me olhar. – Coma. Me chame se precisar de qualquer coisa. – ele se vai. Não sei porque eu estou com um riso bobo nos lábios. Começo a comer meu lanche,está tudo tão delicioso. O chocolate, o yogurte com granola... Toda esta maionese e... Oh! Droga!

Num impulso forte eu corro da minha cama para o banheiro, me jogando no chão frio para por pra fora tudo que tinha acabado de comer com tanto gosto. Sinto meu corpo vibrar o mundo gira ao meu redor. Minha garganta está queimando e novamente aquele impulso no meu estômago me faz gemer e me debruçar sobre a privada. Essa ação se repete várias vezes, me sinto tão fraca que quando tudo acaba não consigo levantar e fico no chão do banheiro, tentando normalizar minha respiração, sinto frio causado pelo meu suor gelado. E sinto meu estômago se remexer outra vez. Não aguentando mais isso, começo a choramingar por ajuda. Chamo por Janet, mas não tem como ela me ouvir. Se ao menos eu tivesse forças para chegar ao interfone.

É quando eu escuto passos vindos do quarto de Damon.

–Janet! – chamo novamente. – Janet, é você aí? – minha voz está sufocada pela pressão em meu estômago e a ardência de minha garganta, eu só quero levantar. – Janet! – chamo outra vez. A porta de acesso ao quarto de Damon se abre e eu vejo que é ele mesmo que vem pra cima de mim. Quando suas mãos quentes tocam a pele gelada de minha face, meu corpo inteiro reage.

–Elena, o que foi? – sua voz está alarmada e eu quero muito que ele me tire do chão, mas ao mesmo tempo quero afastá-lo, pois meu estômago dá sinais de atividade outra vez. – Amor... – ele insiste e eu o empurro pro lado voltando a vomitar. Eu já não aguento mais, meu estômago está doendo tanto. Sinto Damon afastar meus cabelos e esfregar minhas costas. – É isso que acontece quando você passa o dia sem comer direito. Não pode fazer isso, Elena. Deve dar melhores instruções a Janet. Te acordar nas horas da refeição e fazer o favor de não se trancar no quarto. – o tom de sua voz não é severo, é doce, gentil. E suas mãos quentes em minhas costas começam a me deixar mais confortável. Quanto eu ergo minha postura acabo encostando em seu peito. Me sinto tão exausta e tonta. Ele me envolve em um abraço, beija o topo de minha testa. – Você toma algo pra enjoo? – afirmo com a cabeça – Pode me dizer onde está?

–Segunda prateleira, numa caixa branca. – minha voz sai em pedaços ofegados.

–Certo. Vem aqui. – ele me ergue do chão em seus braços e logo estou de volta a cama, onde vejo o resto de minha refeição matadora, só a visão me faz gemer outra vez.

–Pode tirar isto daqui? – peço, tentando não sentir o cheiro que ainda vem do sanduíche.

–Eu vou levar lá pra baixo e vou subir com água pra você. Mais tarde talvez você tente comer novamente. – eu o olho em total negação. – Olha, você só passou mal por que ficou horas sem comer e quando fez isso exagerou um pouco na diversidade do cardápio. Mas precisa comer. Ou o mal estar não vai passar. Ao menos um caldo, algo leve que pare em seu estômago.- o olho confusa.

–Como você é um especialista nisso?

–Eu cuidei da Rose durante toda a gravidez praticamente sozinho. Eu li muita coisa. – suspiro ao lembrar disso.

–Verdade.

–Tente não se mexer, eu já volto com a água e o remédio.

Ele sai levando a bandeja e eu fico na cama quieta, normalizando a respiração. O mundo ainda está girando e estou trêmula. Quando Damon volta com a água e o remédio mal consigo me sentar pra tomar. Ele me apoia.

–Agora fica aí parada enquanto a Janet termina de preparar um caldo pra você. – fala me ajudando a deitar novamente.

–Estou me sentindo suja. – reclamo.

–Quer que eu peça pra ela te preparar um banho ou algo assim?

–Sim, por favor.

–Tudo bem. Continua quieta, ela vai subir e te ajudar com isso. – diz indo pra porta.

–Damon... – chamo manhosa e ele se volta de imediato.

–Que foi? – me olha atento.

–Janet não pode me carregar. – falo sem jeito ele ergue a sobrancelha.

–Verdade, você está branca como um papel e mal consegue sentar sozinha. Vou interfonar pra ela continuar cuidando de sua comida na cozinha enquanto eu fico aqui e encho a banheira pra você.

–Não acho que seja uma boa ideia você me dar um banho. – explico. — Apenas ia pedir pra você ficar aqui comigo, me levar pra lá e depois quando eu estiver devidamente vestida me trazer de volta, no resto Janet pode me ajudar.

–Hum. Vou pedir pra ela subir. Você me chama quando precisar, vou estar logo ali, ao lado. Terminando meu trabalho.

–Obrigada!

–Disponha. – força um riso e sai.

Eu tomei um banho, tomei um caldo quente e saboroso que, como Damon previu, ficou no meu estômago e o aqueceu. Era quase meia noite quando ouvi a voz de Damon. Vindo do banheiro. Eu levantei e me aproximei da porta trancada para ouvir melhor.

–Quando você acha que vai dar pra começar?... Excelente! E me fale...Você faz realmente tudo o que dizem?... Ótimo! Quero que você acabe comigo. Minha esposa não tem me ajudado muito como eu já lhe falei. Eu estou com muita energia e preciso descarregar. Quando podemos nos encontrar e combinar o preço?... Meu amigo me garantiu que você é boa no que faz. Ele mencionou a parte do colchonete. Disse que acabou com ele... – eu acho que estou em algum transe ou pesadelo, porque não tem como eu estar ouvindo esta conversa, depois do que ele me disse hoje. – Estamos combinados então, senhorita Johnson. Esperarei você entrar em contato comigo. Lembre-se de ligar pro meu celular. É importante que você trate apenas comigo. Não ligue pra minha empresa, nem pra minha casa... Até mais ver. – ele desliga e eu estou no chão. Ele vai me trair? Será isso mesmo?

Eu volto pra cama totalmente perdida e abalada. Numa briga interna. Tentando ignorar o que ouvi e gritando comigo mesma por ter escutado tudo. Seria melhor se eu não soubesse.

Eu passo o resto dos dias até a volta de Sofia tentando não encontrar com Damon. Não sei ao certo que posição tomar depois do que ouvi. Quando a pobre moça cruza a porta da entrada de sua casa eu mal lhe dou tempo de entrar.

–Nossa! — ela reclama quando eu praticamente a puxo pro escritório do pai. – O que deu em você? Fez suspense a semana interia por causa desta coisa da ligação.

–Não queria cometer o mesmo deslize do seu pai. – ela revira os olhos.

–Sou toda ouvidos, Elena.

–Acho que seu pai está me traindo? – a boca dela cai.

–Hein!? Como assim? – ele senta e fica me olhando caminhar de um lado pro outro.

– Ele estava mandando uma mulher acabar com ele, como fez com um amigo dele, e disse que tinha muita energia reprimida e que eu não o ajudava nisso e que queria que ela usasse a técnica do colchonete com ele. – ela franze o cenho numa careta.

–Técnica do colchonete? – repete enjoada.

–Exatamente! Acho que ele vai me trair ou já está, não sei.

–Elena.... – ela começa — É do meu pai que você está falando. Você sabe que ele pode ter muitos defeitos, mas traidor ele nunca foi. Ele jamais faria algo assim, muito menos com você. – ela fala entediada.

–Como você explica o fato dele ter pedido pra ela tratar direto com ele, sempre? Não ligar pra cá nem pra empresa? – dá de ombros, como Damon faz.

–Deve ser outra coisa.

– Que coisa?- praticamente grito.

–Sei lá, Elena. Alguma coisa do trabalho. – ela acompanha meu tom -Meu pai jamais faria uma coisa assim. Ele aguentou anos de bebedeira da Rebekah, depressão da Andie, toda a coisa da Rose, mas nunca precisou trair nenhuma delas.

–Como você sabe? – provoco.

–Eu sei. – fala convicta.

–Ele certamente saberia esconder algo assim, se ele quisesse. Ele tem dinheiro, pode pagar pelo silêncio de muita gente.

–Você está deixando sua insegurança te deixar maluca. É do meu pai que você está falando... Se ele te trair a coisa do contrato acaba, ele te perde, perde o bebê. Vai por mim, não é isso.Você só está grávida e mais insegura e paranoica.

–E se não for isso? Rebekah podia ter problemas, Andie, Rose, mas ele era realmente casado com elas. Dormiam na mesma cama a noite, faziam amor...

–Se estes fatos estão te causando tanta insegurança, porque você não se livra destes termos ridículos? – ela desafia.

–Você está de que lado?- pergunto e ela me olha com cara feia.

–Do lado dos dois. Vocês são dois teimosos. – bufa — Se amam mais que tudo e estão aí, vendo quem vai quebrar primeiro.

–Eu não vou suportar algo assim Sofia. Damon não pode me trair. Seria o fim pra mim. O cúmulo.

–Então o que você pretende fazer? Porque já está segura de que ele te trai. Então é só ir até ele, jogar na cara dele que ouviu tudo, fazer valer o contrato e acabou. – eu a encaro, não quero isso. — Se você me esperou durante toda semana e está aqui discutindo sobre o que fazer, é porque no fundo você não quer acreditar, assim como eu, estou certa de que não é nada disto. Então o que nos resta é tirar a sua dúvida. É isso o que você quer de mim e eu vou te ajudar. Como uma enteada que te ama muito. – termina ao final. Toda segura e esnobe. O tempo passa.

–Como você ficou assim? – falo admirada e ela sorri.

–Você e Damon estão começando a falar igual, sabia? – ri de mim.

–Você não tem ideia de como foi complicado passar esta semana interia com esta coisa dentro de mim. – falo sentando na cadeira a sua frente e Lea me encara e começa a falar de novo.

–Primeiro você vai ter que me falar tudo o que você sabe e do que está duvidando. Para que possamos agir.

–Tudo bem. É o seguinte. Depois da ligação eu pedi pro Pedro, o chefe da minha segurança, ficar de olho no Damon pra mim. – ela arregala os olhos.

–E?

–Acontece que nos dias da academia, ele sempre vai pra outro lugar e fica lá por horas, mais do que costumava ficar com o personal. Na empresa Caroline falou que ele tem remarcado várias reuniões, por motivos adversos e... – hesito.

–E, o quê?

–Ele continua perdendo as consultas médicas. Principalmente com o cardiologista.

–Além de estar desconfiada está preocupada. – confirmo. – Entendi. Bem, vamos fazer assim...

Eu fiquei ouvindo os planos de Sofia. Eu podia conversar isto com Bonnie, ou minha mãe, mas elas já tem suas próprias complicações e agora Sofia faz parte de minha nova família e precisamos nos unir pra conseguir algo com Damon.

–Você entendeu? – ela pergunta.

–Não estou muito segura quanto a isso.

–Você quer saber a verdade e você vai saber. E quanto a coisa do marca passo, vamos ter que falar com o médico dele e fazer uma intervenção. Dar um choque de realidade como tio Ric sugeriu. Nem que eu tenha que amarrar o Damon ele vai se cuidar.

Não gostei muito do plano, mas acho que vai funcionar. No fundo eu seria capaz de qualquer coisa pra tirar de mim a dúvida sobre o Damon.

Notas finais
Bem, algumas pessoas se mostraram curiosas sobres três de nossos personagens. Robert, Sofia e Heitor. Estão tentando imaginar quem eles são. Robert eu já falei que é o Jensen Ackles, na minha cabeça, pois ele me lembra muito o Ian (nosso Damon). aqui vai uma foto, pra quem não o conhece: http://soffk7.files.wordpress.com/2013/09/jensen_ackles_1_large.jpg Sofia vem em minha mente a Laura Richis: http://data2.whicdn.com/images/102715652/thumb.jpg Heitor é sempre nos meus pensamentos o gato do Kevin Zegeres: http://cdn02.cdn.justjared.com/wp-content/uploads/headlines/2009/09/kevin-zegers-gossip-girl.jpg é isso! Até mais.