Ele III: Com Ele

5 Acorda querida!


Notas iniciais
Eu aqui- primeiro Tielly, foi mal, mas ontem eu pirei com o episódio e não revisei pra postar - postando um novo capítulo, espero que gostem.
O que foi aquilo de ontem???
Elena sendo uma vampira, os Salvatore brigando e no final voltando, em parte a sua relação de irmãos que se amam, família. Hayley e Caroline. Jeremy caçador, um dos cinco. Uou! Muita coisa.
Ok, parei. Focando em ELE. Boa leitura!

Quando a manhã de domingo chegou eu estava radiante. Eu adorava o meu pai e não via a hora de vê-lo. Matt foi trabalhar logo pela manhã, eu estava no apartamento revendo umas coisas do trabalho, tentando adiantar umas tarefas, Damon sendo tão exigente, isso se fazia bem necessário. A simples menção de pensar sobre ele fez meu telefone vibrar e encarei seu nome na tela. – ele tem uma espécie de radar? Só pensei nele oras. — Certo, isto era bem estranho, ele está longe e a trabalho o que quer comigo a esta hora num domingo?

-Damon? – atendi com voz vacilante.

-Sofia ligou pra mim. Ela precisa falar com você. Meu motorista vai levar você pra almoçar com ela. Passa pra te pegar em meia hora, esteja pronta. – Uou, espera aí... é domingo, não seria melhor perguntar se estou disponível? Não estou em horário de trabalho, ele pode mandar assim em mim?

-Dam... – eu não pude responder, estava ouvindo o som da ligação encerrada. Há! Ele acha o que?

Eu estava irritada. Nem meus pais tinham este tom comigo. Eu sempre tomei minhas próprias decisões. Bufei. Arremessei o celular longe, que ódio dele. – o celular toca outra vez, Damon de novo. – Eu estou correndo feito maluca pra alcançar o telefone? Sério?

-Damon... – falo esbaforida.

-Já sabe sobre a comida e bebida. Sofia pode ser bem convincente quando quer. Ela não pode comer besteira. – fala logo Elena.

-Damon, tenho compromisso com uns amigos agora pela manhã e... – eu não tinha, mas ele não precisava saber, precisava apenas saber que eu tenho vida social, caso ele não tenha uma.

-Ouça. Eu não queria mesmo ligar pra você. Estou perdendo tempo aqui. Estou trabalhando, não de férias, mas minha filha não me daria sossego se eu não o fizesse, e nem pense que isto é uma justificativa, porque não te devo explicações, se Sofia quer sair com você acho bom que você saia. Se preza seu emprego, é claro. – Uau. Entendi. E novamente ouço o som da chamada desligada.

Oh! Ele é tão frustrante, e arrogante, e grosso, e metido. Argh!

Fui tomar banho e me vestir, tinha o que agora, 25 minutos? Rapidamente estava pronta e quando peguei minha a bolsa ouço o som da buzina do carro em frente ao meu prédio. Meia hora exata desde a primeira ligação, penso olhando a hora da chamada no meu celular. Incrível o que este homem faz, mesmo distante. Quer dizer, não era como se ele estivesse ali do lado do motorista cronometrando, mas era isto o que parecia, ele mete medo em todo mundo. Loucura isso, eu sei, mas metia em mim também.

-Bom dia senhorita. – diz o motorista de Damon, um homem aparentemente jovem demais. Talvez nem tanto, tinha a mesma idade de Damon, eu acho.

-Elena. – eu falo simplesmente.

-A senhorita Sofia a espera. Podemos ir?

-Claro!

No caminho, minha curiosidade não me deixa em paz.

-A quanto tempo trabalha pro Damon, senhor...?

-Apenas Mason. Sete anos. – Nossa, um vencedor, sete anos com Damon. – Meu pai trabalhava pro senhor Salvatore. Depois que ele morreu continuei a trabalhar pras eles.

Hum, ele parece falar bem. Gosto mais assim.

-Então você o conhece muito bem. – ele me encara pelo retrovisor e parece entender o que quero, eu engulo. Que merda!

-Você é a nova Caroline. Parabéns! Milhões de garotas se matariam por este trabalho. – Sério? De novo?

-Todo mundo fica me dizendo isso, ainda não entendi o porque. – bufei cruzando os braços e ouvi seu riso preso. – Eu estou saindo a trabalho num domingo. Isso não é exatamente o meu sonho de emprego.

Ele não fala mais nada. Nem eu, ele me leva direto pra o mesmo restaurante da outra vez.

Ao entrar eu anuncio que estou sendo esperada por Sofia Salvatore e logo me encaminham até sua mesa. O detalhe é: ela não está sozinha. Andie, a ex está com ela. Por que?

-Oi Elena! – diz Sofia risonha. – Bem na hora. – eu sorrio e Andie me olha dos pés a cabeça. Ela está rindo em deboche? Talvez pelo o que visto. Certamente pelo o que visto, Jeans, blusa branca simples e tênis.

-Olá. – falo sorrindo pra Sofia e me sento — Senhora Star. – ela acena com a cabeça.

Certo, estamos em silêncio, eu me encolho na cadeira enquanto elas me olham risonhas e receptivas.

-Sofia me falou sobre sua ideia pra festa dela. – minha o que? Oh não, vá com calma.

-Apenas tentei apresentar uma solução. – disse meio sem jeito.

-Foi uma boa. Eu estarei fora da cidade nesta semana e bem, não poderei ajudar a Sofh, ela me disse que você podia fazer; — eu posso? – Bom, se você trabalha pro pai dela certamente pode ajudá-la com a festa. Rebekah estará presa com outras coisas.

-Entendo. – digo quase sem voz. Sofia está distraída no seu celular. É um novo?

-Bem, eu não vou ficar, tenho um almoço com meus sócios em dez minutos, eu só vim pra deixar com você toda a lista dos preparativos, músicos, e docerias, em fim. – ela me passa uma pasta bem espessa. – Você pode ir adiantando algumas coisas. O que já está resolvido está marcado. Agilize o que puder. Sofia fez questão que fosse você, eu sinceramente acho a Caroline mais adequada pra isto, se for pra uma assistente fazer, — ela falou olhando pra Sofia, que sem tirar o olho da tela do celular, fez um sinal negativo com a cabeça. Obrigada! Ela confia em mim. — mas enfim. Pode cuidar disso, certo?

Oh cara ela está provocando... E de repente minha vaidade toma partido e eu respiro bem bruscamente endireitando minha postura diante dela.

-Posso sim! Pode deixar. – falo risonha.

-Se você diz... — ela ironiza e levanta da mesa. – Tenho que ir querida. – fala pra Sofia. — Bom almoço. Pras duas. – olha pra mim e forço um riso.

-Até logo mãe. – Sofia fala e recebe um beijo na testa dela que logo depois se vai. Estamos eu e Sofia a sós agora e ela finalmente para de mexer no celular e encontra meu olhar interrogativo.

-Eu sei, eu sei. Hoje é domingo. – fala revirando os olhos. – Por isso fiz meu pai te ligar. Pra ele você não diz não. – falou convencida. Ora, eu podia dizer não. Eu sei dizer não. Mas certo, isso não funciona comigo e Damon. Respiro fundo.

-Por que precisa de mim pra isto? A senhora Star disse tudo. Caroline é muito melhor nessas coisas que eu. – ela dá de ombros.

-Acontece que eu não gosto da Caroline. Ela é meio... Burra! – disse com tom de obviedade.

Certo, Caroline era chata, metida e meio arrogante, mas burra? Oh! Isso certamente não. Ela conseguia fazer mil coisas ao mesmo tempo, se eu conseguisse a metade disso...

-Bem, e o que vamos fazer pra começar?

-Só vou almoçar com você. Andie queria te entregar a pasta e dar o seu recado. Ela está com medo que você estrague tudo. – Sério? Nem percebi. – Eu acredito que não vai mesmo, e fora que eu poderei fazer do meu jeito. Outra coisa importante é que meu pai não pode saber que você está me ajudando. Digamos que ele é ruim sobre dividir. Principalmente elevadores e assistentes. – ela fala num tom de comédia e eu sorrio.

É realmente engraçado ver como as pessoas no prédio evitam cruzar com Damon nos corredores e abrem portas pra ele, puxam cadeiras. Até homens. Céus!

-Entendi.

-Vamos comer. Eu já pedi. O seu também. Gosta de risoto, certo? – sim eu gosto, muito.

-Gosto sim. – falo sorrindo.

Ficamos conversando depois do almoço, eu me divertia demais com ela. Ela me falava muita coisa sobre o pai e Rebekah, eu achava tudo muito instrutivo, a coisa nova foi os problemas com álcool que Rebekah tinha. Ela fazia tratamento e era meio depressiva. Sofia mencionou que ela havia tentando matar-se no final do ano passado. Isso me chocou muito. Damon é realmente um homem cercado por muitas histórias, mas é inegável que sendo grosso ou não, ele realmente ama a esposa e filha.

Quando finalmente eu estava em casa, fiquei repassando toda a conversa com Sofia. Agora eu estava bem em apuros. Na hora a minha vaidade me fez agir, de volta ao apartamento um arrependimento correu por mim. Satisfazer as ordens de Damon já me consumia muito tempo, tempo que eu passava com meu namorado, meus amigos, cuidando de mim e agora eu vou mesmo usar este meu tempo pra ajudar sua filha em segredo? E se isto me custar o emprego?

Ótimo Elena, você e seu orgulho.

-Droga!

Tentei afastar os pensamentos e focar agora na visita de meu pai.

Quando a noite chegou, eu fui direto pro restaurante encontrar com ele, já estava me esperando. Eu conseguia ser pontual com as coisas no meu trabalho por hábito, meu pai era muito parecido com Damon, mas é claro, muito menos arrogante que ele, embora durão e meio exigente.

-Pai. – falei indo ao seu encontro com um abraço.

-Princesa. – respondeu beijando minha face e me prendendo no abraço. – Você está tão magra. – Oh! Fale isto pras pessoas no meu trabalho.

-É impressão pai. – ele franze a testa.

-Não é não. Que bom então que estamos em um restaurante. – fala risonho e nos sentamos.

-Fiquei surpresa quando Matt me disse que o senhor viria. Faz muito tempo desde a última vez. – ele respira fundo. A conversa vai ser séria. – Sabe o Matt tentou uma vaga aqui, mas estavam querendo alguém mais experiente. – eu tentei desviar sua atenção. – Ele é muito bom mesmo.

-Bem, não sei se tão bom assim, se é ele que cozinha pra você e estás tão magra. – ele ironiza e eu o olho com reprovação. – Ou então talvez seja só o louco sádico do seu chefe. – Sádico? Epa!

-Pai... – ele me olha forte. – Ok pai, pode começar a falar, eu estou pronta pra bronca.

-Acho melhor você tomar uma sopinha antes. – ele fala ainda irônico.

-Não, não. Eu aguento. – respondo sua ironia. Ele joga o cardápio que examinava na mesa e me encara.

-Elena, eu não te entendo. Você foi aceita numa das maiores universidades do país, daí você desiste, quer vir pra este inferno de cidade e arriscar tudo no emprego dos sonhos, mas você está trabalhando pra um idiota, que te trata mal, te paga mal e ainda não deixa você explorar toda sua capacidade. Filha você é boa executiva. Trabalhou um tempo com o pessoal da Borge, você é boa, tinha um bom cargo lá, o que diabos você está fazendo com este mala?

-Pai, eu sei que é difícil, mas acredite em mim. O emprego com Damon vai me abrir muitas outras portas. Ele é muito influente, e conhece muita gente. Se eu fizer um bom trabalho com ele, muitas oportunidades vão surgir pra mim. Acredito até que eu terei que escolher o que eu quero. Eu tenho que aguentar um ano pai. Daí eu posso sair de lá e fazer o que faço de melhor. – ele me olha descrente. – É sério pai, eu vou me dar bem, esse é meu plano... – meu celular toca e eu pego ele sem encarar a tela e quando eu finalmente faço, ainda perdida no que dizia... – esse é meu... Chefe? – Droga! O que ele quer? Eu encaro meu pai com súplica e ele faz uma careta e aponta pra que eu atenda. – Eu preciso atender pai. – falo sem jeito e ele repete o gesto emburrado.

-Alô, Damon...? – a ligação está horrível.

-Meu voo acabou de ser cancelado. Pensei que estivesse tudo certo. – ele rosnou. Oh Merda!

-Estava. Está. Porque cancelado?

-Nenhum dos idiotas da companhia que você contratou quer decolar. Dizem que é por causa do tempo. Dê um jeito nisso! Tenho que estar em casa amanhã de manhã. – e desliga.

Oh Meu Deus! Que droga! Olho pro meu pai com olhos arregalados e sinto que nossa noite acabou.

-O que ele quer agora?

-Cancelaram o voo dele por mal tempo. Eu preciso conseguir outro pai.

Começo a fazer várias ligações, durante todo o jantar, eu mal como ou falo com meu pai, que só me olha com desaprovação. O jantar acaba e eu nem percebo. Ninguém quer voar, falam que está tendo uma forte tempestade. Eu fico cada vez mais desesperada quando percebo que nenhuma das companhias que lidamos vai decolar. Estávamos indo ao Central Parque enquanto falava no celular com mais uma companhia, quando Damon liga pra mim e eu atendo.

-E então?

-Damon eu estou tentando, mas ninguém quer voar, por causa da tempestade.

-Pelo amor de Deus! Que tempestade? – ele pergunta irritado e bem, eu ouvi um trovão, forte, quase o não o escuto pelo barulho e é não o da rua. Tem mesmo uma tempestade, qual o problema dele? – Ligue para o Jacky, peça a ele, fale com todo mundo que conhecemos que tem um jato. Droga! Este é seu trabalho, sua responsabilidade. Quero ir pra casa! – rosna ainda mais assustador e desliga.

-Senhor, ele vai me matar pai. – meu pai bufa levando as mãos a cabeça.

-O que ele quer que você faça? Que chame a marinha pra resgatar ele lá?

-Não... – e eu estou considerando isto, por um momento... – Eles iriam? – meu pai me olha irritado e sai puxando meu braço enquanto mais uma vez tento.

Eu passei o resto da noite assim. Não curti o meu pai como queria, nem nosso passeio, quando o deixei no hotel ele me olhou e disse:

-Elena eu confio em você, no que você espera de tudo isso, só não deixe de viver sua vida por uma ambição, ou por um chefe maluco. Há coisas mais importantes na vida do que um status profissional. Como família e amigos. E talvez você já veja como será sua vida. Não acredito que você queira terminar como ele. – eu suspiro. Damon conseguiu vencer na vida, mas ele realmente peca na familiar. Mesmo assim tudo o que ele faz ou fez foi ambicionando o melhor pra filha, eu acho e vejo. Talvez ele não seja tão ruim só... Incompreendido. E meu próprio pensamento me assombra, porque pela primeira vez eu estou o defendendo.

Volto pra casa depois de me despedir de meu pai. Eu estou em frangalhos, não consegui nenhum voo e mesmo que agora eu o fizesse, Damon não estaria aqui a tempo para a apresentação da filha. Eu nem queria chegar no trabalho.

Acordei moída, pois acho que quando consegui pregar os olhos fiz isso cinco segundos antes do despertador tocar. Quando cheguei na Salvatore Caroline me olhou perplexa, eu certamente estaria ainda mais desenxabida pra ela hoje. Eu me sentia assim hoje. Um lixo de exaustão.

-Ele quer falar com você – ela disse apontando a porta de vidro diante de mim. Ótimo, respire. Damon não estava a vista, mas mesmo assim eu já estava sem voz. Mal entrei na sua sala e ele disparou.

-Sofia me ligou quando cheguei no aeroporto, assim que liguei meu celular. Haviam muitas chamadas dela. Eu tenho uma filha muito madura pra idade e talvez eu deva me orgulhar disto, não foi a primeira vez que faltei com ela, ela não se importou muito, mas dessa vez era diferente. Eu queria estar lá. Queria ver a apresentação de seu projeto. Os professores dela me ligaram elogiando, Rebekah estava radiante, Stefan estava envaidecido, todos extasiados com o que ela fez, com a ideia dela e seu grupo. Todos – ele vira e me encara com fúria nos olhos – menos eu, porque eu não estava lá. – sua voz é parada, fria, dura, sombria, e meu corpo reage, eu tremo.

-Damon, eu sinto muito eu...

-Sabe, — ele segue sem me deixar falar e senta na sua cadeira diante de mim. – eu sempre contrato o mesmo tipo de garotas pra este trabalho. Magras, estilosas, — ele me olha torto sugerindo que não me encaixo nisso, eu realmente não me encaixo. – Que adoram o meu trabalho e realmente admiram o que eu faço aqui. – uou, eu também não faço isso. – Mas aí elas acabam sendo... – ele hesita, respira fundo, olha pra direção de Caroline e acrescenta. – Sei lá, burras mesmo. – Ele também com isso? Céus, ela definitivamente não é burra, pois se for eu seria uma demente em comparação. – Damon se ergue da mesa outra vez, ele está muito inquieto e irritado, mexe no cabelo, bem agitado. – Dái você vem na minha empresa, com todo seu discurso ético e eu penso: Vamos lá Damon, tente, contrate a garota inteligente e sem sal. – O que? – Eu tinha esperanças – volta a sentar – como eu tinha, mas aí acabou que você me decepcionou mais que todas as outras. – Eu estava desolada, ele me acha gorda, sem sal e sem estilo. Ora Elena, isso não foi o mais importante que ele falou, mas doeu. E bem eu o decepcionei e muito mesmo, por que mais do que raiva o seu olhar me transmitia tristeza, abatimento.

-Eu fiz tudo o que estava ao meu alcance... – e agora eu lutava contra as lágrimas e o nó na minha garganta. Foi mais duro do que eu pensei. Ele não me deixa terminar.

-É só isso. – e faz um sinal com as mãos sem me encarar para que eu saia da sala, eu engulo, dou meia volta e vou.

Fiquei acabada até a hora do almoço. Encontrei com Stefan e ele me perguntou meu problema. Eu precisava desabafar.

-Ele me odeia Stefan. – falei com voz chorosa e ele me olha.

-Ora Elena, meu irmão é capaz de muitas coisas, mas odiar alguém... – ele fala esnobe.

-Quero dizer, se eu faço algo certo, de verdade, ele não fala nada. Nada. – eu estava exasperada – Mas se eu faço algo errado ele é... Terrível! – coloco as mãos na cabeça.

-Então pede demissão. – Stefan dispara e eu o olho incrédula. O que?

-Não.

-Eu consigo uma garota pra este emprego em uma hora, alguém que queira ele de verdade. – fala sério.

-Eu não vou fazer isto, não é justo. Eu apenas quero um pouco de reconhecimento, o trabalho com ele não é fácil e eu estou me matando...

-Por favor Elena, você está se ouvindo?

-O que foi?

-Você está lamentando Elena. Damon está fazendo o trabalho dele, e ele é muito bom no que ele faz, por que ele vive pra isto. Você não pode entender porque na verdade você não entende o que é tudo isso. – ele aponta pro ambiente ao nosso redor se referindo a empresa. – Ou pior, você não liga. Elena você trabalha na maior empresa Norte Americana de Tecnologia, seu chefe desenvolveu inúmeros projetos que revolucionaram toda uma geração. Você nem para pra pensar nisso. Este local não é só um centro capitalista. O nome Salvatore Tecnology significa muito pra algumas pessoas. Por exemplo, um deficiente auditivo que quer um pouco mais de portabilidade e acessibilidade e bem, a Salvatore vem e desenvolve um telefone móvel adaptado para ele. – uou, li sobre isso em algum lugar. — Profissionais, empresários, pessoas que necessitam disto. Meu irmão desenvolve projetos visando não seu lucro, mas um ganho global. Ele quer constantemente criar algo novo e realmente bom pra sociedade, técnicas de cultivo, energia solar renovável. Você não faz ideia de quantas pessoas meu irmão e esta empresa já ajudaram. E você ainda reclama quando ele não te elogia após uma tarefa bem feita. Acorda Elena! – isto foi realmente uma bronca, e doeu ainda mais porque eu realmente sei que é verdade. Eu estou esnobando este lugar, meu emprego, eu canalizei tudo no meu chefe e em como ele é terrível, isso tornou meu trabalho terrível, mas ele não é.

-Estou estragando tudo não é? – ele me olha afirmando. — Mas eu não quero isto. Quer dizer, eu queria estar num lugar como este e agora eu estou e não quero perder, o que eu posso fazer?... O que...

E um raio de luz entra em minha mente, e eu realmente olho pra mim. Eu coloquei na cabeça que não precisava mudar em nada por um emprego, mas este não é qualquer emprego, e eu realmente preciso me adaptar. Damon não exige tanto certo? Seja rápida estando um passo a frente, eficiente, esteja sempre bem vestida e atenta a tudo. O acompanhe e seja útil. Eu sabia como fazer isso. Eu podia fazer isso, ele me deu vários meios, mas o melhor, eu já sabia por onde começar.

No final do expediente, eu liguei pra Bonnie, ela me atendeu e eu falei bem aminada.

-Topa aquelas compras agora? – ela sorriu.

-Vai realmente usar aquele cartão maravilhoso? – perguntou com voz animada.

-Vamos! Se Damon quer uma assistente apresentável e vivaz, ele vai ter. – ela gargalha.

-Vamos lá! – diz risonha e eu desligo.

Eu não preciso mudar quem eu sou, pois eu sou capaz e bem eficiente. Apenas preciso me adaptar a Salvatore, ao mundo dele, me engajar e dominar, eu não acreditava nisso, mas a roupa faz muita diferença, então pra começar, vou resolver este por menor. Não importa que roupa eu use, sempre serei a mesma Elena, e Damon Salvatore tem que conhecer e Elena e esquecer a Caroline.

Notas finais
Beijos! ^^