Ele & Ela

1 Ele & Ela - O tempo é a única forma de amar


Notas iniciais
"Jamais te esqueci Rachel..." - Owen Williams

Owen Williams é um menino de doze anos que mora em Londres com seus pais. Ele gosta muito de desenhar e sonha em ser um artista famoso. Ele tem um caderno cheio de desenhos incríveis que ele faz nas horas vagas. Ele estuda na escola Maria Montessori, que fica em Hampstead, um bairro nobre da cidade.

Owen não é feliz na escola. Ele sofre bullying das outras crianças, que zombam dele por causa de seus desenhos e de seu jeito tímido. Eles os chamam de "nerd", "esquisito" e "sem graça". Owen não tem amigos na escola e se sente muito sozinho. Ele nunca contou para seus pais sobre o que acontecia, pois tinha vergonha e medo.

Um dia, Owen decidiu que não aguentava mais. Ele pegou seu caderno de desenhos e saiu da escola sem avisar ninguém. Ele andou pelas ruas de Londres, sem saber para onde ir. Ele só queria encontrar um lugar onde ele pudesse ser ele mesmo e mostrar seus desenhos para alguém que os apreciasse.

Ele caminhou até chegar a um parque, onde viu uma feira de artesanato. Ele se aproximou de uma barraca onde havia vários quadros coloridos e bonitos. Ele ficou admirado com as obras e perguntou para a menina que estava vendendo:

— Quem fez esses quadros?

— Fui eu mesma - respondeu ela, sorrindo.

— Você é uma artista? - perguntou Owen, impressionado.

— Sim, eu sou. E você, gosta de arte?

— Eu adoro! Eu também faço desenhos - disse Owen, mostrando seu caderno.

— Posso ver? - pediu a menina, curiosa.

— Claro - disse Owen, abrindo o caderno.

A menina olhou os desenhos de Owen e ficou maravilhada. Ela viu que ele tinha muito talento e criatividade. Ela elogiou os desenhos e perguntou:

— Qual é o seu nome?

— Owen Williams - respondeu ele.

— Prazer, Owen. Eu me chamo Rachel Miller. Você quer ser meu amigo?

Owen ficou surpreso e feliz com o convite. Ele aceitou na hora e sorriu pela primeira vez em muito tempo. Ele sentiu que tinha encontrado alguém que o entendia e o valorizava. Ele sentiu que tinha encontrado uma amiga de verdade.

Com o passar do meses e anos. Owen e Rachel se tornaram grandes amigos. Eles passaram a se encontrar todos os dias no parque, onde conversavam sobre arte, música, livros e sonhos. Eles também visitavam museus, galerias, cinemas e teatros juntos. Eles compartilhavam seus gostos e opiniões, e se divertiam muito.

Com dezesseis anos Owen se sentia cada vez mais feliz e confiante. Ele não se importava mais com o bullying na escola, pois sabia que tinha alguém que o apoiava e o admirava. Ele também começou a mostrar seus desenhos para seus pais, que ficaram orgulhosos de seu talento. Ele até ganhou um concurso de arte na escola, e recebeu um prêmio em dinheiro.

Rachel também estava feliz com a amizade de Owen. Ela achava ele um menino inteligente, gentil e engraçado. Ela gostava de sua companhia e de sua sinceridade. Ela o considerava seu melhor amigo, e nada mais.

Owen, porém, começou a sentir algo mais por Rachel. Ele se apaixonou por ela, sem perceber. Ele achava ela linda, simpática e talentosa. Ele adorava seu sorriso, seu cabelo, seus olhos. Ele queria estar sempre perto dela, abraçá-la, beijá-la. Ele queria dizer que a amava.

Mas ele não tinha coragem de se declarar. Ele tinha medo de perder sua amizade, de ser rejeitado, de magoá-la. Ele achava que ela não sentia o mesmo por ele, que só o via como um amigo. Ele sofria em silêncio, escondendo seus sentimentos. Certa noite Owen resolveu se declarar para Rachel:

— É... Rachel

— Oi Owen.

— Eu queria lhe contar algo e queria bastante atenção de sua parte - disse Owen começando a sentir calafrios.

— Tá. Tudo bem então pode me falar.

— Olha Rachel eu queria lhe dizer que eu sinto algo a mais por você além de nossa grande amizade... Desde daquele dia no parque eu..

— Olha Owen me desculpa, Mas vamos parando por ae eu não posso corresponder a esse sentimento — disse Rachel interrompendo a fala de Owen e levando as suas mãos sobre os seus braços - Me desculpa.

— Rachel, por favor, me escuta. Eu te amo, eu sempre te amarei. Você é a pessoa mais importante da minha vida. Você me faz feliz, você me fazer sentir especial. Você é a minha melhor amiga, Mas também é a minha paixão. Eu não posso mais esconder isso de você. Eu preciso saber se você sente o mesmo por mim - disse Owen, segurando as mãos de Rachel.

— Owen, eu sinto muito, mas eu não sinto o mesmo por você. Você é o meu melhor amigo, e eu te adoro, mas só como amigo. Eu não tenho nenhum interesse romântico em você. Eu nunca tive. Eu não quero estragar a nossa amizade por causa disso. Por favor, me entenda - disse Rachel, soltando as mãos de Owen.

— Rachel, como você pode dizer isso? Como você pode não sentir nada por mim? Nós somos perfeitos um para o outro. Nós temos tudo em comum. Nós nos conhecemos há tanto tempo. Nós nos damos tão bem. Como você pode não ver isso? - disse Owen, frustrado.

— Owen, eu vejo que você é um menino maravilhoso, e que qualquer garota teria sorte de ter você. Mas eu não sou essa garota. Eu não sinto atração por você. Eu não sinto amor por você. Eu sinto amizade por você. E isso é tudo - disse Rachel, com firmeza.

— Rachel, por favor, me dá uma chance. Me dá uma oportunidade de te mostrar o quanto eu te amo. Me dá uma oportunidade de te fazer feliz. Me dá uma oportunidade de ser o seu namorado — disse Owen, implorando.

— Owen, não adianta insistir. Eu já tomei a minha decisão. Eu não quero ser a sua namorada. Eu quero ser a sua amiga. E se você realmente me ama, você vai respeitar a minha escolha - disse Rachel, com delicadeza.

— Rachel, eu não posso aceitar isso. Eu não posso ser só seu amigo. Eu não posso fingir que não sinto nada por você. Eu não posso te ver com outros garotos. Eu não posso te ver feliz sem mim - disse Owen, com dor.

— Owen, eu sinto muito, mas essa é a realidade. Você vai ter que aceitar isso. Você vai ter que superar isso. Você vai ter que seguir em frente - disse Rachel, com tristeza.

E assim Rachel abraçou Owen e saiu.

— Rachel... — Owen ficou parado sem nenhuma reação.

Assim, Se passaram três anos. Owen e Rachel acabarem se afastando. Eles terminaram a escola e foram para a faculdade. Owen escolheu estudar artes plásticas, e Rachel escolheu estudar advocacia. Eles foram para universidades diferentes e nunca mais tiveram contato.

Passaram-se vinte e cinco anos depois. Já bem sucedido, Owen nunca esqueceu Rachel. Ela foi o seu primeiro e único amor. Ele tentou seguir em frente, mas nunca conseguiu se apaixonar por outra pessoa. Ele se casou com uma mulher chamada Emma, que era bonita e gentil, mas que não tinha nada a ver com ele. Eles não tinham filhos, pois Owen não queria ter uma família com alguém que ele não amava de verdade.

Um dia, Owen decidiu que era hora de terminar o seu casamento. Ele chamou Emma para conversar e disse:

— Emma, sente-se nós precisamos conversar.

— O que foi, Owen? Aconteceu alguma coisa? - perguntou Emma, preocupada.

— Emma, eu vou ser sincero com você. Eu não te amo. Eu nunca te amei. Eu me casei com você por conveniência, por solidão, por medo. Mas eu sempre amei outra pessoa. Uma pessoa que eu conheci na escola, e que eu nunca esqueci. Uma pessoa que eu perdi por causa da minha covardia.

— Owen, do que você está falando? Quem é essa pessoa? - perguntou Emma, chocada.

— O nome dela é Rachel. Ela foi a minha melhor amiga, e a minha paixão. Ela me rejeitou quando eu me declarei para ela, e eu nunca mais a vi. Mas eu nunca deixei de pensar nela um dia se quer, de sonhar com ela, de desejar ela.

— Owen, como você pode me dizer isso? Como você pode me enganar assim? Como você pode me fazer de boba? - perguntou Emma, furiosa.

— Emma, me desculpe. Eu sei que eu fui um canalha com você. Eu sei que eu te magoei muito. Mas eu não podia continuar vivendo essa mentira. Eu não podia continuar fingindo que eu te amava, quando na verdade eu amo outra pessoa.

— Owen, você é um monstro. Você é um egoísta. Você é um insensível. Você não se importa com os sentimentos dos outros. Você só se importa com você mesmo — disse Emma, chorando.

— Emma, por favor, não chore. Eu não quero te fazer sofrer mais do que já fiz. Eu só quero ser honesto com você. Eu só quero ser livre para seguir o meu coração.

— Owen, vá embora daqui. Saiba que você me perdeu para sempre. Saiba que você nunca mais vai me ver na sua vida - disse Emma, enxugando as lágrimas.

— Emma, adeus. Eu sinto muito por tudo - disse Owen, pegando as suas malas e saindo pela porta.

Eles nunca mais se falaram depois disso.

Owen se dedicou à sua carreira de artista plástico. Ele se tornou um pintor famoso e reconhecido, que expunha suas obras em galerias e museus pelo mundo. Ele ganhou muito dinheiro e prestígio, mas isso não o fez feliz. Ele sentia um vazio em seu coração, que só Rachel poderia preencher.

Rachel também nunca esqueceu Owen. Ela foi a sua melhor amiga, e ela sentia falta dele. Ela se arrependeu de ter rejeitado o seu amor, mas achou que era o melhor a fazer na época. Ela pensava que ele era muito bom para ela, e que ela não merecia o seu amor. Ela tinha medo de se machucar, e de machucá-lo.

Ela se casou com um homem chamado James, que era advogado e rico, mas que era arrogante e infiel. Eles tiveram dois filhos, Liam e Olivia, que eram a razão da vida de Rachel. Ela se dedicou à sua carreira de advogada, e se tornou uma profissional respeitada e bem-sucedida. Ela ganhou muito dinheiro e prestígio, mas isso não a fez feliz. Ela sentia um vazio em seu coração, que só Owen poderia preencher.

Ela acabou se divorciando de James depois de dezessete anos de casamento, pois descobriu que ele a traía com várias mulheres. Ela ficou arrasada, mas decidiu seguir em frente pelo bem dos seus filhos.

Um dia, Rachel chamou Liam e Olivia para conversar e disse:

— Filhos, eu tenho uma coisa importante para falar com vocês.

— O que foi, mãe? Aconteceu alguma coisa? - perguntou Liam, o mais velho, com 15 anos.

— Não se preocupem, não é nada grave. É sobre o seu pai e eu - disse Rachel, respirando fundo.

— Vocês vão se separar? - perguntou Olivia, a mais nova, com 12 anos.

— Sim, filha. Nós vamos nos separar - confirmou Rachel, com tristeza.

— Por quê? - perguntaram os dois, ao mesmo tempo.

— Porque nós não nos amamos mais. Porque nós não somos felizes juntos. Porque nós temos problemas que não conseguimos resolver. Porque nós achamos que é melhor assim - explicou Rachel, tentando ser clara.

— Mas mãe, vocês não podem se separar. Vocês são nossos pais. Vocês formam uma família. Vocês têm que ficar juntos - disse Liam, inconformado.

— Filho, eu sei que é difícil de entender. Eu sei que é doloroso de aceitar. Mas às vezes as pessoas se separam porque é o melhor para elas. E para os filhos também. Nós não queremos que vocês sofram com as nossas brigas, com as nossas tristezas, com as nossas frustrações. Nós queremos que vocês sejam felizes - disse Rachel, com carinho.

— Mas mãe, como nós vamos ser felizes sem vocês dois juntos? Como nós vamos viver sem uma família? Como nós vamos ficar sem o nosso pai? - perguntou Olivia, chorando.

— Filha, vocês não vão ficar sem uma família. Vocês sempre terão uma família. Vocês sempre terão a mim e ao seu pai. Nós sempre vamos amar vocês e cuidar de vocês. Nós só não vamos morar juntos. Nós vamos morar em casas separadas. Mas isso não vai mudar o nosso amor por vocês - disse Rachel, abraçando Olivia.

— Mas mãe, como vai ser isso? Como nós vamos nos ver? Como nós vamos conviver? Como nós vamos nos adaptar? - perguntou Liam, confuso.

— Filho, vai ser diferente, mas não vai ser ruim. Nós vamos nos ver com frequência. Nós vamos conviver com harmonia. Nós vamos nos adaptar com o tempo. Nós vamos fazer o possível para que essa mudança seja tranquila para todos nós - disse Rachel, acalmando Liam.

— Mãe, eu não quero isso. Eu quero que vocês voltem a se amar. Eu quero que vocês fiquem juntos. Eu quero que tudo volte a ser como antes - disse Liam, esperançoso.

— Filho, eu sinto muito, mas isso não vai acontecer. O seu pai e eu já tentamos de tudo para salvar o nosso casamento. Mas não deu certo. Nós não temos mais volta. Nós temos que seguir em frente - disse Rachel, com firmeza.

— Mãe, eu te odeio. Eu te odeio por fazer isso com a gente. Eu te odeio por acabar com a nossa família. Eu te odeio por me fazer sofrer — disse Liam, revoltado.

Ele saiu correndo do quarto e bateu a porta.

Rachel ficou arrasada com as palavras do filho. Ela sabia que ele estava magoado e precisava desabafar. Ela sabia que ele ainda a amava e iria perdoá-la. Ela sabia que ele iria se acostumar com a nova situação e iria ser feliz novamente, Mas ela também sabia que ele tinha razão em uma coisa:

Ela tinha acabado com a sua família.

E ela se sentia culpada por isso.

Um dia, Rachel recebeu um convite para ir a um restaurante com um homem que ela tinha conhecido em um aplicativo de relacionamento. Ela aceitou, pois estava cansada de ficar sozinha e queria conhecer alguém novo. Ela não tinha muitas expectativas, mas achou que valia a pena tentar.

Ela se arrumou e foi para o restaurante. Ela estava vestida com um vestido vermelho que realçava a sua beleza. Ela tinha os cabelos soltos e os olhos brilhantes.

Ela chegou ao restaurante e procurou pelo seu encontro. Ela tinha visto uma foto dele no aplicativo, mas não se lembrava muito bem do seu rosto. Ela só sabia que ele se chamava Williams, que era artista plástico e que tinha 44 anos.

Ela olhou ao redor do restaurante, procurando por esse Williams. Ela viu muitos homens, mas nenhum deles era o homem que estava a prorcura.

Ela estava prestes a desistir de procurá-lo, quando ela ouviu uma voz familiar atrás dela:

— Rachel Miller?

Ela se virou rapidamente e viu o homem. que nada mais era Owen que se encontrava parado em sua frente.

Ele estava lindo como sempre. Ele usava um terno preto e uma camisa branca. Ele estava elegante e charmoso.

Ele sorriu timidamente para ela.

Rachel ficou sem fôlego ao vê-lo.

Ela não podia acreditar que ele era o seu encontro.

Ela não podia acreditar que ele estava ali.

Ela sorriu emocionada para ele.

— Owen... - ela disse.

Eles se abraçaram com força, como se quisessem recuperar o tempo perdido.

Eles sentiram o calor do corpo um do outro, o cheiro do perfume um do outro, o batimento do coração um do outro.

Eles se afastaram um pouco, e se olharam nos olhos.

Rachel viu que dentro daquele homem ainda fervia um amor antigo que havia sido desprezado.

Eles não precisaram dizer nada.

Eles se beijaram apaixonadamente, como se fosse a primeira e a última vez.

Eles se beijaram como se fossem os únicos no mundo.

Eles se beijaram como se fossem feitos um para o outro.

E eles eram.

Depois do beijo, eles se sentaram em uma mesa e conversaram por horas. Eles contaram sobre as suas vidas, sobre os seus casamentos fracassados, sobre os filhos de Rachel, sobre os seus trabalhos, sobre os seus sonhos. Eles riram, choraram, se emocionaram. Eles perceberam que ainda tinham muito em comum. Ela percebeu que era aquilo, que era o Owen que realmente queria.

No final da noite, eles saíram do restaurante e foram para o carro de Owen. Eles se beijaram novamente e decidiram ir para o hotel onde Owen estava hospedado. Eles queriam ficar juntos. Eles queriam matar a saudade.

No hotel, eles fizeram amor com paixão e ternura. Eles se entregaram um ao outro sem medo e sem culpa. Eles se sentiram completos e felizes. Eles dormiram abraçados e acordaram sorrindo.

Na manhã seguinte, eles tomaram café da manhã juntos e conversaram sobre o futuro. Eles sabiam que tinham muitos desafios pela frente. Eles sabiam que tinham muitas coisas para resolver. Eles sabiam que tinham muitas dúvidas e incertezas.

Mas eles também sabiam que tinham uma certeza:

Eles se amavam.

E eles queriam ficar juntos.

— Owen, eu te amo - disse Rachel, olhando nos olhos dele.

— Rachel, eu também te amo - disse Owen, beijando-a na testa.

— Owen, vamos devagar para vermos se a gente é feliz junto - disse Rachel, abraçando-o forte.

— Rachel, vamos sim. Vamos juntos — disse Owen, retribuindo o abraço.

Três anos se passaram desde aquele dia. Rachel e Owen estavam mais felizes do que nunca. Eles tinham construído uma família linda com os dois filhos de Rachel, Liam e Olivia, que adoravam o novo pai. Eles moravam em uma casa aconchegante no campo, rodeada de flores e árvores. Eles trabalhavam juntos em um projeto social que ajudava crianças carentes da região.

Um dia, eles receberam uma notícia fantástica: depois de muito tempo na fila de espera, eles finalmente tinham sido escolhidos para adotar uma criança. Era uma menina de quatro anos, chamada Luna, que tinha sido abandonada pelos pais biológicos. Ela estava em um orfanato há dois anos, esperando por uma família que a amasse.

Rachel e Owen ficaram emocionados. Eles não viam a hora de conhecer a sua nova filha e dar-lhe todo o carinho que ela merecia. Eles contaram a novidade para Liam e Olivia, que ficaram felizes por terem uma irmãzinha. Eles prepararam o quarto dela com todo o cuidado, enfeitando-o com bichinhos de pelúcia, livros e brinquedos.

No dia marcado, eles foram buscar Luna no orfanato. Quando viram a menina, se apaixonaram à primeira vista. Ela era linda, com cabelos cacheados e olhos castanhos. Ela estava tímida e assustada, mas logo se sentiu acolhida pelos novos pais e irmãos. Eles a abraçaram com ternura e disseram:

— Luna, nós somos a sua nova família. Nós te amamos muito.

— Luna, eu sou o Owen, o seu novo pai. Eu vou cuidar de você e te proteger sempre.

— Luna, eu sou a Rachel, a sua nova mãe. Eu vou te dar muito carinho e te ensinar muitas coisas.

— Luna, eu sou o Liam, o seu novo irmão mais velho. Eu vou brincar com você e te ajudar nos deveres.

— Luna, eu sou a Olivia, a sua nova irmã mais nova. Eu vou ser sua amiga e te contar histórias.

Luna sorriu e disse:

— Oi, família. Eu também amo vocês.

Eles saíram do orfanato de mãos dadas, felizes por terem encontrado uns aos outros. Eles voltaram para casa e começaram uma nova vida juntos, cheia de amor e alegria.

Notas finais
Chegamos ao fim desta história magnífica. Bom espero eu que tenha gostado. Sempre usem a imaginação!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!