Era uma vez, uma garota que amava baseball.

Tora Yamazaki não saberia dizer desde quando se tornara a maior anomalia social de todos os tempos, mas nem toda sua recusa em seguir as regras justificava aquele destino cruel que seu pai estava lhe impondo.

Porque, sim, ela tinha aquela teoria perfeitamente plausível que isso deveria ser algum tipo de punição.

Seu pai fora um famoso catcher, e talvez fosse por isso que ela sempre amara o esporte e desejara se tornar uma profissional. Ironicamente, Ichirou Yamazaki nunca a apoiara.

Ridículo”Ele dizia “Se tem tempo para essa bobagem, deveria estar fazendo algo útil “.

Tora se recusava terminantemente a obedece-lo, e partia da premissa de que o velho deveria ter caducado de vez. Quer dizer, ele praticamente obrigava o irmão a jogar baseball. Irmão esse, aliais, que era ridiculamente péssimo.

Então porque ela que amava o jogo e era boa ele proibia?

A Yamazaki amaldiçoava o fato de ser menina. Se fosse homem. Se fosse homem não teria esse tipo de problema. Mas ela já havia decidido. Iria definitivamente para a Seido e mostraria para o pai que garotas podiam, sim, jogar baseball.

Ran não gostava de baseball. Ela amava.

E era ai que residia tudo.

– Porque eu vou me passar por você.

O gêmeo a encarou, incrédulo.

Aquele era o plano perfeito.

Tora nunca pensou que uma frase com sete palavrinhas pudesse fazer tanto estrago. E, muito menos, que uma mentirinha pudesse trazer tantas complicações para sua vida.

O que ela não fazia ideia era que mesmo o melhor dos planos não estava isento de falhas. E que, talvez, o destino quisesse mudar um pouquinho o rumo das coisas.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.